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O filme que todo nerd deve estar roendo a unha para ver. Para quem não sabe, Tron Legacy é continuação do filme Tron, que foi lançado em 1982 pela Disney. A direção ficou nas mãos de Joseph Kosinski e tem no elenco alguns dos atores que estiveram em Tron, como Jeff Bridges e Bruce Boxleitner. A expectativa é se esse será o novo Matrix.
Assistam o trailer e vejam se não é de fato para roer as unhas de ansiedade para a estréia, prevista para 10 de dezembro de 2010, nos EUA. Haja unha e ansiedade.
Finalmente conseguimos fazer um mixtape com um pouco do que tocamos na festa do BBB10, no último dia 27 de fevereiro, na festa da Chilli Beans que rolou na famosa casa.
Só que convive com a dupla Database, formada pelo Yuri Chix & Lucio Morais, pode ter uma leve ideia de quanto um documentário feito com eles pode beirar a insanidade.
Em agosto de 2009 o Database fez uma turnê americana em conjunto com o French Horn Rebellion. A viagem resultou num ótimo documentário, que estréia ainda esse mês na programação da MTV.
Hoje rola a partir das 23h a premiere do documentário no Bar Secreto e também a comemoração do aniversário do Yuri Chix. No line-up tem eu (Lalai), Database, LL Cool DJs e Roots Rock Revolution. Quem se animar em ir, a lista é de R$ 50 de consumação. Email para djluciomorais@gmail.com.
Assista ao trailer, se anima, capricha na produção e apareça hoje a noite para comemorar com a gente:
Eu não sou de pesquisar música, e todas as minhas descobertas são pérolas que caem no meu colo em pequenos acidentes culturais divinos. Foi num desses que conheci o Chew Lips, e em outro quase concomitante descobri o dinamarquês Kasper Bjørke.
Ele começou como DJ, mas em 2007 lançou seu primeiro álbum ‘In Gumbo’, que eu sinceramente nunca ouvi, mas ouvi as descrições mais abstratas para o som do cara: disco sereno, synth disco imersivo, jornada melódica entre paisagens sonoras cinematográficas, e por aí vai.
Agora ele lança seu segundo álbum, ‘Standing on top of Utopia‘, e dele já sairam dois videos magníficos, de singles deliciosos. O primeiro é ‘Young Again’, e o segundo e meu favorito “Efficient Machine’. Essa última música já está no meu repeat até gastar o arquivo mp3. Os vocais são de Thomas Hoffding, do WhoMadeWho, que eu já ouvi até sangrar os ouvidos.
Como eu bem li em um blog, é um som para ‘deixar derreter lentamente na boca, e saborear uma mistura aveludada de elementos post-punk, disco, pop e house.’ Não poderia explicar melhor.
Faz exatamente 100 anos que foi criado o “Dia Internacional das Mulheres”. Coincidentemente li uma das entrevistas mais incríveis dos últimos tempos na última Another Magazine, feita com a atriz alemã Luise Rainer, que completou 100 anos no último dia 12 de Janeiro.
A atriz ganhou 2 Oscars e a única que ganhou o prêmio nos anos 30 e ainda está viva. Ela começou sua carreira aos 16 anos no teatro com ninguém menos que Max Reinhardt. Aos 25 anos ela foi descoberta pela MGM e se mudou para os Estados Unidos. Fez filmes até os anos 50 e depois só voltaria à tela para aparições nos anos 80 em séries de TV. Retornou ao cinema em “The Glamber“, de Dostoyevsky, em 1997.
A entrevista foi feita pelo crítico Hans Ulrich Obrist, me emocionou e fez eu colocá-la no topo da lista das pessoas que se eu pudesse convidar para um café, seria ela. Como bem definiu o Hans, a entrevista foi um testemunho de um século e não sobre nostalgia, em que ele resume que “o futuro é sempre feito de fragmentos tirados do passado”.
Luise é uma mulher divertidíssima, perpicaz e com uma memória fantástica. A entrevista se tornou uma conversa deliciosa, em que Luise também faz várias perguntas ao Hans. Obviamente para quem viveu por tanto tempo, ela tem histórias fantásticas e a maioria envolvendo grandes nomes do teatro e cinema.
Eu sou muito fã de Brecht e não sabia, mas foi ela quem o ajudou a ir para a América, que em agradecimento ofereceu escrever uma peça para ela. Como ele estava duro na época e ela estava prestes a viajar, ela pediu para o seu agente paga-lo para escrever a peça. Ela acabou tendo vários problemas nesse meio tempo. Pegou malária na África, depois foi para a Itália e quando retornou à NY, seu agente a procurou desesperado, pois pagava Brecht semanalmente pela peça, porém havia passado bastante tempo e ele não entregou uma página sequer. Ela foi atrás do Brecht para cobrar a peça e ele enviou 2 páginas apenas. Depois de uma bela canseira, de ter reclamado que o que ele enviou não era nada, acabou desistindo e disse para ele fazer o que quisesse com a peça, que virou “O círculo do giz caucasiano”, que ele levou 2 anos para concluir.
Luise também trabalhou com Pirandello, mas a melhor história é com Fellini, que a convidou para atuar em La Dolce Vita, porém ela não quis pela forma como ele trabalhava, filmando esporadicamente. Ele não aceitou a resposta e a bombardeou com telegramas e depois a levou para Roma para conversar mais a respeito. Ela acabou aceitando com a condição de que ela escreveria sua cena e ele topou, que seria sobre o relacionamento de Marcello com uma velha escritora que vivia em uma torre. No final a cena foi feita, mas os dois tiveram tantos problemas, que a cena foi cortada.
Depois discorre sobre o filme “The Good Earth“, que lhe rendeu o segundo Oscar de sua carreira.
Hans termina a entrevista perguntando se ela tem correspondências de todas essas pessoas que ela conheceu e conviveu. Ela responde que não tem nenhum arquivo organizado. O que ela tem são pequenas notas de lembranças que ela tem e encerra dizendo que tem muitas coisas em particular e que não estava brincando quando disse que toda a sua vida era amor, mas que consequentemente tinha também uma dose de tristeza. Ela estava vivendo como todo mundo. A vida não é a mesma para cada um, pois depende do quanto você é sensível, observador e como as pessoas que entram na sua vida podem tocá-lo. A vida é enorme e ela sempre tem respirado em várias direções.
E minha homenagem nesse dia vai especialmente a ela, que é uma grande mulher com uma história de vida incrível. E abaixo uma cena de Luise Rainer atuando em “The Great Zigfield“, em que ela ganhou seu primeiro Oscar:
Hahahahaha, adorei!!! A ilustradora e designer Odessa Begay criou o Museum of Modern Tweets, em que ela transforma tweets de celebridades em ilustrações numa releitura bem divertida. Vale conferir, eu estou rolando de rir aqui.
Apresentação bacana sobre um dos assuntos mais comentados nos últimos anos: o futuro da mídia. A apresentação traz uma ótima compilação de todas as discussões que tem rolado sobre o assunto, além de ótimas referências e insights:
Desde a infância aprendemos que é feio mentir, mas mesmo assim passamos a vida mentindo. Sejam pequenas e tolas ou grandes e perigosas as nossas mentiras.
Eu entrei em parafuso há um tempo atrás sobre esse assunto, pois às vezes a mentira toma proporções que fogem ao controle e transforma a vida do seu interlocutor num “mundo faz de conta”. Uma fábula em que ele acredita fazer parte. A mentira nesse caso não era minha e sim de duas pessoas que faziam parte da minha vida. É, duas! Para lidar com o assunto, o destino me encaminhou duas pessoas com perfis bem similares e como eu sou uma pessoa que acredito no ser humano, caí como patinho na balela de ambos.
Muitas vezes tentei entender se ambas eram mitômanas ou se realmente as mentiras foram saindo do controle a ponto de ter que criar uma vida baseada nela. Desisti.
Li bastante a respeito, revi minha própria vida e minhas próprias mentiras que se transformaram em verdades. Não sou expert no assunto, mas ele me interessa bastante. Livros sobre o assunto não faltam.
Ricky Gervais é para mim o mestre de trazer assuntos cotidianos de uma forma incrível para a tela. Vide The Office. Um de seus últimos lançamentos foi o filme “The invention of lying“, em que Gervais escreveu e dirigiu à quatro mãos com Matthew Robinson.
O filme conta a história de um mundo em que a mentira não existia, tanto que no momento em que ela surge, o personagem Mark (Ricky Gervais) fica procurando uma palavra para descrever a mentira e não encontra. Acaba o diálogo dizendo que não existe uma palavra para definir o que fez e tenta explicar de maneira prática a mentira, porém como ela não existia, seus interlocutores não entendem.
O filme é simples e genial. Ele beira o insuportável, já que as pessoas falam o tempo todo o que elas realmente sentem. Ninguém poupa ninguém, a vida é sem graça, as emoções parecem contidas e, obviamente, todo mundo acredita no que todo mundo diz, até que Mark descobre a “manipular a verdade” e começa a usá-la para conquistar uma mulher.
O elenco é primoroso: a mulher pela qual Mark se apaixona é vivida pela atriz Jennifer Garner, além de John Hodgman (do Daily Show with Jon Stewart), Tina Fey (30 Rock), Rob Lowe, Jonah Hill, Christopher Guest, Jeffrey Tambor e o comediante Louis C.K.
O filme deixa claro que seria insuportável viver sem a mentira. O mundo fica tão real, que parece artificial. O filme não foi lançado por aqui, mas vale ir atrás e assisti-lo:
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.