Archive for fevereiro, 2008

Campus Party e suas formas de expressão

sexta-feira, fevereiro 15th, 2008

A febre twíttica parece ter aumentado com o evento. O twitter tem sido um dos principais meios de comunicação entre os participantes e quem ficou de fora pode acompanhar tudo que está acontecendo no Campus Party, especialmente porque ficou fácil acompanhar todos que falam sobre o evento no LiveStream criado pelo BlogBlogs, que traz não apenas as twittadas que contenham a track cparty e/ou campusparty, mas também tudo que sido tageado na web com essas tracks.

Ontem o grande ponto alto, que mais gerou barulho parece não ter sido a tão esperada palestra do Steve Johnson, mas a briga entre “jornalistas” x “blogueiros”. Quando cheguei no Campus Party me deparei com o aquário, caixa de acrílico construída em meio ao pavilhão da bienal para abrigar a sala de imprensa, cheio de adesivos gigantes como “jornal fóssil” e por aí vai devolvendo as críticas que os blogueiros têm recebido de “jornalistas” e todo aquele blá blá blá que estamos carecas de ouvir por aí. O aquário, ops, sala de imprensa, tem sido muito criticado já que é o único local em que há paredes e porta num evento que defende o “aberto”. Gostei muito da twittada abaixo que peguei no LiveStream:

É engraçado q na #cparty, um evento no qual o Twitter foi essencial, a mídia tenha se preocupado com blogs.• Por gpavoni

Algo que também me chamou a atenção esta semana é que eu estava ao lado do Marcelo Branco, diretor do Campus Party, que reclamava sobre o viés negativo que uma mídia específica estava dando ao evento. Infelizmente não ouvi qual era a mídia, mas enquanto eu ouvia a conversa sem precisar esticar o ouvido, uma terceira pessoa pediu para ele falar com a Folha de São Paulo, pois bem, ele disse que com a Folha ele não falaria mais. Talvez sejam fatos como esse, em que o entrevistado se sinta lesado pela imprensa ao se considerar sempre mal-entendido, que faça os blogs ganharem tamanha força. Mas, por outro lado, esse comportamento de ‘se está contra mim não falo mais com você’ dá argumentos a quem diz que blogs não têm seriedade e isenção para tratar de determinados assuntos.

E quem está com a razão?

(little help by Jeff Paiva)

The Kills adiciona energia ao minimalismo rock

sexta-feira, fevereiro 15th, 2008

Midnight Boom 

THE KILLS, Midnight Boom (2008)

Midnight Boom é a entrada triunfal do The Kills na pista de dança. O duo anglo-americano está no seleto grupo de artistas na música pop de hoje que utiliza uma certa atitude fashion blasè em doses certas, sem forçar a barra – nas roupas, nas fotos de divulgação, nas artes dos discos e sites e também nas performances ao vivo. Segurar uma guitarra vestindo roupas de estilistas famosos qualquer um faz; mas pouquíssimos são capazes, como VV e Hotel, de sustentarem a pose.

Neste terceiro disco, a atmosfera sexual explícita dos dois primeiros (Keep On Mean Side, de 2003, e No Wow, de 2005), presente na faixa de abertura, “U.R.A. Fever”, cede espaço à uma sensualidade de paquera e diversão – sem, contudo, deixar o teor alcoólico de lado – como na animada “Cheap and Cheerful” e na despretensiosa “Last Day of Magic”. A banda segue usando poucos instrumentos (basicamente percussão, vozes e guitarras), mas extrai deles uma faceta festiva quase contrária à concisão minimalista que até então vinha praticando.

Midnight Boom assinala uma transição. Como se o The Kills deixasse de tocar num inferninho abafado, aqueles com luzes vermelhas, e passasse a se apresentar num clube maior, onde o ar condicionado funciona e a vodka é de (muito) melhor qualidade. Para fechar o show com isqueiro na mão, a linda balada “Goodnight Bad Morning”.

Post por João Pedro Perassolo > perass@gmail.com 

Sweet dreams are made of this

quinta-feira, fevereiro 14th, 2008

Ninguém mais agüenta aquela piadinha ridícula de ‘festa-de-firrrma’ e de despedida de solteiro, em que a pessoa presenteada é obrigada a morder um falo de chocolate e tirar fotos com o recheio de leite condensado escorrendo pelos cantos da boca. Essa está mais velha e caduca que o Oscar Niemeyer.

‘O que pode ser mais romântico que uma caixa de bombons?’Eis que a Bisous, marca de chocolates finos belga, lançou a combinação perfeita entre sabor e tato, o Edible Anus. Um inusitado bombom com o formato rugoso característico do pólo sul do aparelho digestivo. A revista Pix o chamou de CHO-CU-LATE, e diz que quem comeu gostou. Lançaram inclusive uma edição limitada de 100 peças em prata pura da ‘parte mais sensual do corpo’, imortalisando-a para o ‘homem que tudo possui’. Uma peça elegante, que pode ornar tua mesa do escritório, por módicas 235,00 libras.

Aparentemente o sucesso foi tão grande, que eles já não estão mais comercializando o bombom unitário, apenas aceitam encomendas grandes. O site ainda conta a história e oferece dicas de apreciação do chocolate, além de afirmar que as mulheres necessitam do magnésio encontrado em sua fórmula em ‘certos períodos do mês’. Tudo muito requintado e explicativo.

As dúvidas que não tiraram porém, e que vão me tirar as noites de sono são: qual foi o molde usado para o desenvolvimento deste formato tão inovador? Mais ainda, qual será o recheio de substitui o famigerado leite condensado supra-citado?

post by rseefo

Campus Party – as melhores twittadas III

quarta-feira, fevereiro 13th, 2008

Segundo dia e, apesar de mais cheio, as piadas diminuíram. Pode ser que isso seja resultado dos twitters que estão de fora do Campus Party terem deletado todos que utilizam a track do evento. Ou seja, nem assunto para o post tem e o pior, continuamos sem cerveja e a minha alegria ao ler que hoje teria cerveja foi para o ralo. E a menina que ficou pelada para vir ao cparty, apesar de super comentada, parece que ninguém sabe quem é. Amanhã eu venho de cooler!

Tentei também fazer uma sessão “São Paulo Fashion Geek”, mas está difícil. Consegui 8 fotos e 4 eram de amigas, sendo uma minha, pois eu meu auto-considerei fashion.

Enquanto não há assunto, eu já consegui dar meu fora master do dia, afinal eu tinha que dar pelo menos um! Fiquei xavecando o Bruno Divetta (eu juro que eu não sabia que era ele, apesar do comentário no post anterior), que eu confesso que eu tinha preconceito e não por causa do vídeo bafão que ele viralizou no youtube para arrumar um bom emprego, mas porque ele usava sapatos sem meias. Hoje ele está de chinelo. Eu só perdôo porque ele é bonitinho (e muito simpático) e teve bom gosto na camiseta, mas é camiseta de “fiiiiiirrrrrmaaa”.

Neste encontro de “titãs” do mundo bloguístico, eu acabei batendo papo com a tal da Marymoon. Ela até foi fofa, mas caiu no meu conceito (tinha algum?) porque ela não sabia quem era o Corey Delaney. Além dos mencionados, tem vários outros, mas esses são nerds de verdade, então não tem graça… mas como minha amiga disse, eles são sempre simpáticos e nunca acham que estão sendo cantados.

E vamos às twittadas boas do dia, até tomei a liberdade de incluir uma minha, mas hoje eu estou mesmo me sentindo. Deve ser o top “empregadinha” e vamos torcer para amanhã ser mais divertido.

anabean : existe vida além da #cparty, xentêêê???? Tenho até medo de mudar de assunto e ser excluída da turma!

luizyassuda : #cparty BRUNO DIVETTA ESTÁ ENTRE NÓS

galvez : unfollowing from a few #cparty attending folks. will refollow when this thing is over

solonbro : @cmerigo o cheiro ruim na #cparty é das malditas pipocas de microondas distribuídas pela telefonica

jeffpaiva : #cparty: nao pode fumar, não pode beber, não pode esquentar água pro chimarrão… where’s the “party” of this thing?

justplay : #cparty “Quando eu vi Bar Camp, eu achei que fosse algo mais assim… música, etilismo e afins…” e continuou.

geraldoprotta : E a Globo gostou mesmo da #cparty. Fala dela o tempo todo.

willpubli : cafe com leite no stand da microsoft”"… muito cafe preto pra varar a madrugada!! #cparty

lalai : sentada no Campus Blog no cparty… alguém por aqui??? estou de tomara que caia tipo empregadinha… hahahahahaha (após o meu comentário eu fui cumprimentada por boa parte da população aqui)

joaoperassolo: #cparty cantada mais ouvida: mete tua pen drive na minha usb!

viniciuskmax : @helenan com a *desaprovação* do André, o BarCamp vai oferecer cerveja na calada dessa noite. Na #cparty, quem viver e vier, beberá.

biagranja : #cparty – vende cerveja lá?

jonnyken : #cparty Gostaria que alguém perguntasse na palestra do Lemos o que a CC considera “uso comercial” e “uso não comercial”

roudi : eu acho digno uma tag cparty-girls no flickr

mackeenzy : #cparty Que isso fera… Moda geek.. Inagaki pegando geral.. em que mundo(web) nós estamos?

nagaki : Citação d’O Blogo, fanzine da Espalhe na #cparty: “fofocas no Twitter informando qtas marias teclado o Inagaki já pegou”. Queisso…

Holygriever : @roudi: Sure. Nerds Gostosas estão all-around. Não as vemos porque se camuflam. Mas dentro da #cparty isso fica difícil pra elas. xD

Quando chegar em casa eu publico meu editorial “são paulo fashion geek”, mas não se animem….

Campus Party: o problema

terça-feira, fevereiro 12th, 2008

O maior problema do Campus Party é a disposição das palestras. É impossível prestar atenção, já que é tudo aberto e todas as áreas de palestras quase grudadas, então você está em uma e ouve o que está rolando na outra. Eu tentei, mas como sou DDA foi impossível me manter 10 minutos atenta ao que estavam falando.

Minha odisséia por aqui hoje foi mais difícil. Peguei muito trânsito para chegar e tive que estacionar do lado de fora (vulgarmente conhecido como “autorama”) e agora nem sei como chegar no meu carro.

Neste momento estou no Barcamp e o assunto é “a farsa da monetização dos blogs” (e parece que caiu uma pipa aqui). Eu perdi para a Bruna Surfistinha depois de ter tido um blog erótico no início do ano 2000 e ter abandonado por preguiça total, mesmo na época, em que os blogs ainda não eram tão pops, a audiência era espetacular, mas também todos estão carecas de saber que sexo vende e bem. Perdi a grande oportunidade de ter faturado algum com a minha personagem, que por falta de imaginação, era uma universitária e prostituta de luxo, mas fazia sucesso. Enfim… talvez lá tenha ido a minha grande de monetizar um blog.

Acho que vou ali ver a pipa, ops, o Bruno Divetta. Alguém lembra do moço??

Nova Vaga

terça-feira, fevereiro 12th, 2008

Rei morto rei posto? Calma, não estou falando de nenhuma saída de integrante de bandas ‘indie’ brasileiras a exemplo do Impostor Cello ou da Marina do Bonde. Não é bem este o caso, mas encontramos a sucessora do krumping (que teve ponto alto no filme Rize de La Chapelle e nos clipes de Hung Up e Sorry de Madonna). Chama-se tecktonik. Ou, simplesmente, tck… Floresce na França, sobretudo no centro de Paris. É uma dança estilizada, mais ‘elegante’ que o krumping, juntando a herança hip hop com certa nostalgia clubber [alguém lembra do speed garage?]

Cabelos empapados em gel, roupas justas, braços e pernas em movimento, pose cuidada e claro, nike nos pés… O ingrediente sonoro colhe referências no electro e inscreve-se claramente entre as muitas descendências da França digital de finais de 90.

Um primeiro “clássico” tck já se pode escutar no irresistível A Cause des Garçons, da francesa Yelle. Aqui fica o clipe, coreografado a rigor…

Difícil iniciação

terça-feira, fevereiro 12th, 2008

Todos os meus blogs tiveram algumas características muito marcantes em comum: a falta de assunto, um final arrastado e minguante, e principalmente uma dificuldade imensa em começar. A abertura sempre tem que ser algo grandioso para que logo de cara você consiga conquistar um mínimo de leitores cativos que te dêem o mínimo de ânimo para tocar o barco. Mas claro que Murphy sempre ajuda a estragar tudo e o post de abertura acaba sendo sempre algo sem sentido ou graça, e só vem a provar que a abertura de mais um blog, a insistência no assunto, só tem um único destino: o final arrastado e minguante.

Como o blog não é meu, sinto a incrível leveza no ombro de poder tratar de qualquer assunto. Posso falar da conjuntura mundial com a recessão do mercado americano em tempo de eleição, dos novos métodos de ensino para filhos de celebridades trash em reabilitação, da unha encravada que o meu All Star velho me presenteou, enfim… é tanta opção que estou há dias tentando achar algo que me anime, e a real é que eu não cheguei a nenhuma conclusão.

Que fazer então? Lição para manter um blog semi-vivo sem ajuda de aparelhos #1: fale de assuntos bem atuais, tão atuais que amanhã eles já serão ultrapassados. Assim você bate o cartão, ganha uma sobrevida, e a bobagem que você escrever amanhã já estará esquecida. Aula dada, vamos à lição de casa:

Assunto: Grammy

O que já foi dito: é uma festa para americanos (ZZZZ), ganha quem vende mais (ZZZZ 2), Amy Winehouse pôs um dente postiço e chorou com a mãe (e junkie agora não tem emoções?), Herbie Hancock alfinetou a academia (preguiça de jazz), Alicia Keys pagou muita grana para aparecer tanto (ou deu para alguém bem importante).

Amarelo tá na moda, mas as debutantes vão ter que se contentar com rosa esse ano.

O que não foi dito: Aretha Franklin, com a graça de um javali, roubou a cena e todo o etoque de seda amarela mundial pelos próximos 5 anos, Tina Turner parece a Alcione com artrite, o Cirque du Soleil virou a versão dos Beatles para os Saltimbancos, o Daft Punk discoteca com um Pense Bem, Beyoncé arrasou nas ceias de fim-de-ano, Fergie cantou uma música da trilha de Pocahontas, Jerry Lee Lewis dorme na morfina e Little Richard dorme no formol (e concorrerá a Tutankamon nas próximas eleições em Gizé), Rihanna comprou seus vestidos no mesmo camelô que tinha liquidação de guarda-chuvas, e o programador de comerciais da Sony tava de folga ou deu um gato no ‘silviço’ (quantas vezes temos que ver o American Idol Wannabe que rói e guarda as unhas ha 10 anos? Disgusting!)

Conclusão: se até o Grammy está cafona desse jeito, imagina o que vai ser o Oscar com todo esse bafo entorno da greve dos roteiristas blablablá de cu é rola? Eu que sempre fui um Awards-addicted, já estou pensando em jogar a toalha. Se bem que, pensando melhor, com toda a pieguice, pelo menos eu já tenho um post garantido para o dia 25. See ya!

Campus Party – as melhores twittadas II e algumas constatações

terça-feira, fevereiro 12th, 2008

Passei parte da noite no Campus Party e ainda não tenho uma opinião pronta sobre o evento, pois não aconteceram muitas coisas no período em que eu estiver por lá, mas a conclusão é que de fato é uma super geek party. Vamos aos fatos:

Uma das maiores preocupações é que não há venda de álcool no local. Depois das 18 horas não é fácil se manter num espaço quente sem uma cerveja na mão. Eu ainda tentei acessar a área vip, mas obviamente fui barrada e acabei desistindo e vindo para casa tomar uma cerveja com uma amiga. Vi que esta preocupação também se alastra entre todos os participantes, basta conferir as twittadas abaixo. Porém imaginem o pessoal bêbado seguindo rumo às suas barracas ou resolvendo fazer um parque noturno pelo Parque do Ibirapuera!

Apesar de ter me inscrito no Campus Blog, eu preferi ficar na área de Games que é bem mais movimentada, divertida, ainda dá para treinar o espanhol e ter um bom deleite visual.

Quem quiser, pode levar pipoca ou qualquer outra coisa que necessite de um microondas para ser feito, pois há 4 à disposição de todos. Os banheiros são limpos e na área de exposição há algumas lanchonetes e cafés, mas se prepare porque nada é muito barato por lá. Está tranquilo estacionar e o cartão zona azul é válido por 2 horas, ou seja, R$ 1,80 para cada período.

A conexão a cabo funciona bem e a sem fio comigo funcionou bem capenga. E claro, não esqueça do cartão de visitas, pois como todos estão carecas de saber o local é ótimo para fazer networking.

Algo que eu estranhei foi a música oficial do local ser samba, pois eu conheço raríssimas exceções geeks que curtem tal estilo. Um rockinho não ia nada mal. E para os que não vão por receio de perder a novela das 8, não se preocupem porque é possível acompanhar a programação global no local.

Também há uma sala de jogos em que tem disponível xadrez, dama, sinuca, totó. Dá para se divertir um bocado (mas sem cerveja).

Constatei facilmente que houve problemas na maior parte das inscrições, por isso a fila de “problemas” é gigante e demoradíssima. Tinham 13 pessoas na minha frente e eu esperei um pouco mais de uma hora. E aí vão as melhores twittadas parte II:

#cparty Tô na área, quase embaixo da faixa Criatividade, pra ver se inspira• Por robertomoreno

Só se fala dessa revista no Campus blog nesse momento: http://www.revistajunior.com.br/
#cparty• Por interney

seria o #cparty uma Rave de BarCamp?• Por marioeduardo

@cparty quem quiser ganhar milhares de views no seu blog publique uma foto da blogueira q vendeu o corpo =) • Por simviral

gente, o que é #cparty? algo a ver com sexo? (rá, just kidding) • Por edoardododa

“- porque não tem ninguém vestido de desenho japonês bizarro no #cparty ? aaaah não é a mesma coisa não ?.. u_u” • Por weewaa

#cparty vai rolar livestream de sexo nas barracas tb? aí sim! • Por hectorlima

#cparty vamos ser filmados pela globo! dancinha do siri, anyone? :P
• Por rafacst

#cparty Nerdstock? Nerdland? Geekland? • Por robertomoreno

Manhê, olha eu no telão da #cparty !!!
• Por oprimo

#cparty já os blogueiros, antes de começar a cobrir o evento, tem que comprimentar todo mundo, fazer a social, e ai pensar no que postar • Por jonnyken

é permitida a cerveja no #cparty? • Por garciasales

#cparty A diferença da Mídia tradicional e os blogs é que a mídia tradicional já desce do carro cobrindo o evento…
. • Por jonnyken

#cparty e a história dos desfiles de naked girls??? rola mesmo??? :• Por apocalypse

#cparty pra comer agora na #cparty só indo nas barracas de lanche do estacionamento do portão 3…mas prepare-se! a cena é bizarra!! • Por gustavobk (será que ele se refere ao “autorama”? hahahahaha)

se blog é coisa de vagabundo, #cparty complete é isso elevado a quinta potência! • Por jampa

#cparty tem, tem cerveja nas barraquinhas
• Por fernando_takai

#cparty tem cerveja do lado de fora?
• Por artrodrigues

‘maluco gil’ diz que efeitos de hollywood utilizam ”softwares livres”…. pira ou realidade ?? #cparty
• Por willpubl

#cparty e os fumantes reclamam da falsa moral. É proibido fumar e beber, mas sambar seminua PODDDE. • Por manoelnetto

#cparty Incrivel… estou me sentindo em um mundo paralelo… Por mackeenzy

Counter-Strike rola ou não rola no Campus Party?

segunda-feira, fevereiro 11th, 2008

Como a maioria sabe, uma lei proibiu os jogos Counter-Strike e EverQuest no Brasil “considerados impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde dos consumidores, em ofensa ao disposto nos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, todos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor”.

Por consequência o campeonato envolvendo 72 jogadores de todos o país previsto para acontecer no Campus Party foi cancelado. Isso causou uma forte reação dos jogadores, que decidiram se manifestar contra esta decisão judicial.

Ao chegar no evento encontrei três rapazes atrás de uma impressora para soltar um release para a imprensa afirmando que estão montando uma infra-estrutura capaz de suportar o Counter-Strike e deixá-lo acessível a todos os participantes do evento, que hoje possui 3.000 inscritos e mais de 600 credenciados como imprensa. Será um servidor parrudo e público que ficará no ar 24 horas permitindo a jogatina livre.

Eles afirmam que ninguém saberá onde o servidor estará localizado e estão com estratégias para dificultar a localização. O servidor será identificado através de SSID (nome da rede Wi-Fi) e da BSSID (MAC Address do servidor), tornando nosso o acesso servidor inconfundível e evitando assim possíveis fraudes, clonagens ou sabotagens por parte de quem se sentir incomodado com essa nossa iniciativa independente.

A partir daí, você se conecta ao nosso hot-spot, que te fornecerá um endereço IP automaticamente via DHCP. O passo seguinte será escolher entre conectar ao nosso servidor de CS (IP será informado também na segunda à tarde) ou então se sentir livre pra criar dentro da nossa rede o seu próprio servidor privado e convidar os amigos.

Então se você é um adorador do jogo e se sentiu prejudicado com a proibição, fique de olho no blog justplay.info para ver como será o acesso.

ciberpolitica

segunda-feira, fevereiro 11th, 2008

Insistamos na evidência: algo da política contemporânea está passando cada vez mais pelos circuitos da Internet e, em particular, por essa lógica — ora exuberantemente criativa, ora irremediavelmente simplista — do “transmita você mesmo” que o YouTube consagrou com o aparato, e também a influência, que conhecemos.

Assistimos, agora, a um acontecimento muito particular (e particularmente fascinante) chama-se Yes We Can e é uma canção de Will-i-am, dos Black Eyed Peas, de apoio a Barack Obama, senador do estado americano do Illinois, atualmente na corrida para a nomeação do candidato democrata à presidência dos EUA. Yes We Can, dirigido por Jesse Dylan (filho mais velho de Bob Dylan), arrisca-se a transformar-se num evento histórico, desses que são capazes de sintetizar os vetores essenciais de toda uma conjuntura artística e política.
Yes We Can foi revelado em 1º de Fevereiro, no programa ABC News Now, surgindo depois no YouTube e em sites como o ThinkMTV. Nele assistimos a uma prodigiosa colagem, convertendo as palavras de Obama em material da própria canção, num jogral de alternâncias que tem tanto de drama teatral como um exercício mc.

Will-i-am e mais cerca de três dezenas de notáveis — incluindo Scarlet Johansson, John Legend, Amber Valetta e vários atores dos elencos das séries CSI e Grey’s Anatomy — apresentam-se num novo (ciber)espaço que, de fato, nos obriga a repensar os mecanismos tradicionais de concepção, elaboração e transmissão do discurso político.

No limite, este é um video que desmente a noção corrente segundo a qual vivemos numa “civilização da imagem”. Na verdade, como se prova, a importância das imagens é (ou pode ser) cada vez mais inseparável da revalorização da palavra.