Festivais

Nada me excita tanto quanto a idéia de ir em um festival com bandas que eu gosto. Além disso ainda tem a outra parte boa que é reunir os amigos. Hoje estava conversando com um amigo que mora em Londres e a reclamação dele foi não ter amigos por lá, o que o desanima um pouco a encarar várias ótimas empreitadas por falta de companhia. Há não muito tempo atrás eu não conseguia entender porque para mim bastava ver bandas que eu amo e pronto.

No ano passado eu senti isso na pele. Fui ao ilovetechno em Gent, na Bélgica, que é o maior festival de música eletrônica do mundo e reúne 35.000 pessoas. Quando embarquei para a Europa o que mais me animava (depois do Interpol) era ir ao ilovetechno. Mal me continha, afinal o line-up era recheado de todos os maximalistas que adoro: Justice, MSTRKRFT, Boyz Noise, Klaxons, Goose, Digitalism, SMD entre outros.

Tive que esperar uma semana até a chegada do festival e no dia 10 de novembro eu embarquei sozinha num trem que me levou até lá. Já no trem eu senti falta dos amigos, afinal à minha volta rolava um fuzuê danado, pois o trem era exclusivo aos que estavam indo para o ilovetechno. Passei 9 horas lá entre um show e outro. Conheci algumas pessoas, mas no geral eu fiquei sozinha. Curti bastante os shows, mas descobri que eles são totalmente diferentes quando você está sem companhia. Os intervalos parecem ainda mais longos, a cerveja demora mais para acabar. Neste mesmo dia acontecia o Planeta Terra aqui em São Paulo e meus amigos foram em peso. Morri de saudades e no fundo eu quis estar aqui com eles, tanto que gastei todo o crédito do meu celular mandando sms para eles.

O saldo foi positivo, pois gostei muito da maioria dos shows que vi, mas faltou esse “quê” a mais e tratei de arrumar companhia para todos os shows que fui durante a minha viagem para poder compartilhar o momento com alguém. E é sempre outra coisa.

Agora estou aqui programando minhas próximas férias e novamente estou movida por shows, só que decidi levar alguém a tiracolo, pois definitivamente não sou uma pessoa que se diverte muito sozinha. E agora que começam a surgir os line-ups dos festivais de verão, eu começo até a ficar meio perdida nas minhas escolhas, então decidi que elas serão feitas de acordo com o conjunto: cidade, line-up e se há alguém que eu conheço que vá.

A princípio começo a decidir encarar o Lollapalooza que está com um line-up matador que tem Rage Against, NIN e Radiohead. De lá é rumar para NY para o APW que também está com um line-up bacana incluíndo Radiohead na sexta e no sábado. E nos dois tem também nossos brazucas CSS, que eu ainda não vi ao vivo depois que estourou mundo afora.

Felizmente tenho companhia para os dois festivais, mas se alguém mais se animar em se jogar na empreitada com a gente, está convidadíssimo.

E você, curte assistir show sozinho(a)?

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6 Responses to “Festivais”

  1. Daemonarch disse:

    Lollapalooza não é muito indicado para quem se interessa por música eletrônica. Lolla é uma produção inicialmente independente, mas que hoje depende exclusivamente do hype de revistas como NME e Mojo. A Europa é cheio de outros festivais eletronicos. A Alemanha é campeã no quesito.

  2. Ennio disse:

    Depois disso eu percebi que as lembranças que eu tenho dos shows estão sempre relacionadas aos meus amigos.
    Especialmente nos momentos que precedem o fato.
    Seja porque fulano bebeu demais no esquenta; seja porque beltrano achou que esqueceu o ingresso; seja porque ciclano foi fazer xixi, se desgarrou do bando e foi encontrado atrás da caixa de som só no fim.
    São eles que marcam os momentos e é com eles que eu lembro do que se passou. Nunca consigo transmitir pra alheios o que foi o dia em que estava uma discussão maluca no carro antes do show do White Stripes.
    Claro que ir pra um show daquela banda que eu amo vai me trazer boas recordações, mas com certeza falta o tal do “quê” aí mencionado.
    Beijos

  3. Lalai disse:

    daemonarch: concordo! mas não consigo resistir a um festival que junta gente como rage against, radiohead e nin… para mim é perfeito demais! o restante é lucro!

    ennio: yes, baby! são essas histórias que valem a pena sempre! coleciono várias também!

  4. paula disse:

    o ano passado eu fui no tim festival em curitiba com dois amigos (e os amigos deles), foi divertido.
    não tem jeito de eu não lembrar das conversas e da presença deles durante os shows e nos intervalos. depois do tim festival eu senti que eu poderia ir sozinha em um outro festival, por estar acostumada a estar sozinha em shows, no cinema e no teatro. uma vez fui num show com uma amiga e eu senti que se eu tivesse sozinha eu ia me divertir muito mais.
    é o que você falou, ou consegue se divertir sozinha e espera o intervalo passar (aí o intervalo parece ter o dobro do tempo mesmo, mas não é eterno) ou vai com os amigos, mesmo, ae já garante a diversão.

  5. Márcio disse:

    eu acho o máximo sair sozinho! vou no cinema sozinho! vou, inclusive, no restaurante sozinho. E ás vezes sento em mesa pra quatro! moro sozinho tb.. e isso que eu namoro eheheheheh Acho uma delícia superar essa limitação de depender dos outros pra ser feliz…
    adoro ler o seu blog, lalai!
    bjao

  6. fernanda disse:

    fui pro Coachella com uma amiga ano passado (vimos Rage by the way), e esse ano vamos de novo com mais amigos. E tenho certeza q vai ser mais legal por isso. Tem coisa que é bacana fazer sozinho, mas festa, musica e festivais tem que ser com alguem legal.

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