Há tempos não me deixo escorrer por palavras e me entregar aos meus devaneios. Isso pode se dar por alguns motivos:
- ando bodeada
- ando deprimida
- ando carente
- ando com preguiça do mundo
- ando apática
Enfim… a lista de “ando” é um pouco grande, então vou limitar às principais. Eu acho curioso pensar que sou promoter, faço festas e amo pessoas, mas de repente me vejo um pouco cansada. Talvez porque as pessoas reclamem demais ou falam mal demais uma das outras, nada está bom, é um querendo passar por cima do outro. Por que o ser humano precisa ser tão mesquinho, não é minha gente?
Ontem, eu comemorando o aniversário do meu amado Renato com muita champagne, mandei um email/spam das minhas festas que rolam neste próximo final de semana (sexta tem rebel e sábado tem crew) desabafando sobre o quanto andam nos cutucando porque nos consideram hype.
Fiquei hoje pensando com meus botões caídos o que é hype. Sinceramente acho “hype” algo démodé. E quem reclama sobre o hype, mais démodé ainda. Quem está na noite busca sucesso, afinal nossas festas dependem disso. Queremos mídia, queremos todos falando a respeito, adoramos uma entrevista e adoramos um boca-a-boca falando bem. É isso que move, que faz acontecer, que enche um clube. Por isso, na minha santa inocência (é, às vezes ela me abate), eu acho que quem mete o pau em tudo isso é porque está no lugar errado ou não assume o que está afim ou está com inveja.
Esse papo de “ah, vocês provocaram” só porque falamos que estava faltando algo mais divertido na noite paulistana e aí tomaram com dores próprias, faz eu achar que se sentem muito o centro do universo por acreditarem que era alguma indireta. E indireta eu não dou. Ou eu falo ou eu calo a boca. Afinal recado não é algo que um dia na vida eu achei eficiente. É meio telefone sem fio. Chega qualquer coisa do outro lado, menos o que você quis dizer.
É, eu confesso que hoje me irritei e isso fez eu entender um bocado o meu cansaço pelas pessoas, mesmo conhecendo um universo de gente bacana (acho até que tenho uma sorte descomunal). E-mails e mais e-mails me atacando desnecessariamente chegando na minha caixa postal e eu ainda me dando ao trabalho de responder, de tentar amenizar a situação, mas as pessoas não querem isso. Elas querem é botar lenha na fogueira. Pareceu-me um desabafo com alguns meses de atraso.
Na minha carreira de internauta que completa 13 anos, eu nunca deixei um comentário anônimo por aí. Sempre assumi o que eu queria falar. Quando não estava afim de assumir algo, eu engolia seco, mas não compartilhava minha opinião seja lá o motivo que fosse.
Estou começando a acreditar forte nessa história de olho gordo, de energia baixa, de goração.
E ok, isso é um post desabafo por um dia sacal de um monte de gente buzinando no meu ouvido por uma linha boba que escrevi num spam. Há tempos o meu msn não bombava tanto.
Lembrar sempre que boca fechada não entra mosquito, já dizia meu pai! Uhu….