Archive for março, 2008

Amy cortada. Até quando, fofa?

terça-feira, março 18th, 2008

Que a Amy é uma das preferidas desse que vos escreve todo mundo sabe. A melhor cantora gringa que tem por aí hoje em dia fácil!
Que eu sou ubber frustrado que perdi um show dela ano passado porque a fofa não apareceu nem avisou, pouca gente sabe.
Que ela cheira vodka, quem lê aqui já sabe também, nova moda dos “descolados” em London town.
Agora, junte aa carreiras de vodka à podreria total e geral dela e além das perebas imensas pelo rosto , podemos constatar um certo tipo de, hmm, auto mutilação, talvez.
Nervosa, noiada, sei lá, mas ela tá se cortando sim. Taí o braço e as tatuagens que não me deixam mentir!

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Para ouvir tomando cerveja

terça-feira, março 18th, 2008

THE GUTTER TWINS, Saturnalia (2008)

The Gutter Twins

Quando Mark Lanegan resolve montar um grupo com Greg Dulli, o mínimo que se pode esperar é um disco incrível, certo? Certo. Lanegan foi o mentor do Screaming Trees, banda fundamental do grunge; depois, colaborou com o Queens of The Stone Age; enquanto isso, manteve em paralelo prolífica carreira solo, além de dividir vocais com Isobel Campbell em dois belíssimos discos. Dulli foi ninguém menos que o vocalista do Afghan Whigs, banda que influenciou 11 entre 10 indies de todos os tempos e entregou hits para as pistas de dança rockers; além disso, toca o Twilight Singers e outros projetos.

Saturnalia vai, certamente, figurar nas listas de melhores de 2008. A primeira metade do álbum flerta com o hard rock, e a segunda aposta nas baladas que bem poderiam estar num disco de Lanegan, mas aqui, com Dulli, só ficam mais tocantes. Os destaque são a bela concisão de “God’s Children” e a chuvosa “All Misery/Flowers” – anos de turnês e estradas poeirentas são precisos para compor essas preciosidades.

A estréia do duo celebra a face despretensiosa de Dulli com a voz rouca e curtida de whisky de Lanegan. Rock de gente grande feito para gente grande, com gosto de cerveja, clima soturno e atmosfera de bar no deserto.

Rock the rabbit @ Playboy

segunda-feira, março 17th, 2008

Agora é a vez de algumas das nossas bandas favoritas posarem para a Playboy, pena que não vai ter ninguém peladão por lá. É a edição anual do Rock The Rabbit que tem fotógrafo Mick Rock, que já fotografou Killers, the Libertines, Snow Patrol, Flaming Lips, the Queens of the Stone Age, Metric, Thievery Corporation, The Raveonettes, etc.

Tem Hot Chip, Iggy Pop, Daft Punk, New Young Pony Club, Tokyo Police Club e até Duran Duran entre outros. 

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Os ensaios estão lindos, tem uma música disponível de cada banda e logo da Playboy customizado por cada artista, além de camisetas lindas vendidas a US$ 35,00. Só achei uma pena ter apenas tamanho masculino. Hunpf!

Via Pílula Pop

Cersibon

segunda-feira, março 17th, 2008

Quadrinhos para quem não sabe escrever ou desenhar: http://cersibon.blogspot.com/

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Ah, e ele tb está no twitter

Paranoid House

sábado, março 15th, 2008

Trabalhar com arquitetura é uma experiência quase sociológica, principalmente quando o objeto de projeto é a casa do cliente. A arquitetura institucional, comercial, industrial, ou qualquer outra, lida acima de tudo com o atendimento e a organização de espaços eficientes para cada atividade. Eficientes no sentido prático, estético, sinestésico e ergonométrico. A arquitetura residencial avança sobre um campo bem mais nebuloso e muito menos científico que é o do sonho. Quando alguém coloca a mão no bolso para construir e/ou decorar o espaço que vai chamar de ‘lar’, ela inclui neste investimento uma série de expectativas indizíveis que cabe ao arquiteto decifrar.

A casa é onde nos protegemos e nos abrigamos. Onde comemos, dormimos, descansamos. Todas as atividades mais básicas acontecem lá. Mas a casa funciona também como o símbolo máximo de quem somos, ou quem queremos ser. A partir dela organizamos todo o nosso cotidiano, nossas investidas na cidade, nossos horários, nosso hábitos. Lá guardamos o que gostamos, recebemos quem gostamos, contamos a nós mesmos nossos mais obscuros segredos. Alguns usam a casa para trazer o mundo para perto, outros a usam para excluírem-se dele. E ninguém está a salvo da saudade de casa.

Eu categorizo três tipos de casa: a casa-abrigo, a casa-palco e a casa-lar.

A casa-abrigo em geral mostra desleixo por todos os cantos. Móveis velhos e malcuidados (quando os hão), paredes nuas, falta de qualquer senso estético e desconhecimento completo da palavra conforto. Nesse tipo de casa o destaque certo é a TV, pois quem mora assim apenas dorme e toma banho lá. O tempo livre indoors é preenchido com a preguiça mórbida da televisão.

A casa-palco é o oposto. Vestida com a metidez de tudo que está em voga agora, ou o que já foi moda láaaaaa atrás, e hoje de apoia na muleta do ‘clássico’, essa casa tem um apuramento de detalhes assombroso. Seja nas alvíssimas superfícies minimalistas, ou nos maneirismos das coleções de bibelôs em cristaleiras de jacarandá, tudo tem seu lugar, perfeitamente espanado, e o visitante se sente automáticamente um intruso. É neste ligar que sentamos com a postura ereta na ponta do sofá, e sempre tem um chá com biscoitos a nossa espera (alguém pensou em Desperate Housewives?).

A última, a casa-lar, é aquela que combina o sofá italiano com a mancha de vinho do último aniversário. O quadro da Beatriz Milhazes está na mesma parede que a foto da primeira comunhão. O piso de mármore reflete as cortinas bordadas que a avó fez. A palavra de ordem aqui é conforto, e quem chega pela primeira vez já pode se jogar no sofá e tirar os sapatos. Aqui perigamos cair na maior cafonália possível, ou beirar o esnobismo das revistas de decoração, mas sempre haverá aquela coleção de bugigangas divertidas ou a marca de pé do filho na parede para contar um pouco a história do dono e nos deixar mais íntimo daquele espaço.

Toda essa dissertação surgiu porque ando reparando que atualmente as pessoas andam com um referencial deturpado das categorias acima. Muitas delas chegam pedindo uma casa-lar, mas na hora do vamos ver elas querem a casa-palco. Muito branco, muito bege, nada de bolhas nas paredes, por menor que sejam. Grandes estresses na hora da entrega da obra, brigas homéricas sobre o risco da maçaneta da lavanderia, lágrimas molhando o lascado da madeira. Essas pessoas se tornam muito infelizes com os pequenos detalhes, e deixam de ser felizes no contexto global, que é a premissa da última categoria.

Daí entra o papel do arquiteto-psicólogo, que tem que lidar com todas as inseguranças e as frustrações que as pessoas trazem do mundo para dentro de seus lares, e ali as querem compensar. Talvez hoje a arquitetura deva ser feita com receita médica, e eu que estou atrasado (ou careta) demais. Sou do tempo que lar se construía com história, não com Botox nas paredes. Também sou do tempo que em TOC era coisa de hospício, e não manchete da capa da Vogue.

Troque seu esperma por tickets para festivais

quarta-feira, março 12th, 2008

Confesso que esta me chocou e a mulherada ficou de fora. Está rolando uma campanha na Europa para arrecadação de porra, ops, esperma.

Você vai lá, enche o potinho, escolhe seu festival na Europa e troca por um ticket. Veja se não é uma maravilha, afinal são dois prazeres gratuitos.

E a mulherada para tentar ganhar alguma vantagem pode dar uma forcinha, não? Aí lá que não existe meia-entrada, compra uma inteira e divide com o “ajudado”.

A lista de festivais é daquelas que sempre acaba causando a nós que estamos aqui no Brasil uma punheta mesmo. Compra a passagem e e já faz ela render alguma coisa.

Arrasaram na campanha! Bem que poderiam copiá-la aqui no Brasil…

Via Te dou um dado

Lovefoxxx arrasando na Dazed & Confused

quarta-feira, março 12th, 2008

Ainda dou aquele sorriso satisfeito quando vejo nosso querido CSS na capa de publicações de peso, especialmente quando se trata das minhas revistas favoritas.

A capa deste mês da Dazed & Confused está verde e amarela com a japa girl Lovefoxxx  reinando absoluta. A matéria foi feita por Tim Noakes que veio até São Paulo para fazer o especial. Pena que não está muito fácil desembolsar R$ 50,00 para arrematar a revista, então o deleite fica só no digital.

Quer faturar US$ 20.000?

terça-feira, março 11th, 2008

A Adobe esticou o prazo para o concurso Cut&Paste até 20 de março. Apertadíssimo, mas para quem está numa fase criativa e é bom em animação, corre porque vale a pena, afinal não é sempre que entramos em empreitadas para faturar 20.000 doletas.

O desafio é criar uma animação de 15 segundo ou menos ou um vídeo animado com o logo do Photoshop ilustrando o tema “Veja o que é possível”. O trabalho vencedor deve incorporar e ser encerrado com o logo do Photoshop Adobe e fará parte das próximas campanhas de marketing.

Se ganhar, pode me dar 10% de comissão pela dica… ;-)

Meu canto favorito de Paris

terça-feira, março 11th, 2008

Fui algumas poucas vezes a Paris e acho a cidade irresístivel, mesmo com o mau humor francês que você percebe quando fica por lá mais do que 5 dias.

O primeiro lugar e o último que sempre vou quando estou em Paris é em Montmartre, que é meu lugar favorito na cidade. Gasto horas sentada na escadaria da Sacre-Coeur que oferece uma vista incrível. Confesso que já até chorei emocionada por estar ali.

Gosto de me perder nas suas ruelas que sempre guardam alguma boa surpresa. Já gastei um dia só ali na região. E claro, entre tantos achados aí vai a dica de um hotel para quem está com planos de ir para lá, especialmente se for em uma viagem romântica: o Hotel Particulier Montmartre. O hotel, inaugurado no ano passado, fica numa mansão com 3 suítes e 2 grandes quartos luxuosos e toda a decoração é contemporânea.

Os preços são salgados e fora de cogitação no meu caso, que por sorte tenho amigos parisienses e sempre lugares para ficar por lá. Eles variam entre 390 euros para 2 pessoas (quarto de 45m2) e 590 euros para o quarto de 95m2.Como li num blog, o hotel chama a atenção não só pela beleza e aconchego que oferece, mas por estar dentro de um parque, ter apenas 5 quartos numa cidade como Paris. Se você pode bancar, se hospeda lá e me conta depois.

via Oh Joy! e Conexão Paris

Terça-feira sonora

segunda-feira, março 10th, 2008

Já entramos na terça-feira e eu ainda não parei de ouvir Interpol, que é uma das minhas bandas favoritas. No ano passado quando comecei a montar meu roteiro de férias, eu vi que eles tocariam em Berlin e toda a minha viagem foi organizada de forma que eu estivesse lá no dia do show. Comprei um dos últimos ingressos via web, que esgotaram uns dois meses antes da data.

Chegar em Berlin foi uma via-sacra, pois na véspera eu estava em Madrid e acabei me jogando numa balada com um amigo, que quase fez eu perder o vôo. Desembolsei 40 euros de táxi que custou mais que meus 32 euros (com taxa de embarque) de passagem aérea Madrid – Berlin. Cheguei em Berlin por volta das 9h, porém a minha hostess se atrasou e eu cheguei na casa dela já eram 11h da matina. Resumindo: estava há 24 horas sem dormir e tudo que eu precisava naquele dia era pique para curtir o show do Interpol.

Confesso que segui rumo ao Columbiahalle excitadíssima, mas cansada. Porém, ao chegar lá e me deparar com a casa lotada, Blonde Redhead já iniciando a abertura da noite me trouxe uma energia do além, que fez eu sair treslocada para ficar grudada na grade e assistir o show bem de pertinho. Não foi fácil, já que os alemães são gigantes e todos pareciam gostar muito da banda. Pulei do começo ao fim, cantei, gritei e quase chorei. É, porque eu sou uma pessoa assim, emotiva.

O show foi perfeito e na medida certa. As músicas foram:

01 Pioneer to the Falls (entrada linda e emocionante)
02 Obstacle 1
03 Narc
04 C’mere
05 The Scale
06 Say Hello to the Angels
07 Mammoth
08 No I in Threesome
09 Slow Hands
10 Rest My Chemistry
11 The Lighthouse
12 Take You On a Cruise
13 Evil
14 The Heinrich Maneuver

Acho que foi uma das minhas noites mais felizes durante minhas férias. Quando saí de lá fui convidada para ir a uma festa fechada da revista Vice com o Klaxons (e eu já tinha visto eles uma semana antes), mas que meu cansaço somado a querer guardar aquele momento do show fez eu abrir mão, ir para casa dormir satisfeita. O mundo poderia cair no restante das férias que eu já estava feliz.

E a eminência de vê-los novamente amanhã me causa uma sensação nostálgica. Não tenho dúvidas de que o show será muito parecido e só uma pena que não seja num lugar tão perfeito quanto ao ColumbiaHalle.

Para quem não decidiu ainda se vai, eu recomendo. É um show quase burocrático, mas imperdível

E claro, aproveitando o momento, depois do show ainda rola a minha festa Crew lá no D-Edge. É se jogar lá para comemorar uma noite que tem tudo para ser perfeita.

Crew

Com certeza essa noite será recheada de sonhos….