Archive for abril, 2008

2 coins and a bombshell

sexta-feira, abril 25th, 2008

2cb

olha! uma banda nova! com vocalista mulher tatuada e de cabelo curtinho malucão. não, não é electro! ufa!!!!!  nada contra electro, vocês sabem, mas neste caso eu fiquei tão feliz quando ouvi eles pela primeira vez e descobri que era rock, sem vocais manhosos-no-truque, com guitarra e bateria. eu acho bom, são meus amigos e a foto fui eu que fiz. o primeiro show é dia 30/04 na funhouse.  ouça as músicas no myspace deles.

Rapidinhas

quinta-feira, abril 24th, 2008

Ando sumida porque o mundo resolveu cair do lado de cá. Felizmente meus queridos amigos e colaboradores andam tirando o pó do blog para mim. Nada como seres eficientes à nossa volta.

Quero contar novidades, sendo que algumas são puro jabás, mas enfim… às vezes precisamos de um jabazão para sobreviver. Eu não sou exceção!

A história mais atrasada de todas é que eu participei do Safari Urbano e tenho um texto imenso aqui nos meus rascunhos para dar um tapa antes de publicar. Muita gente falou mal da ação por aí, que foi feita pela One Digital para a LG, mas eu tirei o chapéu e morri de inveja por não ter sido um projeto aqui da agência que eu trabalho.

O Safari Urbano foi um evento para lançar o celular LG Viewty, que é a famosa câmera com celular. Tenho um montão pra falar, da ação, do celular que eu ganhei, sobre as críticas e minha opinião pessoal. Ah, e claro, da minha mega emoção de sobrevoar São Paulo de helicóptero e ainda chutar um penalti no intervalo do jogo do São Paulo (flamigerado no momento) lá no Morumbi! Ah, claro que eu errei, tá?

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A DJ Mag fez uma matéria sobre promoters brasileiros e eu fiz parte da lista. Obviamente que para quem está na noite há apenas 3 anos, isso me deixou imensamente feliz, afinal é uma ralação interminável, noites mal-dormidas e um retorno financeiro não muito satisfatório. Compra lá!

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O Pedro (Bonde do Rolê) fez um piloto para o MTV Overdrive cobrindo a festa Crew e o resultado ficou divertidíssimo:

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Fui convidada pelo Neto para ser colaborada do blog Update or Die. Eu que sou leitora assídua do blog fiquei meioquemesentindo, sabe? Passei dias matutando a respeito e temerosa com o primeiro post. Hoje finalmente desembuchei e estreei por lá.

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Também fui convidada para participar do programa de rádio Power Tracks da Band FM. O Power Tracks foi um clássico nos anos 90 na Jovem Pan e sempre liderado pelo radialista Henrique do Valle, que faz o programa em Los Angeles mostrando as tendências de lá. Eu darei pitacos sobre o que rola por aqui ao lado do meu querido Fabilipo, que vai dar dicas sobre cinema. O primeiro vai ao ar neste sábado às 19h na Band FM, mas depois ele será disponibilizado para baixar no site. Agora tô no rádio… continuo meioquemesentindo.

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E para fechar vai aí um convite para ir no próximo sábado na minha festa ROCK AND ALL lá no Clube Glória, que nesta edição terá como convidado especial a dupla The Bloody Beetroots, que tem bombado lá fora e aterrissa em São Paulo para apresentação exclusiva. Entra lá no evento no facebook que eu coloquei todas as informações, fotos, vídeo e lista.

Amanhã eu volto com mais fôlego… pelo menos assim espero!

Virada Cultural

quarta-feira, abril 23rd, 2008

A programação completa: http://viradacultural.org/programacao

Minha idéia é ir por enquanto no festival independente e na Pista das Casas – além de alguma peça/filme. Alguem vai?

Wanderlust

terça-feira, abril 22nd, 2008

A Björk lançou ontem na wired.com o video da música Wanderlust. O clipe, em 3-D, levou 9 meses para ser concluído e mais de 150 pessoas trabalharam no projeto.

Para ver: http://www.wired.com/entertainment/music/news/2008/04/bjork_wanderlust_3d_video. Na página você encontra também a versão 2D do clipe.

E, para aqueles que não têm os óculos, eles ainda fizeram um tutorial para montar um com material encontrado em qualquer papelaria.

Moby – Last Night

terça-feira, abril 22nd, 2008

Moby até é um tipo simpático. Tem aparecido ultimamente com boas conversas sobre política americana. E fala sobre Nova Iorque com o entusiasmo de quem vive com alma a vibração da cidade… A música? Bom… É indiscutivel a sua presença na reinvenção dos códigos pós-revolução da dance music na ressaca do que se escutou em finais dos anos 80, no sentido da redescoberta de formatos principalmente.

Go!, de 1990, é um reconhecido clássico do seu tempo, pilhando em notas e climas da banda sonora de Twin Peaks um tom invulgar que depois sugere a libertação pela dança. Seguiram-se uns discos entre o mais do mesmo e o vai-se ouvindo… Até que em 1999 chegou Play. Uma interessante coleção de invenções pop sobre samples de vozes bem escolhidos entre velhos arquivos. Mas, como o recente In Rainbows dos Radiohead, o álbum acabou mais vezes citado pela relação de Moby com uma eficaz política de temas para campanhas de publicidade que pela música.

Depois, em 2002, apresentou bocejo e tédio sob a forma de 18, um álbum que mais parecia um Frankenstein das sobras de Play. E em 2005 edita Hotel, um álbum bonitinho, mas ordinário…

Agora regressa à noite (de onde veio, sugere a conversa fiada promocional). Last Night é, ainda mais inconsequente 18: uma banalíssima coleção músicas em piloto automático, cheio de fórmulas batidas que ele mesmo já utilizou muitas vezes. O disco é tecnicamente competente, é verdade, mas oco, vazio, sem fibra nem muita fé. Não admiro que por aí dizem que agora Moby quer ser mais DJ que músico…

Cinema bom em casa

sexta-feira, abril 18th, 2008

Em tempos de Torrents e Mojos, parece até estranho falar de locadora de vídeo como notícia. Mas considerando-se que hoje em dia nem o blockbusters são blockbusters mais, qualquer incentivo para o cinemade qualidade é bem vindo, seja ele independente, europeu, esquisitão, ou até, por que não, um blockbuster.

Há tempos já, eu li uma coluna qualquer no jornal que citava a S’Different, e sem querer esses dias topei com a própria. Trata-se de uma locadora de DVDs que só trabalha com títulos bacanas, em geral fora do mainstream, catalogados por país de origem, muitos deles, diga-se. Ok, muito mais fácil sentar a bunda gorda no sofá e esperar a sua catastrófica operadora de internet trazer os filmes para você (todas elas são? ou impressão minha?). Para isso, a S’Different tem um serviço de entregas para boa parte da cidade de São Paulo, com taxas variáveis – módicas – de acordo com a distância. Tua bunda gorda agradece.

Passa lá:

S’Different

Rua Arthur de Azevedo, 536 – Pinheiros
05404-001 – São Paulo – SP
Tel.: 3063-4915
Cel.: 7357-7189
sdifferent.dvd@hotmail.com

Jabá feito, termino sugerindo um movimento de ajuda ao comércio e aos serviços que lutam para sobreviver nesse mar de shoppings. Eu, sempre que vejo algo que quero comprar numas das gaiolas de consumo, deixo para passar no dia seguinte na filial da loja de rua. Nada melhor. Você compra o que quer, dá uma volta no sol, toma um sorvete, para na farmácia, ainda leva teu cachorro junto. Sem rampas espirais, sem grupos de adolecentes gritando, sem dondocas histéricas, ou não, vai saber. Mas que comércio de rua é bom para o consumidor, para os cidadãos e para a cidade, é.

Modo-arquiteto-chato-meio-comunista OFF.

música e robôs

sexta-feira, abril 18th, 2008

OI.

Um dos nossos últimos sets (rightclicksaveas aqui para baixar, se estiver afim) acaba com uma música de uma banda chamada DARLIN´. A banda não existe mais, a música nem é tão boa assim, mas a gente achou que pela curiosidade e tal valia a pena. A música é CINDY SO LOUD, feita em 1987-88 ( ou algo assim) e foi lançada no primeiro e único EP da banda. Um dos jornalistas que escreveu sobre o disco disse que era “a bunch of daft punk”. Daaaí, os caras resolveram adotar o nome e começaram a gostar mais de música eletrônica uns anos depois. Mas um deles não gostava tanto de música eletrônica e resolveu sair fora. Laurent ‘Branco’ Brancowitz se juntou com seu irmão Christian Mazzalai e formaram a banda PHOENIX e Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Cristo ( que nome é este?) seguiram adiante com a banda, com os eletrônicos e com o Daft Punk. Depois disto foi pra lá, pra cá, sem máscara de robô, com máscara de robô, sozinhos ou juntos os dois fizeram um monte de coisas maravilhosas. Já Phoenix eu nem conheço direito, não minto que conheço e nem dou google pra saber e escrever aqui que adoro.

Além do Daft Punk, o outro robô que mais gosto é yellow drum machine, um robozinho que sai andando atrás de obstáculos pra batucar, sampleia os barulhos que batuca e repete e complementa com novas batidas.. daí enche o saco e vai embora atrás de novos objetos.. eu agradeço muito por não ter um destes.

era isto. se vc constatar qualquer informação errada, falta de lógica ou erros gramaticais não se assuste, vc irá se acostumar com eles logo.

Portishead ao vivo em Londres.

terça-feira, abril 15th, 2008

Acho que o show que eu mais quero ver esse ano, depois do My Bloody Valentine, é o do Portishead.

Tá bom, sou velho mesmo, nenhuma banda nova tem me animado mega, tanto que eu fico com o povo que não lança nada novo fazia pelo menos 11 anos, no caso do Portishead, porque nem isso o My Bloody … fez mais
.

Os caras estão fazendo parcos shows pela Europa e o André, amigão meu, mora em Londres e semana passada viu o show da grade do Hammesmith Apollo. Aqui vai o relato do lucky one:

“A turnê de Third, novo álbum de Portishead, está sendo feita com poucos shows pela Europa. De acordo com Geof Barrow, o compositor multi-instrumentista da banda, isso acontece não só por razões pessoais, mas principalmente por eles nunca se divertirem realmente quando tocam ao vivo, tamanho perfeccionismo e complicações na hora da montagem do som de palco.
Quem assistiu ao show da última quinta-feira no Hammersmith Apollo de Londres, pode comprovar que essa busca quase patológica pela perfeição tem resultados diretos. O set list, baseado em sua maior parte nas faixas do novo álbum Third e no primeiro Dummy, teve o apoio de um soundsystem magnífico que fez com que as músicas soassem ainda mais sinistras e pesadas.
Após Mysterons, a terceira do show, um problema em um dos instrumentos fez com que a banda saísse do palco por algum tempo, ainda ovacionada pelo público, enquanto alguém berrava “Tudo bem, já esperamos dez anos. Podemos esperar mais cinco minutos!”.
O show seguiu normalmente. Os extremos musicais da banda eram abraçados de forma hipnotizante, como nos momentos que tocaram a delicada Wandering Star, seguido de Machine Gun, na qual as distorcidas batidas industriais eram feitas em uma bateria trigada e sem nenhum sequenciador pré-programado.
Glory Box se destacou em sua parte etérea e quebrada quando um resquício da voz de Beth Gibbons ecoou durante um longo tempo no meio de delays e efeitos de sintetizadores. No telão, algumas imagens em preto e branco de crianças. Delicado e ao mesmo tempo assustador.
Beth com seu jeito tímido, virava as costas para o público em alguns momentos, como se pedisse proteção para o resto da banda, porém agindo de forma extremamente carismática e com a voz ainda impecável.
Ao fim do show, a certeza era clara que os dez anos entre um disco e outro foram generosos com a banda. Além de darem um passo à frente do que antes já era inovador, assumiram que experimentalismo nas mãos certas pode ser considerado como perfeição.”

Du-vi-do algum festival trazer esse show pra cá esse ano ainda. DU VI DO!

Empadas e rock’n'roll

sexta-feira, abril 11th, 2008

Mystery Jets, banda que surgiu de pequena ilha fluvial Eel Pie Island (sim, a ilha das empadas), em pleno rio Tamisa, na  “Grande Londres”. É uma pequena porção de terra, com 120 habitantes, e  tradição rock’n'roll, contando a sua memória concertos de bandas como os Pink Floyd, The Who ou os Yardbirds… Os Mystery Jets acabam de lançar Twenty One, o seu terceiro álbum.  Aqui fica o clipe de Young Love primeiro single da edição.

Folhas de coca por apenas 5 soles

quinta-feira, abril 10th, 2008

Hotel Pigoaga_Cuzco

Vôo da madrugada, todos mal dormidos, chegamos em Cuzco. Na van, o guia nos informa que para aguentarmos a altitude o bom seria tomar muita água, evitar carne e tomar apenas 5 chás de coca por dia. Apenas 5???? Como assim? Pra quem nunca tinha visto uma folha de coca na vida, 5 chás inteiros significavam uma perdição. Ok, experimentado o chá de coca no lobby do hotel ficou bem claro que o mito não passa de um chá verde…e do bem sem graça.

Superada a frustração, vamos ao que interessa: o hotel que recomendo em Cuzco chama-se Picoaga. Charmoso e super confortável. Detalhe para o café-da-manhã, que tem uma vista genial para o telhado das casas antigas de Cuzco. A cidade é linda e merece uma visita detalhada. Para jantar, recomendo o restaurante Cicciolina, atrás da catedral. A comida é uma delicia e o atendimento, impecável. Outra opção é o Incanto (Santa Catalina Angosta 135), onde se pode experimentar um autêntico Lomo Saltado, prato típico peruano, de influência chinesa. Sim, assim como em SP tem montes de japoneses, lá no Peru quem domina são os chinas.

E como ninguém vai a Cuzco se não for para ir a Machu Picchu, o que recomendo é: evite os sanduiches vendidos no trem. São horríveis. Vá com tempo de sobra para curtir muito o lugar, é indescritível. E se quiser ver tudo com calma (o ticket do parque vale por 3 dias) e tiver um budget razoável, recomendo o Machu Picchu Sanctuary Lodge, da rede Orient-Express.