Eu já não sei falar sobre vários assuntos, moda ainda menos. Arrisco porque sou metida. Não a fazer crítica, porque aí a casa cai, mas falar sobre coisas que eu gosto. Dei pouco a pinta lá no SPFW porque a vida anda corrida por aqui, mas no final de semana fiz a fina e fui lá ver os amigos. Claro que o bom, especialmente no meu caso, foi conhecer pessoas e ontem bons cartões de visita deslizaram na minha bolsa.
A preguiça mor estava imperando, mas me rendi ao “social” e fui com o Didi a tiracolo para a festa do Kenzo, que rolou no Figa. Lugar chique, gente chique e linda (e muitos mal-educados), algumas interessantes e claro, muita mídia e gringaiada. A porta estava um fuá quando chegamos e o lugar já estava bombando. Meu nome não estava na porta como eu já imaginava. Olhei para a Adriana Recchi e pensei em dar uma chorada, mas meu orgulho não permitiu. Para melhorar nossa auto-estima, um amigo saiu esbaforido lá de dentro gritando “a festa está uma merda”, mas logo entrou de volta. Vai entender esses rompantes!
Decidimos que iríamos para a festa da Maria Garcia, mas ei que as moças simpáticas da porta nos convidaram para entrar e claro, pidões como só a gente, ainda deixamos o nome da amiga na lista delas para que ela pudesse entrar quando chegasse.
Lá dentro mal se podia respirar. Chegar no bar era desafio com direito a apostas. O problema é que o target da festa era dotado de pessoas com no mínimo 1,80 (as mulheres neste caso). A sorte é que apelei para o saltão 15 e me aproximei do target e do bar. Consegui a última taça de champagne, porque na seqüência passaram a servir só cerveja. E eu jurando que a noite seria regada de Veuve Clicquot. Aham! No som estava o Lovemaltine, que causou estranhezas com boas pitadas de maximal e eu era uma das poucas que não resistia em chacoalhar o corpicho.
E claro, todo mundo de sempre estava lá. Muitos vips de verdade e os faxionistas. Tava o moço carudo do Face Hunter, a Yaya, o gatinho curitibano do Disco Punk, os fofos do B-Luxo, a dona Chebel, o bonitinho do Florian, que foi com quem mais conversei e outras personas que conheço da pista, mas não lembro os nomes (tá, eu sei que é feio, mas o hd aqui tá no limite!!!). Conversei com muita gente estranha, fui fotografada junto com a Yaya na escada pelo moço do Face Hunter (mas que nunca publica foto com duas pessoas juntas), conversei com a Recchi que estava linda de morrer fazendo a oriental e quando me dei conta, o povo todo tinha fugido para a outra festa.

Por sorte meu casaco largado numa cadeira qualquer não chamou atenção de ninguém e se manteve lá jogado até eu decidir que era hora de ir embora. Eu até torci para que alguém o levasse e eu levasse outro por “engano”, mas não rolou (tá, eu confesso que não teria coragem, mas choraria pelo meu pobre Zara surrupiado).
O Lovemaltine deu lugar ao Zé Pedro e aí achei que era hora do tchau, afinal já tinha gente cambaleando demais. O Kenzo mesmo foi visto (por mim) na entrada da festa e claro que o babado maior é com quem ele foi embora, mas como aqui não é o Te Dou um Dado, eu não vou contar.
(fotos feitas pelo Eduardo Porfírio – o gatinho curitibano do Disco Punk)