Archive for agosto, 2008

Porque eu amo Kaiser Chiefs

sábado, agosto 30th, 2008

Kaiser Chiefs é uma das melhores bandas de rock dos últimos tempos. É uma das bandas que eu ainda tenho que ver. Confesso que depois do Lollapalooza eu consegui quase matar minha lista de bandas que ainda preciso ver ao vivo. Restaram algumas e uma delas é o Kaiser Chiefs.

A banda de indie rock se consagrou com seu primeiro single “Oh my God” que foi lançado em 2004 e já teve cover feito por Mark Ronson e Lilly Allen. Porém, foi o single “I predict a Riot” que levou à banda às mídias internacionais.

No ano seguinte lançaram o CD “Employment“, que tem as fantásticas “Every day I love you less”, “Oh my God”, “Modern Way” e “I Predict a Riot”. No final de 2007 veio o “Yours Truly, Angry Mob” que é bem animado e tem a deliciosa “Ruby” abrindo o cd, que hoje lidera como a mais ouvida da banda no last.fm.

Logo entraram em estúdio e já começaram a trabalhar no “Off with their head” previsto para ser lançado em 13 de outubro de 2008. O primeiro single será da música “Never miss a beat” em 06 de outubro, mas não vamos precisar esperar até lá (como de praxe) para ouvir a música, que já está disponível a versão estúdio em um vídeo no youtube e pelo jeito um grande novo cd vem por aí:

via Stereogum

Hoje é dia de se rebelar

sexta-feira, agosto 29th, 2008

flyer by www.ftofani.comHoje é dia das festas REBEL! e DEBUT invadirem o Vegas e causar a bagunça de sempre.

A REBEL! desta vez rola no lobby e eu abro a noite com um set electro e indie rock até chegar na barulheira maximalista, porque eu não resisto. Depois dou a vez ao Spavieri e na seqüência o Bezzi que farão um set bem rock’n roll. E quem fecha a noite é a dupla Manuca e Fabilipo, que formam o Glow Bitches, com um set maximal e muita causação.

Enquanto isso a DEBUT estará dominando a pista debaixo com uma festa com popismos e electros dos bons com o trio Adriano Costa, Edu Corelli e Bispo.

Ainda de quebra vai ter o lançamento do CD “Oracular Spetacular” do MGMT com sorteio de CDs.

A festa começa à 0h e não tem hora para acabar. Na lista amiga a entrada fica por R$ 15 – enviar email até 19h para

festarebel@gmail.com.

Let’s rock!

REBEL! vs DEBUT @ Vegas
Lobby: Lalai, Spavieri, Bezzi e Glow Bitches
Pista: Edu Corelli, Adriano Costa e Bispo

Vegas Club
Rua Augusta, 765
www.vegasclub.com.br

Be a dejay on blip.fm

sexta-feira, agosto 29th, 2008

Após as férias cá estou mergulhada na atualização dos meus feeds. É incrível o que surge de redes sociais a cada semana e a rede social do momento é o BLIP.FM que eu descobri somente ontem e já percebi o risco de me viciar (se é que já não viciei).

O blip.fm é uma rede social em que os usuários se tornam “djs”. Há duas formas: escolhendo músicas disponíveis na rede e “blipando” para compartilhar com seus amigos ou subindo músicas novas e disponibilizando para a rede.

 

Blipar é selecionar a música que faz parte do seu set list. A rede vai também dando “props” às nossas escolhas o que vai criando uma pontuação e mostrando se você é um bom “dj” ou não. Na verdade apenas qualificando o seu bom gosto e repertório.

Vale a pena brincar. Ele ainda integra com o twitter enviando suas atualizações e no last.fm, incluindo nas suas músicas ouvidas.

Testa lá e me adiciona!

Williamsburg, o charme de NY

quinta-feira, agosto 28th, 2008

Eu demorei para decidir ir aos EUA e este ano fui levada para lá pela música, já que o objetivo das férias deste ano era ver Radiohead.

Depois de me esbaldar no Lollapalooza em Chicago, a próxima parada seria NY, que era o único lugar que eu tinha qualquer desejo de conhecer (mas uma preguiça danada).

Sempre que eu pensava em ir para NY, eu pensava em Manhattan e obviamente seus bairros elegantes, mas o choque inicial foi desolador: caí na famosa Times Square e achei tão horrível, que deu vontade de gritar e voltar para Chicago, que foi uma cidade pela qual eu me derreti.

Passado o susto, lá fui eu para o meu lar temporário em Williamsburg, no Brooklyn, que fica do outro lado da ilha. Manhattan tinha ficado para trás. Alguns amigos (chatos) diziam:

- Ahhh, lá é muito longe. O negócio é ficar em Manhattan onde está tudo.

Tudo o quê? Ok… no terceiro dias eu já estava babando por NY e me sentindo em casa. Conhecia todo mundo, andava pra cima e pra baixo, fazia baldeações no metrô num piscar de olhos, tinha referências para marcar encontros e já dominava a cidade que, inteligentemente, tem suas toda numerada.

E nada me alegrou tanto como estar em Williamsburg, que era um bairro que eu não tinha a menor vontade de sair de lá. Pois bem, assim como boa parte dos moradores de NY eu estava de quatro pelo bairro mais charmoso e descolado da cidade.

Obviamente os amigos que ficaram em Manhattan tiveram uma preguiça danada de ter que atravessar a ponte, que na verdade é feita de metrô e é uma estação apenas da ”ilha”. E eles perderam a chance de conhecer um dos lugares mais bacana pelo qual eu já passei na vida.

Há não muito tempo atrás Williamsburg não era o que é atualmente, que nasceu como um bairro industrial e foi um grande celeiro de imigrantes. Nos últimos 20 anos o lado Norte começou a receber vários artistas devido aos aluguéis baratos em espaços muito amplos, que outrora tinham sido fábricas. O bairro é repleto de lofts e foi em um deles que eu fiquei.

Após a invasão artística começaram a surgir galerias, cafés, bares, restaurantes e lojas. Hoje os aluguéis estão nas alturas, por todo canto se vê empreendimentos milionários sendo construídos, mas mesmo assim o bairro mantém seu charme.

Os melhores bares e festas que fui durante minha estadia em NY foi em Williamsburg onde é possível encontrar cerveja em um bar por US$ 2,00 (que com o tip vai para 3,00, mas ainda é um alívio quando não se paga menos de US$ 5,00 numa cerveja em qualquer bar em NY); jantar bem por US$ 20,00; ir nas block parties no final de semana durante a tarde; revirar o Beacon’s Closet, que é o brechó mais incrível de NY e onde arrematei um Ferragamo + 3 scarpins incríveis, além de vários casacos, vestidos e camisetas num gasto total de US$ 200,00; pegar algum show grátis (ou não) no McCarren Park Pool; ver gente mega-fashion a cada metro quadrado e ainda chance de cruzar com Agyness Deyn ou algum integrante do YYY, Larry Tee (que foi quem me hospedou) ou Rapture, que também moram lá.

Aliás, fui vizinha por alguns dias da Agyness, que mora no apartamento debaixo do que eu fiquei, mas não tive tal sorte de cruzar com a diva no elevador, mas entrei numa festa pequena em que não tinha valor de entrada e dei de cara com o Scottie B. tocando.

A minha dica é: se for a NY não deixe Williamsburg de fora do seu roteiro. Pegue o metro linha L e desça na estação Bedford e saia batendo perna. O blog Free Williamsburg é recheado de dicas bacana e se joga porque vale a pena. Se conseguir estadia por lá, sinta-se felizardo! Se quiser se sentir ainda mais em casa, fantasie-se de hipster caso ainda não seja um.

+ fotos

Radiohead sempre inspirando

quinta-feira, agosto 28th, 2008

Não é novidade alguma que Radiohead inspira a muitos. Seja com suas músicas, seja com suas ações e iniciativas.

O Aralie.com com certeza se inspirou no formato em que “In Rainbows” foi lançado: você paga quanto acha que merece ou pode. O site é uma rede social em que as bandas disponibilizam suas músicas e as pessoas pagam quanto elas quiserem.

Naveguei por várias bandas e como já desconfiava, a maioria é bem desconhecida, mas não deixa de ser uma boa forma de divulgar o trabalho e compartilhar suas músicas de uma maneira mais inusitada. Se a rede social bombar, com certeza as mais populares têm grandes chances de conseguirem um lugarzinho ao sol.

Via Prefixmag

Ensaio sobre a Cegueira

quinta-feira, agosto 28th, 2008

Na última segunda-feira eu estive presente na pré-estréia do filme “Ensaio sobre a Cegueira” dirigido pelo Fernando Meirelles com maestria.

blindness

Li o livro há exatamente 8 anos e ele está na minha lista dos favoritos. Fui assistir cheia de expectativas e elas foram superadas. O filme é denso, tenso, forte e com atuações impecáveis. Ninguém decepciona, mas também o elenco é de primeira: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Gael Garcia Bernal, Danny Glover, Jorge Molina, Sandra Oh e Alice Braga.

Há uma beleza singular na direção de fotografia feita por César Charlone, que torna as várias cenas desagradáveis em algo possível de se olhar. O filme incomoda, assim como o livro.  

O resultado é um filme belo e poético que vale a pena ser visto.

“Ensaio sobre a cegueira” tem estréia nacional no dia 12 de setembro.

E o iPhone?

quinta-feira, agosto 28th, 2008

Apesar de adorar gadgets e ter babado no iPhone na época em que ele foi lançado, de ter sonhado com ele por dias, de até ter tentado comprar, forças maiores fizeram com que eu não tivesse um. Hoje cá estou (quase)feliz com meu LG Viewty que eu ganhei no Safari Urbano e aguardando meu novo presente, que pelo que bem sei está prestes a aterrissar nas minhas mãos.

Ontem li que a Claro está cobrando R$ 100,00 para reservar o iPhone e alguns rumores de que o aparelho custe por volta de R$ 1.400, o que eu me nego a pagar por um aparelho celular. Nas minhas férias eu estive em NY e várias vezes passei pela Apple Store. Em todas as vezes que passei por lá, a fila para adquirir o iPhone era gigantesca. Como todos já sabem só dá para comprar o brinquedinho atrelado a um plano com uma operadora.

Neste mesmo período fiquei com um amigo a tiracolo, ou melhor dois: ele e o seu iPhone 3G (que ele gastou 4h numa fila para adquirir), que várias vezes nos salvou. Obviamente que passando uma semana com um iPhone 3G ao lado eu quase fui seduzida por ele, mas me fingi de morta e não me deixei abalar, porém eu vejo coisas como o iHologram aí e dou aquela balançada.


iHologram – iPhone application from David OReilly on Vimeo.

conforme comentário do Ricardo Lemke, o vídeo acima é apenas um conceito e não uma realidade e foi desmentido pelo seu próprio criador David O´Reilly

Dei-me conta de que eu tenho uma história de amor & ódio com o iPhone, porque me derreto por ele e ele não me dá a mínima, então eu tento me deixar ser seduzida por outro, mas que nem sempre consegue me pegar. Será que é assim com todos que não possuem um iPhone?

Festa FCKu estréia amanhã no Glória

sexta-feira, agosto 22nd, 2008

Eu não páro nunca e foi por isso que peguei uma brecha no Glória e resolvi criar um novo projeto. Como o tempo jã não é mais o mesmo comigo, eu coloquei a cachola para funcionar e listei pessoas bacana que poderiam encabeçar este projeto comigo. O primeirão foi o sócio-brother-roommate Fabilipo e depois de 3 minutos chacoalhando o cérebro, eu cheguei na idéia genial (porque sou uma fucking genious, sorry) de convidar o trio-maravilha da Funhell: mrs. Fubah, Pomada e Fabricio (aliás, os apelidos não são ótimos?).

Pois bem, aí foi a vez de sentar, bater cabeça e esboçar o que poderíamos fazer juntos. Logo chegamos no estilo, afinal o gosto em comum entre o novo quinteto é o rock e o electro, então resolvemos focar nisso. O novo projeto seria um mix das festas Rebel e Funhell. No que vai dar a gente só vai saber amanhã.

Aí foram semanas até decidir o nome e quase houve separação já nesta fase, afinal nenhum de nós é um ser fácil. Acabamos optando pela sugestão pseudo-agressiva do Fubah: FCKu. Nesse nome ousado está embutido mesmo uma boa tiração de sarro e o objetivo é um só: proporcionar muita diversão para quem for conferir a festa.

A nossa estréia é amanhã depois de quase 2 meses preparando tudo. O convidado especial é o THE TWELVES, dupla carioca formada pelo João Miguel e Luciano, que causou barulho com o remix da música “Boyz”, da cantora M.I.A. A faixa, destacada em diversos sites e blogs pelo mundo virtual afora, seria só a primeira de muitas, vieram depois, remixes do Asobi Seksu, Erlend Oye e Black Kids. A dupla tocou na edição de 2007 do Nokia Trends e recentemente abriu para o show do Groove Armada.

festa FCKu

Nas pickups também Funhell, eu (Lalai) e Fabilipo. A lista amiga é de R$ 15 e é só enviar email para lalaifesta@gmail.com.

FCKu @ Clube Glória
23.08 – sábado – a partir das 23h59
Rua 13 de Maio, 830 – Bela Vista

Let’s rock!

De volta

terça-feira, agosto 19th, 2008

Voltei depois de quase 20 dias zanzando na Terra do Tio Sam. Muita coisa para contar, muitas experiências fantásticas e já muitas saudades de lá.

Passei rapidamente por Lafayette (em Indiana), Chicago (3 dias no Lollapalooza) e depois em NY (All Points West Festival em que fui dançarina do Girl Talk).

Agora estou na fase de desfazer mala e colocar a casa em ordem, além de baixar fotos e começar a dar uma geral no flickr. Amanhã a noite tudo estará em ordem e no ar, inclusive meu texto sobre o All Points West com bastante atraso e minha emoção ao ver Radiohead ao vivo 2x.

Hoje tem festa Crew no D-Edge para comemorar meu retorno ao Brasil e rever os amigos. A festa marca também o retorno do Zegon e Mixhell de longa temporada do outro lado do mar.

E passem aqui amanhã para as novidades mais caprichadas.

Beautiful future – Primal Scream

quarta-feira, agosto 13th, 2008

Poucas bandas têm uma carreira tão genial e entregue ao sabor como os Primal Scream. Ao longo de 26 anos de atividade, já atiraram a tantas direções e arriscam-se a cada novo álbum editado – do olhar retro de Sonic Flower Groove [injustamente esquecido, mas magnífica estréia, em 1987] ao reencontro com a genética dos blues em Riot City Blues [2006], do pop dançante e mítico Screamadelica [o melhor álbum de todos os tempos] ao desafio aos sentidos de Vanishing Point [1997]… Tudo isto numa obra onde não faltaram os tropeções, seja no desnorte de Give Out But Don’t Give Up [1994] ao politicamente pretencioso [e na verdade inconsequente de 2000] XTRMNTR… É uma surpresa a cada novo álbum. E Beautiful Future não foge à regra.

Radicalmente distante do apenas curioso disco de há dois anos, o novo álbum devolve a banda aos terrenos do pop e ao reencontro com o prazer da dança, sem representar necessariamente um álbum de pista, Beautiful Future é mais que um olhar novo, é um devolver de atenções a terrenos tão bem vividos.

Não faltam boas canções, entre as quais se conta uma soberba revisão de um original dos Fleetwood Mac [Over & Over], em colaboração com Linda Thompson, e revivem algumas das mais remotas experiências do primeiro álbum. Não se trata de uma operação de nostalgia. Nunca o fariam. Mas, antes de um rearrumar de idéias, numa obra que entre tamanha diversidade, raras vezes tomou discos próprios como ponto de partida: em Beautiful Future os Primal Scream olham para si mesmos e reposicionam-se num espaço no qual nos deram alguns dos seus melhores momentos. Não os iguala, porém representa o seu mais recomendável conjunto de novos temas desde Vanishing Point.