Archive for outubro, 2008

Eu e meus sapatos

terça-feira, outubro 28th, 2008

Quem me conhece sabe da tara que tenho por sapatos. Compro compulsivamente e tenho alguns que eu nunca usei. Na minha viagem de férias a NY eu trouxe uma mala com 30kg do meu objeto de desejo. Adoro os vintagens, saltos altíssimos, anabella e os confortáveis tênis, que pasmem, aprendi a usá-los há apenas 3 anos e agora, também, tenho uma coleção.

E não achem que eu gaste fortunas com sapatos. Sou rata das liquidações e brechós. Em NY eu tive uma sorte incrível no Beacons Closet, pois todos os sapatos que eu gostei eram meu número e o mais caro custou US$ 19, que era um Ferragamo clássico.

Tenho sapato amarelo, verde, lilás, cor-de-rosa, azul, vermelho. O meu grande problema é que me vicio em um certo sapato e não o tiro mais do pé. Atualmente ando alternando a vida durante o dia com 2 Nikes e à noite ando viciada num scarpin verde e num preto. Em casa é o chinelão mesmo, nada de glamour para a vizinhança que me espia pela janela.

Ontem navegando na web caí no site da marca United Nude. A marca, que não é nova, é uma união entre o arquiteto Rem D. Koolhaas e o sapateiro Galahan Chank. São sapatos em forma de arte. Babei! Gostei dos formatos e cores, nada convencionais para sapatos. Dele fui parar no Virtual Shoe Museum, que há tempos eu não navegava e encontrei mais coisas incríveis. Vale a (re)visita!

O que lamentei foi saber que a marca United Nude tem uma loja em Nova York e eu não fui visitá-la. Se você está indo para lá, não deixe de ir e claro, tire fotos e depois me conte. Eu vou adorar!

O Planeta Terra e o show do milhão

terça-feira, outubro 28th, 2008

Na verdade não é “milhão”. São R$ 10.000, que são tão bem-vindos quanto o tal do milhão!

O selinho tá ali no canto, mas eu nem consegui parar para contar que este blog é um dos embaixadores do Planeta Terra. Tenho que dizer que os caras fizeram a lição de casa, mas esta análise só pós-festival.

Estou curtindo ver todas as ações que estão acontecendo em torno do festival mobilizando pessoas, dando prêmios e claro, criando buzz na internet. No final da semana passada teve a ação dos “pen drives”, em que os 40 que conseguissem pegá-los, cumprissem a missão que vinha no material (pagar um mico em forma de vídeo), levavam ingressos. Tenho amigos que se jogaram na empreitada e e se dedicaram a levar o prêmio de forma espantosa, incluindo acordar cedo o suficiente para às 7h da matina já estar produzindo vídeos. Eu tiro o chapéu. Eu não consegui acordar hoje às 8h para tomar café da manhã de despedida com o namorado.

Agora se o seu interesse é levar para a casa o din-din, vai precisar se preparar mais. Primeiro precisa assistir os 3 comerciais, viajar um bocado e bolar um final. O melhor leva a grana pra casa. E com R$ 10.000 até que dá para se divertir um bocado, hein? Se está afim de ver qualé, assista os vídeos e coloca a cachola para funcionar:

Segundo vídeo aqui e o terceiro aqui! E para saber mais dê um pulo no blog do Big Eye!

Quer ir no Haagen Dazs Mix Music?

segunda-feira, outubro 27th, 2008

Como todos estão carecas de saber, eu estou trabalhando na promoção do festival Haagen Dazs Mix Music. E topei porque o festival tem a ver comigo (assim como o Planeta Terra, em que sou uma das embaixadoras do evento). Gosto do line-up e formato. Já cogitei trazer todos os artistas que vão tocar no dia, mas acabou não rolando.

Apesar das agendas de shows estarem lotadas, são poucos os formatos diferenciados e com escalação de primeira. E aí estão dois eventos que estão mandando bem! O Haagen Dazs, que estreou bem no ano passado trazendo o Booka Shade, e este ano mexeu no formato para deixá-lo mais acessível e apostando numa boa escalação, mas com nenhum nome mainstrean, que tem um monte de gente dando um dedinho para ir ver. E claro, o fato de ser um evento open-bar com direito a vodka, coquetéis, cerveja, refrigerante, água e claro, muito sorvete.

O Haagen Dazs Mix Music acontece no próximo sábado, dia 01/11, na Vila dos Ipês com as atrações: Database, VHS or Beta Deejays, The Glimmers, Yuksek e Uffie & Feadz.

Então se você curte electro, electrorock, hip-hop, batidas funks, muita rebolação e beber sem preocupação, se joga!! Conta aí pra nós porque você merece ganhar um convite para ir na faixa no Haagen Dazs!! As duas melhores respostas levam o convites.

A resposta sairá na quarta-feira e as frases poderão ser postadas até amanhã, 28/10, às 19h!  E capricha porque vale a pena!!!

Aproveitando o post, amanhã (terça-feira) já tem o primeiro aquece para o festival na festa Crew @ D-Edge. Mulher até 1h não paga e lista é R$ 15 com email para festacrew@gmail.com.

Flickr da Semana

segunda-feira, outubro 27th, 2008

The Bootlego Beatles, originally uploaded by Digger Digger Dogstar.

Claro que este flickr chamou minha atenção por causa das capas dos discos do Beatles feito com Lego. E aí fui dar uma zapeada no flickr e tem outras coisas legais. Vale conferir.

http://www.flickr.com/photos/93123479@N00/. Dica do Guimbo!

AC/DC no Excel

segunda-feira, outubro 27th, 2008

Tenho adorado os clipes geniais que tem sido feito além-padrão. Aliás, coisas bem nerds. Agora foi a vez do AC/DC ter um clipe feito inteirinho no Excel, que ainda é possível baixa-lo em Excel!! A ação se estende para um site em Excel e aplicativo para o Facebook.

G-e-n-i-a-l:


via Update or Die

TIM Festival, do divino ao descartável.

domingo, outubro 26th, 2008

Eu ia fazer um post rápido escrevendo só uma frase que seria mais ou menos um pedido aos organizadores do TIM Festival que ano que vem, ao invés de trazerem um Kanye West da vida, pra eles pegarem o tal cachê de milhões de dólares (e isso não é uma metáfora, é a realidade, ao que consta) e dividirem essa dinheirama toda em vários shows de bandas como The National.

Num festival em que um rapper mauricinho que se acha “a estrela mais brilhante do universo” e que faz um show que parece um musical infanto-juvenil baseado tanto em 2001 como na Xuxa, dirigido por alguém do nível do Hans Doner cobrando por um lixo desses o que cobra.  Ainda por isso a organização cobra vergonhosos R$ 250,00 de entrada fazendo com que um público minguado assistisse a palhaçada espacial do Kanye, não dava pra esperar mais nada o resto dos dias. E esse foi o primeiro deles. O show é tão meia boca que o telão poderoso falhou várias vezes durante a apresentação e em vários momentos o Kanye tinha que se virar pra alguém que estava no canto do palco, na mesa de controle do elevador que tinha no meio do palco e pedia pra baixar a tal plataforma ou subí-la e insistia, quebrando qualquer possível clima que ele vinha tentando criar durante sua apresentação. Na minha opinião, o único momento bom do show foi a música Gold Diger, que nada a ver com o tema futurista, pareceu um oásis no meio de um deserto (marciano?) de lixo pseudo-cabeça-espacial.

O bom é que no outro dia, na quinta feira, teve Neon Neon e Klaxons, duas bandas que mostraram que num festival decente com mais gente tocando e não com atrações diluídas em vários dias pra poder cobrar uma entrada abusiva por dia, o TIM seria muito relevante, como vai ser com certeza o Haagen Dasz Mix Music e o Planeta Terra.

Neon Neon mostrou que a mistura do indie com a eletrônica é super pertinente e funciona muito bem e surpreendeu os incautos presentes que não pararam de dançar com a banda de abertura. E o melhor, a atração principal Klaxons, uma banda porrada que faz o real disco-punk, não parava de falar do Neon Neon e elogiar e dedicar música, isso pra dar idéia da relevância de uma Gruff Rhys do Super Furry Animals no cenário da música atual. Klaxons quebrou tudo, não deixou ninguém parado e a ótima banda ao vivo parecia melhor ainda que suas músicas gravadas. Foi surpreendente ver os caras não deixando pedra sobre pedra.

Eu perdi a sexta feira, o Gogol, Yoda, Dan Deacon e afins, me arrependi, mas paciência, minha sexta foi um cu mesmo!

Mas sábado, ah, sábdo. The National mostrou que eu estava certo em esperar tanto esse show e estava mais certo ainda por ter passado horas e horas e mais horas esse ano ouvindo tanto seu álbum Boxer. “I know I dreamed about, for 29 years before I saw you”. Uma banda com uma letra dessas numa música não é qualquer coisa, gente. Que banda, que músicos, que engenheiro de som fudido que equalizou o som perfeitamente durante o show, deixando com que todos nós tivéssemos a oportunidade de nos deliciarmos com canções perfeitas tocadas e interpretadas mais perfeitamente ainda. Eu confesso que em dois momentos eu chorei durante o show de alegria e de emoção: Matt Berninger, o vocalista, é o tipo de cara que durante uma canção morre e faz com que morramos juntos. Fazia tempos que eu não via um show de rock que me pegasse não só pelas entranhas, mas também pelo cérebro e pelo coração. Geralmente essas coisas de dissociam num show de rock, que pra mim é o melhor de música ao vivo que existe. Eu pirei com Muse uns meses atrás ao vivo, mas The National, ai ai ai , me lembrou os shows do Nick Cave, do Jesus And Mary Chain, do Radiohead no lançamento do OK Computer. Foi o show do ano pra mim.

E depois veio a farsa MGMT. O que me irrita em bandas hoje em dia é essa necessidade de se mostrarem roqueiras, com influências do heavy metal, nesse caso do Led Zeppelin. Bom, geralmetne essas bandinhas aparecidas são umas farsas e o MGMT não é exceção. Bandinha que começou com uma pegada psicodélica, hippie porcaria e que agora resolveu que o leggal é fazer show e vem tentando ao vivo. Eles deviam ensaiar uns 2 anos e em 2010 saírem em turnê. Alguém por favor avisa pra eles que deixar o som super alto não atenua a falta de talento? Com 3 músicas boas, um show de 1 hora é um saco, constrangedor.

Conclusão? Só por terem trazido The National eu tiro meu chapéu pro TIM, via-se que era uma banda perdida no tipo de festival que fizeram. Mas, por favor, repensem ano que vem, façam direito, espelhem-se em quem tem feito certo.

(foto by HelenaN)

Flosstradamus

domingo, outubro 26th, 2008

Na próxima sexta-feira a Crew completa um ano causando tremedeira na pista. Fizemos uma lista imensa do que gostaríamos de ter como atração convidada. Foi mais difícil do que pensávamos. Das várias que queríamos, encontramos incompatibilidade de agenda. O Zegon tinha, há algum tempo atrás, dado a dica sobre a dupla Flosstradamus de Chicago, mas como eles tem uma boa pegada hip-hop não tínhamos certeza se era a atração mais indicada para a nossa festa.

Entrei em contato com a dupla e acabei armando de vê-los no Lollapalooza. O grande problema é que eles disputavam o horário com o The National. Dei uma escapada durante o show e fui vê-los na tenda em que estavam tocando. Quando cheguei lá a tenda estava “caindo”. O povo gritava, dançava, pulava. Pronto, decidi que seriam eles os nossos convidados.

A Nokia já tinha se mostrado interessada em realizar um Mob Jam na Crew, o que caiu como uma luva, tê-los como parceiros em nosso aniversário, afinal a primeira Crew aconteceu justamente com uma Mob Jam. Parceria feita e lá fomos nós correr atrás da dupla, que para nosso alívio tinha a agenda disponível na data em que precisávamos.

Agora estamos aqui contando os dias para a grande festa chegar. Hoje estava aqui caçando material do Flosstradamus e achei um podcast que eles fizeram para o The Gang Bang:

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Sue Teller Mashes It Up

domingo, outubro 26th, 2008

Essa pode ser velha, mas eu não conhecia antes de ver o trailer de Rip – A Remix Manifesto e o show do DJ Yoda logo depois: Sue Teller fez uma série de vídeos em janeiro de 2007, supostamente caseiros, chamados Do your own adventure. Especula-se que os vídeos eram parte de uma ação viral da Pepsi e Mountain Dew, mas não encontrei nada que confirmasse. O video abaixo é dela ensinando como fazer um mashup. Umas das coisas mais sensacionais que vi nos últimos tempos.

Start wearing purple

domingo, outubro 26th, 2008

Eu vi Gogol Bordello pela primeira vez no Lollapalooza esse ano em agosto. Eu nunca nem tinha ouvido falar dos caras, mas as pessoas que estavam com a gente queriam assistir e como não tinha nada melhor na hora, resolvi ir junto. Era sábado a tarde, o dia mais cheio e provavelmente o mais quente do festival. Mesmo sem conhecer uma música, foi um dos melhores shows do Lolla e talvez um dos melhores do ano. Eu me apaixonei por aquelas pessoas estranhas no palco, pelas japinhas gritando, o Eugene correndo por todos os lados, a boina do cara do violino, acordeon (eu amo acordeon!) e toda aquela mistura inesperada. E me apaixonei pela receptividade do publico, como todo mundo dançava, pulava e cantava junto.

Quando soube que eles viriam para o Tim Festival, fiquei muito feliz, não era um show que esperava ver de novo tão cedo. Mas fiquei preocupada que talvez o impacto do show não fosse o mesmo, que talvez a banda fosse muito estranha para os “modernos” brasileiros e que talvez o publico não entendesse o que estava acontecendo ali.

E eu não podia estar mais errada. O que eu vi nessa sexta foi absurdo, o chão tremia, as pessoas não pararam de pular nem por um minuto. Uma roda punk se formou no nosso lado e uma grávida se esgoelava um pouco mais na frente. Um sósia do Jack Sparrow fez um mosh em Wonderlust King. E a banda estava alucinada, Eugene não parou e arrebentou uma corda do violão logo no começo. Ele até cantou um pouquinho em português – Morena tropicana e Ela não gosta de mim – enquanto cuspia vinho para cima (li em alguns lugares que ele está morando/morou no Rio, mas não sei se é certo isso). As japinhas entraram um pouco tarde, com uniforme do Santos Futebol Clube, gritando no microfone e fazendo aquelas coreografias sensacionais.

No final do show, o público ficou pelo menos uns 10 minutos pedindo bis, que não aconteceu. E quando Eugene voltou mais tarde para dar um tchau, todo mundo correu de volta para o palco.

Para mim, esse show superou o primeiro: não estava aquele puta sol – apesar de estar beeeeem quente na tenda -, não tinha tanta gente, ficamos bem perto do palco e dessa vez eu já sabia as músicas. Mas como um amigo meu disse: Esse foi o show que eu não conhecia nenhuma música mais divertido da minha vida.

(assista a partir de 5 minutos, para entender do que estou falando)

Menção honrosa: a última atração da noite foi o Dj Yoda, e foi muito legal também. A entrada foi à la Guerra nas estrelas – é claro – e remixou até o tema do Mário (meu lado nerd estava em êxtase :) )

Brincando com Poladroid

sábado, outubro 25th, 2008

O mais bacana no Poladroid é o processo para a foto ficar pronta que é similar ao real. Veja a que Ola fez para mim: