E o amor?
Quem me conhece sabe que sou quase uma tola romântica. Talvez os que me conheçam mesmo lerão esta primeira frase e se questionarão: “quase?”. Sempre fui assim: sonhadora e com os pés fora do chão. Talvez seja meu lado geminiano, insensato, desastrado, incontido. Eu não ligo. Vivi histórias e mais histórias. Choro e dou risada. Sou feliz muitas vezes e me ferro outras tantas. Mas não ligo. Como dizem “estamos aí”.
Os devaneios são causados pela atual situação do coração. Quando entramos em uma história, a gente nunca pensa no final dela. Aliás, final é algo que muitas vezes está fora de cogitação por mais rápido que ele possa chegar. É aquele que parece ser para sempre, antes da tal degradação que na maiorias das vezes vem. Aí vem a raiva, a tentativa frustrada de suícidio e pensamentos de que a vida não terá mais graça. Até chegar o próximo. E geralmente ele chega.
Fazia um bom tempo que eu não namorava. Namoro à moda antiga, afinal muitos relacionamentos correm solto sem que a gente assuma algo. Talvez para ter a “liberdade” no colo e dar uns pulinhos por aí sem a consciência pesar, mas de repente a gente se apaixona. E fica boba. Não conheço ninguém que se apaixonou e não emburreceu. Só as racionais, mas elas eu não conheço. Eu emburreço sempre. E fico cega. Dou risada à toa e falo mais bobagem que o normal. Fico insuportavelmente feliz.
Tudo foi tão rápido dessa vez. Talvez porque o tempo seja curto. Uma história que nasceu com data para terminar: 21 de dezembro de 2008. Não, ninguém vai morrer, mas ele vai partir. Você apenas saca que os objetivos de vida são muito diferentes e não se encaixam. Alguém teria que abrir mão. Eu não consigo. Parece que ele também não. A gente titubeia e até faz planos, mas lá no fundo a gente não acredita muito. Claro que a gente finge. Isso facilita demais para não antecipar o sofrimento da separação.
Eu já sei que passarei o natal deprimida, que vou chorar e vou morrer de saudades. No reveillon eu vou virar uma garrafa de champagne e fazer meus pedidos para a gente ficar perto novamente. Depois eu já não sei.
Agora eu apenas tento não ficar na contagem regressiva. E aí eu sento e me pergunto: e o com o amor, como a gente faz? A verdade é que eu odeio quem vai embora.
O bom de momentos assim é que fico infantil. Fico manhosa e encano com todas as bobagens do universo. E até gosto, porque resgato um monte de coisas que parecem ter ficado tão distantes. Como a gente endurece, né? E eu não gosto disso.
E não tem jeito, falar de amor é sempre brega. Então vai um vídeo de uma música que diz tudo e que eu amo para ver se salva o post:
Tags: amor
















ah, mas essa música é uma lindeza, né não?
e me diz, que graça teria se o amor não fosse brega?
Que bom. A música salvou o post.
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