R.E.M. ao vivo em São Paulo. Pronto, acabou.

O negócio é o seguinte: R.E.M. é “a” banda e R.E.M. faz “o” show. E não tem pra mais ninguém.

Todos os shows que eu vi essa últimas semans na temporada de festivais que tem por aqui, todos, de verdade, eu trocaria por um único show do R.E.M.

Michael Stipe canta como se fosse o show mais feliz da vida dele. Mesmo num via funchal ridiculamente quente, e ele de terno e gravata o tempo inteiro, mostrando que nada o incomodava. Ele até comentou que “isso aqui tá muito HOT. São Paulo é muito HOT”, mas isso depois de 1 hora e meia de show impecável.

Na primeira música, “Liveing Well Is The Best Revenge”, o som do lugar tava pésimo e eu fiquei com medo. Mas já em “I Took Your Name” tudo ficou lindo. A banda é perfeita, o público que lotou o lugar cantava tudo, público que foi pra ver o show mesmo, sabe?

Por quase duas horas os caras mostraram como uma reputação construída em mais de 20 anos de carreira faz valer em 2 horas de puro êxtase.

Eu tinha certeza que minha música preferida do R.E.M. era “Drive”, tanto que fiz um video dela inteira, mesmo tremendo e chorando (de verdade, não quando a gente vai num show bacana e diz que chorou. dessa vez eu chorei mesmo, ficava arrepiado). Veja o vídeo a seguir:

Daí, os caras tocaram “Ignoreland”, “Imitation of Life”, “Everybody Hurts”, “The One I Love”, “Orange Crush” e eu não tive mais certeza de nada. Qual era, depois de todas essas, a minha música preferida do R.E.M. Isso sem falar em “Loosing My Religion”, “It’s The End Of The World (As We Know It)”, “Man On The Moon”. Fora todas as músicas mais novas e as mais antigas, como a antigona “(Dont Go Back To) Rockville, cantada pelo baixista Mike de chapéu de cowboy e camiseta da seleção brasileira, com Stipe de backing vocal.

Stipe falou do Obama, claro, e de como ele tá animado pra voltar pra casa nessa nova era e tal. Disse que a primeira vez que veio a São Paulo foi 18 anos atrás, que quando viu do avisão o tamanho da cidade pensou em “Electrolite”, que originalmente foi escrita para Los Angeles mas disse que servia muito pra São Paulo. Foi lindo!

Quero mais sempre.

E aqui o set list do show de ontem:

Living Well is the Best Revenge
I Took Your Name
What’s the Frequency, Kenneth?
Fall on Me
Drive
Man-Sized Wreath
Ignoreland
Hollow Man
Imitation of Life
Electrolite
The Great Beyond
Everybody Hurts
She Just Wants To Be
The One I Love
Sweetness Follows
Let Me In
Bad Day
Horse To Water
Orange Crush
It’s The End of The World As We Know It (And I Feel Fine)

Encore:
Supernatural Superserious
Losing My Religion
Animal
(Don’t Go Back To) Rockville
Man on the Moon

(percebam, 5 músicas no bis!!!)

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4 Responses to “R.E.M. ao vivo em São Paulo. Pronto, acabou.”

  1. Kramer auto Pingback[...] R.E.M. ao vivo em São Paulo [...]

  2. Ana disse:

    pode parecer que nao tem nada a ver, mas faço a comparação com os shows do pearl jam em sp: nunca assisti nada igual, nunca senti nada igual àquela catarse. acho que panela velha é que faz comida boa, até na musica…

  3. lalai disse:

    concordo com a Ana. De todas as bandas que vi este ano, os shows mais catárticos foram das bandas que estão há muito tempo na estrada. Perdi REM e lamento pencas, mas farei um esforço para ve-los um dia. E quem causou tal sensação para mim este ano foram Radiohead e NIN. O restante foi tudo FOR FUN.

  4. rseefo disse:

    todo mundo tava la só para ver o show mesmo…
    menos os dois babacas na minha frente que acharam que o via funchal era um boteco.
    cada uma, viu?

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