Ontem, a convite da AgênciaClick, fui dar uma bizoiada no Campus Party, CParty para os íntimos, CP para os nerds. Tenho que confessar, meio sem jeito, que foi a primeira vez que fui nesse evento. E, claro, tive que ver de perto aquele monte de barracas montadas dentro de um centro de exposições. Em uma única palavra: bizarro. Eu adoro viajar, só falo disso aqui no blog, mas se tiver que dormir em barraca, prefiro pegar um sol na laje aqui de casa. A vantagem das barracas dos campuseiros é que não tem bicho e num chove dentro, já é alguma coisa. Intrigada com aquela disposição juvenil, tive a idéia de pesquisar quem mais no mundo, além dos nerds, curte armar uma barraca. E não é que eu descobri. Achei uma empresa inglesa que vive disso. Believe me. A Boutique Camping funciona mais ou menos assim: você e seus amigos querem ir a um festival de música e querem dormir in loco. Os caras vão lá e montam as barracas para a galera. Com (segundo eles) os melhores banheiros do mercado. Não, essa não é a melhor parte. As barracas podem ser decoradas. Isso mesmo. Você pode tar afim de uma noite das arábias ou uma coisa mais “índio do velho oeste”. O cliente manda, eles literalmente armam tudo. O precinho da aventura? A partir de 399 libras.
Complementando o post da Lalai logo abaixo, o site Galeria da Gravura é excelente para você comprar trabalhos em xilogravura, litogravura, serigrafia, gravura-em-metal e outros, a partir de R$ 42. Se seu apreço pela exclusividade de trabalhos em artes plásticas for maior, dá pra se associar ao Consórcio de Gravuras do Museu do Trabalho de Porto Alegre, recebendo uma obra por mês (você não precisa morar lá para participar). Boa arte acessível para todos, mesmo.
Não tenho dúvidas de que investir em arte pode ser um bom negócio. O problema é que por não termos tal hábito, acabamos achando que arte custa caro e então direcionamos nossos reais para outras necessidades, sejam elas reais ou não.
De qualquer forma, a arte tem ficado acessível de uns tempos para cá. O Fabiano escreveu um post sobre o artista Adam Neat, que hoje tem seu trabalho avaliado o em 43.000 libras, espalhou na rua 1.000 de suas obras na cidade Londres. Na época meu amigo Ennio estava por lá e teve a grande sorte de encontrar uma delas quando retornava do trabalho para casa. Fico me perguntando em quanto já está avaliada tal arte.
A Surface To Air em setembro/08 abrigou a exposição “Lápis Lapin”, com curadoria de Eduarda Porto de Souza, com obras nos valores de R$ 5 a 300,00, muitas assinadas por artistas de renome no mercado. Foi uma grande oportunidade para quem quis comprar um trabalho bacana assinado por alguém bacana. O dinheiro arrecadado foi destinado ao PETA e hoje eu me arrependo de não ter arrematado um trabalho sequer.
Ontem a Marisa me mandou um site, o 20×200 que torna a arte acessível para todos os bolsos. Toda obra é disponibilizada em três tamanhos: 8″x10″(200) por US$ 20,00, 16″x20″(20) por US$ 200,00 e 30″x40″(2 peças apenas) por US$ 2,000. Claro que tem muita gente desconhecida no meio, mas vale um bom olhar porque o acervo é gigante e tem muita coisa bacana no meio. Eu adorei o projeto. Confira!
REINALDO LOURENÇO – Visando o futuro, Reinaldo Lourenço evoca o passado nos dando, com maestria, uma demonstração de como seguir uma (e sua) trajetória. Segundo o estilista, o inverno necessita de uma estética forte, de impacto, não por menos elegante e limpa. Vermelho, prata e preto são as cores escolhidas. Inspirado no Art Deco, a linha , o equilíbrio e geometria são o fio condutor de toda a coleção, apresentada principalmente em vestidos nos mais diferentes tecidos (organza, cetim, lamê). Destaque para os vestidos em “escamas” de vinil e os lindos vestidos de franjas com espelhos (duas imagens das mais inspiradoras e um dos ápices de toda a semana de moda paulistana nesta edição). Um olhar mais criterioso relembra os maravilhosos sapatos e aneis futuristas, mas ressalta a desnecessária utilização dos vestidos cubistas-tridimensionais da parte final do desfile, algo excessivo ao tão desejado equilíbrio. Uma coleção moderna capacitada para aportar em outros mercados num futuro-presente tão incerto.
“Supermercado de Estilos !?”, com essa frase abro a única análise do terceiro dia de desfiles do São Paulo Fashion Week. Talvez se você tiver menos de 22 anos nunca terá ouvido essa tão lendária e mitológica frase que definiu os anos 90. Partindo de inspiração (ou não, porque não ficou claro) da festa de Parintis, a Cavalera marca pontos positivos mostrando uma variedade de looks que deixarão os jovens mais antenados (e eu espero que quase todos no Brasil) loucos para correr até as lojas.
Casacos, jaquetas, calças, vestidos, saias e muito muito mais dão o tom da festa. Bolas e índios imprimem sua presença num desfile de styling preciso e esperto onde os xadrezes e listras são o destaque. Está tudo lá, pronto, bem pesquisado e produzido para você, que agora já pode exercer sua autenticidade nos looks mas não originalidade… não se esqueça, isso aqui é um “fast fashion” e nada mais que isso. Talvez delivery? Talvez! Porque não? Com esse passo adiante a Cavalera marca o passo da dança à seus clientes… só resta saber se os preços serão os mesmos das mesmas ”fast-fashion” ao redor do mundo, porque ao final tudo está super globalizado, inclusive os jovens.
Na terça-feira rolou a primeira Crew de 2009 no D-Edge. Debaixo de uma chuva inesperada e dividindo a noite com outras festas pós-SPFW, como a da Adidas, não esperávamos que a noite seria tão incrível e cheia como foi. Viva as férias.
Nesta noite tocou eu & Fabilipo, Database, Killer on the Dancefloor, Roots Rock Revolution, Ali Disco B e Fabrizio Martinelli, que acabou de me mandar o set que ele tocou na festa. Está bem divertido, pesado como sempre e dançante. Baixe aí e se acabe de dançar:
É um dos djs e produtores mais bacanas dos últimos tempos. Ganhou as pistas com Cross the Dancefloor (no link com remix feito por Chromeo) e também com seus deliciosos remixes para Meddle (Little Boots) e Walking on a Dream (Empire of the Sun).
O americano Ashley Jone é o homem por trás do projeto Treasure Fingers. Suas referências são os anos 80, disco, funk e a house music. Hoje achei um mix de 1h19 dele no blog Discodut, que é a minha trilha sonora desta tarde cinza e úmida.
Enquanto eu não crio vergonha na cara e não faço meu próprio playlist, que aliás, está mais do que na hora, eu compartilho o playlist da Dazed Digital, que sempre tem novidades e algumas velharias deliciosas.
O playlist de janeiro está com uma pegada quase psicodélica com uma pitada rock’n roll Bat for Lashes (que eu amo!), Psychic Ills, em que no seu myspace p como trance, outras viagens sonoras como Magic Magic, que é uma boa trilha para meditar, a voz adocicada de Alessi’s Ark, . Bom para relaxar enquanto lê sua revista favorita. Ouve lá:
A essas alturas todo mundo já sabe a história desse grande filme de David Fincher. Baseado num conto de F. Scott Fittzgerald, “…Benjamin Button” conta a vida de um homem que nasce como um bebê de 80 e tantos anos de idade e vai rejuvenescendo com o passar do tempo. Sim, é bem estranho. Mas ao mesmo tempo é bem bacana, com detalhes lindos de roteiro (que já existiam no conto original) que fazem da história um primor. Ele quando nasce, com a aparência de um idoso, é abandonado pelo pai, um cara rico, na porta dos fundos de um asilo e é achado por Queenie, a mulher que cuida dos velhinhos: ninguém melhor pra tomar conta da criança. Nada melhor do que um asilo pra ele viver e ter seu “segredo”bem guardado, já que lá ninguém verá o que realmente vai acontecer com ele. Ela já o apresenta a todos no orfanato e uma das idosas diz que ele é a cara de seu falecido marido, o que deve ser verdade, porque ele é todo enrugado, com catarata, artrite e tudo mais, segundo o médico do lugar, que não dá dias de vida pra ele. Mas o tempo vai passando e Benjamin vai ficando cada vez melhor, seu cabelo começa a crescer, primeiro branco, depois escurecendo, ele aprende a andar, primeiro de muletas, depois bengala e finalmente sozinho. Tudo ao contrário, mas numa mente de uma criança, tanto que ao conhecer a neta de uma das mulheres do asilo, se encanta por seus lindos olhos azuis e para esses olhos vai “dedicar sua existência”. Ele vai crescendo ao contrário e ela também vai crescendo e ele mais de uma vez tenta conquistá-la, mas na primeira vez ele tem 60 e tantos anos e ela 23, apesar de na verdade ele ter a idade dela.
O problema em contar a história desse filme é, claro, estragar surpresas. Mas a partir do que escrevi acima já dá pra se ter uma idéia do que esperar. O filme é uma linda história de amor de Benjamin pela menina dos olhos azuis e o roteiro (apesar das acusações de auto plágio recebidas pelo roteirista, o mesmo de Forrest Gump) é bem resolvido e bem amarrado. Nunca imaginei que assistiria um filme do Fincher e no final eu choraria, o que aconteceu nesse caso e me surpreendi de verdade. O cara, ficou claro agora, é sim um diretor que faz qualquer coisa muito bem feita. Além da fotografia de contrastes e contras perfeita, da trilha sonora que me fez continuar cantando ao sair do filme, o elenco mereceria um prêmio coletivo porque não dá pra falar que o Brad Pitt está ótimo como Button, nem que a Cate Blanchet está ótima como a menina dos olhos azuis, nem que a TildaSwinton está ótima como a amante de Pitt, mas todo o resto do elenco e aqui destaco Taraji P. Henson, que faz Queenie, a mãe adotiva de Button, como alguém a se lembrar daqui pra frente.
Além disso tudo, preste muita atenção sempre no rosto de Brad Pitt com toda a maquiagem pesada de velho e de adolescente, sempre em corpos que não o seu, num trabalho fantástico de pós produção que em nenhum momento me decepcionou. E eu sou meio chato. Bem chato!
Já esse vídeo faz uma comparação tosca e bem boa de “Forrest Gump”e “…Benjamin Button”. Mesmo roteirista com preguiça? Vale a pena!
Under the influence é uma exposição que acontece atualmente em Los Angeles – até o dia 29 desse mês – onde artistas prestam uma homenagem aos Beastie Boys. São 100 artistas remixando a música, estilo e visual do trio. Com trabalhos do Andrew Hem e Shepard Fairey (Obey), vale a pena conferir todos os trabalhos nesse blog aqui. O site da galeria 1988 é este aqui.
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.