Archive for janeiro, 2009

SPFW (2ºdia) – no fio da navalha

terça-feira, janeiro 20th, 2009

2º dia de desfiles outono/inverno 2009 no Sao Paulo Fashion Week. Sete desfiles, poucas novidades relevantes, segue os destaques do dia:

FORUM – Tufi Duek nos apresenta para o próximo inverno 2009 suas amazonas. Poderosas, dominadoras e sexys, elas caminham confiantes com suas botas de cano altíssimo (quero presenciar isso nas ruas…) ao som de rock (mais especificamente Pat Smith). O ponto de partida da coleção são os cavalos (um animal sensual,visceral e forte segundo o estilista) e todo o universo da equitação (fivelas,botas,rabos de cavalo,etc,etc). Couro, lã, crepe e jersey são seus tecidos emoldurados em casacos, ponches, vestidos de ombro único (com fivelas), curtos caftas drapeados ou esvoaçantes com barras bordadas. Com uma edição primorosa em looks monocromáticos em tons de negro ou branco, Tufi Duek agradará em cheio todas suas fieis escudeiras. Dispensando as estampas de cavalo (algo óbvio e muito utilizado pela maison Chloe), o desfile remetia algumas vezes aos últimos “ventos” soprados por Balmain, Gucci ou DSquared para se dizer a verdade. Mas ok, foi um desfile atualizado com o que qualquer pessoa encontraria em Milão ou Paris. Então a Sra. Dominatrix que estiver de viagem marcada para essas capitais europeias, dê uma passadinha lá na Oscar Freire e compre alguns “hot tickets” da coleção que assim voce “descerá” atualizada e adequada no velho continente.

ALEXANDRE HERCHCOVITCH – Alexandre Herchcovitch mais uma vez nos supreende. Nem tanto por seus “arrombos” estilísticos, mas por sua concepção mercadológica, coragem e força. Após um “release” cheio de referências distintas e até confusas, o que inspira na verdade Herchcovitch neste inverno é o significado da palavra caos (caos visual, caos das grandes metrópolis, antagonismo, choque e contraste). Desse ponto de partida a mistura de tecidos e texturas diferentes (até opostas em peso e caimento), as falsas sobreposições e as assimetrias dão o tom desta coleção. Paetês, tachas, bordados “sopram” um pouco de luz numa coleção difícil de “decifrar” mas altamente arriscada e corajosa para a atualidade. destaque para o look negro de Ana Claudia Michels, os leggings bordados e a ” bolsa pedra”, já hits deste inverno. No final, Herchcovitch mostra uma coleção, uma atitude (e um risco) que só alguns estilistas no mundo atualmente podem ter em meio a tantos conglomerados empresariais no setor. Confronto, ruptura e contradição sempre marcam a moda a um proximo passo. Good luck !!

Girl Talk

terça-feira, janeiro 20th, 2009

Fizemos nossas listas, mencionamos o que mais ouvimos e até concluí que o artista de 2008 foi TV on the Radio, já que ele esteve presente em pelo menos 8 de cada top 10 feito por revistas, blogs e jornais. Pensei bastante a respeito e o meu artista do ano foi Girl Talk. Talvez eu o eleja um pouco tarde, já que a essas alturas ninguém está mais olhando para trás e sim correndo atrás do que pode ser o grande booom de 2009, mas este post está na minha cabeça há algum tempo e eu precisava escrevê-lo.

Girl Talk tocou no Brasil no Tim Festival de 2007. Em São Paulo o seu show foi na The Week na noite eletrônica. Infelizmente eu perdi, pois tinha Rebel no mesmo dia. Foi com pesar que no dia seguinte ouvi todo mundo comentando sobre um dos melhores shows do Tim daquela edição. Antes disso ocorrer, eu e o Fabilipo tínhamos cogitado dele tocar no aniversário do Glória, mas que acabou fechando outra atração. Afinal quem era Girl Talk?

Na minha última viagem aos Estados Unidos eu tive a oportunidade de assistir a dois shows dele, porém o primeiro coincidiu com outro show e acabei abrindo mão. Deixaria para vê-lo no All Points West em NY. O álbum “Feed the Animals” tinha acabado de ser lançado e eu mal o tinha ouvido. Confesso que, apesar de imaginar um show muito divertido, eu não imaginei o quanto ouvir Girl Talk poderia causar uma sensação incontida de felicidade.

Girl Talk
Quando o Larry Tee me ligou perguntando se eu gostaria de dançar no palco com o Girl Talk, eu mal pude conter minha alegria, afinal se show já era considerado incrível para quem assistia, imagine para quem participasse diretamente dele. Essa experiência, que eu já citei várias vezes, foi com certeza uma das mais divertidas da vida. Assista a sequência aqui (eu sou a de fita rosa na cabeça e camiseta de zebra).

Girl Talk @ All Poins West (Foto tirada por http://www.flickr.com/photos/johnxavier/)

Desde então “Feed the Animals” tem sido tocado repetidamente no ipod, no computador e às vezes até nos meus sets. O cd foi lançado para download gratuito ou pagar US$ 5,00 para bonus track ou US$ 10,00 para receber o CD físico.

E tanto eu, quanto o Fabilipo e a Dani (que aderiu ao cd recentemente de tanto que falamos dele) temos discutido o quanto ouvir este álbum nos deixa feliz. Se em algum momento eu não estou legal, eu já corro para dar play nele. E nos meus devaneios sobre o porque deste cd ter tal eficiência como a pílula da felicidade, não foi difícil encontrar a resposta.

“Feed the Animals” possui mais de 300 samples em menos de 1 hora, que nos remete para épocas diversas de nossas vidas e evocando fases esquecidas. Provavelmente é essa ode ao passado o grande responsável pelo estado de espírito em que sou acometida ao ouvi-lo. Afinal passa por Rage Against the Machine, Jay-Z, Twisted Sister, Avril Lavigne, Michael Jackson, Radiohead, Queen, Beastie Boys, The Police, The Cure, Faith No More, The Jackson 5, Yeah Yeah Yeahs, Public Enemy, Eminem, Nine Inch Nails entre centenas de outros. Confira nesta lista todos os samples de Feed the Animals.

Com este repertório não há como não embarcar numa viagem ao tempo, especialmente se você viveu os anos 80 e 90. Por isso eu digo: Girl Talk é gênio!

*Vale relembrar aqui o post que a Dani fez sobre o Remix Manifesto e dar um pulo no site oficial, especialmente em semana de Campus Party quando um dos assuntos discutidos é Creative Commons

Os melhores momentos do Bush, já que ele se vai (tarde).

segunda-feira, janeiro 19th, 2009

Deu no Letterman. Muito bom!

LG Renoir

segunda-feira, janeiro 19th, 2009

Fui convidada com mais 17 blogueiros para participar do lançamento do celular LG Renoir, que é uma evolução do LG Viewty, que também teve seu lançamento em uma ação com blogueiros, o Safari Urbano. Dos 18 convidados, 2 não puderam ir. Participaram: Cardoso, Mobilon, Nick Ellis, Netto, Baunilha, Veridiana, Philipe, Rosana Hermann, Johnny, Tato, Milenna, Jeff Paiva, Eric Messa, Guilherme Cury e Lucia Freitas.

Grupo dos 16

Tirando todo o barulho que ação causou e que realmente não me interessa, quero contar um pouco da experiência que rolou no final de semana e claro, das features do celular.

Após ter passado 12 dias em Buenos Aires, ter sido convidada para um final de semana com toda pompa foi um desfecho perfeito para completar a virada para 2009, afinal para mim este é o ano em que eu decidi fazer uma mudança drástica na minha vida.

Chegamos às 9h da matina de sábado na padaria Benjamin Abrahão sem saber para onde iríamos. O convite pedia que levássemos roupa de praia, repelente, protetor solar, o que já deu para desconfiar que iríamos para algum paraíso litorâneo. Depois de um belo brunch, fomos levados para um mega ônibus de 2 andares com wifi e cada um ganhou uma mochila com o LG Renoir dentro. Gostei do cuidado que a Sinc teve em personalizar cada celular com a cara do dono. No meu caso ao invés de ter o layout do meu blog (que é nulo), veio um papel de parede da minha festa Crew.

Eu conhecia poucos dos blogueiros convidados, mas uma das coisas mais bacana do final de semana foi que nos entrosamos muito bem e no domingo nos sentíamos à vontade um com o outro como se nos conhecessemos há tempos. Somente na estrada é que veio o primeiro recado via bluetooth informando que o destino seria o Guarujá. Passamos boa parte da viagem testando o celular, utilizando sua câmera (o que eu mais gostei no aparelho) e navegando pela internet.

Para acompanhar a ação foi feito Live Stream e, como já era de se esperar, um povo armado e furioso em relação a ação, inclusive com direito a post do porquê não utilizar blog como mídia, tomou conta do live stream. Acho que há muita crítica construtiva que surgem em meio à ações como esta, mas não leva a nada criticar de forma destrutiva. E olha que teve gente que gastou o final de semana nisso. Enfim… cada um tem a vida social que merece.

Por volta do meio-dia fazíamos nosso check-in no fantástico hotel Sofitel Jequitimar para um final de semana cheio de mimos. Boa comida, massagem, piscina, vista, shows e claro, o celular sempre à mão para fotografar, filmar, twittar. Não tenho dúvidas de que nosso grupo chamou atenção naquele hotel. Eu mal aguentei tudo, que dormi antes mesmo do show do Jota Quest, que também não fiz questão, mas depois rolou um estica com cerveja no complexo do hotel com um grupo com os mais animados.

No dia seguinte não foi fácil acordar às 8h30 para um café da manhã com vista para o mar. Não dava nem vontade de sair dali, mas a programação não se restringia ao hotel. Fomos todos levados para uma marina, onde o grupo se dividiu em dois e passamos horas num passeio de barco regado a comidinhas e champagne. Tudo que a gente costuma pedir nas nossas orações. Claro que esse passeio fechou a ação com chave de ouro. Eu queria era mais um pouquinho, mas não teve jeito. Depois de um delicioso almoço no barco, que ficou um bom tempo ancorado, foi hora de voltar para a casa, que no meu caso acumulava malas de mais uma viagem.

Agora vamos ao que interessa: o celular. Eu gostei bastante do LG Viewty e fiquei um bom tempo com ele. Acabei trocando pelo Nokia N82 porque fui convidada para participar da ação (internacional) Nokia Vine.

O design do LG Renoir é muito similar ao do LG Viewty, mas a usabilidade melhorou bastante, porém a navegação não chega a ser mais intuitiva. Antes de tudo é importante dizer que o LG Renoir não é um smartphone, portanto a navegação na web não é das melhores, mas para quem utiliza para ver email, twitter e feeds, é bem tranquilo. O touch-screen é bem sensível, mas já li que é possível calibrar.

Trocar de uma função para outra é muito simples: se você está navegando na internet e precisa fazer uma ligação, por exemplo, você consegue facilmente navegar sem perder dados. Eu defino mais como uma ótima câmera com celular do que o contrário. No meu caso é uma mão na roda, já que eu estou sempre fotografando com o celular e subindo automaticamente para o flickr. Não achei integração do aparelho com o flickr, portanto (enquanto eu não descubro se é possível) eu faço de forma manual.

A câmera é de 8.0 mega, tira foto panorâmica, faz vídeo em slowmotion entre outras firulas. Infelizmente o flash tem apenas duas opções: automático e desligado, o que impacta na hora de tirar fotos noturnas. A câmera de vídeo grava em 30 frames por segundos tanto em camera lenta quanto rapida, ambos com resolução VGA. É uma ótima opção para registrar coisas em alta velocidade. É possível gravar com áudio e sem áudio e enviar diretamente para o Youtube. Aliás, a qualidade do áudio surpreende.

O problema para baixar fotos e vídeos para quem tem MAC continua, pois o software de instalação vem em um mini CD e a saída no meu caso está sendo enviar tudo via bluetooth para o computador, o que não é nada prático e acaba impactando bastante para mim. A bateria tem longa duração (chega a 250 horas em stand by e 3 horas com uso contínuo).

O aparelho é uma ótima opção para quem não necessita de um smartphone. Eu consigo viver com ele numa boa caso eu resolva o envio das fotos diretamente para o flickr, que para mim é uma função imprescindível. Fora que o aparelho é bonitão. Leia o review completo feito pelo Nick Ellis, já que eu não dissequei o aparelho como ele o fez, ou visite o site da LG.

Logo mais as fotos que fiz estarão disponíveis no meu flickr (ainda estou terminando de subir as fotos da minha viagem à Buenos Aires), mas enquanto isso dá para ter uma boa ideia da qualidade da câmera navegando por flickrs alheios.

I’m throwing my arms around Paris

segunda-feira, janeiro 19th, 2009

Dar dicas de programas em Paris é correr o risco de falar do óbvio: você abre o roteiro de filmes e estão lá A Bela Junie e A Fronteira da Alvorada; você confere os lançamentos em música e Morrissey canta I’m throwing my arms around Paris. A cidade-luz é onipresente.

De qualquer maneira, como cada um estabelece uma relação com as cidades que mais gosta (tem seus locais preferidos, pratos que não deixa de comer, ruas que não deixa de passar), selecionei alguns passeios na capital da França. Se você lê francês, a primeira coisa é comprar a Inrockuptibles da semana e dar uma geral na programação cultural, além de aproveitar a ótima mistura de matérias de cultura francesa e internacional da revista. Amuse toi bien!

Paris vista a partir do Georges PompidouParis vista a partir do Georges Pompidou

Paris vista a partir do Georges Pompidou

.Les Catacombs (metrô Denfert-Rochereau)
São as catacumbas. Você anda por baixo da terra por cerca de meia hora, só vendo ossos e ossos de cemitérios que foram transferidos do que hoje é o centro de paris (Beaubourg) pra esse local. É surreal, frio e úmido. Gosto pelo inusitado.

. Château D’Eau (metrô Châteu D’Eau)
É uma região onde habitam africanos de ex-colônias francesas. Vale dar uma passeada porque tem mercadinhos com produtos indianos, restaurantes ótimos com comidas bizarras e acessíveis (menos de 10 euros a refeição), além de você ouvir as mais variadas línguas e dialetos, exceto o francês. Evidente que este bairro não aparece em nenhum guia. Ao descer do metrô, você será abordado por um monte de gente com ofertas para cortar cabelo e para vender coisas. Em Château D’Eau,  paga-se bem menos por produtos básicos (como cartões telefônicos para fazer ligações internacionais).

. Château Rouge (metrô Châteu Rouge)
Também bairro de descendentes de ex-colônicas francesas na África. Esse metrô é curioso, não parece Paris: muitos pulam a roleta,  óculos/cintos são comercializados nos corredores e os fiscais da RATP fazem vista grossa. Tipo Brasil. Saindo do metrô, você vai ver que de um lado tem milhões de ruelas, cheias de africanos vendendo comida na rua (de frutas a peixes) e bares mais trashs, estilo centrão. Do outro lado, atravessando o boulevard, você está quase em Montmartre – ou seja, o oposto. Dá pra seguir pela Rue Custine e subir uma escadinha que tem nela pra chegar no Sacre Couer.

. os arredores da estação Glacière do metrô
Gostava muito de caminhar e me perder por essas ruas. É totalmente parisiense: feirinhas, pequenas casas, hotéis baratinhos, lavanderias e todo o clima de Paris, inclusive a sede do jornal Le Monde.

. Bibliothèque Nationale de France François Mitterrand
Adoro o deck de madeira gigantesco e as linhas retas e áridas: é super fotográfico. Dá pra sentar e pegar um sol, dá pra ir no cinema e comprar dvds e livros, além de tomar um café.

. Parc de Bercy (metrô Bercy)
É lindo e tem a Cinemateca. Não tem como ir pra Paris e não dar uma passada por lá, seja pra ver algo ou pra pegar os guias de programação com vários textos longos sobre cinema cult.

. 13º arrondissement (metrô Place d’Italie)
O 13º é um bairro de urbanização mais recente, com torres e prédios altos. É, também, onde tem a maior concentração de restaurantes e supermercados de povos asiáticos. Um hit absoluto de podutos freak asiáticos é o supermercado Tang Frères  (48, avenue d’Ivry Paris): esse super vende suco de aloe vera, suco de coco queimado, além de outras delícias insuspeitas, como massas miojo turbinadas.

. Parc André Citroen (metrô Balard)
Tem que andar umas duas quadras a partir do metrô (veja no Google Maps). É um parque muito, muito legal e sem turistas. Tem parisienses, verde e a vontade de fazer piquenique.

. A creperia Chez Josselin (67, Rue du Montparnasse – metrô Edgar Quinet)
Um dos melhores crepes de Paris, segundo minha amiga francesa. Não é muito caro, é de fato bem bom e bem charmoso. De sobremesa peça o crepe de mel.

Programas óbvios que valem a pena
. Subir no Arco do Triunfo
A vista do Arco no fim de dia fala por si.  Não tem elevador; esteja preparado para enfrentar a escadaria.

. Canal de Saint Martin
Mais uma das incontáveis atrações lindas da cidade. Vá percorrendo toda a extensão do canal, a pé. Tem bares, cafés, lojas de livros e roupas e acessórios descolados, inclusive fotografia. Branché (descolado), como eles dizem.

. Parc de La Villette (metrô Porte de La Villette)
Parque gigante, onde rolam vários shows no verão. Vá em dia de sol! Tem um cinema incrível, com a arquitetura em formato de bola metálica, La Géode, que passa filmes numa tela que te cobre inteiro, tipo 360 graus (ok, não é 360 graus, mas você entendeu o que eu quis dizer).

Campus Party 2009 e eu

segunda-feira, janeiro 19th, 2009

Janeiro começou bombando! Na mesma semana temos dois grandes eventos rolando em São Paulo: SPFW e Campus Party. Ainda não consegui ir a nenhum dos dois, mas pelo menos no segundo eu estarei presente em pelo menos duas datas, já que estou na programação (e bem feliz por fazer parte).

Entre vários destaques, o Campus Party traz o criador da web Tim Beerners-Lee, que hoje e amanhã (as 13h – área Software Livre) dá uma palestra sobre Web 3.0. Este será um dos momentos imperdíveis do evento, afinal ele é considerado um dos maiores gênios vivos do mundo.

Amanhã eu toco com o Teatro Mágico (só quero ver no que vai dar esta mistura… hehehe) no Sarau Digital realizado pela área de Música e Multishow. De acordo com a programação eu toco da 1 às 2h (e depois corro para o D-Edge, pois amanhã tem  a primeira Crew de 2009). Durante a semana participam desta área meus amigos Database (dia 21 à 1h), Killer on the Dancefloor (dia 22 às 23h) e a Flávia Durante (dia 23 à 0h).

No dia 23, sexta-feira, eu participo de uma mesa que vai discutir os reflexos da revolução tecnológica na cultura junto com o professor Ronaldo Lemos, Professor titular e coordenador da área de propriedade intelectual da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, onde é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade. Diretor do projeto Creative Commons no Brasil. Co-fundador do projeto Overmundo. Coordenador dos projetos A2K Brasil, Cultura Livre e Open Business. A mediação será feita pelo Claudio Prado, consultor de políticas digitais do MinC. Ex-produtor de Mutantes, Novos Baianos, dos lendários festivais de Wight, Glastonbury e de Águas Claras. Conhecido por suas opiniões polêmicas, não tem crises ao afirmar, por exemplo, que “a pirataria é um apêndice do monopólio”.

Ou seja, vou ter que dar uma ralada nos próximos dias nas leituras para poder dar conta do recado! Não vai ser fácil ao lado de dois monstros digitais. A mesa 2 rola das 19 às 20h30. O debate está sendo organizado pelo SescTV.

Então, nos vemos no Campus Party. Amanhã estarei lá a partir das 13h. Para quem não fez inscrição, pode ir na área Expo, que também tem uma programação extra, além de vários expositores, inclusive a AgenciaClick, onde eu trabalhava, com desafios aos participantes valendo prêmios. Esta área tem acesso gratuito, basta imprimir o convite no site do Campus Party.

“O Dia Em Que A Terra Parou” e o Keanu ruinzinho.

segunda-feira, janeiro 19th, 2009

“O Dia Em Que A Terra Parou” é a refilmagem de um clássico da ficção científica lançado em 1951, no auge da guerra fria e que era uma metáfora ao medo americano da invasão comunistae todo aquele blá blá blá que ficou pra trás e que hoje soa super velho. Mas o filme era bacana, violento moralmente até. E nos apresentou Klaatu, o extraterrestre que vem e nos avisa que vão destruir a Terra. Ou melhor, pra salvarem a Terra, os ets vão destruir os humanos, porque senão eles destruirão a Terra. É, trocaram o medo comunista pelo medo ecológico e tal. (Sono!)

Um tempão depois resolvem refilmar o clássico e pra nosso medo, colocam Keanu Reeves como Klaatu. Em princípio, qualquer anúncio de Keanu em filme me dá arrepio na espinha, mas nesse caso, até imaginei que ele se daria bem, porque fazer um et frio e calculista não seria algo tão diferente do que ele se mostra o tempo todo. Mas não é que o cara erra até assim? Incrível como até o chato do filho do Will Smith, um moleque de 10 anos de idade tem mais vida na tela que o Keanu.

Mas pra piorar tudo, ele ainda contracena o tempo todo com a grande Jennifer Connelly que faz o que quer no papel de uma cientista e mão do moleque chato e que mostra pro tal do Klaatu que a humanidade pode amar e pode ser salva e …zzzzzzzzzzzzzz. É, bem sono mesmo.

O filme não é ruim de todo, é bem filmado pra caramba e tem a Kathy Bates como secretária de estado americano, uma versão da Condoleeza implacável também. E o bom de ter a Kathy é que ele é tão boa que a gente acredita em tudo que ele faz nos filmes, dádiva dos grandes atores, obrigado Kathy! Os efeitos são bem legais, gastaram uma grana boa fazendo a película e tal, mas o filme é maletinha mesmo.

Prefira o original. Ou na preguiça absoluta, prefira a música do Raul Seixas que já tá de bom tamanho!

E o trailer do filme original de 1951:

Publicado com “Já Viu?”

SPFW (1ºdia) – no fio da navalha

segunda-feira, janeiro 19th, 2009

E o “start” foi dado ontem na Bienal ao Sao Paulo Fashion Week, maior evento de moda da America Latina. Em meio às crises financeira, econômica e de valores (??), estilistas apresentarão suas coleções de outono/inverno 2009. Segue uma síntese dos melhores momentos deste domingo:

FAUSE HATEN – “paixão” era o ponto de partida do estilista para sua coleção outono/inverno. Dividido em três partes delineadas por cores (violeta/vinho;  vermelho sangue; amarelo/branco) o que se viu foi o emprego de tecidos nobres (cetim, rendas) em looks com muitos drapeados mostrando uma mulher elegante, mas sexy sem perder a classe jamais. No entanto, algo se perdeu em meio a tantas cores e frufrus. Teria sido muito melhor se o estilista tivesse optado em mostrar somente a segunda parte (bloco vermelho sangue, emotivo e visceral) e desenvolvido mais looks  partir daí. Com um começo pesado e truncado e um final desconectado com o resto do desfile, muito se perdeu de impacto/mensagem em um desfile onde em minutos o estilista necessita explicar (e vender) um semestre de desenvolvimento. Fause Haten é famoso por mostrar muitos elementos em um mesmo desfile ou em um mesmo looks, no entanto, nos tempos atuais ao menos uma característica há que se reconsiderar: o menos é sempre mais.

OSKLEN – primeiramente devo dizer que sempre fui fã da Osklen (conceito/markenting, estilo, coleções) ainda quando seus desfiles eram realizados no Rio de Janeiro. Segundo, penso que a trajetória da marca chegou num ponto (exito e vendas), onde é necessário desvinculá-la com seu mentor/proprietário Oscar Metsavaht pois por detrás há uma grande e talentosa equipe. Portanto, algo a que se dizer: não foi uma de suas melhores coleções… algo faltou. Busca de novos valores? (para o mundo ou para a marca??) Uma nova ordem mundial? Se ainda os economistas e sociólogos não conseguem responder a isso, o que ficou claro para mim é que não encontrei essas respostas neste desfile. Experimentações em novas (e inúmeras) modelagens em moletons deixaram o desfile repetitivo e cansativo. Vale ressaltar os outros materiais utilizados como o couro vegetal (sem cheiro) entre outros que sempre fazem parte do conceito ecológico/sustentável defendido pela marca. Com uma atitude inusitada e tímida do estilista no final do desfile e uma “áurea” de sucesso intocável pairando sobre a imprensa especializada me pergunto: se esse exato desfile fosse realizado por algum estilista desconhecido ou novato as opiniões da imprensa seriam as mesmas???

PRISCILLA DAROLT – (DESTAQUE DO DIA) foi uma agradável surpresa o desfile de uma nova estilista como Priscilla Darolt. Partindo de inspiração de um frasco de perfume comprado pela mesma, o que se viu foi um ótimo exercício de modelagens, pesquisas de tecidos e uma nova forma de mostrar a sensualidade num país repleto de uma sensualidade exagerada, desgastada e de gosto duvidoso. Havia um “perfume” a la Balenciaga (diga-se a verdade), mas Priscilla seguiu firme apresentando uma cartela de cores preciosa (segundo ela, vindo da maquiagem), uma modelagem estruturada (com destaque para o cetim dublado e os plissados) em um desfile seguro e cool. Que as jovens e sensuais mulheres desfilem pelas festas vestindo essa estilista, o Brasil agradece.

Começa o SPFW inverno 2009

domingo, janeiro 18th, 2009

Hoje deu a largada no maior evento de moda do país: o SPFW. O tema desta 26ª edição é BRASILEIRISMOS, representados pela leveza e pela felicidade que povoam o imaginário do brasileiro, e sua relação única com o mundo que o cerca. Também será celebrado o centenário de nascimento de um dos nossos primeiros ícones internacionais, Carmem Miranda.

Confira o calendário do SPFW:

(mais…)

Daft Punk + Adam Freeland = OBAMA!

domingo, janeiro 18th, 2009

Gringos falando do presidente americano. Isso me deixa perplexo pela abrangência da coisa, por assim dizer. É o otimismo americano alcançando todo mundo, apesar de eu não me deixar enganar tão facilmente. MAs tomara que eu esteja errado e o povo ianque certo. Enquando isso, a gente fica com esse vídeo em stop motion da música Äerodynamic”do Daft Punk remixada pelo Freeland pra comemorar a posse do Obama, que acontece por agora, depois da tal viagem de trem que ele está fazendo. Tem a pirâmide, tem bonequinhos, bichinhos, música boa, psicodelia e, claro, o Obama em si (ou um boneco do Obama em si)!