Hoje em dia eu tenho achado que a crise de criatividade na publicidade mundial tem sido um problema grave. Mas de vez em quando, bem de vez em quando, aparecem coisas muito legais. Aqui vai um exemplo: sexo animal!
A Marisa me mandou o link da compilação que o Trend Hunter fez com as tendências para este ano. Eu já tinha mencionado o relatório de 2009 no meu post sobre tendências, mas ainda não tinha visto o vídeo. Claro que a parte mais legal é quando a tatuagem geek da Marisa aparece no vídeo, o que só reforça a imagem de “garota trendy” que eu tenho dela.
O texto sobre o relatório exalta que 2009 será um ano de mudanças dramáticas e isso provavelmente tem a ver com a crise global, que acaba nos trazendo mudanças de hábitos. Eu, por exemplo, me identifiquei muito com o item 20, em que fala do “retorno à cozinha”. No meu caso não é exatamente pelos motivos que eles citam e sim porque percebi em 2008 que o meu maior gasto mensal é com restaurantes. Infelizmente vivo em uma cidade (São Paulo) em que comer fora não é nada barato. Temos boas opções durante o dia nos dias da semana, já no final de semana e à noite, essas opções desaparecem. Praticamente não existem opções com preços médios para se comer à noite. Nova York que é uma cidade mais cara que SP, oferece variadas opções para os mais diversos tipos de bolso. O mesmo não acontece aqui. Então decidi que 2009 vai ser meu ano celebrando minha cozinha de casa.
Sites como Etsy tendem a crescer (até eu estou fazendo o meu) e continua em alta: eco, vintage, vídeos virais, propagandas “chocantes”, a política e o pop, o rejuvenescimento, o feio continua na moda, jogos como Rock Band e Guitar Hero (é a era da guitarra de plástico) e até a humanização dos animais (ahn?). Dá uma olhada lá e vai ver que não há grandes surpresas:
Ano passado minha filha pediu pra eu comprar o livro “Crepúsculo”pra ela. Primiero fiquei mega feliz, não é sempre que uma adolescente pede livro do nada, apesar de ela até que ler bem. Mas como eu sou meio chato e fico sempre dando livro que eu acho bacana pra ela ler, a atitude dela me deixou feliz. E livro de vampiro ainda, mais bacana. O filme predileto dela desde que ela tem uns 5 ou 6 anos de idade é “Ëntrevista Com O Vampiro”. É, ela viu o filme quando era pequena e já era. Ama. Sabe os diálogos, e a gente brincava que ela era a vampirinha e sempre me matava e tal. Ela adora vampiros, eu adoro vampiros, a gente vê todos os filmes juntos até esse “Crepúsculo”que foi o primeiro filme de vampiros que ela quis ir ver com o namorado. Adolescência é foda. Ela já tinha lido o livro e eu não li, preferi ver o filme antes porque sabia da decepção. Ela viu, me contou tudo, falou das diferenças com o livro e de coisas que ela não se conformava porque tinham mudado no filme. Eu enrolei e fui ver agora. Já posso falar. Aqui vai.
“Crepúsculo” tem uma história até que bacaninha. Uma menina, adolescente, 16 anos, vai morar com o pai numa cidade bem pequena onde ela nasceu e saiu com a mãe. É a cidade que mais chove nos EUA, sempre enevoada, com pouco sol. Aquelas com clima pra suicídios ou pra formar banda de rock. Ela começa a escola no meio do ano e até que é bem recebida pela molecada. Mas ela se encanta com um bonitão, branquelo, que diem pra ela ser de filho adotivo do médico da cidade, ele e mais 4 irmãos, todos adotados. Claro que o cara é o vampiro, ela se apaixona por ele, ele se apaixona por ela e tudo vai bem. Os vampiros moram nessa cidade porque eles precisam se esconder do sol não porque morrem, mas porque brilham na luz do sol. Sim, o filme é uma história de amor pra adolescentes e sim, funciona. Então, ele é um vampiro “vegetariano”, bonzinho, só mata animais, não chupa humanos (ui!!!) e isso ela descobre quando se joga em cima dele no seu quarto e ele diz que eles tem que se controlar. É o filme de vampiros assexuados bacaninha pra geração 2000′s (isso pra mim até que foi bom, imaginei a minha filha e o namorado assistindo a cena e ela falando pra ele que eles tem que ser iguais ao casal do filme).
Claro que no meio da história aparecem uns vampiros não tão bonzinhos, um prenúncio de lobisomens, lendas e mais lendas. Isso tudo numa paisagem linda, com adolescentes lindos demais, os vampiros e os humanos. Mas o que falta ao filme? Na minha opinião falta pegada da diretora. Ela ali fez um papel tão esta de só contar a historinha, deixando um monte de coisa a desejar. E a mulher tinha tudo nas mãos e desperdiçou. Dá até pena ver. Por essas e outras que já mandaram a tia passear e já providenciaram outro diretor pra sequência.
Mas o filme é bacana sim, eu gostei. É só que saí do cinema com uma sensação de desperdício. Poderia ser bem mais legal, quase um “Garotos Perdidos”… Tá, exagerei. Mas podia ser melhor, menos bobo. Pra se ter uma idéia, a menina tem mais atitude que os vampiros, ela é mais fodona. Não sei se isso foi proposital, mas deixou os vampiros veggies meio mal na história, se bem que no final, ainda tentam fazer com que eles sejam violentos e quase malvados, mas daí já é tarde demais.
De qualquer maneira, acho que o segundo filme vai ser melhor que esse, com a entrada do núcleo dos lobisomens (novela? núcleo?). Assim espero.
E só hoje eu descubro – via Fabricio – que vai abrir uma sala de cinema da IMAX em São Paulo agora dia 16. Funcionará no Bourbon Shopping Pompeia e a tela terá 14 metros de altura e 21 metros de largura. Os ingressos custarão de R$ 10 (meia de quinta) a R$ 30.
O primeiro filme a passar lá é a animação Fundo do Mar 3D, que tem 41 minutos e foi feita especialmente para o formato – como a tela é muito grande, para a imagem ficar nítida, os filmes IMAX devem ser gravados em filmes de 70mm – o normal é de 35mm. Espera-se ainda que Batman, o cavaleiro das trevas reestreie em fevereiro – algumas cenas do filme foram feitas especialmente para a tecnologia – e Harry Potter no Futuro.
Eu e a Lalai assistimos Batman em um cinema IMAX em agosto passado. Apesar do filme já estar passando há algumas semanas, quase todas as seções estavam esgotadas e a gente conseguiu ingresso para as 13 da tarde, sentando no chão ainda. Mesmo assim, o cinema é surreal, a tela é gigante e o som é incrível. Recomendo muito.
Que toda propaganda tem milhões de ajustes no photoshop para corrigir imperfeições, todo mundo está cansado de saber. Usando isso, uns caras em Berlim tiveram uma grande sacada e resolveram brincar com os outdoors do metrô da cidade, colando adesivos que imitam as janelas do software. A intervenção foi assinada pelo grupo Mr. Tailon, Baveux Prod., Kone & Epoxy. Vale a pena ver todas as fotos nesse flickr.
Depois de umas merecidas férias, eu reestréio esta semana com a festa Rebel, que atualmente rola (muito bem) em conjunto com a Debut, projeto do Bispo e do Edu Corelli. E claro, nada como ter a primeira festa com um nome bacana, que promete chacoalhar a pista: Daniel Hunt, tecladista da banda Ladytron, que teve o CD Velocifero considerado um dos melhores de 2008 por muitas listas de revistas e blogs.
Não é a primeira que ele faz dj set por aqui. Em 2005, antes mesmo do Ladytron tocar no Brasil pela primeira vez (a banda tocou no Nokia Trends em 2006 como uma das atrações principais), ele já aterrissava em São Paulo para tocar no Vegas.
O seu set tem uma pegada muito mais rock e é recheado de referências da banda. Na mesma noite tocam Lalai (eu), Fabilipo, Gil Barbara, Ken From Tokyo, Edu Corelli e Bispo. A festa acontece no Vegas na sexta-feira, 16 de janeiro, a partir das 23h59. Lista amiga até às 19h de sexta para festarebel@gmail.com.
O final de ano foi atribulado e me atrasei deveras na publicação do playlist da Dazed & Confused, que vem sempre cheio de referências bacanas e novidades. O último publicado foi o playlist de natal com o melhor de 2008. Vale conferir, tem várias delícias sonoras e talvez alguém aí na função das festas natalinas tenha também deixado de ouvir.
Acho Little Boots uma das artistas mais incríveis que surgiram em 2008. Em fevereiro eu ouvi “Stuck on Repeat” pela primeira vez no blog “Big Stereo“. Fiquei na espreita até descobrir quem era a dona do belíssimo vocal e da música que prometia ser uma das melhores do ano. Para mim foi de fato, tanto que fez parte da maioria dos sets que toquei.
Não demorou muito para saber que a dona da voz era Victoria Hesketh, ex-integrante da banda Dead Disco e a música de estréia do novo projeto foi produzida em conjunto com o Joe Goddard, do Hot Chip. Só tinha que dar certo.
Little Boots faturou na última sexta-feira pela BBC a “sensação pop de 2009″. Não vou entrar na discussão se ela será de fato a artista número 1 deste ano, pois acho um pouco cedo, mas espero que ela brilhe tanto quanto brihou em 2008 e nos brinde com boas músicas como “Stuck on Repeat” e “Meddle“.
Acabei revendo este vídeo em que ela faz cover de “Ready for the Floor”, do Hot Chip, que vale ser conferido:
Quem me conhece sabe do meu fascínio… mentira, meu vício por seriados de tv, dos mais toscos aos mais…
Tá, pode falar. Falou? Continuo!
Amo Gossip Girl. De verdade. E adoro a Taylor Momsen, que faz a bonitinha estilista problemática. E pra minha surpresa, depois de boatos de que ela seria viciada em heroína, vejo esse vídeo hoje e me espanto com o fato de ser um viral da Nike, meio que ela saindo da academia e fugindo dos paparazzi como se ela fosse uma mega…
Bom, assista. A sutileza do close da marca me deixa de boca aberta!
Vencedor de ator coadjuvante em tv por seriado ou filme pra tv é Tom Wilkinson, inglesão fodão, pra mim um dos melhores atores de hoje em dia. Vejo qualquer coisa que ele faça impreterivelmente. E claro, o filme é da HBO.
Vencedora de atriz coadjuvante de tv é Laura Dern pelo filme “Recount”, imperdível. E os comentários do Rubens Ewald Filho são absurdos. Falou que a “Laura é feia, coitada”!
Ator principal de série ou filme de tv: só ator muito bom. Apresentado pela Cheerleader preferia de “Heroes”. E quem ganha é o Gabriel Byrne pelo “In Treatment”.
E a dupla de Star Treck entrega prêmio de melhor atriz de tv para Ana Paquim, do meu preferido True Blood, que tem vampiros, sexo e muito peito! Estréia agora em janeiro aqui na HBO. Sou viciado e fiquei bem feliz agora. Ela é demais!
“John Adams”, seriado da HBO ganhou. Tom Hanks produtor agradece e o relax dele em comparação a atriz inglesa que ganhou como coadjuvante é foda!
A melhor atriz coadjuvante é Laura Linney, por John Adams, bem boa, que já deu uns beijos no Santoro naquele filme inglês “Somente Amor”.
Melhor ator de seriado foi pro Alec Baldwin, só pra provar que “30 Rock” arrasa! Ele ganhou também o Emmy por isso, o papel da vida dele, com certeza.
Ator de filme pra tv ganhou o Paul Giamatti pelo, de novo, “John Adams”. E a gente aqui estranhou que o Rubens não disse que ele é feio!
O melhor musical ou comedia pra tv adivinha, ganhou 30 Rock, claro, apesar de eu ser apaixonado por “Weeds” e até torcer um pouco. “30 Rock” ganha tudo, seriado demais, com e escrito pela Tina Fey.
Melhor atriz vai para….. todas atrizes fodonas. Claro que a Tina Fey ganha!
Melhor seriado drama em tv ganha, claro, “Mad Men”. Bom demais!
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.