O futuro da música
O futuro da música é com certeza uma das grandes discussões do nosso século com a revolução que a Internet trouxe à indústria fonográfica. Bandas como Radiohead, Nine Inch Nails liberam seus albuns gratuitamente pela rede e cada um vai usando sua criatividade para encontrar meios de sobreviver da música. Não é novidade nenhuma que nos novos formatos que tem se desenhado, os artistas tem chances de faturar mais do que debaixo de um guarda-chuva da indústria fonográfica. Não é regra e ainda tem muito artista penando para conseguir seu lugar ao sol, mas essa ralação nunca foi muito diferente e hoje é muito mais fácil se sobressair com tantas ferramentas disponíveis e num mundo que se consome cada vez mais música.
No último Campus Party eu partiticipei de uma discussão promovida pelo Sesc TV com Ronaldo Lemos e mediação do Carlos Prado sobre reflexos da revolução tecnológica na cultura. Um dos pontos altos da discussão foi os direitos autorais e o Carlos Prado me colocou na parede para saber como eu lido com os direitos autorais das músicas que toco quando eu discoteco, afinal estou infringindo a tal lei de direitos autorais. Eu e a maioria dos DJs que conheço.
Para quem se interessa pelo assunto, há um bom material disponível para download que discute a música após a morte do CD. Há um capítulo que discute o impacto da tecnologia na música e o quanto isso pode favorecer o setor independente e outro que discorre sobre a música na época de sua reprodutibilidade digital:
Nunca foi tão fácil reproduzir uma música. Em nenhum outro momento da história, as pessoas tiveram tamanho acesso às gravações sonoras. A distribuição da música nas redes digitais permitiu que artistas desconsiderados pela indústria fonográfica pudessem expor sua produção para milhares de pessoas, ultrapassando os limites impostos pelos controladores do mercado de bens artísticoculturais e pela indústria do entretenimento. Um dos fenômenos mais impressionantes da digitalização foi a ampliação da oferta de bens musicais na internet, resultante da crescente facilidade de gravar, editar e divulgar um álbum a custos baixíssimos.(Sergio Amadeu da Silveira).
E de vez em quando nos surpreendemos com os formatos que vão surgindo como citei acima. Recentemente o Groove Armada se juntou com a Bacardi num projeto chamado B-Live Share, que funciona no esquema passed-along-payed-for, ou PAP4, que quanto mais você indica o CD para outras pessoas, mais você vai tendo acesso as outras faixas do disco. Eles criaram várias ferramentas para auxiliar o usuário promover a ação: aplicativo para blog/myspace/site/facebook, além de criar um ranking com os usuários que mais tem conseguindo trazer mais amigos para o site. O que eu achei bem interessante foi
Na entrevista que eles deram a NME, eles contaram que a idéia original era dar as músicas de graça, mas que eles tem um problema com música de graça, pois tem tanta que já ficou sem graça. Ao buscarem um jeito de fazer música de graça, acabaram chegando a este esquema.
Hoje li no rraurl que o Deadmau5 lançou uma parceria com a Touch Mix criando um aplicativo para o iPhone, em que se paga US$ 2,99 e recebe 10 faixas exclusivas do artista para mixar, remixar e aplicar variados efeitos , além de um sistema de scratch sensível a tela do iPhone. E também tem utilizado redes sociais como Facebook para divulgar o novo aplicativo. Veja o vídeo de como o Touch Mix Deadmau5 Edition funciona:
Tags: bacardi, campus party, claudio prado, deadmau5, facebook, futuro da música, groove armada, nin, nine inch nails, Radiohead, redes sociais, ronaldo lemos, touchmix















Este é um assunto fascinante. Recentemente abordei sobre isso no blog mas do ponto de vista de usuária do Youtube, local onde percebo mais esse cerco se fechando. Ontem conversei com um cara que está na outra ponta dos direitos. Acho que chegou a hora de mostrar que estamos interessados em debater o assunto e não apenas ficar de birra. E esse é o papel dos Blogs nesse momento. Ótimo post!
=) muito bom!!!
a criatividade vai ter o novo desafio para a tecnologia que disponibiliza tudo agora… quem vai conseguir ganhar dinheiro assim?
Alx sobre sua pergunta, o que meus amigos produtores dizem é que hoje eles ganham dinheiro de outra forma, como shows, por exemplo… que rende mais do que vender música ou chamam atençao suficiente de marcas que compram o direito de utilizar suas músicas em campanhas… enfim, quem eram os pequenos que conseguiam ganhar dinheiro com venda de música?
[...] uma grande iniciativa numa época em que se fala tanto em novas formas de distriubuição de conteúdo e até reconhece-se quem se destaca nessa área. Para mais informações, um hotsite cheio delas. [...]
Sempre a mesma historinha sobre o “Futuro da Música”.
O problema das grandes gravadoras é que ainda não perceberam que não é o futuro, mas sim o presente. Já vivemos há algum tempo nesta influência, e alguns já dizem que a indústria musical já morreu, pois perdeu as últimas chances para reverter o processo da pirataria de maneira decente, como disse Steve Knopper em seu novo livro “Quando As Gravadoras Lutaram Contra o Digital, e o Digital Venceu”.
Nacho Belgrande traduziu a resenha do livro publicada no New York Times no site do Whiplash, neste link: http://whiplash.net/materias/livros/084322.html
No meu ver concordo em boa parte com as ideias apresentadas no livro. Hoje as gravadoras não tem grandes chances de volta, tanto que o desespero já tomou conta delas. O confronto contra a Hidra de Lerna do compartilhamento é impossível de ser vencido por um grupo poderoso, mas que ainda não vê que não pode controlar a internet ao seu bel prazer.
Particularmente eu não dou a mínima para as grandes gravadoras multinacionais da exploração. Eu temo um pouco pelos artistas em como eles irão gerir o futuro sem estas grandes máquinas. Será o momento onde os artistas terão que mostrar do que são capazes em divulgar e trabalhar com seus produtos sozinhos. Os novos artistas não deixarão de surgir, o Arctic Monkeys foi um exemplo realmente eficaz de como a internet pode alavancar um artista e de como as gravadoras se tornaram obsoletas na nova era da internet. O ponto positivo nisto é que a indústria musical parará de empurrar seus enlatados sobre a população, pois na internet apenas o público pode alavancar um novo artista.
E mais uma vez todos olhando para trás e pensando nas grandes indústrias. Desde as leis dos crimes na internet até as discussões sobre direitos autorais. Parece que se esquecem que, de acordo com a legislatura, distribuição de músicas sem o objetivo de lucro não é ilegal. Tocar músicas de um artista sem visar o lucro também não o é… o YouTube é uma máquina de divulgação, os blogs musicais (os estrangeiros claro) são também divulgadores de novos trabalhos e de novos artistas. Dúzias de gravadoras já usam a internet para divulgar seus produtos e aumentar a visibilidade. As grandes gravadoras, enquanto detentoras de boa parte dos maiores artistas do mundo, estão esgotando suas possibilidades de agregar valor dentro da internet ao invés de tentar extrair a qualquer custo…
[...] texto do blog Lalai Loaded aborda uma das principais questões (se não a principal) discutidas dentro da [...]