A notícia mais chocante da semana passada pra mim, e que demorou uns dias pra eu conseguir digerir (ops!!!) foi que 5 índios da tribo Fulina, do Amazonas, na divisa com o Acre (sim, o Acre existe), mataram um rapaz de 21 anos, deficiente mental, não índio, e, pelas características do resto do corpo encontrado, é possível que tenha havido canibalismo. Sim, os 5 índios, dentre eles uma mulher, provavelmente mataram o rapaz, esquartejaram o corpo e ainda comeram pedaços do jovem.
Pelo que eu li, o povo da Funai e todo mundo que cuida dos índios nega veementemente que tenha havido canibalismo. Vi o chefe da tribo na tv esses dias dizendo que as partes “comidas”do corpo foram devoradas por cachorros do mato, depois que os índios mataram, esquartejaram e estriparam o corpo.
Ah, e claro que apesar de todas as negativas, os índios estão sumidos, dizem que escondidos pela floresta.

Não tô aqui julgando ninguém, quero com esse post apenas mostrar que certas coisas acontecem ainda no nosso século XXI bem debaixo dos nosso narizes sem que muitas vezes a gente fique sabendo.
Dando uma pesquisada bem rápida pela net encontrei textos que dizem que o canibalismo era uma forma até que usual na Europa até o século XVIII, onde em fórmulas de remédios era comum achar carne e sangue humano. Até o Iluminismo, acreditava-se que o corpo humano tinha um “período de validade”. Assim, pessoas mortas de forma não-natural tinham ainda um “resto” que poderia ser usado, daí os cadáveres de execuções eram muito disputados por médicos e farmacêuticos. Numa receita de um farmacêutico alemão do séc. XVII Johann Schröder, ele misturava pedaços de carne de um cadáver (morto em execução violenta porém sem sinal nenhum de doença) em rodelas misturados a mirra e aloe: seria um ótimo remédio para o estômago. Já na Dinamarca na mesma época, acreditava-se que beber sangue humano curava a epilepsia e que a gordura humana era boa para reumatismo e artrite.
Isso tudo sem falar em religião em geral, onde alguns protestantes bem antigos usavam o sangue humano como eucaristia e alguns monges faziam uma marmelada cozida a base de sangue humano.
Isso tudo só falando em Europa, sem citar povos indígenas como os Aztecas que arrancavam e comiam o coração de seus prisioneiros. Tomara, por favor, que essa moda não volte!