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	<title>Comentários sobre: RIP &#8211; A remix Manifesto pronto</title>
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	<description>[reloaded, renewed and still the same good thing]</description>
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		<title>Por: dani</title>
		<link>http://lalai.net/2009/05/10/rip-a-remix-manifesto-pronto/comment-page-1/#comment-2514</link>
		<dc:creator>dani</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2009 01:55:27 +0000</pubDate>
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		<description>Aos que se interessarem: o diretor do documentário, Brett Gaylor fez um esquema a la Radiohead - faça o download do filme e pague o quanto quiser. Nada mais justo, leia a entrevista - http://www.wired.com/underwire/2009/05/brett-gaylor-talks-rip-remix-manifesto/. Porém, por causa de alguma lei idiota, isso só é válido em território americano - http://www.ripremix.com/getdownloads/. Sim, people just don&#039;t get it yet. De qualquer forma, o filme está disponível online e você ainda pode fazer uma doação se quiser: http://www.ripremix.com/donate/.
dani</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aos que se interessarem: o diretor do document&aacute;rio, Brett Gaylor fez um esquema a la Radiohead &#8211; fa&ccedil;a o download do filme e pague o quanto quiser. Nada mais justo, leia a entrevista &#8211; <a href="http://www.wired.com/underwire/2009/05/brett-gaylor-talks-rip-remix-manifesto/" rel="nofollow">http://www.wired.com/underwire/2009/05/brett-gaylor-talks-rip-remix-manifesto/</a>. Por&eacute;m, por causa de alguma lei idiota, isso s&oacute; &eacute; v&aacute;lido em territ&oacute;rio americano &#8211; <a href="http://www.ripremix.com/getdownloads/" rel="nofollow">http://www.ripremix.com/getdownloads/</a>. Sim, people just don&#8217;t get it yet. De qualquer forma, o filme est&aacute; dispon&iacute;vel online e voc&ecirc; ainda pode fazer uma doa&ccedil;&atilde;o se quiser: <a href="http://www.ripremix.com/donate/" rel="nofollow">http://www.ripremix.com/donate/</a>.<br />
dani</p>
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		<title>Por: Löis Lancaster</title>
		<link>http://lalai.net/2009/05/10/rip-a-remix-manifesto-pronto/comment-page-1/#comment-2512</link>
		<dc:creator>Löis Lancaster</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2009 00:30:08 +0000</pubDate>
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		<description>Muito interessante. Não conhecia o Girl Talk. 

Fico pensando nessa mudança provocada pelo Romantismo, na necessidade de haver um gênio que cria do zero algo completamente diferente de tudo o que veio antes, algo baseado na própria nova noção de história linear (a singularidade de cada acontecimento), contrária ao tempo circular e cíclico da Antiguidade, vigente até o período clássico. 

O &#039;gênio criador&#039; romântico foi cooptado pelos capitalistas que detêm os meios de produção/divulgação, a partir dessa arma terrível, o Copyright. Aí vêm as vanguardas e o modernismo, trazendo a intertextualidade presa a um sujeito fragmentário, mas ainda sujeito.

O Sujeito é a marca, é seu carisma, é a exclusividade que transcende. O modelo para todos e para ninguém. É o paraíso dos marketeiros. As vanguardas sacaram isso e quiseram se apropriar desse processo com os manifestos.

Eu diria que um precursor de Girl Talk foi Camões, &#039;remixando&#039; Petrarca para o português (apenas para não ir mais atrás com Virgílio latinizando as epopéias gregas). Pulando os românticos e realistas e sua decadência assumida do fin-de-siècle, temos Joyce e seu Ulysses como um &#039;mashup&#039; da Odisséia de Homero, Calvino sobre Marco Polo, Eco sobre Nabokov.

Acho errôneo encarar o copyleft dialeticamente, como algo que vai &#039;relativizar&#039; a autoria, abrindo-a de forma segura. Cada vez mais vão haver disputas e combates. E isso é muito bom. Se o mundo real se torna menor com a internet, os mundos possíveis se tornam muito maiores e mais numerosos. 

Como disse Joyce a propósito de seu &#039;mashup&#039; mais ambicioso, Finnegans Wake: &quot;there are thunderbolts in it&quot;.

Saudações do Löis.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito interessante. N&atilde;o conhecia o Girl Talk. </p>
<p>Fico pensando nessa mudan&ccedil;a provocada pelo Romantismo, na necessidade de haver um g&ecirc;nio que cria do zero algo completamente diferente de tudo o que veio antes, algo baseado na pr&oacute;pria nova no&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;ria linear (a singularidade de cada acontecimento), contr&aacute;ria ao tempo circular e c&iacute;clico da Antiguidade, vigente at&eacute; o per&iacute;odo cl&aacute;ssico. </p>
<p>O &#8216;g&ecirc;nio criador&#8217; rom&acirc;ntico foi cooptado pelos capitalistas que det&ecirc;m os meios de produ&ccedil;&atilde;o/divulga&ccedil;&atilde;o, a partir dessa arma terr&iacute;vel, o Copyright. A&iacute; v&ecirc;m as vanguardas e o modernismo, trazendo a intertextualidade presa a um sujeito fragment&aacute;rio, mas ainda sujeito.</p>
<p>O Sujeito &eacute; a marca, &eacute; seu carisma, &eacute; a exclusividade que transcende. O modelo para todos e para ningu&eacute;m. &Eacute; o para&iacute;so dos marketeiros. As vanguardas sacaram isso e quiseram se apropriar desse processo com os manifestos.</p>
<p>Eu diria que um precursor de Girl Talk foi Cam&otilde;es, &#8216;remixando&#8217; Petrarca para o portugu&ecirc;s (apenas para n&atilde;o ir mais atr&aacute;s com Virg&iacute;lio latinizando as epop&eacute;ias gregas). Pulando os rom&acirc;nticos e realistas e sua decad&ecirc;ncia assumida do fin-de-si&egrave;cle, temos Joyce e seu Ulysses como um &#8216;mashup&#8217; da Odiss&eacute;ia de Homero, Calvino sobre Marco Polo, Eco sobre Nabokov.</p>
<p>Acho err&ocirc;neo encarar o copyleft dialeticamente, como algo que vai &#8216;relativizar&#8217; a autoria, abrindo-a de forma segura. Cada vez mais v&atilde;o haver disputas e combates. E isso &eacute; muito bom. Se o mundo real se torna menor com a internet, os mundos poss&iacute;veis se tornam muito maiores e mais numerosos. </p>
<p>Como disse Joyce a prop&oacute;sito de seu &#8216;mashup&#8217; mais ambicioso, Finnegans Wake: &#8220;there are thunderbolts in it&#8221;.</p>
<p>Sauda&ccedil;&otilde;es do L&ouml;is.</p>
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