MoshPit: para os metaleiros de plantão e um pouco de história
Assitindo o vídeo do MoshPit eu lembrei da minha fase metal. Quem me conheceu de 12 anos para cá, mal acredita nesse meu passado. O primeiro show grande que fui, foi o do Metallica em 1989 no Ginásio do Ibirapuera. Bati tanto a cabeça e pulei tanto, que fiquei uma semana sem poder mexer o pescoço, mas a felicidade por ter em mãos uma palheta do Jason Newsted, fez com que eu achasse a minha “trava” mero detalhe.
Dei mosh no show do Judas Priest em 1991 em pleno Maracanã. Fui a shows inimagináveis como Quiet Riot, W.A.S.P., Destruction e por aí vai. Em 95 ou 96, não me lembro, tomei cerveja com o Deep Purple e tentei dar mosh no show do Ian Gillan numa antiga casa de shows em Pinheiros. Depois comecei a ouvir metal alemão e foi um pulo para ir parar no “glam” até virar “coxinha”como alguns afirmam por aí e chegar onde estou.
Tudo isso são histórias e tenho uma caixa cheia delas. Um dia eu ainda junto meus autógrafos, fotos com cabeludos que mal deixavam alguma parte do rosto à mostra e ingressos amarelados.
Toda essa história para entenderem que, sim, o MoshPit fez eu querer ter um só para relembrar os velhos tempos e bater cabelo (mentira, quem vai nas minhas festas, ouve eu tirando meus metais disfarçados por remixes e eu batendo cabelo freneticamente, confundindo o público com minha atitude metal com meu estilo “poser”. Atirem pedras!!! Eu não ligo.).
O MoshPit foi feito para frustrados como eu, que adora(va) metal, mas não tocam nenhum instrumento. Você pára em frente dele, bate cabelo e a partir dos seus movimentos, você conduz uma banda virtual com todos os instrumentos necessários: vocal, baixo, guitarra e bateria. Dá uma olhada na explicação:
moshpit amp – metal head orgasmotron from fur all on Vimeo.
Depois de uma Wii Night, eu juro que fiquei morrendo de vontade de ter um.
Tags: deep purple, destruction, glam, headbanger, ian gillan, judas priest, metal, metallica, mosh, moshpit, wasp
















O Metal, como sapato, sempre será inversamente proporcional ao pé que cresce, ao ponto de um dia ter que nos livrar dele, pois não calça mais. Wow!
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