Ontem já me deixaram recado mal-educado aqui no blog, pois as votações para escolher a segunda festa de um dos 7 blogueiros selecionados pela Absolut se encerrou no início de junho. Eu não tenho nada a ver diretamente com a festa. Para quem não sabe, meu trabalho foi restrito aos blogueiros e ao blog da Absolut. As festas estão sendo produzidas pela Super Produções.
A boa notícia é que a festa do Fabio Rex, o segundo blogueiro visionário mais votado, acontece no próximo sábado, dia 4 de julho, no Vegas.
O conceito da festa dele foi levar a arte para dentro da balada, trazendo ícones para a pista de dança. Então se prepare, porque você pode se deparar com a Monalisa na porta, com Salvador Dalí servindo drinks entre outros personagens históricos. Para quem não conhece, o Fábio é um ilustrador fodão, que fez um projeto de recriar ícones misturando o velho com o novo. Dá uma olhada na Stefhany com a Monalisa no que deu:
Além de outras surpresas, a noite tem um line-up caprichado: no lobby tocam o DJ Marky, Camilo Rocha, Clau Assef e o Dino Vicente. Na pista tem Renato Cohen e Benjamin Ferreira.
Tenho uma lista especial de R$ 20,00 – email para lista.vinte@gmail.com. Quem quiser dar uma choradinha, me manda email, que quem sabe eu tenho boas surpresas?
Michael Jackson morreu e eu não me manifestei por aqui. Ele marcou bastante minha adolescência e lembro das noites grudadas na TV esperando o lançamento dos seus clipes. Claro que eu aprendi todas as suas coreografias e quando comecei a discotecar, vários dos seus hits fizeram parte do meu set, incluíndo Billie Jean, que eu toquei exaustivamente até ser proíbida por alguém com ameaça de não ir mais às minhas festas.
Quando soube da notícia, eu voei para o blip e fiquei lá ouvindo o Michael sem parar. E tá, eu confesso: eu chorei! E sim, fiquei desolada e não acreditando na notícia. Gostava mesmo do rei, que foi quem fez eu querer ansiar tanto pela pista para mostrar minhas super coreografias.
Hoje o Phelipe me mandou um tributo incrível que fizeram a ele. Tem todo mundo lá: Kid Cudi, 50 Cent, Eminem, Jay-Z, Lil Wayne, Notorious Big, etc.
Eu conheci a Anorak magazine há algum tempo, pois como trabalhava com moda infantil, o centro das minhas pesquisas era o universo dos pequeninos. A revista é publicada a cada três meses e tem como maior apoiador (patrocinador?) ninguém mais ninguém menos que a H&M.
Há umas semanas me lembrei da revista, e resolvi comprar um exemplar pela internet. Que por sinal chegou semana passada, embalada num envelope com o meu endereço e nome escritos à mão – achei fofo.
Bom, num primeiro momento a sensação é a de: “poxa, por que não temos algo assim no Brasil?” A publicação é toda colorida, com uma pegada esperta e cheia de ilustrações legais! O que eu achei mais bacana, é que a revista fala numa linguagem sem tratar a criança como “boba”. E dá dicas legais até para os crescidos. Tanto que uma das indicações de um bom programa a se fazer em Londres, logo nas primeiras páginas, era ir conferir algum show do Michael Jackson…
Ainda tem indicações de crianças sobre livros que elas gostaram de ler, tem uma fotonovela fofa de um urso de pelúcia e um macaco em Amsterdam e mais algumas histórias ilustradas – por ilustradores diferentes – que focam no público dos 6 aos 12 anos.
Como a temática dessa edição era “Palavras”, a parte dedicada aos passatempos é cheia de espaços e lacunas onde o pequeno tem que completar sentenças – e até criar as suas! E ainda nessa linha, uma parte bacana é a seção de coisas antigas, que conta que há muito tempo, o idioma falado na Inglaterra era o francês! (Nem eu sabia dessa!)
Impressão geral? A Anorak com certeza é feita por adultos que, além de serem legais, adoram o universo infantil. Um prato cheio para amantes de brinquedos, toy arts, cultura e novidades fora do trivial. :)
Acabei de ler um trecho do livro “Um, nenhum e cem mil” do Luigi Pirandello, que fez eu pensar um monte de coisa sobre um bom bate-papo que tive hoje. Às vezes penso no que fazer quando me canso de mim. Nessas horas só há uma saída, que é se reinventar. Fácil não é, mas muitas vezes o nosso “eu” se torna tão intrágavel, que mal podemos nos olhar no espelho e eu acho fantástica a ideia de poder “renascer”, por isso sempre falo que ser “um” é ser limitado demais e se considerar “perdido” é pura falta de criatividade.
Vejam que lindo esse trecho:
Assim eu queria estar só. Sem mim. Quero dizer, sem aquele “mim” que eu já conhecia ou pensava conhecer. Sozinho com um certo estranho que eu já sentia obscuramente não poder afastar para longe, que era eu mesmo: o estranho inseparável de mim.
No último sábado realizei uma vontade gigante, que foi ter o TREASURE FINGERS tocando ao vivo na Crew. Sinceramente eu não sabia muito o que esperar, mas o cara chacoalhou a pista e deixou claro que é foda. O set teve uma boa pegada de house music e a técnica dele é impecável. Claro que ao tocar “Cross the Dancefloor”, a pista veio abaixo.
Foi, com certeza, um dos melhores convidados que a Crew teve até o momento, além dele ser um baita cara fofo. Deu até vontade de agitar uma nova data para daqui alguns meses, porque esse vale a pena rever.
Sempre que cogito em trazer algum artista, eu pesquiso com os amigos para saber se alguém já viu ao vivo. Já aconteceu de eu desistir de certas escolhas após ouvir algumas críticas. Quando citei o Treasure Fingers, muita gente falou bem, então não titubeei na hora de agendá-lo e foi tiro certeiro.
by Vitor Pavão
Confira as fotos da festa aqui e ouça o set Winter 2008, que ele disponibilizou há algum tempo na rede:
Mais umas daquelas idéias geniais que você não acredita que ninguém tenha pensado antes.
Kutiman é um músico israelense que pegou montes de pedacinhos de vídeos do Youtube, jogou no liquidificador e tranformou em música de primeiríssima. Os vídeos são aleatórios, ele usou sem pedir licença, e sugere que você dê uma olhada nos créditos para ver se você não aparece sem querer em algum deles. O projeto foi honestamente entitulado ThruYou.
Vale a pena ver todos no site. Dica incrível do Mark.
Ontem a noite saí pra jantar com minha filha antes de ir a pré-estreia do SPTERROR. Enquanto esperava a comida chegar, comecei a ser bombardeado por ligações e sms´s dizendo quem Michael Jackson tinha morrido. Difícil de acreditar em princípio, mas a ficha vai caindo aos poucos. Qaundo ele fez show por aqui em 93, minha ex estava grávida da minha filha e eu chorei ao final do show quando ele cantou a péssima “Heal The World”. O amigão Dudu Marote tava comigo e disse que eu só tinha achado bacana porque eu ia ter uma filha logo e por isso eu estava sensível. Hoje eu concordo com ele, claro. E 15 anos depois, eu jantava com a Isabella na hora que soube que o cara tinha sido encontrado morto e o que ela me disse é que só sentia porque não iria vê-lo ao vivo.
Bom, nada de melhor agouro pro início de um festival de cinema fantástico por aqui que a morte de um “mostrinho” (desculpem, mas era sim) momentos antes. E ao chegar no Reserva Cultural, dou de cara com o mestre dos mestres José Mojica Marins chegando junto.
Aliás, aqui vai um parêntese rápido. Um repórter/apresentador da Tv Cultura com uma folha de pauta em mãos, na minha frente, perguntando pro assessor de imprensa do festival quem era o tal José Mojica Marins que ele precisava entrevistar. O assessor aponta o cara e o repórter diz “não, aquele é o Zé do Caixão”. O assessor confirma e ele então, rindo, diz, “ah, eles são a mesma pessoa! agora eu entendi!” Sim, isso na minha frente. Eu quase vomitei no pé do repórter essa hora, de raiva.
Depois disso tudo, entrei pra assistir “Halloween, O Início”, do Rob Zombie. Adoro o Rob Zombie, desde sempre e como diretor de filmes, mais ainda, porque o cara é cruel e despudorado. E ele escreveu o roteiro e produziu e tal. E o filme é bom demais. Cheio de closes, como um bom filme de terror tem que ser, pra mostrar as podreiras mesmo!
Bom, esse “Halloween” conta o começo da piração do Michael Myers, ele com 10 anos de idade passando de dissecar gatos e ratos pra matar amiguinhos da escola e na noite das bruxas, destruir quase a família toda, sua irmã, o namorado, o padrasto tosco deixando viva apenas sua irmãzinha bebê e sua mãe gostosa.
A sequência que conta bem esse início de doideira é Myers, gordinho, cabelo na cara, máscara de palhaço (recorrente, aliás, nos filmes de Rob Zombie, né?), sentado na frente de sua casa e sua mãe, stripper, dançando na boite ao som de “Love Hurts” momentos antes dele, Michael, começar a chacina. Lindo e poético!
Daí pra frente ele é internado num manicômio e tratado por um médico quase doidão, vivido por ninguém menos que Malcom MacDowell que numa bobeada, deixa o moleque com uma enfermeira enquanto conversa com a mãe gostosa dele e o moleque ´~ao perde tempo e trucida a mulher com um garfo.
17 anos se passam, Myers cresce, um monte, e volta pra sua cidade atrás da irmãzinha que cresceu. Claro que numa noite de Halloween e claro que matando todo mundo que vai encontrando pelo caminho.
E isso tudo muito bem filmado, com uma trilha ótima e uma edição quase perfeita. Claro que os sustos a gente quase sempre sabe quando vão acontecer, mas quando acontecem, surpreendem pela crueldade. Prepare-se, porque nesse filme não tem aquele susto que não é: sempre é!
Se tudo der certo, amanhã vou transmitir ao vivo daqui do estúdio a sessão de fotos para o lookbook Levi’s Brasil.
Deve começar umas 10 da manhã e ir até umas 17 horas.
Neste link : ustream.tv/channel/manuelnogueiralive
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.