Ah, Paris!
Paris está entre minhas cidades favoritas e para mim é a cidade mais linda que já conheci. Não me canso de me perder por lá. Cada esquina é uma surpresa e a cada passagem minha pela cidade, eu tenho a impressão de que enxergo uma Paris diferente.
Nessa minha última passagem, em que passei 8 dias na cidade, eu resolvi explorar lojas de design ao invés das minhas habituais buscas por brechós e galerias, afinal estou montando minha casa “nova” e tudo que vejo na frente, eu quero levar para lá. Infelizmente não dá, mas Paris, mesmo sendo uma cidade cara, tem preços ótimos no que diz respeito à decoração.
Também foi a primeira viagem para lá, que eu fiz questão de almoçar e jantar praticamente todos os dias fora, o que já não dá para dizer o mesmo que o parágrafo acima. Comer e beber em Paris é caro, por isso o melhor é nem cogitar pensar em reais. O velho ditado de que quem converte, não se diverte é real.
Resumindo: minha viagem foi gastronômica e consumista, além de algumas poucas exposições que visitei, mas que valeram bastante a pena. O que foi ótimo é que o verão está chegando, então os dias são longos e terminam por volta das 22h30.
Os quatro restaurantes mais deliciosos que fui, sempre acompanhada de amigos franceses:
Le Sainte Marthe Bistrot é bem escondido e fica no meio de uma vila pequena, próximo ao metrô Belleville. Frequentado 99% por locais é um lugar bem típico. O restaurante tem um menu bem diversificado e a melhor pedida é o “Magret de Canard”. O Le Sainte Marthe tem uma área externa, que mesmo com uma temperatura mais baixa, é a mais concorrida. Para se safar um pouco do frio é só solicitar um cobertor e se deleitar com os vinhos da casa. O custo médio de um jantar com vinho e sobremesa é de 28 euros. Vale a pena reservar mesa antes: 32 rue Saint Marthe – das 17 às 2h todos os dias. Tel 0144843696
Chez Papa tem a cozinha especializada no sudoeste da França. A grande pedida são as gigantescas saladas, mas o pato ao molho de pêssego é um dos pratos mais deliciosos que eu já comi. É também um restaurante bem típico e com um atendimento excelente. O Chez Papa fica no badalado bairro de Montmartre – 153, rue Montmartre (metrô Bourse). Tel 0140130731
Restaurant des Beaux Arts, que fica perto do metrô Odeon em meio à confusão de turistas que se instala na área, o restaurante foi uma boa surpresa. O atendimento é ótimo, a comida bem servida e saborosa. Como eu estava sem fome, optei por uma salada de queijo de cabra, mas meus amigos que estavam mais famintos se deleitaram entre carne de pato, coelho e vaca. Todos elogiaram. É uma boa pedida para quem está nas mediações de San Michel e perdido entre tantas opções. O gasto médio com vinho, sobremesa e prato principal é de 25 euros. 80 rue Mazarine. Tel 0143257116
Les Pissenlits par la racine fica fora da área mais turística da cidade, no metrô Place d’Italie ou Corvisart, que é uma região cheia de bares e tabernas bem rústicas, com cerveja a bom preço e com discussões políticas acaloradas. O restaurante é pequeno, tem uma decoração mais modernosa e requintada. Ótima opção para ir a dois. Os preços dos pratos variam entre 14 e 29 euros e são bem servidos. 11, rue de la Butte aux Calles. Tel 0145802722
Caso esteja nessa região, não deixe de passar no bar La Folie en tête (a tradução combina com o local: a loucura da mente), que é bem rústico, com um banheiro não muito animador, mas com muitos instrumentos musicais pendurados no teto nos quatro cantos do bar, colagens divertidas e de diversas partes do mundo nas paredes e com cerveja a um bom preço, além de servirem uma ótima caipirinha, não se restringindo somente a de limão.
Das exposições que eu vi, eu curti 3, sendo que duas eu considero imperdíveis e obrigatória para quem passar pela cidade até julho, que são “Le Grand monde d’Andy Warhol“, que fica em cartaz até dia 13 de julho no Grand Palais e é maior mostra já feita do artista. São 250 obras entre retratos, serigrafias, polaroides, vídeos e é dividida em salas temáticas: auto-retratos, Telas de testes, Mao, Dolares, Catástrofes e Última Ceia. É uma exposição fantástica para ver sem pressa e entender mais sobre pop-art e o mundo de Warhol. A segunda, que é minha favorita, foi a “Une Image peut en cacher une autre“, ou “Uma imagem que esconde outra”, também no Grand Palais. Essa entrou para a minha lista favorita de exposição. A exposição é focada em obras com duplas imagens, e discorre trabalho de artistas de diversos séculos (desde 1500) e culturas. Variando entre Arcimboldo e Dalí, e incluíndo vários exemplos contemporâneos, a exibição traz 250 obras selecionadas rigorosamente, em que o artista brincou com as composições e imagens mútliplas. O ideal é separar uma tarde para ver as duas, pois valem a pena e são de tirar o fôlego.
A terceira que eu gostei foi “Fables & Fragments” na Escola de Belas Artes, feita com vários artistas recém-formados. É uma mostra contemporânea com instalações, fotografia, vídeo e pinturas. Bacana para sentir mais de perto a nova safra de artistas.
Já a parte consumista, que gritou o tempo todo, fez eu percorrer especialmente Marais, que tem muitas lojas de decoração, mas como não sou de ferro, claro que eu fiz uma parada longa na Colette. Infelizmente não dá para sair de lá com a sacola cheia, mas deu para comprar uns mimos. Aliás, é uma das lojas em que mais pessoas saem de mãos abanando. Uma das coisas que eu curto na Colette, é a seleção que eles fazem de revistas de moda. Acabei comprando uma edição Primavera/Verão 2009 da revista Plastique.
Saí apenas um dia, que foi no meu aniversário (no último dia 05) e o lugar escolhido foi o Social Club, pois o Calvin Harris tocaria por lá. O lugar estava entupido, quente e encontrei o Dat Politics por lá também. Foi ótimo, mas em meio a um final de dia sobrecarregado, eu consegui sobreviver a menos de 1h do set do Calvin Harris. A cerveja tem um preço bem salgado: custa em torno de 9 euros e pequena.
Vou fazer um post só com as lojas de decoração & design, mas para fechar quero indicar a deliciosa loja Passage du desir, que fica na 23 Rua Sainte Croix de la Bretonneire, no meio de Marais. A loja é dividida por seções como divertidas como “seduce me”, “tease me”, “talk to me”, “toy me”. As prateleiras são recheadas de brinquedos sexuais como vibradores, jogos, algemas, livros, roupas, etc., mas os preços são bem salgados.
As fotos da viagem estão no meu flickr e no do Ola. E na semana que vem, eu faço numa nova parada rápida em Paris antes de retornar para São Paulo. Enquanto isso curto os dias que não terminam aqui na Suécia.
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eu não amo paris, mas calvin harris… WoW. anotei as dicas.
wondeful dear…soberb….
[...] a outra grande notícia foi a vinda da maior exposição do Andy Warhol, que esteve no Grand Palais, em Paris, seguiu para Buenos Aires, no Malba e em março aterrissa na [...]