A criatividade e a crise

Eu nunca ouvi falar tanto na crise econômica como aqui na Europa. Uma das perguntas recorrentes foi o porque de eu ter pedido demissão justamente nessa fase em que o mundo está passando. Assim como os japoneses, eu sempre acreditei que a criatividade é a melhor amiga da crise. Não que eu seja a pessoa mais criativa do mundo, mas posso dizer que em 6 meses eu consegui provar para mim que posso me virar por minha própria conta e risco. Não reclamo da minha época de carteira assinada, afinal eu sou bem grata ao meu último emprego, que foi na AgênciaClick, que abriu diversas portas para mim e são nelas que eu tenho entrado nos últimos 6 meses (5, porque no sexto mês eu já me dei férias e cá estou usufruindo de dias que não terminam do outro lado do oceano).

E claro, não sou o único ser que está tentando driblar a crise e se dar bem com ela. Eu sou peixinho bem pequeno e isso facilita bastante a minha vida, mas quem sofre de fato nesse momento são os grandes, que precisam de mais criatividade ainda para poder pagar as gordas contas e salários no final do mês.

Li um post bem interessante a respeito no blog do W+K, uma das minhas agências favoritas, discute sobre criatividade x crise questionando por onde andam os criativos e o que andam fazendo.

Aparentemente os mais criativos andam pelo Japão e por alguns cantos aqui na Escandinávia. A última ação bacana foi a abertura em Tóquio da loja pop-up Magazine Alive, uma parceria entre a Vogue Japão e Comme des Garçons em comemoração aos 10 anos da revista. Quem é responsável pela loja é o próprio Rei Kawakubo.

A loja e o espaço dedicado a uma galeria de arte, é um laboratório experimental para marcas, que recentemente expôa uma instalação improvável da Louis Vuitton. A Magazine Alive estreou com o conceito da Vogue de julho: mangá & moda. O artista Takashi Murakami ficou com o último andar da loja, onde ele apresentou uma edição limitada de produtos baseada no anime “Magical Princess”. A janela da frente ganhou manequins de prata da Chanel, tricôs assinados por Martin Margiela, assinado pelo Karl Lagerfeld, vestidos de seda da Undercover e camisetas com imagens de ícones fashion, incluíndo Hedi Slimane, Marc Jacobs e Donatella Versace deram estilo à diversidade da cultura pop do Japão à loja.

windowbykarllagerfeld

E o que a crise tem a ver com isso? Com a crise se vende menos, se você aumenta o desejo pelos seus produtos, as pessoas driblam (ou ignoram) a crise e continuam consumindo.

Não importa se você tem dinheiro ou não, quem é criativo consegue fazer muito com pouco e acaba encontrando quem compra suas idéias ou produtos.

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3 Responses to “A criatividade e a crise”

  1. Fabio Meira disse:

    Driblando, driblando, driblando !!!!

  2. Kramer auto Pingback[...] foi nomeado de CREATIVE INTELLIGENCE. Por quê? Basicamente por causa da crise. A crise, como a Lalai contou pra vocês, é um ÓTIMO momento para aflorarmos nossa criatividade. Quanto menos recursos [...]

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