Aqui o twitter não é permitido
Hoje li alguns textos falando sobre privacidade, individualidade, mudanças de hábitos por conta do crescimento das redes sociais. Acredito que essa discussão é mais acalorada no meio de pessoas que não nasceram conectadas, então para nós que fazemos parte desse grupo fica mais fácil comparar. Para quem nasceu conectado, essa discussão faz menos sentido. Vira aquela velha história “no meu tempo era assim”.
Há grupos tentando resgatar um pouco do pré-redes sociais, que é quem alterou drasticamente nossos hábitos. Para alguns esse pré deve equivaler a era Paleolítica (eu já ouvi coisas do genêro).
Em NY um grupo se reuniu para criar um evento, em que os convidados são escolhidos a dedo, que incluí escritores, artistas, blogueiros, etc, mas em que é proibida a utilização de gadgets. Ninguém twitta, ninguém fotografa, ninguém bloga a respeito. O projeto Protocols é encabeçado por Michael Malice, Jeff Newelt é editor das revistas Smith e Heeb magazines; Lux Alptraum, editor do blog pornô Fleshbot, pela artista Molly Crabapple e Justin Rocket Silverman, colunista do The New York Posts.
Malice defende que com essa restrição, as pessoas prestam mais atenção às outras. A luta do grupo é contra a ideia de que tudo que fazemos se transforma em uma crônica diária de nossas vidas e que acreditamos que qualquer que seja a experiência que temos, se não registrarmos, ela será perdida. O objetivo dos encontros é conectar pessoas influentes para discutir negócios e seus prazeres.
Eu, depois da reflexão que fiz aqui nesse blog, tenho tentado mudar um pouco meus hábitos. Sempre escancarei minha vida sem qualquer preocupação, mas por alguns motivos, isso começou a me incomodar e tenho tentado compartilhar menos as coisas que eu faço que não interessam a ninguém, assim também como tenho utilizado o meu celular cada vez menos para twittar sobre cada passo que dou, sobre o que eu estou fazendo ou vendo, etc… porque isso não é interessante para ninguém além de mim mesma.
Gostei da ideia do Protocols, especialmente porque ele foi criado por pessoas que vivem “on” e acho até que o mais difícil é fazer coisas interessantes e não poder compartilhar, mas gosto…. ninguém tira o prazer do momento, da escuta, do olho no olho. Hoje você vai a um evento e é cada um colado no seu celular se importando muito mais em mostrar o que está fazendo do que com o que está fazendo de fato.
E para fechar o post, nada melhor que esse documentário “We live in public”:
Tags: facebook, fleshbot, jeff newelt, justin rocket silverman, lux alptraum, michael malice, molly crabapple, protocols, redes sociais, social media, social network, twitter, we live in public















Engraçado. Ontem à noite postei no meu blog a respeito desses mesmos pessimismos cínicos da moda, inclusive de que as pessoas estariam perdendo a capacidade ou o hábito de interagir “pessoalmente” devido às mídias sociais, etc etc.
Se fosse mesmo verdade, tuas festas estariam desertas, certo?
não acho que as pessoas percam o interesse em se relacionar no mundo 3D, mas sim que elas exageram com as redes sociais: é muito chato e desinteressante essa cultura 2.0 de mostrar/postar tudo, o tempo inteiro, em todas as redes e para o maior número de seguidores possíveis. uma boa edição em quais feeds/pessoas para acomapanhar online nunca se fez tão necessária.
Não acho q as pessoas perderam a capacidade de interagir, mas as vezes no meio de uma conversa engraçada vc ouve um preciso twittar isso, ou alguem tem uma necessidade tão grande de fotografar tudo em uma viagem que vê as paisagens através da lente da câmera o tempo todo.
Acho q num encontro cheio de pessoas bacanas falando sobre negócios ia ser tão cheio de @fulanodetal falou tal coisa, ou olha minha foto com a ciclana q ia comprometer sim a interação.
Não vejo problema nenhum em fotografar ou twittar, eu mesma adoro as duas coisas, mas não acho bacana resumir tudo a 140 caracteres ou uma imagem.
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