Preços de shows no Brasil

Li uma reportagem esses dias (não me lembro onde, se alguém souber comenta por favor) falando sobre os preços dos shows do The Killers no Brasil. A reportagem falava que o ingresso mais barato vai custar R$200,00 e o mais caro vai ser R$350,00. O texto começava então a fazer uma comparação de preços do mesmo show em países da América Latina (no Chile e na Argentina sairá por cerca de R$ 80,00) e nos Estados Unidos (eles tocaram no Lollapalooza no final de semana passado e o ingresso custava US$80 (R$160,00 ou menos nos dias atuais) por dia de evento – ou seja, você via Killers mais uma porrada de banda). Isso tudo para mostrar o quanto estamos pagando caro por shows, não só nesse, no Brasil.

É claro que existem algumas causas para essa diferença: as coisas são mais baratas no Chile e Argentina; nos EUA se marca mais de 10 shows no país, o que acaba barateando a turnê; e aqui ainda joga-se muito a culpa do preço alto em cima da carteirinha de estudante, já que grande parte do público paga metade do ingresso.

Porém, mesmo com todos esses pontos, eu ainda acho que rola um abuso grande por parte dos organizadores. Talvez a Lalai por estar mais envolvida nesse meio tenha uma opinião diferente, mas para mim é muito “não haverá outra oportunidade, então posso jogar o preço lá em cima”.

E vocês, por que acham que a gente paga tão caro por shows no Brasil?

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13 Responses to “Preços de shows no Brasil”

  1. Lefebvre disse:

    Há vários fatores em consideração. Primeiro há o translado não só do grupo, mas da equipe. Um trio vêm com mais 20 pessoas no mínimo. Coloque aí o preço do avião e suas classes (exigência dos ídolos), hospedagem e o escambau. Lógico que o valor baixaria se houvesse uma turnê brasileira, mas enfim, mesmo que surja a oportunidade, o risco fica com quem trouxe os caras pro Brasil. Alguns dão lucros e, acredite, muitos outros dão prejuízo. Translado de equipamento e aluguel no brasil (tudo especificado pela banda) é mais uma conta.

    Conte também o aluguel das casas para o show, que não é nada barato e, ainda por cima, estão sempre com a agenda lotada. Caso faça num outro local, conte a infraestrutura de palco, segurança, alojamentos, banheiros e tudo mais.

    Depois disso, os ingressos. A falsificação não dá só prejuízo pro organizador, mas também pode ferrar a casa de show e a segurança das pessoas por causa da superlotação. Se alguma merda acontecer, imagina o prejuízo. Ai entra o TicketMaster, que barato também não é.

    A falsificação de carteira de estudante também é um problema sério. Vejo marmanjo de 40 ou aposentado com a carteirinha no cinema ou no show. Isso tornou-se mesmo uma questão a ser debatida, mas Brasil é Brasil, não é? Vamos continuar comprando nos coreanos porque o Estado nunca baixará os impostos de importação. Fator BR.

    Por isso tudo o show aqui é bem caro. E leve em conta as epidêmias, os assaltos, as notícias ruins do país. Sim, eles cancelam o show mesmo e não vem. Ai todo o dinheiro gasto para organizar tudo isso aí em cima entra na tabela prejuízo.

    Mas, óbvio, o problema é o “lucro” de quem faz shows… né?

  2. @ftrc disse:

    eu só li baboseiras logo acima.

    nos anos noventa os shows vinham com valores mais em conta, e existiam todos esses custos da mesma forma que existem hoje.

    os valores exorbitantes que vejo hoje são reflexos da ganancia total dos organizadores de shows. para mim não é nada mais que isso.

  3. rseefo disse:

    Vamos ler apenas a última frase do Lefebvre. GANÂNCIA, pura. Traslados são dividos com turnês em países próximos, como os próprios Chile e Argentina. Falsificação na Argentina, então, é trabalho de escola quase. Fora que aqui temos os investidores mais ávidos para patrocinar esse tipo de evento, e já muito se falou que todas as despesas dos shows são pagas só com patrocínio.

    Daí vem Lulu querer cobrar 3x o preço justo por ingresso para pagar a silica da namorada 40 anos mais jovem. E tem gente que paga….

  4. Bruno disse:

    Translado não pode ser considerado um motivo quando um show na argentina custa 1/4 do preço em São Paulo. Aliás, o problema é muito mais em São Paulo do que no Brasil. The Killers no Rio vai ser R$100,00. Volta e meia quando as bandas também vão pra Porto Alegre o preço é ainda mais baixo.
    O problema é aqui, SP. Não faz sentido o preço praticado na cidade. E enquanto continuarmos aceitando pagar (e indo nos shows), vai continuar assim.

  5. roseven disse:

    É abuso mesmo.
    Tipo neste show no rio o mais barato custa 100 reais, pq? Pq aqui o povo paga 200, então pq nao colocar 300?
    Lucro, lucro, lucro.

    Esse preço so se justificaria se fosse em uma casa para 5mil pessoas, e não na chacara do jockey para 40 mil Isso dá uns 8 milhões de faturamento. É um negocião, não?

  6. lalai disse:

    So organizei show em locais pequenos e com bandas pequenas, mas o custo é alto. Pelo que soube há um tempo atrás, o cache do Killers é na casa de US$ 500.000 + despesas, sendo que a banda toda vem de primeira classe com certeza + equipe + translado + hotel + refeições + traslado de equipamento + montagem + equipe nacional + produção + local = só aí deve ter dado por volta do que? US$ 800,00/1,000,00? Na conversão isso vai pra R$ 1.700.000,00/2.100.000. Ou seja, acho que Killers é de fato um show caro, em que o ingresso vai sair salgado mesmo, mas não sei saíria com esse custo tão nas alturas quanto estão cobrando. Tem patrocinadores para esse show? A banda estará na America Latina, o que tambem vai reduzir custos com viagem, além de poder melhorar bem a negociação de cache. Mas sabemos que Killers é um show visando lucro. E o que justifica custar menos na Argentina do que aqui?

    Agora vamos comparar com Radiohead, o valor do ingresso era inferior e ainda tinha Kraftwerk, certo? Ou seja… lucrooo… e digamos que Radiohead era mais esperado que Killers, que já se apresentou por aqui, certo? E o Radiohead deve ter um custo entre caches & produção até mais alto que Killers, nao?

    Já ouvi produtor dizer que o preço real do ingresso é o valor da meia. Acho que há muitos casos abusivos sim, mas há casos em que o preço que se paga é justo.

    Aí uma pergunta é: o Terra, por exemplo, tem um custo justo pelo ingresso (ao contrário do que era o Tim), mas aí tem uma ação de uma marca, em que o festival se paga através de venda de mídia e patrocínio de outras marcas.

    Quando eu trago bandas ou djs internacionais, que são sempre pequenas, é justamente quando tenho menos lucro, pois eu não dobro o valor da minha bilheteria apenas porque tem uma atração de peso. O aumento é pequeno, pois o meu objetivo é com festas não é exatamente um objetivo financeiro (senão eu já teria caído fora ou mudado o segmento das minhas festas).

    Os festivais la fora acontecem em formatos diferenciados, pois é um grande produtor com vários patrocinadores, que só aí já deve bancar o festival e os ingressos devem ser lucro (posso estar falando uma grande bobagem, mas vide lollapallooza em qeu cada palco é uma de uma marca diferente, além de lounges de marcas menores). Acho que o que falta no Brasil é esse modelo, que iria dar uma boa aliviada nos nossos bolsos e aumentar nossas opções.

  7. Lalai disse:

    é abuso sim… alias, to curiosa pra saber o valor do cache dos caras… será que ainda está tudo isso?

  8. Thiago Testa disse:

    Eu lembro que os shows no Canadá custavam 50 dólares, em média… isso em 2005… era praticamente o mesmo preço que aqui…
    Aumentou muiiiiiiiitooo o preço dos shows!

  9. Lefebvre disse:

    RSEEFO, ganância não é o problema de todos os shows. Acabo de pegar umas passagens aéreas para uma banda que se apresenta no segundo bimestre de 2010. Dois mil e quinhentos dólares por cabeça!

    Volto a dizer, tem show que dá prejuízo. Dsso ninguém se lembra. E é prejuízo na casa de 6 pra 7 dígitos.

    Quanto ao que falou a Lalai, corretíssimo. Mas o modelo de patrocínio no Brasil não é garantido. As únicas atrações mais seguras são as infantis. No duro. E organizar shows é um negócio. Vc ganha e perde dinheiro. A Lalai tocou num outro ponto, o segmento.

    Só fico pensando se um dia a Lalai resolve que quer ganhar alguma coisa substancial com o trabalho dela e mudar de segmento. Vão cair de pau em cima dela também?

    Na realidade, eu faço o seguinte. Quando o organizador do show é notoriamente um idiota ganancioso, não vou no show. Também não compro em lojas idiotas. Pronto. Mas isso sou eu. Da mesma forma que não tenho carteira de estudante falsificada e sou o “idiota que paga inteira” no cinema.

  10. roseven disse:

    O mesmo show em buenos aires pode custar 40 dolares e aqui ter um show que custa 50 dolares no rio e 100 a 150 dolares em sp, imposto nao é, não mesmo! É pura ganancia.

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