Archive for agosto, 2009

Good Morning Twitter

terça-feira, agosto 25th, 2009

GoodMorning! é uma visualização do Twitter criada pelo Jer Thorp que mostra mais ou menos 11.000 tweets de  “bom dias” no decorrer de 24 horas ao redor do planeta. Os tweets estão divididos por blocos de cores: verde são bom dias muito cedo, laranja por volta das 9 da manhã e vermelho são em horários mais tarde da manhã, sendo considerando o horário local. Os pretos são “bom dias” enviados após o final da manhã. Dá uma olhada no Brasil para visualizar os cantos em que o twitter é mais utilizado aqui no país:


GoodMorning! Full Render #2
from blprnt on Vimeo.

Just Landed‘ é outra parte do trabalho do Jer visualizando tweets de pessoas twittando a sua aterrissagem em algum lugar do mundo. Na visualização você consegue ver de onde o usuário é a partir do perfil dele e onde ele está posando, de acordo com o tweet enviado. Essa visualização foi criado no Processing que foi desenvolvido baseado no vírus da gripe suína H1N1.


Just Landed – 36 Hours
from blprnt on Vimeo.

via rubbishcorp

Pedacinhos de Paris

terça-feira, agosto 25th, 2009

Estou totalmente sem inspiração, mas para não deixar o blog às moscas, aí vai um vídeo lindo com um mosaico urbano de uma das minhas cidades favoritas: Paris.

Mosaïque Urbaine #01# from dyaph on Vimeo.

25.08: Crew @ D-Edge

segunda-feira, agosto 24th, 2009

Nessa terça-feira rola a festa Crew no D-Edge e o Club Soda (Bang!) é nosso convidado especial da noite. Lista amiga R$ 15 – festacrew@gmail.com e mulher até à 1h não paga caso esteja na lista.

CREW_0825_02

8-Bit Trip

segunda-feira, agosto 24th, 2009

Animação genial feita com lego.

via @lulitozzi

Uma homenagem a uma grande amiga

sábado, agosto 22nd, 2009

Entrei numa reunião e lá estava ela, super fashion, sorridente e imponente. Não tive dúvida, eu a queria como amiga Tanto a admirei. que na saída da reunião, eu a convidei para almoçarmos juntas. Aos poucos fomos nos aproximando, mas em menos de 2 meses já sabíamos tudo sobre a vida uma da outra e não nos desgrudamos mais. Eu estava fascinada.

A Marisa sempre foi pra mim o sinônimo de uma pessoal “cool”. Era sempre a mais bem-vestida, a mais risonha, a mais inteligente, a mais intensa. Tinha um bom gosto incrível e era uma das poucas que tinha coragem de colocar os assessórios mais espalhafatosos sempre chocando o pessoal que trabalhava com a gente. Para ela mais era mais e fazia isso muito bem. Foi ela quem me ensinou a fazer ppt.

Lembro-me dos seus altos e baixos, das suas alegrias, chateações, paixões. Seus sonhos tão simples e seus medos, às vezes tão bobos. A Marisa não tinha noção da sua beleza e grandeza. Era tão boa no que fazia, que oportunidade não lhe faltava. Trabalhamos grudadinhas por uns 6 meses, almoçávamos todos os dias juntos e algumas vezes dividíamos uma pizza no jantar enquanto estávamos internadas na agência. Seu trabalho era sempre impecável e eu morria de inveja dos ppts lindos que ela fazia. Acho que foi a Marisa a responsável por eu ter feito as pazes com o power point.

Nosso trabalho conjunto era tão fluído, que por um tempo a gente não conseguia se ver trabalhando uma sem a outra. Algumas oportunidades que surgiram, a resposta sempre era “eu só vou, se ela for junta”, independente de qual das duas que estava recebendo a proposta. No final ela foi, eu fiquei… e na última terça-feira discutíamos compartilhar o mesmo espaço e voltar a tê-la por perto.

Algumas vezes ela me deixava maluca. Tinha semanas em que só reclamava, se sentia cansada e aí eu, à minha maneira, dava broncas para ela não reclamar tanto. Ela se acalmava. Quando era eu quem entrava no modo reclamona, era a vez dela pegar no meu pé. Às vezes deixávamos o Jeff, que era nosso chefe, maluco com nossas fugas no meio do expediente para ir até a academia comer alguma coisa, falar bobagens para dar uma relaxada da pressão das propostas, das concorrências, das ideias. Como na agência, as salas de reuniões eram chamada por cores, eu apelidei a nossa sala da academia de sala cinza, que logo ela aderiu. Essa foto eu tirei dela no meio de uma das nossas fugas:

marisabyme

Entre tantas qualidades, nada se equipara à generosidade dela. Era daquelas pessoas, que mesmo quando não estava bem, arrumava forças para ficar bem caso precisasse ajudar alguém.

A Marisa trouxe para a minha vida uma das pessoas mais especiais que conheço, a Biti. Foi um dos maiores presentes que me deu.

Ontem me lembrei rindo de uma vez em que estávamos todos muito bêbados no Ritz, e de repente eu soltei um grito. A Marisa estava debaixo da mesa e tinha dado uma mordida na minha perna, que me valeu uma marca suspeita por uma semana. Essa era a seu lado apaixonante. Ela sempre sabia surpreender. Era chique, mas às vezes uma menina levada. Era cheia de malícia e provocação, o que sempre chocava alguém que não a conhecia e aí, claro, ela se divertia mais ainda.

Qualquer lembrança que me vem à cabeça é sempre dela rindo ou com sua gargalhada espalhafatosa, a última que ouvi foi na terça em que, juntas, viramos algumas taças de vinho.  Eu que cheguei de gaiato num jantar dela com minha amiga Gaby, passei uma hora com as duas apenas gargalhando. Essa era sempre a parte boa de poder encontrá-la, pois sempre os encontros eram regados à muita risada. Eu ainda consigo ouvir sua risada.

Acho que ela se definiu bem no seu perfil em algumas redes sociais: “Quem me conhece diz que sou intensa, resmungona e mimada, mas também dedicada, alegre e inteligente. E meiga. Praticamente uma flor que anda. O cinismo vem de brinde.”

O que a fez ser uma das pessoas mais fascinantes e fantásticas que conhecia. Lamento tardiamente não ter passado mais tempo com ela, isso acaba trazendo uma boa reflexão para analisarmos como estamos cuidando dos nossos amigos e da nossa família, pois estamos sempre ocupados. A Biti hoje me falou algo muito verdadeiro: “nos ocupamos com as coisas urgentes e esquecemos as importantes”.

O que eu nunca falei para a Marisa, é que ela foi uma das minhas musas inspiradoras. Quem a conheceu, teve muita sorte e eu me sinto ainda mais sortuda por ter usufruído bastante de sua companhia.

Vou sentir muito a falta dela, das nossas conversas longas e quase diárias no gtalk, das suas reflexões, da levantada de moral que às vezes ela me dava, do mundo de referência que ela me trazia, das bobagens e até das nossas fofocas.

Que ela descanse em paz.

Má, te amo! É difícil homenageá-la como eu gostaria, mas eu precisava escrever isso e é como se em algum lugar você pudesse saber as coisas que não deu tempo de te contar.

Tocando com laptop

sexta-feira, agosto 21st, 2009

Uma grande discussão que rola é sobre live, pois o que é um live? Acho bem fácil definir: é tocar a música ao vivo. Aí pode fazer uma listinha de artistas que vale a pena questionar se eles realmente fazem live ou não. Saiu um artigo bem interessante na revista Fast Company questionando como fazer interessante a apresentação com computador (para não ter que discutir se o cara está fazendo ou não um live).

Se o artista está tocando numa festa, isso não afeta de maneira alguma a apresentação dele caso o som seja de sacudir os ossos. Agora pensa num palco grande com o cara lá no meio com uma mesinha na frente. O que faz ser interessante? A revista cita três bons exemplos: Justice, Simian Mobile Disco e Daft Punk, que se apresentam em festivais e tem como suporte um grande apelo visual, que é o que torna o show mais interessante. E para essa lista podemos trazer vários outros nomes que usam e abusam desse artifício. Daft Punk ao vivo eu não sei o que mais me chamou atenção: ouvi-los tocando ali minhas músicas favoritas ou aquela pirâmide monstruosa e uma iluminação surreal.

Mas claro, para isso é necessário uma boa grana extra, afinal conceber tal arte não sai barato. Na minha festa Crash, em que fazemos uma projeção diferenciada, o aluguel de equipamento sai mais caro que o cachê de um bom dj.

A Fast Company comenta sobre o artista Nosaj Thing, que faz um som bem experimental, que nem sempre é o mais fácil de assistir. Para fazer seu show ser mais interessante, ele se juntou a dois artistas, Adam Guzman e Julia Tsao, que fazem a concepção visual e projetam ao vivo durante o show e com um budget bem inferior aos grandes que citei ali em cima. Viva os vjs, que por aqui ainda não são valorizados como deveriam.

Assista a um trecho do show:

Nosaj Thing Visual Show Compilation Test Shoot from Adam Guzman on Vimeo.

Personas

sexta-feira, agosto 21st, 2009

O MIT Museum está com a exposição “Connections” que explora o potencial social da nova comunicação tecnológica. São instalações artísticas baseadas em projetos de pesquisa do Sociable Media Group, que desafia os visitantes a pensar a respeito da rapidez da mudança do mundo nas interações sociais e as ramificações para o futuro.

São 4 instalações:

Metropath(ologies)
Data Portraits
Experimental Graphical Chat Spaces
Chit Chat Club

O Personas Metropath(ologies), que eu achei a mais bacana, faz uma varredura nas redes sociais e mostra como a Internet vê você. No meu caso eu tive um sucesso menor, já que só utilizo “Lalai” e Luna só aparece em redes em que colocar um sobrenome é obrigatório. Se eu coloco apenas “Lalai”, apareço consideravelmente na pesquisa, mas divido espaço com outras Lalais espalhadas pelo mundo.

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Heathrow instala um escritor residente no aeroporto

quinta-feira, agosto 20th, 2009

O Heathrow, de Londres, mais uma vez inova e convida o escritor e filósofo Alain de Botton para ser o escritor com residência no aeroporto por uma semana. Ele ficará no terminal 5 escrevendo sobre tudo que acontece à sua volta, o que para ele é um prato bem cheio, basta ler qualquer um de seus livros para sacar isso. O livro se chamará “A week at the airport – a Heathrow diary” e será lançado já em setembro e é uma boa combinação com suas últimas publicações “A arte de viajar” e “As alegrias e tristezas do trabalho” (que eu acho que ainda não foi lançado por aqui).

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Para os sortudos que passarem por lá, aproveite e pegue um autógrafo dele para mim? Quando o livro for lançado, o aeroporto distribuirá 10.000 cópias gratuitas para os passageiros.

Gostei bastante da ideia e mais ainda por terem escolhido o Alain de Botton. Deve ser uma experiência e tanta, especialmente nessa época do ano, em que a Europa está em férias de verão e o aerorpoto lotadíssimo.

Trainspotting 21st Century

quinta-feira, agosto 20th, 2009

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E se o John Hodge fosse escrever esse texto fodão do filme Trainspotting agora, no século 21? Acho que seria assim:

Choose a virtual life. Choose a job as a social media. Choose a modern and new career. Choose not to be with your family. Choose a fucking big LCD television with a big shitty home teather and a wii or ps3 with a lot of games or maybe guitar hero. Choose smart washing machines, no cars, go on foot, go green, choose an ipod 80gb, and no tin, please. Choose organics to be healthy, to lower cholesterol and get insurance for everything in your life. Choose not to pay mortgage, the U.S. is broke. Choose to live with your mother until she dies. Choose your virtual friends on facebook, twitter, lastfm, blipfm, linked in, flickr, goodreads, and never meet them. Choose not to wear leisure clothes – because you don’t have time for this – and no matching luggage, you cannot travel with all this work. Choose a three piece suite in a website on hire purchase in a range of fucking organic fabrics. Choose not to do it yourself, because you just don’t have time to do these casual things, and don’t wonder who the fuck you are on a Sunday morning, because you don’t even know it, but you need to write about this on your blog. And everybody needs to know about your fake life. Choose sitting on that exclusive aeron chair in front of your computer seeing mind-numbing spirit-crushing youtube videos, while stuffing fucking salad into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last and miserable virtual life, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you don’t have to spawned to replace yourself. Don’t fuck. Don’t have children. Don’t choose your future. We don’t have a future. Choose a virtual life. But why would I want to do such a thing? I chose not to choose a virtual life: I chose something else. And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you’ve got alcohol?

Mídia e social media

quinta-feira, agosto 20th, 2009

Gostei desse comparativo entre mídia tradicional e social media, colocando a mídia como fogos de artíficio e social media uma fogueira: