As caixas de Andy Warhol
Ontem a Folha publicou na Ilustrada uma matéria sobre as caixas em que Andy Warhol guardava todas as suas coisas. E todas mesmo. Tem chiclete, pão mofado e tudo mais que se possa imaginar totalizando 610 caixas.
Andy Warhol lotou as 610 caixas entre os anos de 1974 e 1987 com tudo que passava pela sua vida: convites, desenhos, fotos, anotações, recibos de táxis, até restos de comidas como um pedaço de bolo do casamento da Caroline Kennedy e US$ 17,000 em dinheiro. Há raridades como uma foto autografada de Jackie Kennedy nua, cartas de Elizabeth Taylor e Shwarzenegger, convites para a inauguração do Studio 54, cópias assinadas de livros de Tennessee Williams, Truman Capote e Allen Ginsberg.
Ele passou a fazer isso depois que um de seus assistentes sugeriu uma forma dele organizar suas coisas, que estavam espalhadas por 3 andares num antigo estúdio. A partir de então ele sempre tinha uma caixa à sua frente e chegou a cogitar em vendê-las às cegas, sendo que o comprador só saberia seu conteúdo depois de adquiri-la. A ideia não foi pra frente, pois Warhol era tão obsessivo que não conseguia jogar nada fora.
O Museu Andy Warhol, em Pittsburgh, contratou 4 arquivistas para catalogar tudo e ainda lançarão um blog neste mês para mostrar o achado da semana. O projeto começou há18 meses e os arquivistas já abriram 177 caixas, cada uma com uma média de 400 itens, mas algumas chegando a 1.200.
O projeto está previsto para durar 6 anos e imaginem o que ainda poderá ser encontrado em suas “cápsulas do tempo”.

















