O prêmio de Arte e Tecnologia mais legal do Brasil.
Se a gente tem poucas certezas na vida, uma delas é que a gente vive na SOCIEDADE DO ESPETACULO. É a celebração e multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias – tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia – conforme nos diz Guy Debord.
Teorias e academicismos à parte, vemos a proliferação de eventos e prêmios que funcionam apenas como uma replicaçao e regurgitação das mesmas referencias – como se o novo, o transgressor, o crítico não fizessem parte (ou não mereçam) os holofotes.
Falo isso pois tive a oportunidade de conhecer mais sobre a iniciativa do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia.
Em sua oitava edição, o prêmio incentiva a produção cultural-artística brasileira – guiado pelos drives da arte, tecnologia e inovaçao, com diretoria artística da pesquisadora, curadora e artista Giselle Beiguelman (dêem um google nesse nome. Ela é tipo incrivel. Sério.)
O Prêmio Sergio Motta integra um conjunto de ações desenvolvido pelo Instituto Sergio Motta. Voltadas para a pesquisa e o fomento da arte que envolve novas tecnologias do Brasil, elas incluem o festival universitário Conexões Tecnológicas, a série de workshops Territórios Recombinantes, festivais e outras ações on-line.
O critério de seleção do 8º PSM privilegiou os criadores que lançam um olhar crítico para os usos da tecnologia na sociedade contemporânea e incorporam/criam práticas para estimular a democratização de ferramentas e ampliar as possibilidades de difusão para além do circuito consolidado.
Em 2009, Arthur Omar, Gisela Motta e Leandro Lima, Rejane Cantoni, Camila Sposati e Fernando Velázquez, Fernando Rabelo, Jarbas Jácome e Carlos Fadon Vicente são os artistas contemplados pelo 8º Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia. Os primeiros recebem os quatro prêmios da categoria Meio de Carreira; Fernando Rabelo e Jarbas Jácome são os contemplados na categoria Início de Carreira; e Carlos Fadon Vicente, pioneiro das experimentações envolvendo tecnologias digitais no Brasil, é o premiado hors concours.
No juri, temos Fernanda Takai, Ricardo Oliveros, Claudia Gianetti, Ronaldo Lemos e Moacir dos Anjos. Uma coisa interessante é que a comissão analisou o conjunto da obra dos selecionados, e não trabalhos específicos.
A cerimônia de premiação será realizada nos dias 3 e 4 de novembro, durante o Fórum A&T | Perspectivas Críticas em Arte e Tecnologia, em São Paulo.
Quem quiser saber mais, vai no blog deles – que conta com um conteúdo bacanérrimo.
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Já mandei trabalhos pra apreciação (em edições anteriores), mas num passei, professora! heheheheh