Animação feita com papercraft
segunda-feira, novembro 23rd, 2009Linda e poética:
[reloaded, renewed and still the same good thing]
Linda e poética:
Gostei. Simples e inteligente:
via rubbishcorp
Ganhou um anel do namorado, meses depois o relacionamento acabou e você não quer ver o presente na frente? o http://www.exboyfriendjewelry.com/ surgiu exatamente para isso: segundo o próprio, é um site onde você pode comprar/vender/trocar e blogar as lembranças dolorosas na sua caixa de jóias. E você decide o preço. Entre as regras, está que você DEVE compartilhar a história, contar porque está vendendo e tirar o peso dos ombros.
O sábado chegou meio em dúvida se deixa o sol sair ou se desaba o mundo em água. Só com uma boa razão hoje para cogitar em sair à noite, mas eu vou dar alguns bons motivos para se animar a começar a pensar no figurino para hoje.
Hoje acontece a festa Crash, que eu faço com o Rick Castro, no Glória. Temos trabalhado para aliar boa música à uma concepção visual diferenciada das demais festas. E, no nosso pouco tempo de vida já fizemos festas incríveis com Thieves Like Us e Dat Politics, só para citar alguns.
Há tempos que estou tentando agendar o The Twelves, pois admiro bastante o trabalho e queria um repeteco da dupla tocando em alguma festa minha. Finalmente conseguimos uma data livre na agenda deles e hoje finalmente eles aterrissam para tocar com a gente. Ao contrário de muita gente, que sofre com dor de cotovelo de sucesso alheio, eu fico bem feliz quando vejo alguém tendo seu trabalho reconhecido internacionalmente e o Twelves é um deles. Eu babo mesmo! Pronto, falei!
Às vezes a gente não reconhece nossos próprios talentos. No início do ano eu estava num blog chileno, que armou uma enquete para escolher a atração para uma festa que iriam fazer. A lista era imensa e só nomes que vivemos sonhando em ter em nossos line-ups. E quem ganhou foi o Twelves. Na última sexta-feira, o Luciano estava por aqui e no warm-up para a festa It’s Alive (e depois estica para a Crew, com o Yuksek), o Lúcio (Database) armou um streaming em que o Luciano ficou tocando ao vivo. Quando nos demos conta tinham nomes como Diplo, MMMathias, o cara do Hot Chip assistindo com mais de 100 pessoas conectadas no live, além de comentários e mais comentários no twitter.
Além disso tudo, a dupla já foi convidada para fazer um minmix para a BBC, de Londres, que sabemos que não é pouca coisa. Ou seja, The Twelves é uma das bolas da vez já há algum tempo. Aproveita para ir aquecendo e ouça o minmix:
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
The Twelves – BBC MinMix
Ainda tem o Database, que também é outra dupla que todos sabem que está dando o que falar e em 2010 tocam no SWSX, nos EUA. O trio divertido da Funhell, que também agita a pista e andam aí na contagem regressiva para a festa Funhell, que terá apenas mais 8 edições, sendo a última com o The Twelves (tá vendo, todo mundo quer a dupla no line-up). Tem eu & Daniel Peixoto, que canta um pouquinho no meu set e o Kbça, que fecha a noite com um electrão que segura todo mundo na pista até o sol raiar.
Corre que ainda dá tempo de colocar o nome na lista: R$ 20 – listacrash@gmail.com.
É hoje a partir das 23h59, no Clube Glória.
Na última quarta-feira rolou uma palestra no Red Bull House of Art com o AntiVJ, um dos coletivos mais bacanas de VJs do mundo. Além do AntiVJ, passou também por lá o Spetto, um dos maiores nomes do Brasil e o americano Grant Davis, que é um dos artistas do House of Art. Confere aí o rápido bate-papo e o que cada um tem a dizer sobre VJ:
AntiVJ, Grant Davis e VJ Spetto – Red Bull House of Art from Red Bull House of Art on Vimeo.
Eu não conhecia Ramona Falls e fiquei fascinada com a música e o clipe da música “I say fever“. Boa pedida para o repeat:
Quem diria que teríamos um feriadão antes do Natal? Eu sequer cogitava, mesmo com duas festas rolando no meio dele. E a chuvinha trouxe um frescor para esse calor de quase 40ºC.
O que mais tem me animado em São Paulo nos últimos tempos tem sido a invasão artística que está rolando na cidade. Exposições que não acabam mais, artistas de vários cantos do planeta aterrissando por aqui, além dos nossos compatriotas que estão produzindo a todo vapor.
Hoje abriu para o público a belíssima exposição “De dentro para fora, de fora para dentro“, no MASP, que traz 6 artistas brasileiros da rua para o museu. Para quem não sabe, essa exposição com curadoria de Mariana Martins, Baixo Ribeiro e Eduardo Saretta, levaram para dentro do MASP os artistas & grafiteiros Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão, que transformaram 1500 metros quadrados numa grande instalação, com fotos, grafite, colagens, stencil. A exposição está lindaaa e ver grafites que tomam conta das ruas dentro de um museu causam estranhamento, o que dá espaço para uma boa discussão a respeito do peso que o grafite tem ganhado nas artes. Todos os 6 artistas são fantásticos, mas o trabalho do Stephan foi o que mais me comoveu com seu simbolismo religioso tão forte. Visita obrigatória. A exposição fica por lá até 05/02/10 e depois disso, os 6 grandes painéis serão apagados. Para quem não está em SP e não passará por aqui, o projeto teve uma cobertura completa de toda a montagem e dá para ver tudo em vídeos & fotos no blog, que também aberto para qualquer um que quiser colaborar. A entrada custa R$ 15.
O centro da cidade ganhou no último dia 11 de novembro uma galeria de arte temporária, a Red Bull House of Art, que abriga 10 artistas de 7 países diferentes, que ficarão por lá por um mês produzindo uma exposição. A abertura se deu com uma exposição, enquanto os artistas já começavam a produzir a segunda exposição que abre no dia 05 de dezembro. O Red Bull House of Art pegou o Hotel Central, projetado por Ramos de Azevedo, que estava desativado. Os artistas são Cláudio Bueno, Alessandra Cestac, Rodrigo Garcia Dutra e Regina Parra, do Brasil, e Zander Blom, da África do Sul, Hiraku Suzuki, do Japão, El Bocho, da Alemanha, Gabriela Golder, da Argentina, Rui Gato, de Portugal e Grant Davis dos Estados Unidos. A curadoria artística é de Lucas Bambozzi e de Maria Montero. A entrada é franca e o hotel fica aberto para visitação de terça à domingo, das 10 às 18h. Atente para as palestras que estão rolando por lá, também gratuitamente.
Aliás, a presença digital do Red Bull House of Art, que compreende o hotsite, blog, flickr, vídeos, twitter foi todo criado pela Remix Social Idea (minha agência em que sou sócia com a Ana Laura) e pela Bold Conteúdo. Ou seja, estamos por lá todos os dias acompanhando a produção da nova exposição, além de observarmos a reação do público que passa por ali todos os dias e acaba sendo levado pela curiosidade para ver o que está rolando dentro do hotel.
Além das duas, tem também a exposição Vertigem, do OsGemêos, rolando na Faap e fica em cartaz até 13 de dezembro com entrada franca. Essa eu ainda não tive oportunidade de ir (até fui, mas não consegui entrar por conta da fila).
E claro, o final de semana também pede festas para libertar a alma, dançar e ver os amigos. A pedida de hoje é a Top Top Top, no Vegas, com Fabilipo, eu, Corelli & Guilherme M, Bispo, Luca Lauri, I’m the Machine e Carlos Soul Slinger. Noite regada de pop, electro e uma pitadinha de rock.
Amanhã tem a festa Crash, que eu faço com o Rick Castro, com um line-up de primeira: The Twelves, que há tempos não toca nos clubes mais acessíveis da cidade (hehehe), Database, Funhell DJs, eu & Daniel Peixoto. A lista amiga é R$ 20 – listacrash@gmail.com.
E o domingão recebe a primeira grande passeata fashion da cidade, produzido pela Casa de Criadores. A concentração se inicia às 13h, no Largo do Arouche, e de lá segue rumo ao Parque da Luz, onde acontecem o desfile das Gêmeas e o Festival de Música Casa de Criadores, com Alloyha Copacabana, Subburbia, Multiplex, Daniel Peixoto e Copacabana Club. Tem tudo aqui na agenda ó.
Adorei a iniciativa do Submarino em fazer uma mega liquidação de livros no site. São 10.000 títulos a R$ 10,00. Num país em que livro custa uma fortuna, vale a pena revirar a lista porque tem bons achados por ali.
Claro que só não lê quem não quer, afinal mesmo com os livros com preços lá em cima, sempre há boas promoções e sebos que não acabam mais nessa cidade, além das bibliotecas e clube de livros.
Eu tirei meu chapeuzinho hoje para o Submarino. Que venham novas promoções como essas. Que tal “macbook” por R$ 1.000 na próxima?? Hahahahaha
E corre lá, porque não sei até quando essa promoção mega vai durar. Eu já estou enchendo o meu carrinho!
Essa eu não sabia. Andy Warhol, entre tantas coisas bacanudas que fez, ilustrou no início da sua carreira o clássico livro infantil “The little red hen“, entre 1957 e 59.
As ilustrações estão indo a leilão em 9 de dezembro, pela Bloomsbury, em Nova York. Quanto será que vai acabar custando a brincadeira, hein?
Não canso de dizer como eu amo fazer festa, mesmo estando longe de ser uma atividade rentável quando você trabalha com clubes mais “undergrounds” (odeio esse termo, mas não vem nada melhor à cabeça).
Já são 4 anos na ralação com a noite e, às vezes, uma vontadezinha de me aposentar dela. Aí rola aquela festa de arromba em que vejo todo mundo pulando, gritando, rindo e volto atrás na minha decisão. Comentei que no ano que vem eu pararia por completo, mas já desisti. Vou abrir mão de algumas coisas e focar em outras, pois haja saúde e tempo para dar conta do recado. E nem sempre dou.
Na sexta-feira rolou a parte II da festa de 2 anos da CREW, que não tem jeito, é minha festa xodó. Eu estava bem tensa como sempre. Quem me conhece bem sabe o estado em que fico nas horas que antecedem uma festa. O frio na barriga faz parte como num namoro. No dia que ele acabar é que eu vou de fato começar a me preocupar.
Foi uma sexta-feira cheia de opções na cidade. Tinha Ritchie Hawtin na Clash, Loco Dice no D-Edge, Sany Pitbull no Secreto, Baixaria & It’s Alive no Vegas, só para citar algumas boas festas que estavam rolando por aqui. Mesmo assim a festa rendeu bem, o clube encheu, mas sem aquele clima desagradável em que o calor fica insuportável e as pessoas mal conseguem dançar.
Quem abriu a noite foi o I’m the Machine, para uma pista vazia e gelada, mas que no final do set já tirava gritos e pulos do público que ia se formando na pista. Aí entrou o Fabilipo, que também chacoalhou o Glória e, na sequência, o Database, que foram os escolhidos para abrir a noite para o Yuksek. Fizeram um set incrível e terminaram de aquecer a pista. Aí o momento mais esperado, a entrada do Yuksek, que tinha deixado aquela vontade do público ver o live, mas tínhamos apenas o dj set para nos contentar. Quer saber? Ele se superou! Foi um dos sets mais incríveis que rolaram na CREW nesses dois anos.
Durante 1h35 de set Yuksek segurou a pista, que pulava e gritava loucamente. Tocou boa parte do seu último álbum, além dos vários remixes que fez. A boa notícia para quem perdeu, é que gravamos o set e logo mais disponibilizaremos aqui no blog para quem quiser ouvir.
Aí na sequência a área da pickup virou uma festa com Sexistalk, Roots Rock Revolution, Fabrizio e o Tchiello K., além de mim que não resisti em brincar com a mpc.
É esse tipo de noite que me traz uma felicidade tão grande, que é difícil pensar em largar tudo para ter uma vida mais calminha. Ver todo mundo saindo satisfeito de uma noite bacana, receber emails & mensagens agradecendo pela festa é algo que, como diria qualquer campanha do Mastercard, não tem preço.
Na sexta-feira várias pessoas se queixaram do valor de bilheteria da CREW, que do habitual R$ 20 saltou para R$ 30. Claro que isso me chateia, pois quem produz festas sabe o quanto custa trazer um gringo de peso. Quando faço pesquisas para saber quem o público quer ver tocar, a lista é imensa e tentamos na medida do possível atendê-la, porém quando conseguimos, as pessoas não compreendem que a noite pode custar 4 vezes mais do que o normal, especialmente um nome como o Yuksek, que tem sido headliner em grandes festivais, lançou um álbum aclamadíssimo e difícil encontrar uma data vaga na agenda do produtor francês.
Eu tenho um lema, que é nunca inviabilizar a noite para o público das minhas festas. Enquanto a maioria dos clubes cobram mais do que R$ 50,00 em noites com atração internacional, eu tenho fazer com que a gente consiga bancar a noite com uma lista de no máximo R$ 30,00, que foi o valor para ver o Yuksek. E conseguimos cobrar R$ 30,00 porque os vips são contadíssimos e os amigos também encaram pagar entrada. Acho justo, todo mundo contribuí com menos e mais pessoas tem acesso à festa. E, ao contrário do que imaginam, essas festas rendem menos para nós, justamente porque o preço da bilheteria aumenta apenas 50%, enquanto o custo da noite chega a se elevar em quase 200%.
Já tem um monte de festas por vir: a Top Top Top, no dia 20 de novembro no Vegas; a Crash, no dia 21 com o The Twelves no Glória e no dia 28 tem a última comemoração dos 2 anos de CREW, com Toxic Avenger, no Glória.
E uma coisa eu antecipo: prepare as emoções para março de 2010, porque uma das atrações mais aguardada por muita gente que conheço vai dividir uma noite grandiosa com a CREW. A outra notícia boa é que nessa estaremos em mais 3 cidades além de São Paulo com essa super atração. Aguardem, porque essa vai ser a maior das noites quebradeiras que já fizemos. E ainda digo, depois dessa vai ser difícil a gente se superar, mas não desistiremos.
Vida longa à ótima noite paulistana. Fico bem feliz por fazer parte num pedacinho dela.