Eu já costumo me emocionar à toa e me derreti com o Mustard, um morador de rua, interpretando Creep, do Radiohead. Como li no post onde vi o vídeo, talvez essa emoção que ele passar ao cantar Creep, pode ser justamente pela vida que leva. Assista, pois vale a pena:
Todo ano faço minha retrospectiva e 2009 foi o ano com maiores mudanças na minha vida. Perdi pessoas queridas de forma abrupta e ainda sofro por essas perdas, mas vou me confortando com as boas lembranças que restaram. Lembranças das risadas, das conversas, das filosofias, dos cafés, das trocas de ideias, dos planos em conjuntos, dos projetos que gostaríamos de dividir, dos sonhos, das desilusões e agora, das saudades, que lido bem mal, que faz eu chorar algumas noites, que faz eu ficar tentando achar respostas, que faz eu querer voltar no tempo. São as sensações que sempre acompanham os que ficam.
E cada perda é uma lição que a gente aprende, que muitas vezes são óbvias. É o momento que você não dedicou à pessoa e de uma lista de coisas que queriam ter feito juntos. E aí novamente me pego nas lembranças e acaba virando um processo cíclico, que talvez vai se amenizando com o tempo, mas hoje sei que nunca esquecemos as pessoas que marcaram nossas vidas, estejam elas por aqui ainda ou não mais.
Apesar das perdas, eu também tive um ano de grande revolução. Iniciei 2009 sem emprego e querendo me dar um ano sabático, mas que acabou não acontecendo, pois felizmente trabalho e projetos não faltaram.
Consegui tirar minhas merecidas férias e ir para uma das minhas cidades favoritas, montar meu apartamento do jeito que eu gostaria, rever amigos, montar minha agência com pessoas incríveis, tomar decisões importantes e me dei ao luxo de voltar atrás, fazer festas incrível, firmar novas amizades, das quais hoje eu não consegui pensar em viver sem e, claro, estar feliz da vida com o Ola, que largou tudo para viver comigo.
O grande balanço é que, apesar de vários perrengues, 2009 foi um ano incrível e ponto de partida de uma grande revolução, que sei lá onde vai dar, mas o que me move é a mudança, a possibilidade de experimentar coisas novas e ter novos desafios à frente.
Quero agradecer imensamente cada um que esteve presente na minha vida, aos que me apoiaram de alguma forma, seja diretamente ou não.
Desejo a boas festas, deliciosas férias e que 2010 seja um ano incrível recheado de tudo que almejamos: sucesso, $$, amor, risadas, alegrias, boas viagens e claro, um paz, porque a gente merece.
Fecho o post com uma música que amo e marcou época, é velha, mas “all is full of love”:
Achei um pouco grande, mas super toparia um armário desse lá em casa, que foi feito pela Creative Barn, da Holanda.
Aliás, isso parece mais uma instalação do que um armário, não acham? Foram utilizadas 918 fitas cassetes parafusada uma a uma manualmente e com três portas.
Fico imaginando o tempo que levaram para produzir o móvel, que foi construído para organizar as coisas da agência e, também, como divisória, mas que acabou sendo arrematado por um cliente que se apaixonou pelo armário. Ele começou a ser feito em janeiro de 2008 e o preço pedido era 999 euros, sem o frete, claro.
Eu adoro esses projetos sobre em que o foco é deletá-lo das suas redes sociais na web. Acabei de ver o “Suicide Machine”, que ajuda você a se suicidar no Facebook, Linkedin e myspace. Faltou o twitter, que é um dos grandes vilões do tempo que consumimos online e a culpa por ficar desconectada, justamente pela avalanche de “coisas importantes” que estou perdendo. Aham.
Claro que isso traz à tona questões que estamos sempre debatendo sobre nossas vidas além da tela, porém essa discussão é para as gerações que nasceram sem Internet e só foram se conectar na adolescência ou depois dela, pois para a geração Z, que nasceu conectada, a diferença entre on = off é tênue.
O melhor do site é o vídeo dramático de como funciona o “Suicide Machine”:
Quem ama revista sabe que nada substitui a boa e velha revista impressa, mas viver no Brasil dificulta bastante o acesso a boas revistas estrangeiras, pois os preços em que elas chegam a custar aqui, muitas vezes as tornam inacessíveis. Todo início de mês eu me dirijo religiosamente à boa banca de revista e seleciono rigorosamente as edições que vou comprar, pois infelizmente não posso me dar o luxo de pegar todas a que eu gostaria. Além disso ainda há publicações que nem chegam por aqui.
A saída são assinaturas das edições digitais, mas que não tem o mesmo apelo. Sempre me pergunto qual será o futuro das revistas e essa é uma discussão acalorada nos 4 cantos do planeta (não restringindo às revistas, mas a jornais também). Gostei bastante do conceito que a Bonnier Research & Development, uma editora sueca, apresentou com a Mag+, tentando reproduzir o máximo a experiência da leitura da revista impressa para o formato digital.
Ainda é protótipo e abriram a discussão a respeito. Para os interessados no mercado de revistas, vale conferir e acompanhar.
Fui convidada para o “dinner in the sky“, parte da campanha Desobvialize, da Brastemp. A princípio o jantar ocorreria no mês passado aqui em São Paulo, na Avenida Paulista, porém a nossa querida prefeitura fez o grande favor de negar alvará, o que eu considero uma grande estupidez, afinal o jantar já aconteceu em grandes capitais do mundo e ajuda a favorecer o turismo na cidade.
Nossa esperança tinha ido por água abaixo de ter a experiência de jantar a 50m de altura. Na semana retrasada chegou de surpresa um email convidando para a edição no Rio, no Pier Mauá. Lá fomos nós, um bando de blogueiros, para o Rio de Janeiro provar a experiência.
O nosso medo era chover, porém o Rio nos brindou com uma bela tarde de praia. Seguimos para o pier por volta das 19h30 ansiosos. Eu, que tenho medo de altura, tentava disfarçar meu pânico. Felizmente a DM9 e Riot conseguiram reunir um grupo bem bacana, o que propiciou um clima bem animado. Fui uma das últimas a me sentar, pois a cadeira cheia de cintos me causava frio na barriga, mas hora de encarar a empreitada e lá fui eu.
É uma mesa para 20 pessoas e a cozinha fica no meio, com os chefs também amarrados por cintos e cozinhando ali na nossa frente. Muito champagne, cerveja e animação, não demorou para eu deitar minha cadeira a 90 graus e poder contemplar o céu escuro do Rio. Após nossa chegada no topo, o mundo desabou e tivemos que descer, mas felizmente a chuva parou rapidamente e voltamos ao céu novamente.
A estrutura é grande e, obviamente, bem segura. Praticamente não sentimos o movimento da subida e descida, muito menos a mesa girando vagarosamente durante o jantar. A vista é um espetáculo a parte, mas se tem medo de altura, a recomendação é: não olhe muito para baixo. O jantar passou num piscar de olhos contemplando entrada, prato principal e sobremesa, além de mandiopan durante a subida. Cada jantar recebe um chef diferente, o nosso foi a dupla Marcos e Thiago Sodré, do restaurante Sawasdee. E posso dizer que o jantar no céu teve comida dos deuses.
Ainda tive sorte e rolou um repeteco. Quando vi estava no meu segundo jantar, dessa vez cercada de celebridades, e com o chef francês Oliver Cozan, mas é a primeira que a gente nunca esquece.
E como diz a campanha Desobvialize, vamos tirar o óbvio de 2010.
A câmera do iPhone não faz jus a fantástica vista que tivemos, mas tem algumas fotos aqui no meu flickr.
Hoje saiu um artigo bem interessante no caderno Mais, da Folha de São Paulo, em que o escritor Bernardo Carvalho relata sua experiência de ter passado 3 dias no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
A convite do próprio jornal, que aparentemente se baseou na recente experiência do filósofo Alain de Botton, que a passou uma semana morando no Heathrow, em Londres, convidado pelo próprio aeroporto. Ao contrário de Botton, Bernardo Carvalho relata a dificuldade que foi obter informações por aqui. Tudo passou por uma burocracia sem fim e na maioria das vezes ele não obteve uma resposta final, desde questões simples como “objetos mais achados & perdidos” até questões mais relevantes.
Presenciou “mulas” sendo pegas pela Polícia Federal, que depois contou ao escritor que muitos são delatados pelos próprios aliciantes, justamente para “distrair” o controle e conseguir passar outras “mulas”. Quem é pego leva até 15 anos de prisão.
Das histórias contadas, há uma que chega a emocionar, que é a de um casal de hippies, ela uma costa-riquenha e o rapaz, um francês, que estão viajando há 1,5 ano e acabaram parando no Brasilviajaram 1.600km de bicicleta pelo Brasil dependendo de ajuda das pessoas por onde passavam e citam o quanto o brasileira é generoso, que enquanto aqui ganhavam comida vencida de restaurantes, na Argentina eles tinham que pagar pelo mesmo prato.
Bernardo cita também a reclamação de estrangeiros sobre o fato de que poucas pessoas no aeroporto falam inglês, o que acaba dificultando a “estadia” deles no aeroporto, mas ao mesmo tempo dizem, que diferentemente de outros aeroportos internacionais, ninguém os incomoda caso tenham que dormir por lá.
O nosso aeroporto está um pouco longe de ser o mais movimentado do mundo, são 58.000 pessoas passando por lá diariamente contra 8 milhões pessoas por dia que passam pelo Aeroporto Internacional de Atlanta, que é o aeroporto com maior movimentação de pessoas do mundo, enquanto o do Heathrow é o que possui maior tráfego, com cerca de 460.000 pousos por ano.
Desembarquei em Cumbica no sábado, quando retornava do Rio de Janeiro. Apesar de não gostar de aeroportos, sempre gostei bastante de observar a movimentação, as pessoas chegando, saindo, esperando, se despedindo. Eu já dormi em aeroporto e posso dizer que é uma das coisas mais entediantes do planeta, porque enquanto durante o dia tudo acontece, à noite o aeroporto vira uma cidade fantasma.
Estou há seis meses trabalhando com a Ana Laura (aka @djmulher) na Agência Remix Social Ideas, aka nossa agência de criação de ideias, que conectam pessoas e promovem experiências. Esse é nosso foco, promover interações e experiências diferenciadas. Sabemos que o mundo não é fácil, que as marcas ainda não estão totalmente preparadas para o leque de experiências que podem criar para seus consumidores. Enquanto isso não acontece, a gente vai tentando convencê-los que projetos com mídias sociais não se resumem em “seeding”. Como somos abusadas, a gente ainda tenta ir além, não queremos focar somente nas mídias sociais, mas nas ideias sociais, que vai muito além da telinha e que a gente vê acontecendo já um bocadinho por aí.
Não vim fazer jabá, até porque não conseguimos parar ainda para fazer nosso site, mas já aviso que logo ele estréia com toda merecida pompa, porque como já falei ali em cima, nós duas somos bem abusadas. Quem está trabalhando em toda nossa comunicação é (olha que chique!!!!) o Estúdio Colletivo. Então imagina se não vai ficar um arraso, afinal eles estão na nossa lista de favoritos em design.
Temos até um lindo escritório em parceria com a Bold Conteúdo, com quem temos trabalhado intensamente nesse segundo semestre. Foram vários projetos que amamos fazer, como o Jantar Secreto para a Electrolux; o Red Bull House of Art; divulgação do Prêmio Sergio Motta; RP para o lançamento da Revista Vice no Brasil; concurso novo nome do site do SPFW, além dos blogs da Casa de Criadores e Mercado Mundo Mix, entre outros menores e outros que a gente ainda não pode contar.
Estamos animadíssimas com as perspectivas para 2010 e trabalhando freneticamente para fazer coisas bem legais. E claro, felizes que as marcas cada vez mais querem estar ao lado do seu consumidor, criando experiências e diálogos. 2009 foi o ano da social media, mas vamos concordar que foi só um comecinho.
E esse meu blá, blá, blá todo, que era para ser uma rapidinha e virou outra coisa, para convidar blogueiros a preencherem nosso cadastro para, quem sabe, participar do monte de ações que andamos propondo por aí.
Todo ano a Lalai nos incita a relacionar o nosso TOP 5 de música do ano, e eu, influenciando pela nova febrinha de internet, resolvi dar a largada sem ela sequer pedir. Eu que não entendo nada de música, ao invés de colocar o que eu gostei mais de lançamento do ano, prefiro colocar o que eu mais ouvi. Aí vai:
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.