Archive for fevereiro, 2010

Social Media em 3 minutos

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

Ótima apresentação feita no TED, em dezembro, sobre web & Social Media feita pelo fundador do Reddit, Alexis Ohania. A apresentação conta a história da campanha que o Greenpeace criou e abriu votação na Internet para a escolha do nome que representaria as baleias. Entre vários nomes conceituais, surgiu Mister Splashy Pants, que começou a ganhar campanhas de vários sites pela escolha desse nome.  A votação se estendeu por mais uma semana, pois o Greenpeace não levou a sério a escolha do público pelo nome Mister Splashy Pants, que acabou ganhando com 78% dos votos.

Isso só prova que ninguém consegue controlar o que se coloca na Internet. Se uma marca resolve abrir um canal para interagir com seu consumidor, ela tem que estar preparada para qualquer tipo de retorno. A velha história de que na Internet todos tem o mesmo poder.

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Melissa assinada por Jean Paul Gautier

terça-feira, fevereiro 16th, 2010

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Eu sou uma das apaixonadas pela marca Melissa, que já tinha soltado no ano passado que teria um modelo assinado pelo Jean Paul Gautier, que figura na minha listinha eterna dos estilistas favoritos. O modelo foi mostrado no SPFW 2010, que eu não fui e mal consegui acompanhar, tanto que só hoje vi o modelão, que é lindo, com um baita saltão de 10cm e será lançado em junho de 2010, ou seja, vamos ter que esperar. Serão 5 cores disponíveis: preta, bege, caramelo, laranja e verde-limão.

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Agora é esperar até junho para finalmente ter um Jean Paul Gautier nos pés a um preço acessível.

Celular eco-friendly funciona com Coca-Cola

terça-feira, fevereiro 16th, 2010

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A designer chinesa Daizi Zheng criou um celular para a Nokia que é carregado com qualquer bebida açucarada, como Coca-Cola. A ideia é banir as baterias convencionais de telefone, que são caras, prejudicam o meio ambiente e são difíceis de serem eliminadas, além de ter um processo de manufatura que consome recursos valiosos.

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O sistema de abastecimento de energia da bio-bateria utiliza enzimas como catalisador para gerar eletricidade a partir de carboidratos, o açúcar, por exemplo. Resumindo: para recarregar o telefone é necessário apenas um pouco de alguma bebida açucarada.

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Music Monday: One Life Stand by Hot Chip

segunda-feira, fevereiro 15th, 2010

A arte do silêncio

segunda-feira, fevereiro 15th, 2010

Eu sempre falei pelos cotovelos. Na infância eu tinha a árdua tarefa de semanalmente levar advertências escolares para que meus pais assinassem, sempre por falar demais durante as aulas. O que eu tinha a meu favor é que sempre tirei notas boas, mas isso não me poupou de broncas intermináveis de que eu deveria falar menos.

Isso vem de família. Quem conhece meu pai sabe bem sobre o que eu estou falando. Uma das coisas, entre várias, que eu mais admiro nele é a maestria em contar histórias.

Quando cresci o meu maior problema era o fato de gostar tanto de falar ao telefone, tanto que não tive meu primeiro estágio prolongado, porque eu recebia ligações o tempo todo e eu era apenas uma estagiária.

Hoje não gosto de falar ao telefone. Tenho pressa em desligar e para mim o telefone é algo para conversas rápidas. O que eu menos uso no meu celular é a função básica dele, que é falar. Porém, continuo a tagarela de sempre. Talvez em doses menores, mas gosto de falar. Sempre tive uma dificuldade imensa de ficar de boca calada e acho que meu grande desafio no início do meu namoro foi lidar com o silêncio, pois o Ola é uma pessoa mais calada e contemplativa.

Essas minhas recentes viagens à Suécia tem me dado boas oportunidades de aprender a lidar com o silêncio. Na última semana, como todos sabem, ficamos em uma estação de esqui em Trysil, na Noruega. No último dia eu encarei uma caminhada de 6km, que exigiu toda a minha concentração para que eu mantivesse meu equilíbrio e não caísse na neve. Foi uma das pouquíssimas vezes que minha mente esvaziou por completo. Eu não tinha a menor vontade de falar e/ou pensar em algo. Eu queria apenas ouvir o som das minhas pisadas na neve, do vento e contemplar a imensidão branca à minha volta.

Passei cerca de 3 horas, com algumas paradas, num mergulho no silêncio. Depois me dei conta como é difícil acalmar nossas mentes, que não param, que estão sempre tendo ideias, buscando soluções, preocupando-se com problemas diários, sonhando, pensando bobagens.

Sempre soube que o silêncio era uma arte, mas muito distante para mim, afinal ficar em silêncio não significa que “você está em silêncio“. Talvez eu esteja apenas ficando velha, mas cada vez mais quero férias da minha mente louca.

Não me recomendem retiros, não é essa a intenção… pois adoro alternar meu novo silêncio com conversas leves sobre o nada.

E mais um curta lindo que traduz um pouco esse post:


Hello Again – A short film
from Session 7 Media on Vimeo.

Curta: Gone Goodbye

segunda-feira, fevereiro 15th, 2010

Belíssimo curta produzido por Keith Rivers em 100 horas para o “Film Racing 2009“, que levou os prêmios de melhor direção, roteiro, fotografia e trilha sonora:


Gone Goodbye – A short film
from Session 7 Media on Vimeo.

Videozinhos legais: iFlip e Skank

sábado, fevereiro 13th, 2010

Olha que interessante. Esse cara fez o clipe de uma música com a linguagem visual da passagem de fotos do iPhone.

O vídeo está no YouTube há quase 10 dias e já marca mais de 620 mil views. O cara chama-se Mistery Guitar Man e, no Twitter, tem 11 mil seguidores.

# # #

E o novo clipe do Skank, já viu? Os caras entraram na ondinha moleskine e stop-motion. Me lembrou Her Morning Elegance. Vejaí:

Cross country e a Oscar Freire

sábado, fevereiro 13th, 2010

Ontem eu resolvi que desencanaria do esqui e iria relaxar no cross country skiing. Obviamente me enganei. Apesar do esporte ser mais fácil, pois na maior parte do tempo você está em lugares planos, ele exige mais força física. Assim como o esqui, ele também exige equilíbrio, inclusive a prancha é mais leve e fina, ou seja, se você não conseguiu ficar em pé na prancha de esqui, não ficará tão facilmente na de cross country.

Meu desempenho, de qualquer forma, foi melhor. No primeiro dia percorremos cerca de 3km  com pequenas descidas, em que consegui deslizar sem quedas.

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O mais interessante dessa prática esportiva, pelo menos por aqui, foi que nos lembrou passeios de finais de semana com a família, que comparamos com a Oscar Freire num domingo, em que famílias ou turmas de amigos andam pra cá e pra lá falando em seus celulares, passeando com as crianças ou cachorros, ou apenas tomando seus cafés enquanto apreciam o que acontece à sua volta, que obviamente não é muita coisa.

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No cross country skiing é a mesma coisa. Há muita gente sozinha indo e vindo, muitas vezes falando no celular e se equilibrando nos esquis de uma maneira invejável, mas logo percebemos que eles praticamente nascem calçados neles. As roupas são mais bonitas e justas, as botas são bem estilosas, ao contrário das de esqui, que parecem botas de gesso.

As famílias passam com as crianças e bebês, que vão seguindo em berço-trenó, o que também me envergonhou ao ver mães subindo ladeira puxando seus bebês e eu mal conseguindo parar em pé nas subidas, pois meus esquis teimavam em voltar para trás.

casal passeando com o cachorro

casal passeando com o cachorro

Quanto ao café, as pessoas levam suas garrafas térmicas e lanchinhos e param no meio de uma paisagem inóspita, cavam buracos na neve, sentam e ficam lá conversando, tomando café e vendo as pessoas passarem.

lavando a xícara do café

lavando a xícara do café

Hoje eu ousei e percorri um trecho de 6km, que quase matou minhas pernas, mas fez meu coração tremer de emoção por dois motivos: eu deslizei em declives ousados para mim e a paisagem me tirou o fôlego (que já era sofrível) com a paisagem linda de morrer.

Eu super recomendo para quem nunca esquiou na vida, que passe um dia fazendo cross country e depois se joga montanha abaixo nos esquis. E aproveita para dar uma geral na população local, na tendência da moda de inverno.

A caminhada também proporciona uma paz absoluta, afinal para os principiantes é necessária concentração, então quando você se dá conta, tem apenas você, seus esquis e a natureza a sua volta.

Estreando no esqui

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

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Desde que comecei a ter vontade própria e fazer meus próprios roteiros, eu nem sequer cogitei viagens que envolvessem esqui, afinal eu fui um desastre na patinação na minha adolescência. Ter um namorado que cresceu em meio a neve foi pedir para encarar seu maior medo.

Como falei no meu post anterior, em junho eu decidi que viria para a Europa em pleno ápice do inverno e enfrentaria uma montanha de esqui. Alternei nos meses que antecederam minha viagem entre ansiedade, medo, vontade e desânimo. Um mês após ter decidido que eu tiraria férias para esquiar e ter convencido mais 4 amigos a nos acompanhar. Dos 4 apenas uma, a Gaby, bateu o pé que não se arriscaria e ficaria em casa colocando a leitura em dia. Os demais só falavam sobre o assunto cada vez que nos encontrávamos.

O tempo voou e cá estamos. O primeiro dia rolou uma expectativa inacreditável. Acordamos às 8h da manhã com o dia um pouco nublado, em que o céu e as montanhas se uniam transformando-se em uma coisa única. A temperatura era -9ºC. Tomamos um super café e seguimos para a estação. A Gaby decidiu que encararia a empreitada com a gente.

Confesso que ter um profissional, o Ola no caso, a tiracolo ajuda bastante. O primeiro choque veio ao experimentar a bota de esqui, que causa uma sensação bizarra de desconforto. Eu tinha a sensação de ter 5 quilos em cada pé. Pedi para experimentar uma maior, mas o Ola me convenceu que a bota tem que ficar bem justa. Com exceção do Roger, que optou pelo snow board, os demais seguiram para a próxima etapa para pegar os esquis, andando como um bando de patos.

minhas lindas botas

minhas lindas botas

A partir daí as coisas começaram a piorar. Andar já não era uma tarefa fácil, mas seguimos animados para comprar nossos passes para a semana. Depois fomos para a pista. Quando chegamos lá o desafio foi encaixar nossas botas nos esquis. Eu, que mal conseguia ficar em pé, entrei em desespero e tremia descontrolavelmente, enquanto tinha a sensação que meus amigos sorriam de orelha a orelha mal esperando pela primeira deslizada na neve.

Não foi tão simples. Todos, sem exceção, espatifaram na primeira investida. O Ola, que provavelmente ria por dentro, foi o mais paciente e tentou ajudar todos. Eu fiquei uns 5 minutos caída na neve, pois simplesmente não conseguia me levantar. Aos poucos eles foram se sentindo mais confortáveis, com exceção de mim e o Roger (o do snow board), que mal conseguiam parar em pé. A cada queda minha, eu tinha que esperar o Ola me alcançar e me levantar.

Os demais se arriscavam mais, enquanto eu soltava gritos histéricos cada vez que eu tentava qualquer movimento. A Gaby, que até então dizia que não ia esquiar, foi a a melhor no controle dos esquis. O segundo desafio foi o ski lift, em que nas primeiras vezes utilizamos o infantil. Mesmo assim eu caí na primeira e então o Ola decidiu me dar uma “carona” e eu fui junto com ele.

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Depois disso eu praticamente desisti do esqui e fiquei jogada na neve. O trio Marcos, Renato e Gaby deslizavam montanha abaixo me causando uma inveja incontrolável. A pior parte eram as crianças de 4 anos olhando curiosas para mim caída na neve, enquanto eu soltava um sorriso amarelo. O Roger me acompanhava no ranking sendo o segundo pior.

Eu acabei me entregando a cerveja e fiquei mofando num bar, enquanto o restante se esbaldava no novo esporte. A minha frustração era uma das maiores sentidas na vida. Eu queria chorar, afinal eu estava tão empolgada e não tinha conseguido, uma vez sequer, ficar em pé sozinha nos esquis.

No segundo dia eu tentei inventar uma desculpa para não esquiar. Enquanto todos saíram saltitantes e já almejando a montanha maior, eu queria meu dinheiro de volta. Depois do almoço segui com a Gaby rumo à estação e nos deparamos com o Roger assim que chegamos totalmente quebrado, após um tombo surreal. Rolou um pequeno alívio, porque enquanto a Gaby foi para a pista, eu decidi ser solidária e acompanhar o Roger ao bar, mas logo a Gaby tomou o maior tombo que eu tinha visto até então, o que rendeu a ela algo em torno de 1h sentada no meio da pista. Apesar da minha preocupação em saber o que tinha rolado, eu não tive coragem de ir até ela e voltei para a minha ideia inicial de tomar cerveja.

Nada grave rolou com a Gaby, enquanto com o Renato a situação era outra. Eles tinham subido na montanha maior e ele, já todo soltinho e confiante, acabou espatifando e torcendo o pé, porque o esqui não soltou. Resultado: game is over. Logo uma bola surgiu no pé e ele mal conseguiu calçar a bota para caminhar até o carro. Na volta para casa, eu resolvi ir para o estacionamento esquiando, já que não tinha nenhum declive. Fui sendo puxada pelo Ola, como as crianças são geralmente puxadas pelos pais.

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Hoje acordei um pouco mais animada, enquanto o Renato assumia que era hora de aposentar as botas. A minha decisão era fazer uma aula e vencer meu pavor de soltar meu corpo e ter domínio sobre ele. O início foi bom, o Ola me deu algumas aulas, eu tomei vários tombos, mas finalmente aprendi a me levantar sozinha. Também comemorei ao subir sozinha duas vezes no ski lift de adulto e encarar uma descida mais assustadora (para mim).

A Gaby foi o grande orgulho da turma, pois controlava bem a velocidade, deslizava suavemente pela neve, mas mesmo assim resolveu me acompanhar numa aula para me animar. Fizemos a aula e senti um pequeno avanço, pois finalmente consegui deslizar pela montanha sem me apoiar em alguém. Claro que isso não me poupou de tombos, mas o fato de ter aprendido a me levantar me ajudou a encarar melhor as quedas. O grande mico foi num dos ski lifts que eu espatifei em frente a uma grande fila logo após pegá-lo.

Terminei a aula bem feliz, pois finalmente eu conseguia controlar melhor minha velocidade e passear sem ajuda de ninguém. Ainda tenho medo de encarar descidas mais difíceis, em que sei que controlar a velocidade é para mim algo tão simples. O Roger foi outro que melhorou consideravelmente no snow board, inclusive descobriu que a prancha dele estava montada ao contrário, o que triplicou a dificuldade dele. De qualquer forma eu não concordo com pessoas que falam que snow board é mais fácil que esqui.

Esquiar é mais difícil do que imaginei, mas percebi que essa dificuldade varia demais de pessoa para pessoa. Eu me dei conta de que sou mais medrosa do que imaginei ao mesmo tempo que encaro como desafio e a queda não me desanima. É meio assustador até, porém agora vem aquela vontade de treinar até poder subir ao topo e descer deslizando sem beijar o chão uma vez sequer. Talvez não seja dessa vez, mas o pouco que consegui, me mostrou que esquiar é uma das coisas mais legais que fiz e já me faz pensar no próximo inverno para melhorar a minha performance.

É necessário muita paciência, mas a sensação vale a pena, que é a LIBERDADE que eu falei no meu último post. Enquanto se desliza você tem a sensação que vai voar e que pode, nesse momento, abraçar o mundo.

Indico a todos que nunca pensaram no assunto.

E obrigada ao Ola que, pacientemente, deu uma grande força a todos e se empolga tanto quanto nós a cada melhora que fazemos.

agências belgas se rebelam contra fazer concorrências

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

no mínimo inusitada e louvável este tipo de atitude.
e se você for clicando em todos os “continue reading” passará por todos os sites das agências.

noconcorrencias

via gringo.nu