Lembra quando as Havaianas eram só sandálias de borracha, baratas, que “não soltavam as tiras”, que era achada em qualquer supermercado, que o Chico Anysio usava e, assim como ele, muito provavelmente, a faxineira do seu prédio também tinha uma para a hora de lavar o piso do hall do seu prédio; lembra?
Lembra quando eles resolveram começar a variar as cores, os modelos, a grossura e a amarração das tiras, mudar o garoto-propaganda [Luiza Brunet na Caras, “todo mundo usa”, posicionar-se lá fora como “must have” de verão, abrir loja conceito? Lembra?!
Agora lembra do Uno, Fiat Uno ou Uno Mille? Lembra daquele frigobar motorizado, com aquele design que nunca conseguiu ser pelo menos simpático? Lembra do acabamento sempre nulo do interior do veículo? Lembra de já ter ouvido falar que “para ter um Uno, prefiro continuar a pé?” Pois é…
Lembrou, né? E o novo Uno, você já viu? O vi ao vivo, no aeroporto Santos Dumont, no último fim de semana. A transformação me deixou embasbacado.
A CREW foi a festa que deu certo em vários sentidos e já discorri sobre isso por aqui. O grande ganho foi chamar atenção para os produtores & DJs residentes, como Killer on the Dancefloor, Database, RRR só para citar alguns, que hoje ganharam espaço considerável na cena de música eletrônica nacional. Então eu acredito que temos que doar um pouco de alguma forma, por isso escolhi a Casa Taiguara para ajudar e nesse sábado, dia 22, faremos nossa primeira CREW beneficente por, para arrecadar fundos revertendo 100% da bilheteria e lucro com venda de bebidas para a instituição.
Line-up:
Database
Killer on the Dancefloor
Roots Rock Revolution
Lalai & I’m the Machine
Fabilipo
Fabrizio Martinelli
Tchiello K.
R$ 15,00 – entrada (valor único sem lista) – só aceita visa débito ou dinheiro
*fica duas quadras antes do Clube Glória.
Mais sobre a Casa Taiguara:
A Moradia Associação Civil, criada em 1993, acolhe crianças e adolescentes em situação de risco social, ou seja, aqueles que estão nas ruas ou em poder dos conselhos tutelares, em ambos os casos, afastados dos pais e familiares.
A instituição hoje se dividi em 5 unidades – a CASA TAIGUARA, a CASA TAIGUARINHA e a CASA TAIGUARA CRECA CASA VERDE, estas três atendendo cerca de 60 indivíduos, dos 4 aos 17 anos e 11 meses.
Nas Casas de Acolhida e na República, os meninos moram e têm oportunidade de voltar à escola e também desenvolver uma série de atividades que lhes agreguem valor cognitivo, físico, esportivo e cultural.
No entanto, nosso principal objetivo é tentar devolver esses garotos e garotas às famílias de origem. Para isso, contamos com psicólogos e assistentes sociais que fazem levantamentos e entrevistas domésticas, entendendo assim os porquês do afastamento e, desta forma, atuando com maior eficiência para que a reintegração familiar seja rápida e dinâmica.
Estima-se que mais de 6000 crianças e adolescentes já passaram pelas Casas Taiguara, desde 1993. A Moradia Associação Civil reafirma o seu total comprometimento com a melhoria do social e a transformação efetiva das comunidades carentes.
Nada me irrita mais que a Lei Cidade Limpa, que sempre traz empecilhos a projetos bacanas, sejam eles com marcas ou não. Obviamente fiquei imaginando essa vending machine por aqui. Feita pela Graffomat, seria com certeza o mote para uma boa guerrilha na cidade dando um pouco mais de cores e alegria nessa São Paulo tão cinza.
Não sei o que é melhor: a ideia ou a propaganda, que me fez rir um pouco aqui.
Esse tumblr, com capas animadas, foi o grande achado dessa sexta-feira. Caso ainda não viu, cola lá e adiciona nos favoritos, porque é uma capa melhor que a outra e com atualizações frequentes.
Não sei se acompanharam, mas a Santa Clara fez um filme belíssimo para a Neosaldina, em que comunica muito sutilmente que a medicação resolve a dor de cabeça e, a partir disso, fica muito mais fácil as pessoas se livrarem de seus outros problemas.
Eu sei bem o que é isso, pois eu sofro desse mal. Volta e meia eu estou enxaquecada e a concentração vai para o ralo, obviamente quando a minha dor de cabeça não é um ser presente, minha produção, atenção e criatividade ficam muito mais funcional.
Logo mais esse filme Balões sai do ar e entra em cena uma ação que vai dar a oportunidade às pessoas de mandarem seus problemas para os ares, assim como no filme. Na terça-feira eu estive na Santa Clara e pude soltar um balão com um probleminha que andava me enchendo o saco. Primeiro: me emocionei vendo o balão voando tão alto. Segundo: coincidentemente resolvi o problema nesse mesmo dia. Foi meio que jogar a toalha e gritar “chega”. Funcionou!
Uma coisa importente: Os balões utilizados na ação são biodegradáveis, originados de látex da seiva da seringueira. Eles contêm gás hélio, que é inofensivo por ser inerte e abundante na composição química da atmosfera, presos a barbantes feitos com 100% de algodão e cartões em papel reciclado, o que faz deles uma alternativa mais segura e sustentável.
O evento ainda vai rolar em breve nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Rio de Janeiro. Aguardem novidades e se deliciem com o filme, caso ainda não tenham visto.
Timelapse belíssimo feito com imagens do famoso Eyjafjallajökull, mas vamos concordar que a essas alturas dá até para achar que é chamada para o final de Lost.
Na quarta-feira passada a “Promoção de Verdade Perdigão” promoveu um petit comité na minha casa. Há tempos que venho ensaiando um, mas prepara-lo requer tempo, que é algo que tem me faltado em excesso.
Dando continuidade aos jantares, que foram feitos pelos blogueiros Cobra (Homem na Cozinha), Leandro (Cozinha Pequena), Faby (Rainhas do Lar) e Tatiana (Mixirica), encerramos com um evento bem especial aqui em casa.
Para fazer algo diferente, convidei o Gustavo Rigueiral (Chef a Porter) para elaborar os pratos, que privilegiou a cozinha brasileira. Os ingredientes Perdigão utilizados foram: linguiça paio, bacon, presunto parma e codorna, pois o desafio era justamente ter um produto da marca em cada prato preparado. A harmonização foi feita pelo Carlo Vidor.
A entrada foi caldinho de feijão com bacon, acompanhado de caipirinha de limão siciliano. Na sequência fomos servidor por figo, com presunto parma e queijo coalho derretido. A bebida foi vinho branco J.P. Chanet Blanc du Blancs. E então veio o prato principal: purê de cará com codorna desfiada, acompanhado de J.P. Chanet Cabernet Syrah. Esse foi, com certeza, um dos melhores pratos que comi nos últimos tempos. Não teve quem não repetiu a dose (tanto do prato quanto do vinho). A essa altura eu confesso: já estávamos todos bem alegrinhos. Harmonização não é para qualquer um! A noite se encerrou com mousse de chocolate com pimenta (de cheiro) e o melhor mojito que eu tomei na vida.
Super recomendo a quem ainda não experimentou, a correr no supermercado mais perto e procurar pela Codorna, da Perdigão, que é a delícia das delícias! E recomendo o vinho J.P. Chanet, que é francês e tem um preço bem acessível.
Quero agradecer os convidados, que deixaram a noite ainda mais especial: o Rico & Sandro (O Pequi), Ricado Lombardi (Desculpe a Poeira) & esposa, Renata Prazeres (que faz o melhor cupcake que eu já comi na vida), Vitor Angelo, Jeff Paiva & Luana, Bia Granja & Bob, Ana Laura, Mariana, Ola (aaaaaaah), Renato (aka rseefo) e Marcos, além da Rosa, que super nos ajudou na organização da casa e do Daniel Guarda, que registrou tudo.
Se um dia você precisar fazer um evento especial em casa, eu recomendo: contrate a dupla Gustavo (chef) e Carlo (harmonização), pois eles arrasam no que fazem.
E claro, um obrigado especial à Perdigão, que me proporcionou uma noite deliciosa com amigos como eu não tinha há muito tempo.
Brasileiro radicado na Alemanhã; professor de engenharia; frequenta festas de onde surgem o hype da cena eletrônica; diz ter influências como Kraftwerk, Nitzer Ebb, Front 242, New Order, Force Legato, Bomb the Bass, Robotiko Rejekto, Liaison Dangereuses and Anthony Rother.
Daí, o cara começa a fazer música com a, er… citricidade das frutas. “O coco é bem trance”. Segundo ele, rolou uma pesquisa das propriedades elétricas de diversos tipos de materiais, que ligados à um software para produção musical, permite transformar os pulsos elétricos que percorrem os vegetais em efeitos sonoros. Hmmmmm!
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.