Archive for janeiro, 2011

Volvo C30 e XC60 recebem pacote R-Design

terça-feira, janeiro 18th, 2011

Parachoques, grade dianteira e rodas exclusivas por fora. Revestimentos especiais em tecidos de couro, volante e pedais esportivos por dentro. Esse é o pacote R-Design da Volvo, com uma mistura perfeita entre esportividade e bom gosto nos modelos C30 e XC60, que chega no Brasil no primeiro semestre de 2011. Para saber mais sobre o pacote, clique no botão abaixo:

(mais…)

SOS Rio de Janeiro

segunda-feira, janeiro 17th, 2011

Mais uma vez nosso início de ano não passou incólume nas capas dos principais jornais do mundo, mostrando uma tragédia ímpar na região Serrana, do Rio de Janeiro. Mesmo não sendo o único ponto castigado pelas fortes chuvas no país, não há dúvidas de que foi um dos piores.

Não há como ver o noticiário ou capas de jornais e não chorar. Nesse final de semana eu resolvi fazer a minha parte, mesmo que pequena, mas que poderia ajudar algumas pessoas. Ontem eu abri todos meus armários e separei todas as roupas e sapatos que não uso mais, além de cobertores, roupa de cama, cobertores e toalhas. Coloquei até bolsa, mochila e fiz uma limpa no banheiro de produtos de higiene. Enchemos cerca de 10 sacolas, além dos edredons e cobertores. Comprei também litros de água, alimentos e caprichei mesmo foi na quantidade de absorvente, sabonete, escova e pasta de dente, que é algo que tem faltado.

A rede inteira do Pão de Açúcar está coletando doações. Caso você não tenha nada para doar, mas quer ajudar de algum jeito, compre velas, fósforo e absorvente (tem pacote por menos de R$2) e deixa no Pão de Açúcar (ou outro local que preferir). Com certeza fará diferença.

E como disse um amigo meu “doar é dar algo que está em bom estado” e não apenas “se livrar de coisas que você mandaria para o lixo”.

by Daniel Justi

Uma iniciativa bacana que vi hoje, foi do designer Daniel Justi, que resolveu trocar as fontes tipográficas que desenvolveu por doações. É bem simples, você escolhe uma conta oficial, faz o depósito e depois envia o comprovante para ele.

Valores:
A cada R$ 10 doado, escolha 1 peso de qualquer família; doando R$ 50, escolha 7 pesos; e doando R$100 ou mais, leve todas as fontes (15 no total).

Achei bem simpático e criativo o caminho que ele escolheu para ajudar. :)

Caso não possa fazer nada, ajuda a espalhar entre os amigos, pois qualquer forma de ajuda é bem-vinda.

Que tal se hospedar no mundo de Tron?

sexta-feira, janeiro 14th, 2011

Todo mundo já ouviu falar que a Suécia abriga um hotel feito de gelo construído anualmente, já que no verão ele vira água. As férias estão chegando e se hospedar no Icehotel é no mínimo uma experiência completamente diferente. Como nos dias atuais estamos em busca de experiências inusitadas, essa não pode ficar de fora.

A cada ano um artista diferente é convidado para desenhar o hotel. Para esse ano foram convidados os artistas ingleses Ben Rousseau e Ian Douglas-Jones, que desenharam o Icehotel na versão Tron. Foram utilizadas lâmpadas especiais, que parecem estar congeladas, fazendo lembrar uma boate.

Se você se animou com a ideia, a boa notícia é que ainda há disponibilidade para este inverno, por diárias para um casal varia entre R$ 300 e R$ 1.000,00. Caso não tenha muita certeza se é uma boa opção, sugiro dar uma conferida nas resenhas feitas por quem já foi no Trip Advisor.

O hotel fica às margens do Rio Torne, em Jukkasjärvi, a apenas 200 quilômetros ao norte do círculo ártico na Suécia. O gelo para construí-lo vem do rio. O Icehotel possui cerca de 80 quartos, sauna, cinema, teatro, museu, dois restaurantes e o ABSOLUT Icebar. A temperatura dentro do hotel é de -5ºC e para suportar o frio e dormir confortavelmente, o hotel oferece sacos de dormir especiais, camas cobertas com peles e até um curso para dormir em temperaturas tão baixas. Quem foi, garante que o lugar é de tirar o fôlego e atividades não faltam

O Icehotel foi o primeiro hotel de gelo a ser construído no mundo. Hoje é possível encontrar outros hotéis do gênero em outros lugares gelados do mundo, como no Canadá, Noruega, Finlândia, Suíça, Romênia. Para saber mais sobre ele, acesse http://www.icehotel.com.

*Esse post foi originalmente escrito para a Volvo Brasil.

Summer Sunstrokes

domingo, janeiro 9th, 2011

Um mixtape bem delicioso saindo do forno pra curtir o verão. Quem fez foi o namorildo/maridones Ola (aka I’m the Machine):

January Summer Sunstrokes by I’M The Machine on Mixcloud

Só Garotos por Patti Smith

sexta-feira, janeiro 7th, 2011

foto por Steven Sebring

Patti Smith é uma das minhas artistas favoritas. Já passei épocas ouvindo-a incansavelmente.

Além de acha-la genial, compartilho com ela uma paixão em comum: Rimbaud. Para mim ela é um dos maiores ícones femininos do rock’n roll. Marcou época, fez um dos melhores shows que vi na vida, me dando uma porrada no estômago.

Não tinha como deixar passar “Só Garotos“, não apenas por ela, mas pelo Robert Mapplethorpe, que eu também gosto, mas não conheço sua biografia muito a fundo.

“Só Garotos” é um livro sobre amor, música e arte. Patti narra sua história ao lado do Robert com uma maestria poética, que faz com que o leitor devore página por página, ávido por esmiuçar detalhes que, provavelmente, não sabia.

Eu sabia da história que viveram juntos e do quanto ela tinha sido intensa e conturbada, mas não sabia das suas nuances, ora romântica, ora trágica, ora cômica.

Patti passou maus bocados no início da sua aventura em NY e Robert foi uma das primeiras pessoas que conheceu por lá. Como o destino muitas vezes adora pregar deliciosas peças, eles acabaram se cruzando de forma inusitada posteriormente e não se largaram mais.

Primeiro veio o romance, a paixão, o amor, a dedicação, as decepções, as separações, as voltas até finalmente ela admitir, mais que ele, sua homossexualidade, que a deixava de fora da relação. Ainda assim continuaram dividindo a mesma casa, depois de uma grande odisséia pelo famoso Hotel Chelsea, que foi com certeza o estopim para eles saírem da miséria em que viveram e começarem a acontecer, afinal boa parte do sucesso são bons contatos, não? Aliás, as histórias que ela viveu e as pessoas com quem ela cruzou enquanto viveu no Chelsea são sensacionais.

Ela conta a história de como o Robert migrou dos desenhos e colagens para a fotografia, onde acabou se firmando de fato.

Além da história dos dois juntos, o livro discorre sobre a cena efervescente que rolava no final dos anos 60 e início dos 70; do Max’s Kansas City, que foi frequentado pelo Andy Warhol e abrigou a cena do glam rock e shows de artistas como Iggy Pop, The Velvet Underground, David Bowie, Lou Reed e após a sua reabertura após um breve fechamento, mais um monte de nomes conhecidos, incluindo a banda recém-lançada da Patti Smith, que até então nunca tinha cogitado cantar na vida, que dedicava totalmente à poesia, Rimbaud e desenhos, sempre acompanhada de bons discos rolando na vitrola.

Há curiosidades, como o fato da Patti Smith nunca ter sido ligada em droga e bebida, apesar do tipo meio junkie que ela tinha. A história termina como já sabemos, com Robert sucumbindo junto com seu companheiro Sam Wagstaff, um dos seus grandes mentores, que acabou o levando um ano antes.

O livro foi escrito por um pedido do próprio artista quando já estava no leito de morte. Ao ler o livro, percebe-se que não deve ter sido uma tarefa fácil, tanto que o livro saiu do forno no ano passado, após 22 anos desde a morte do Robert Mapplethorpe.

Se você gosta de rock’n roll, arte e literatura não pode deixar de cogitar a leitura. O livro vale cada linha e é daqueles que quando você termina, você quer ir atrás da lista de referências que foi anotando ao longo da leitura.

Coincidentemente eu emendei no “A Vida dos Artistas”, Calvin Tomkins, que acaba complementando de alguma forma “Só garotos”, já que retrata alguns artistos muito citados pela Patti Smith, mas essa é uma história para um próximo post. :)

O ódio

quinta-feira, janeiro 6th, 2011

Eu já odiei alguém do fundo da alma. Bastava cruzar com ela para subir aquele gosto amargo na boca. Nessa época eu tinha uns 19 anos e foi a primeira pessoa que odiei na vida. Sempre pensava como seria se ela morresse, até o dia em que ela quase morreu. Chorei copiosamente, pois senti que eu tinha culpa por ter projetado tanto sentimento negativo nela.

Depois disso eu resolvi avaliar o porquê de sentir tanto ódio por ela. Na minha auto-análise eu me dei conta de que ela, de alguma forma, ressaltava todos os meus defeitos, muitas vezes refletidos nos próprios defeitos dela. Perto dela as minhas fraquezas pareciam todas expostas.

Desde então eu nunca mais odiei alguém, não porque deixaram de ressaltar meus defeitos, mas porque decidi aprender a lidar com isso de uma forma mais simples. Não sou uma pessoa perfeita, portanto há pessoas que eu não gosto, mas raramente elas me incomodam, porque se incomodam, eu trato logo de entrar no modo freudiano para saber o que me incomoda nela.

Não sou a melhor pessoa do mundo e nem tenho a pretensão de ser. Tenho meus defeitos, alguns já sei que me seguirão até a próxima vida; não sou uma pessoa muito paciente; acabo exigindo das pessoas um pouco mais do que, talvez, elas poderiam dar, afinal cada um tem sua limitação ou simplesmente não estão afim de atender às suas expectativas, as quais eu não deveria ter, mas que muitas vezes essas próprias pessoas me “vendem” algo que elas não podem oferecer.

Eu amo pessoas e parto do princípio que todas valem a pena. Tenho meus rompantes, mas tenho meu lado generoso e acabo me doando um pouco além do que eu deveria, por isso vou passar a vida eternamente tendo meus momentos de decepção.

Não entendo o ódio de pessoas que gastam seus dias falando por trás sobre você e na frente finge que te ama, quando tudo que quer é encher um revólver de balas e encher sua cara de tiros. É, tem ódios extremos e isso me causa espanto.

Eu entendo alguém sentir raiva da gente, mas alimenta-la à exaustão e compartilha-la com o mundo, é algo que eu penso o quanto você expõe para ela coisas que ela não suporta nela mesmo, seja lá o que for. Afinal passar dias e dias perguntando sobre você e maquinando com pessoas que você gosta (sic!) como socar a sua cara ou te encher de tiros (mesmo que figuramente falando), é porque realmente você fez essa pessoa mergulhar profundamente em algo que ela não estava preparada.

O ódio faz muito mais mal para quem o nutre. Para aos odiados, muitas vezes resta simplesmente o choque, a incredulidade da maldade, um tiro na testa, basta olhar esse monte de guerra aí, né minha gente?

E viva 2011 que antes mesmo de tanto ódio vir à tona, já tinha sido decidido como o ano da grande limpa e por aqui ela já está começando.

Desculpem-me o desabafo, mas às vezes é necessário escrever para se sentir bem.

Simplesmente neve

quinta-feira, janeiro 6th, 2011

Eu amo neve. Lembro-me da primeira vez que vi, que senti, que me emocionei com ela. Lá estava eu passando uma temporada na Suécia. O ano era 1997 e tudo era novidade para mim. Tinha saído de um emprego confortável, mas entediante; de um relacionamento longuíssimo que achei que era para sempre, para me aventurar e iniciar a transformação que resultou no que sou hoje.

Cheguei na Suécia no início de outubro de 97. Ainda dava para sentir os resquícios do verão, mas logo já não era possível sair de casa sem uma malha, jaqueta, cachecol, luvas e botas. Nas filas das festas serviam café para amenizar o frio na espera. Só no início de dezembro é que vi os primeiros flocos de neve. Foi uma baita emoção. Por dias a fio tudo que eu queria era afundar meus pés na neve fofa, levar meus escorregões, sentir a neve batendo no meu rosto. Logo me mandei para Londres, onde troquei a neve por uma chuva constante.

Voltei a ver somente em 2007, quando fui para Praga. No meu último dia por lá, a neve chegou e me fez feliz novamente, porém durou pouco, pois logo embarcaria para Paris, onde a neve passava longe na época.

Há um ano atrás me reúne entre amigos e fomos passar o carnaval entre Suécia e Noruega. O intuito era esquiar. No nosso grupo de 6 pessoas, apenas um, apesar de ter viajado inúmeras vezes, nunca tinha visto neve. Quando cheguei na casa do Ola e vi a frente da casa com metros e metros de neve, com o mar a frente completamente congelado, abri o sorrisão, pois já sabia que me divertiria como criança. Não foi diferente. Quando todos chegaram e resolvemos atravessar o mar andando, logo nos jogamos na neve, fizemos “anjos”, pulamos, mergulhamos e ríamos. Parecíamos um grupo adolescente (talvez éramos). O Renato, que nunca tinha visto neve, era um dos mais animados do grupo. Depois disso seguimos pra Suécia e passamos uma semana com a neve cobrindo cerca de 70cm da casa e em algumas partes, mais de 1m.

Eu gosto do mundo branco, eu gosto do por do sol que ele nos proporciona, eu gosto da luz que ele emana, eu gosto da arte que ele cria sozinho. Não me canso de olhar à minha volta e ter o branco cobrindo tudo. Ela me acalma e realça a beleza do mundo.

casa do Ola e os amigos se divertindo no mar congelado

Ok, estou bem brega hoje, mas o vídeo abaixo super me inspirou e ainda ajudou a levantar o astral de um amigo que estava todo borococho hoje. Neve real agora só no final do ano. Se você estiver derretendo por aí como eu aqui, dá um play e contemple:


Dutch Winter from Kasper Bak on Vimeo.