Archive for fevereiro, 2011

James Blake

domingo, fevereiro 6th, 2011

James Blake produz delícias sonoras, recheadas de batidas esquisitas, nem sempre tão fáceis, mas que sentimos a necessidade de enfiar os fones no ouvido, colocar no último volume, fechar os olhos e viajar. É a trilha perfeita para momentos de calmaria ou reflexões. Funciona bem na estrada, especialmente num dia ensolarado, mas também cai bem com chuva. James Blake combina com tudo.

O novo clipe “The Wilhelm Scream” cheio de cores e puro blur nos remete ao etéreo, o sonho que vai ganhando forma e termina quando se materializa. É lindo de morrer, assim como a música.

No ano passado o produtor inglês brilhou com 3 EPs: Limit to your love (a mais conhecida e que chamou atenção da crítica e colocou ele no ouvido do povo), Klavierwerke e CMYK. Dia 15 de fevereiro é lançado oficialmente o álbum “James Blake”, mas que já anda rodando um bocado por aí. No álbum James Blake também canta e segue o mesmo caminho que os eps, um trabalho bem melancólico.

Se não viu ainda, aperta esse play logo porque não vai se arrepender e vai acabar se derretendo pelo artista:

O novo álbum James Blake:

1. Unluck
2. The Wilhelm Scream
3. I Never Learnt To Share
4. Lindesfarne I
5. Lindesfarne II
6. Limit To Your Love
7. Give Me My Month
8. To Care (Like You)
9. Why Don’t You Call Me
10. I Mind
11. Measurements

Stop the water while using me

sábado, fevereiro 5th, 2011

Muito foda essa animação:


Stop the water while using me – TVC from Pixelbutik on Vimeo.

Soulman

sábado, fevereiro 5th, 2011

Um dos clipes mais incríveis que vi esse ano feito para Ben L’Oncle Soul, para a música Soulman (em inglês). A música é foda também e caiu como uma luva nesse sábado ensolarado. Ouve aí:


BEN L’ONCLE SOUL -SOULMAN- English Version (Official Music Video) from // Videodrome on Vimeo.

PJ Harvey: novo single

sábado, fevereiro 5th, 2011

PJ Harvey, uma das minhas grandes musas, lançou recentemente o novo single “The Words That Maketh Murder” e confirmou que vai tocar no Primavera Sound, que rola no final de maio em Barcelona. Ai ai ai… vamos todos fazer dobradinha Primavera & Sonar? Hehehehehe…. ainda lembro dela magnífica no palco do extinto Tim Festival, lá no Jockey, e eu me acabando com a música, com ela, com tudo. Alguém traz ela de novo pra tocar no Brasil, por favor!?!??

Ouve aí, porque ela continua fantástica como sempre:

O maior puxadinho do mundo

sábado, fevereiro 5th, 2011

A edição de fevereiro da Wallpaper é uma edição especial “Design Awards 2011“. No Brasil ela chegou com o Rio de Janeiro na capa, que foi eleito a melhor cidade do mundo.

Entre todos os eleitos, o que mais me chamou a atenção nem foi o Rio (porque o Rio é incrível mesmo), foi a “maior casa do mundo (e a mais cara)”, que na minha leitura, mesmo com toda a chiquesa que a casa se apresente, pareceu um imenso puxadinho que não pára de crescer.

A casa se chama Antilia Tower e pertence a uma família do magnata Mukesh Ambani, o cara mais rico da Ásia. Na verdade ele tem é um puxadão!

A “casa” tem 173m de altura!! Só para comparar, a famoso prédio do Banespa no centrão tem 161,22m. A Antilia Tower tem 27 andares e vagas para 160 carros, 3 helipontos, um estúdio de dança e yoga, um centro de saúde, uma academia, uma sala de cinema com 50 lugares, várias piscinas, além de quartos luxuosos para hóspedes, 3 andares de jardins suspensos e cerca de 600 pessoas trabalhando na casa.

O projeto foi executado por Perkins+Will e Hirsch Bedner Associates, custou por volta de 1 bilhão de dólares, levou 3 anos para ficar pronta e sinceramente é uma casa bizarra e pra lá de ostensiva em meio a cidade de Mumbai, na Índia. Claro que a construção tem sido criticada pelo governo local, por grupos de ativistas ecológicos, que reportaram um gasto de 99.000 livras na primeira conta de energia elétrica da casa e até a Marinha indiana que considera os heliportos ilegais.

Na semana passada eu e a Ana Laura tivemos um papo incrível com o Bernardo de Aguiar, que trabalha e é um estudioso em tendências. Entre muitas coisas interessantes, foram 2 pontos que ficaram martelando nas nossas cabeças. O primeiro, o óbvio “agorismo”, que é o que vivemos atualmente num consumo desenfreado e sem consciência. O segundo foram as saudades que sentiremos do século XX, especialmente dos anos 90, que marcou o apogeu da economia brasileira. As tragédias provocadas por ações implacáveis da natureza é apenas resultado de como temos lidado com o mundo. A Antilia Power é apenas uma grande (e põe grande nisso) amostra desse “agorismo”.

O TED em livros

sábado, fevereiro 5th, 2011

TED Books

O TED lançou nessa última semana o TED BOOKS, que de acordo com eles é para ler numa sentada só. Como ando com o tempo curtíssimo e mal conseguindo ler minha pilha de livros, decidi gastar US$ 2,99 (quase nada por um livro) e experimentar. Cá estou com a edição do “The Happiness Manifesto” em mãos e já me dei conta de que vou precisar de algumas sentadas para lê-lo.

O lançamento veio com 3 livros e a ideia é ter novos lançamentos em breve:

Nic Marks: The Happiness Manifesto: How Nations and People Can Nurture Well-Being
Juan Enriquez and Steve Gullans: Homo Evolutis: Please Meet the Next Human Species
Gever Tulley: Beware Dangerism! Why We Worry About the Wrong Things, and What It’s Doing to Our Kids

O lançamento foi feito em conjunto com a Amazon. Corre lá e já comece sua coleção.

via @daniarrais

Google Art Project

sábado, fevereiro 5th, 2011

Google Art Project

O Google lançou um projeto incrível com o Google Street View, em que “invadiu” alguns dos principais museus do mundo e agora você pode percorrer seus corredores sem gente te empurrando, sem precisar dar saltos para conseguir ver a obra, com apenas um clique. O Google Art Project te dá o gostinho de visitar vários museus sem sair do seu sofá.

Acho que é um jeito legal também de se preparar previamente para visitar um museu. Alguns dos meus favoritos estão por lá. Ah, e passa no Van Gogh, que é o museu que me fez chorar emocionada. Eu senti falta do Museu do Prado e D’Orsay.

Outra coisa bacana é que é possível criar uma coleção de arte, reunindo suas obras favoritas.

Icebook

sexta-feira, fevereiro 4th, 2011

Lindo de morrer. Aperte o play e veja até o final:


The Ice Book (HD) from Davy and Kristin McGuire on Vimeo.

Dica do @olapersson

Circuito R-Design: 1 dia por São Paulo – parte 3

sexta-feira, fevereiro 4th, 2011

foto by confissões de uma garota a beira dos 30

Depois de meio dia batendo perna no centro de São Paulo, foi a vez de dar aquela parada clássica para um almoço à altura do deleite visual que tive. O local escolhido foi o Sal Gastronomia, que fica dentro da Galeria Vermelho.

Foi uma tarde agradável, pois o merecido almoço merecia tempo suficiente para degusta-lo sem qualquer pressa. O Sal Gastronomia tem à frente o chef Henrique Fogaça, que em 2008 e 2009 foi premiado pela Veja São Paulo, como chef revelação. E vou falar, o homem é puro talento na cozinha, já que enquanto esperamos pela nossa mesa, ficamos no balcão degustando o couvert e suco de abacaxi com manjericão, que é refrescante, inusitado e energético. À frente do balcão é possível acompanhar todo o preparo dos pratos, feito por uma equipe robusta. A fome só vai aumentando, claro! O couvert vem com uma variedade de pães, uma deliciosa manteiga suave e adocicada e dois tipos de patês.

foto by confissoes de uma garota a beira dos 30

O local tem movimento intenso, por isso ir lá com pressa pode ser um tiro no pé. O Sal é pequeno e tem apenas 35 lugares disponíveis para sentar. O clima é aconchegante e despretensioso. Na decoração há trabalhos lindíssimos da artista Chiara Banfi.

Estávamos em 3 pessoas e ficamos durante a nossa espera pela mesa na maior crise para escolher nossos pratos. Um parecia mais apetitoso que o outro. Acabamos recorrendo às dicas deixadas no Foursquare. Por lá o campeão é o atum com arroz negro e o entrecote, que infelizmente não tinha.

Quando finalmente nos sentamos, a decisão foi pedir uma garrafa de vinho rosé para ajudar a refrescar a tarde que estava quente, enquanto martelávamos sobre os pratos. Eu e o Renato acabamos optando pelo atum com crosta de gergelim ao molho teryiaki, arroz negro, pupunha e cubos de tomate. O Ola foi de magret de pato ao vinho do porto, purê de mandioquinha, cebolinha ao caramelo de capim santo e banana. Duas escolhas acertadíssimas. Foi um almoço dos deuses. O purê de mandioquinha era de fechar os olhos para comer. Divino!!! Entendemos logo porque o Henrique Fogaça anda tão em alta e o Sal tão em evidência. Além de saborosos, os pratos se apresentam de tal forma que dá até dó desfaze-lo. É contemplação para os olhos e deleite para o paladar.

foto by Travel Avenue

Atum com crosta de gergelim

foto by Travel Avenue

magret de pato

Depois de tudo, o que eu mais almejei na vida foi uma rede e uma sombra bem fresca. Tomamos um café, encontramos alguns amigos que chegavam para almoçar por lá e com aquela preguicinha pós-almoço, fomos visitar a Galeria Vermelho.

A Galeria está abrigando atualmente a exposição “Livre Tradução” que reúne trabalhos dos artistas Gabriela Albergaria, Leya Mira Brander, Dora Longo Bahia, Marilá Dardot, Chelpa Ferro, Maurício Ianês, Detanico Lain, João Loureiro, Odires Mlászho, Fabio Morais, Rosângela Rennó, Dias & Riedweg, Marco Paulo Rolla, Daniel Senise, Ana Maria Tavares e Carla Zaccagnini.

foto by Ola Persson

A exposição apresenta obras que utilizam procedimentos técnicos próximos aos empregados em livros, catálogos e enciclopédias, como aforismos, citações, notas de rodapé, releituras, traduções ou verbetes. Livre Tradução fica em cartaz até 19 de fevereiro.

Vale a visita. Depois de rodar a galeria, foi a vez de ir para casa, se jogar no sofá para recarregar as baterias, afinal a noite terminaria no D-Edge.

novo D-Edge - fachada

Seria a primeira vez que eu tocaria no clube após a reforma. Aliás, seria a primeira vez que eu iria lá após a reforma. Convidei o Ola para dividir as pickups comigo e estávamos beeeem ansiosos pela responsabilidade. Afinal era uma sexta-feira, a festa era a concorrida Freak Chic com uma edição especial DFA. Sentiu a responsa??? O outro desafio é que tocaríamos no lounge. Quem diz que eu tenho música para tocar em lounge no meu case?

pista nova d-edge

No decorrer da semana fomos ouvindo várias coisas e tentando montar um set bem coerente e que não fugisse muito à proposta da noite, que tem house como base. Nos preparamos e lá fomos nós a bordo do C-30. Outro desafio: quem dirigisse não poderia beber! Hehehehe… claro que entreguei à missão ao Ola, afinal depois de um dia com tanta bateção de perna, eu super merecia ter uma noite regada a champagne.

Chegamos por volta da 0h15 e a fila já virava o quarteirão. Eu me surpreendi com a casa nova, que duplicou o tamanho e tem agora um terraço com uma vista incrível da Barra Funda e onde tem a maior concentração de pessoas por m2 no clube. O lounge é pequeno, aconchegante e com uma luz não tão baixa. Um ótimo lugar para encontrar os amigos, bebericar drinks e colocar a conversa em dia. Abrimos o lounge à 0h30 conforme previsto e em 15 minutos o local lotou. Acabamos nos rendendo e tocando eletro & house com umas pitadas funkeadas. Confissão: no final não resisti e soltei um break, Hands Up – Ed solo & Deekline – Stanton Warriors remix – West Bam Edit, e vou falar que todo mundo se reuniu em volta das pickups e formou uma pista à nossa frente com todo mundo dançando.

A vontade de continuar tocando rolou, mas infelizmente uma hora depois o DJ que entraria na sequência já preparava o equipamento.

Depois foi só relaxar e se jogar na pista. A noite foi ótima, já que muitos dos amigos estavam por lá. Então, além de ter tido o prazer de tocar (e tocar no D-Edge é sempre uma honra), foi bom colocar o papo em dia com pessoas que eu não via há um tempão.

Eu sempre recebo email de pessoas que me conhecem ou me acompanham de alguma forma, pedindo dicas do que fazer em uma rápida passagem em São Paulo. O Circuito R-Design é uma sugestão de uma tour pela cidade por um dia, com direito a comidinhas e badalação, além de momentos de puro prazer com essa cidade, que a princípio parece sisuda, mas é só uma armadura que esconde uma cidade encantadora.

**O Circuito R-Design foi feito a convite da Volvo, que nos cedeu um modelo C-30 T5 R-Design, turbinadíssimo para nos levar pra cima e pra baixo. Eu me derreti pelo meu circuito e também pelo carro. Essa sequencia de posts não se trata de publieditorial, é apenas um jeito de compartilhar toda a experiência que tive para desvendar charmes paulistanos. E isso tudo é apenas um “cadinho” de tudo de bacana que rola fazer por aqui. Quem me conhece sabe o quanto sou apaixonada por São Paulo. Quem quiser dicas, estou por aqui.

o Renato e nosso carro companheiro na empreitada by Ola Persson

Enjoy!

Circuito R-Design: um dia por São Paulo – parte 2

quinta-feira, fevereiro 3rd, 2011

O centro de São Paulo tem um ar nostálgico, os calçadões, o vai e vem de pessoas de todos os tipos possíveis, o ar que transpira pressa. No final de semana o ar nostálgico continua, mas dá lugar a calmaria que se instal nas suas ruas, as portas do comércio cerrado.

No post anterior, eu terminei o circuito R-Design no Edifício Martinelli, que eu coloco as mãos no rosto envergonhada ao assumir que pouco reparei nele até essa última passeada. Vou falar: a construção é de encher os olhos!!!! Imponente com seu estilo art-deco, ele deve estar no roteiro de quem está afim de se aprofundar um pouco mais na história da arquitetura da nossa cidade. Além disso, ele é um marco na arquitetura nacional e foi um símbolo de progresso para a cidade (na mesma época em que a bolsa de NY quebrou).

Para quem não sabe, a festa luxo de 15 anos do SPFW foi no topo do edifício. Dá uma olhada na vista incrível:

foto por Carlos Prates pra RG

Imprescindível conhecer. Ele é lindo de morrer. Aproveita e siga a minha dica final de marcar uma visita guiada e se jogar  nas histórias recheadíssimas que a construção abriga.

Subindo a Av. São João, eu cheguei no meu canto favorito dessa parte do Centro: a Praça Antonio Prado, que possui em estilo retrô um coreto, dois quiosques com engraxates à moda antiga, uma banca de jornal e cabine telefônica. Em volta tem a Bovespa (que eu tenho um certo fetiche, confesso), o famoso prédio do Banespa, que é um dos principais pontos da região e o São Jorge, para dar uma parada, sentar para contemplar esse delicioso canto enquanto se deleita com um copo de chopp bem tirado (recomendo sentar na varanda). Estando ali durante a semana, recomendo fortemente uma subida no topo do Banespa, que tem 161,22m de altura e proporciona uma das vistas mais lindas de São Paulo. As visitas rolam de 2ª à ª das 10 às 15h.

Os prédios que cercam a praça com o Banespa ao fundo:

foto by Eduardo Záratefoto tirada por Eduardo Zárate

Depois de uma relaxada por ali, seguimos para o Centro Cultural Banco do Brasil, que fica na Rua Álvares Penteado x Rua da Quitanda (olha no mapa antes, porque é super fácil se perder por ali). O prédio foi construído para abrigar a 1ª agência do Banco do Brasil, em São Paulo, nos anos 20. O arquiteto que executou o projeto foi Gustavo Pujol e se diferencia por janelas emolduradas por imensas pilastras. Quando decidiram transformar o local num centro cultural, acabaram convidando Luiz Telles para executar o projeto. O CCBB foi inaugurado em abril de 2001 com toda pompa merecida. A programação é sempre intensa e vale a pena ficar de olho. Várias exposições importantes, assim como espetáculos, já passaram por lá. Atualmente o CCBB está com a exposição “Islã: Arte e Civilização”, que reúne 300 obras contando 1.400 anos de história do Islã. A exposição fica por lá até 27 de março com acesso gratuito.

foto tirada por Ola Persson

Além da agenda cultural, o CCBB conta com um delicioso café, com uma charmosa área externa para dias ensolarados. Também tem uma pequena loja, que sempre tem achados literários e objetos de design.

foto tirada por Ola Persson

Vale se perder nas ruas XV de Novembro, da Quintada, Álvares Penteado, entre outras, apenas apreciando os edifícios construídos na primeira metade do século XX e que muito contam sobre a história de São Paulo.

Ao redor tem várias coisas, mas como o tempo estava se esgotando, acabamos nos refrescando no jardim do Pateo do Collegio, que tem um pequeno restaurante, com preços honestos e atendimento bem simpático.  Vale lembrar que o Pateo já tem cerca de 450 anos de história pra contar. Com um país tão novinho como o nosso, ele é super jovem. Super bem conservado, arborizado, com aquele sino imenso na entrada disponível para quem quiser tocar, o jardim interno e a vista de um lado da cidade mais degradado (o Parque Dom Pedro).

eu no pateo by ola persson

área interna do pateo by ola persson

O Pateo é sede de diversos eventos,casamentos, além de abrigar o museu, a cripta de José de Anchieta, a igreja no local onde foi realizada a primeira missa da cidade, a biblioteca temática, e abriga ainda diversos projetos sociais, como o Centro Loyola,projeto OCA e o projeto EMBU.

Eu tive o privilégio de tocar lá numa edição da Virada Cultural em plena luz do dia. Foi um contraponto para mim a festa e o local, o que eu adorei.

Para voltar para o local onde partimos, decidimos subir a Rua São Bento até a Praça do Patriarca, que em em 2002 ganhou o pórtico-cobertura-monumental de estrutura metálica e fatura ultra-contemporânea, projetado por Paulo Mendes da Rocha, juntamente com Eduardo Colonelli.

A Praça do Patriarca já foi um lugar bem feio onde eu sempre passava para ir até a antiga loja Woodstock, que ficava em frente ao metrô Anhangabaú. A nova obra deu uma cara mais acolhedora e artística ao local. Sempre há intervenções por ali, além dar uma visual bem mais arrojado, que contrasta com a arquitetura que cerca o pórtico:

Pórtico Cobertura @ Praça do Patriarca

Atravessamos o Viaduto do Chá, que dá uma bela visão do Vale do Anhangabaú por completo; atravessamos a Barão de Itapetininga até alcançar a Praça da República. Confesso que por ali pouco chama a minha atenção com exceção dos pregadores de vida extra-terrena, que estão sempre com cartazes e TV ligada no meio do calçadão.

Antes de terminar nossa jornada, acabamos caminhando até o Copan, um dos marcos mais lindos de São Paulo. Acabamos tirando fotos, percorrendo as lojas. Por ali há dois lugares que valem um parada, seja durante o dia ou à noite: o Bar da Onça (não sou fã de almondegas, mas eles fazem as melhores do mundo) e a Padaria Santa Efigênia (opte pelo sanduíche mineiro, que é com queijo branco e filé).

Copan by Ola Persson

No próximo post, que é a terceira e última do Circuito R-Design, eu falo sobre a parte gastronômica, que me fez lamber os beiços e também de onde a noite terminou (e foi longa!!!).