
Depois de meio dia batendo perna no centro de São Paulo, foi a vez de dar aquela parada clássica para um almoço à altura do deleite visual que tive. O local escolhido foi o Sal Gastronomia, que fica dentro da Galeria Vermelho.
Foi uma tarde agradável, pois o merecido almoço merecia tempo suficiente para degusta-lo sem qualquer pressa. O Sal Gastronomia tem à frente o chef Henrique Fogaça, que em 2008 e 2009 foi premiado pela Veja São Paulo, como chef revelação. E vou falar, o homem é puro talento na cozinha, já que enquanto esperamos pela nossa mesa, ficamos no balcão degustando o couvert e suco de abacaxi com manjericão, que é refrescante, inusitado e energético. À frente do balcão é possível acompanhar todo o preparo dos pratos, feito por uma equipe robusta. A fome só vai aumentando, claro! O couvert vem com uma variedade de pães, uma deliciosa manteiga suave e adocicada e dois tipos de patês.

O local tem movimento intenso, por isso ir lá com pressa pode ser um tiro no pé. O Sal é pequeno e tem apenas 35 lugares disponíveis para sentar. O clima é aconchegante e despretensioso. Na decoração há trabalhos lindíssimos da artista Chiara Banfi.
Estávamos em 3 pessoas e ficamos durante a nossa espera pela mesa na maior crise para escolher nossos pratos. Um parecia mais apetitoso que o outro. Acabamos recorrendo às dicas deixadas no Foursquare. Por lá o campeão é o atum com arroz negro e o entrecote, que infelizmente não tinha.
Quando finalmente nos sentamos, a decisão foi pedir uma garrafa de vinho rosé para ajudar a refrescar a tarde que estava quente, enquanto martelávamos sobre os pratos. Eu e o Renato acabamos optando pelo atum com crosta de gergelim ao molho teryiaki, arroz negro, pupunha e cubos de tomate. O Ola foi de magret de pato ao vinho do porto, purê de mandioquinha, cebolinha ao caramelo de capim santo e banana. Duas escolhas acertadíssimas. Foi um almoço dos deuses. O purê de mandioquinha era de fechar os olhos para comer. Divino!!! Entendemos logo porque o Henrique Fogaça anda tão em alta e o Sal tão em evidência. Além de saborosos, os pratos se apresentam de tal forma que dá até dó desfaze-lo. É contemplação para os olhos e deleite para o paladar.

Atum com crosta de gergelim

magret de pato
Depois de tudo, o que eu mais almejei na vida foi uma rede e uma sombra bem fresca. Tomamos um café, encontramos alguns amigos que chegavam para almoçar por lá e com aquela preguicinha pós-almoço, fomos visitar a Galeria Vermelho.

A Galeria está abrigando atualmente a exposição “Livre Tradução” que reúne trabalhos dos artistas Gabriela Albergaria, Leya Mira Brander, Dora Longo Bahia, Marilá Dardot, Chelpa Ferro, Maurício Ianês, Detanico Lain, João Loureiro, Odires Mlászho, Fabio Morais, Rosângela Rennó, Dias & Riedweg, Marco Paulo Rolla, Daniel Senise, Ana Maria Tavares e Carla Zaccagnini.

A exposição apresenta obras que utilizam procedimentos técnicos próximos aos empregados em livros, catálogos e enciclopédias, como aforismos, citações, notas de rodapé, releituras, traduções ou verbetes. Livre Tradução fica em cartaz até 19 de fevereiro.
Vale a visita. Depois de rodar a galeria, foi a vez de ir para casa, se jogar no sofá para recarregar as baterias, afinal a noite terminaria no D-Edge.

novo D-Edge - fachada
Seria a primeira vez que eu tocaria no clube após a reforma. Aliás, seria a primeira vez que eu iria lá após a reforma. Convidei o Ola para dividir as pickups comigo e estávamos beeeem ansiosos pela responsabilidade. Afinal era uma sexta-feira, a festa era a concorrida Freak Chic com uma edição especial DFA. Sentiu a responsa??? O outro desafio é que tocaríamos no lounge. Quem diz que eu tenho música para tocar em lounge no meu case?

No decorrer da semana fomos ouvindo várias coisas e tentando montar um set bem coerente e que não fugisse muito à proposta da noite, que tem house como base. Nos preparamos e lá fomos nós a bordo do C-30. Outro desafio: quem dirigisse não poderia beber! Hehehehe… claro que entreguei à missão ao Ola, afinal depois de um dia com tanta bateção de perna, eu super merecia ter uma noite regada a champagne.
Chegamos por volta da 0h15 e a fila já virava o quarteirão. Eu me surpreendi com a casa nova, que duplicou o tamanho e tem agora um terraço com uma vista incrível da Barra Funda e onde tem a maior concentração de pessoas por m2 no clube. O lounge é pequeno, aconchegante e com uma luz não tão baixa. Um ótimo lugar para encontrar os amigos, bebericar drinks e colocar a conversa em dia. Abrimos o lounge à 0h30 conforme previsto e em 15 minutos o local lotou. Acabamos nos rendendo e tocando eletro & house com umas pitadas funkeadas. Confissão: no final não resisti e soltei um break, Hands Up – Ed solo & Deekline – Stanton Warriors remix – West Bam Edit, e vou falar que todo mundo se reuniu em volta das pickups e formou uma pista à nossa frente com todo mundo dançando.
A vontade de continuar tocando rolou, mas infelizmente uma hora depois o DJ que entraria na sequência já preparava o equipamento.
Depois foi só relaxar e se jogar na pista. A noite foi ótima, já que muitos dos amigos estavam por lá. Então, além de ter tido o prazer de tocar (e tocar no D-Edge é sempre uma honra), foi bom colocar o papo em dia com pessoas que eu não via há um tempão.
Eu sempre recebo email de pessoas que me conhecem ou me acompanham de alguma forma, pedindo dicas do que fazer em uma rápida passagem em São Paulo. O Circuito R-Design é uma sugestão de uma tour pela cidade por um dia, com direito a comidinhas e badalação, além de momentos de puro prazer com essa cidade, que a princípio parece sisuda, mas é só uma armadura que esconde uma cidade encantadora.
**O Circuito R-Design foi feito a convite da Volvo, que nos cedeu um modelo C-30 T5 R-Design, turbinadíssimo para nos levar pra cima e pra baixo. Eu me derreti pelo meu circuito e também pelo carro. Essa sequencia de posts não se trata de publieditorial, é apenas um jeito de compartilhar toda a experiência que tive para desvendar charmes paulistanos. E isso tudo é apenas um “cadinho” de tudo de bacana que rola fazer por aqui. Quem me conhece sabe o quanto sou apaixonada por São Paulo. Quem quiser dicas, estou por aqui.

Enjoy!