Mayer Hawthorne: A long time
domingo, agosto 7th, 2011Demais esse clipe retrô do Mayer Hawthorne. Pura nostalgia:
[reloaded, renewed and still the same good thing]
Demais esse clipe retrô do Mayer Hawthorne. Pura nostalgia:
Foram mais de 60.000 fotos pra produzir esse motion, que de alguma forma só me causou um momento nostálgico. Lindo!
The PEN Story from PENStory on Vimeo.
Bem bacana esse vídeo que foi feito com 3 caras, durante 44 dias, que contou com 18 vôos e 38.000 milhas, uma explosão de um vulcão, 2 cameras e quase um terabyte de gravação. Adorei:
MOVE from Rick Mereki on Vimeo.
O SXSW é um evento democrático, pois abre inscrição para que as pessoas inscrevam seus trabalhos em todas as áreas. Claro que ele fatura com isso, já que a inscrição é paga, mas também imagina ter que avaliar/ouvir o monte de projeto que recebem? Quem paga é porque está mais afim e a taxa não é abusiva.
As inscrições para bandas/produtores/etc estão abertas e vão até 4/11/11. Até outubro a taxa custa US$ 30 e depois passa a custar US$ 40.
Abrimos uma discussão na lista da CREW e surgiram várias dúvidas, por isso resolvi bater um papo com o Lúcio Morais, do Database, que já se apresentou no festival em 2 edições, para ele compartilhar algumas dicas valiosíssimas e tirar dúvidas do pessoal.
Lalai: Para quem está querendo investir na carreira como artista, seja banda ou solo, vale a pena se inscrever para tocar no SXSW?
Lucio: Vale a pena sim, lá é o lugar para a levar e divulgar sua apresentação e produções, seja como banda, produtor e/ou DJ.
Lalai: Depois que você se inscreveu e o festival aprovou sua participação, quais são as condições que oferecem?
Lúcio: Oferecem desconto em hotéis, instrumentos musicais, restaurantes, transporte, uma mala recheada de coisas legais de earplugs descentes até cordas pra guitarra, além de todos os shows de graça que você ir (e também fazer contatos).
Lalai: Qual é o custo que o artista tem para ir?
Lúcio: Como o SXSW tem convenio com a nossa agência nos EUA, a Windish, não pagamos nada pela inscrição. Bom acho que quanto mais pessoas viajarem juntas mais barato fica, ai dá pra dividir hotel, transportes e até a badge, que você paga um preço só pra banda toda.
Lalai: A partir da aprovação, o artista recebe um documento para solicitar visto de trabalho? Quanto custa e quanto tempo em média leva pra tirar um visto de trabalho?
Eles não dão um documento pra solicitar visto de trabalho. Como você vai pra um festival e não vai ganhar dinheiro para tocar, o melhor é tirar o visto como turista. Outra opção é gastar um pouco mais e tirar o de negócios, que é o visto para ir à convenções, eventos, etc. O Database como faz uma tour maior e passa por vários lugares diferentes, aí sim precisamos de visto de trabalho
Lalai: Eles oferecem apenas uma gig ou há possibilidade de tocar em mais de um local nas festas oficiais? Vi que tinham artistas que tocavam em 3 festas diferentes dentro da programação oficial.
Lúcio: Vai depender de cada artista e óbvio da curadoria do festival. Nesse ano tivemos 3 oficiais, mas as gigs variam entre 1 e 4 oficiais.
Lalai: Você comentou que não vale a pena pegar o cachê de US$ 250 que eles oferecem. Esse cachê é por pessoa da banda ou para a banda inteira? E caso troque o cachê por uma badge, cada integrante da banda ganha uma?? A badge é válida só para a área de música? Como funciona?
Lúcio: Se você quiser pedir badge pra todos os shows, aí é melhor trocar os US$ 250 (menos taxa de estrangeiro, que chega a 30% em cima desse valor) pelas badges.
Lalai: Além da programação oficial, tem também o evento off, qual caminho para conseguir gigs no off? Tem um cachê fixo ou pode variar de festa pra festa?
Lúcio: Não existe cache no SXSW, todos vão pra lá pra apresentar seu trabalho e divuga-lo. Chegando lá, o lance é ir fazendo amizade com todo mundo e ir cavando gigs em festas não oficiais, que são as mais legais na minha opnião. A Lose Control, uma das maiores e não oficiais, aceita sets e vídeos de novos artistas, mas o site só fica disponível perto da chegada do evento. Outra coisa legal, é ficar espertpo em outros stages, como o da Levi’s que teve Strokes e de outras marcas. Só tem que ficar ligado com a lista rsvp, pois conseguindo a confirmação, é só pegar a pulseira, que vale para a semana toda e dá acesso ao stage quando quiser, além de ver shows legais, ainda rola beber de graça.
Lalai: Vale a pena alugar uma casa fora da cidade e alugar um carro? Caso você fique durante todo o festival de música, que são cerca de 5 dias, qual custo médio que vai ter?
Lúcio: Vale a pena se organizar logo e pegar um hotel perto do centro, você vai fazer tudo a pé. Como demoramos pra nos cadastrar e etc., tivemos que pegar um hotel na estrada. Como é super difícil conseguir táxi depois das 2 da manhã, alugamos um carro, mas são muitos gastos: gasolina, estacionamento, aluguel do carro seguro e etc.
Lalai: Eles providenciam o rider ou oferecem apenas o básico?
Lúcio: Apenas o básico: bateria, stands pra teclado, microfones. Levem seus AMPs ou aluguem e/ou comprem por lá muito antes, porque todo mundo deixa pra última hora e acaba ficando sem equipamento.
Lalai: Você acha que o SXSW abriu outras portas pra vocês?? Valeu a pena o que investiram para estarem lá???
Lúcio: Pra nós de uma certa forma sim, pois muita gente acabou conhecendo nosso som, também conhecemos ótimos artistas, renderam vários remixes, conhecemos managers, bookers e etc. Tentem fazer amizades por todos os lugares, independente se fala inglês mal ou não… sempre rola o jeitinho brasileiro! hahaha
Lalai: O que mais você acha legal o pessoal saber??
Lúcio: Obviamente além dos shows, que é uma das coisas mais legais, é saber que todos estão lá pela música independente. Se voce é musico ou esteja só curtindo, o que vale a pena é conhecer muita gente. Nós fizemos muitas amizades.
Links Database:
Para saber mais como inscrever sua banda no SXSW, corre aqui.
Ontem abriram as incrições para o SXSW 2012. Eu acho incrível o tempo de antecedência e a procura frenética pelo evento, tanto que alguns hotéis centrais já tiveram reservas de quartos esgotados.
Algumas pessoas me pediram dicas de onde ficar, como ir, que pacote comprar, blá, blá, blá. Eu fui super marinheira de primeira viagem na última edição e ter algumas dicas fazem diferença. Eu penei com várias coisas, sofri de crise de ansiedade, perdi um monte de coisas imperdoáveis e me organizei de maneira indevida. E claro, muito porque eu, por mais que eu acompanhe o evento há anos (pela web, afinal é um dos eventos mais interativos do mundo), não tinha a menor ideia de como ele é de fato. E vou falar: para os que vão pela primeira vez, o evento surpreende (e assusta) sim.
Veja esse vídeo pra sentir um pouco o que é o SXSW:
Como eu me inscrevo?
Você precisa comprar uma badge, que é dividida em alguns formatos:
- platinum: para os animados que querem ir nas 3 áreas do evento: interatividade (5 dias), cinema (9 dias) e música (6 dias, mas na verdade são 5, porque o último é um pouco deprê)
- gold: interatividade & cinema – eu sinceramente acho que essa badge não vale a pena, pois a diferença de preço entre ela e a platinum não é gritante (US$ 200)
- e também é possível comprar apenas para cada uma das áreas: música, cinema e interatividade
Quando for comprar badge, dispense tudo que eles oferecem como extra. Só vale a pena mesmo a camiseta, afinal eu só vi gente perdendo jantar de boas vindas, evento não sei do que, enfim, tem tanta coisa rolando que não vale a pena pagar por nada extra. Desencana.
Por que ir?
Explicar o SXSW é uma tarefa árdua, pois participar dele é uma experiência diferente de tudo que você já viveu. Se existisse o planeta da música, seria o SXSW, pois música permeia todo o evento. A parte interativa não é muito diferente dos grandes eventos de tecnologia/interatividade que rolam no mundo, mas somente no formato, pois o conteúdo é abrangente além do inimaginável. Para quem gosta de analisar comportamento, tendências, trocar figurinhas com as pessoas mais interessantes do planeta, tem que ir no SXSW. Claro que o evento já está começando a inchar, mas ainda assim vale a pena a investida. Pode perguntar a qualquer um que já tenha ido e irá ouvir a mesma coisa “difícil explicar, só indo pra entender”.
Voltar do SXSW é voltar com uma mala cheia de novas referências e ideias, além de muitas reflexões sobre tudo, contatos e amigos novos. É o lugar que vale a pena ir, mas sim, tem filas pra quase tudo, muita gente, mas muita gente mesmo para todos os lados (já vai praticando a paciência oriental). Não é à toa que o evento ruma para os seus 26 anos de existência. E se for, fica de olho também na programação off, pois tem muita coisa interessante rolando.
Comprou a badge e aí?
Depois de comprada, sugiro acompanhar a evolução da programação, pois vale a pena pesquisar o conteúdo de forma detalhada para ter certeza de que não vai perder nada, especialmente cinema & música. Achei mais fácil decidir a programação de interatividade. A sugestão para interatividade é se prender a um assunto ao invés de vários (ex.: ver palestras focadas só em música ou jornalismo) e se surgirem espaços na sua programação, escolha aleatoriamente caso falte referência, pois podem rolar boas surpresas (ou decepções). As palestras principais geralmente valem a pena e são concorridas, por isso caso queira ver um keynote, opte por palestras/debates/entrevistas em salas próximas para não correr o risco de ficar de fora (ou ter que assistir num telão em salas anexas).
Os grandes nomes vão surgindo mais perto da chegada do festival, então não se atenha se as grandes bandas não vão. Na última vez o Foo Fighters só aparecia numa programação de cinema para lançarem o documentário, mas nem constava que a banda apareceria. Surpresa: a banda foi, falou e depois ainda fez um show num lugar pra 2.000 pessoas.
Onde ficar?
Todo mundo quer ficar no centro da cidade, onde o evento rola, porém são poucos hotéis e a maioria bem caros. O melhor lugar é na proximidade do Austin Convention Center, que fica em frente ao Hilton Downtown e na esquina do Courtyard Austin, ou seja, são os hoteis mais centrais. Depois tem o Hilton Garden (já esgotado), Residence Inn Austin, Extended StayAmerica Austin, Omni Austin, The Wicker Guest House, Intercontinental, Hampton Inn, Radisson Hotel, Hyatt, Hotel Vegas (um pouco mais longe, mas rola ir a pé ou bike-taxi), Sheraton. Esses são os possíveis de circular do hotel pros eventos a pé.
Por isso se quer comodidade, tem que correr. A maioria está fechado para o SXSW, ou seja, só rola fazer reserva se comprar a badge. Caso precise cancelar a hospedagem, a maioria cobra uma taxa de US$ 50.
Depois disso tem centenas de hotéis/moteis ao redor da cidade que necessitam de shuttle, que é possível comprar um pacote para todos os dias quando for adquirir o badge (inscrição). É possível encontrar opções bem baratas, mas vale dar uma pesquisada primeiro, pois tive amigo que acordou com a festa das baratas, afinal são, na maioria, hoteis à beira de estrada. O shuttle funciona até às 2h da matina, ou seja, esticou um pouco, vai ter que penar para achar um táxi. Claro que é possível alugar um carro, mas estacionar não é uma tarefa tão fácil e barata. De qualquer forma, se a lei é economizar, tente fechar um hotel mais distante (mas corra para pegar um não tão distante) e se prepare para a maratona, pois raramente você vai voltar para o hotel sem ser para dormir.
Como e quando ir?
A melhor opção se for viajar somente para o evento é ir via Houston. Caso queira dar uma esticada em algum outro canto, aproveite e vá pra New Orleans que é relativamente perto.
Prepare-se, porque na véspera o aeroporto de Austin mal comporta a quantidade de pessoas que chegam (são mais de 100.000 pessoas indo e vindo durante o evento, isso contando o oficial, pois tem também o evento não-oficial que acaba trazendo muitos jovens de cidades nos arredores de Austin). A fila do táxi é monstruosa e demorada, mas não tem como escapar, assim como a fila para pegar a badge.
Caso queira economizar um cadinho, chega no dia do início do festival, pois se perder algo, ainda vai ter muita coisa pra ver. Sem desespero!
Para quem vai pegar “Música”, adianto que o último dia não vale a pena, pois a programação praticamente não existe. Pouquíssimos bares abrem, a cidade já esvazia e é só programação “hangover party”. Ficar até segunda-feira vale menos a pena ainda, pois a cidade esvazia a tal ponto, que parece uma cidade fantasma. Tudo fecha e é difícil até encontrar lugares para comer.
Pré-evento
Como falei, vale super a pena mergulhar na programação e ir caçando coisas que valem a pena. Tem um monte de blogs mundo afora que fazem listas de tudo que consideram imperdível e sempre há boas dicas, afinal já é um bom filtro na maioria das vezes.
Para os sedentários recomenda-se começar a se exercitar desde já, pois é uma maratona que rola diariamente das 9 às 2h da matina e você sempre sofre quando perde coisas, mas aconselho a relaxar para não pirar, pois vai ser impossível ver tudo.
Caso você opte pelo platinum e queira ver o máximo de coisas possíveis, aproveita a hora do almoço para assistir um filme, pois há cinemas com restaurantes dentro da sala de projeção.
Austin
Ninguém precisa de muita coisa além da programação do evento, que sobra, mas para os que querem fazer comprinhas já fica a dica: Austin não tem H&M, mas tem Urban Outfitters (320 West 2nd Street Block 21) e algumas lojas ao redor. Fica fora da região onde rola o evento e é difícil conseguir táxi pra sair de lá, já vai com um número de táxi para ligar quando for pra lá. A melhor região para compras é a South Congress, principalmente se você está atrás de botas.
Eu sofri um bocado com a comida, afinal é Texas, ou seja, comida americana americana americana. Eu sofri do café da manhã ao jantar, pois não como nada como pimenta e o que tem de melhor por lá são os asiáticos, mas achar um prato que não tenha pimenta é uma façanha sem fim. Claro que tem burgers, churrascos texanos, mas comer carne todo dia não dá. Depois eu vou fazer a listinha dos poucos achados que fiz e me ajudou a sobreviver os 11 dias que fiquei na última vez.
Compre um chip pré-pago para o celular quando chegar por lá, pois ele vai ser bem útil por lá.
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Dá uma conferida no SXSW em 9 minutos feito pelo Gabriel Dietrich, meu amigo de fila que eu conheci na entrada de um dos shows que fui lá no SXSW11:
SXSW ’11 em 9 minutos from Gabriel Dietrich on Vimeo.
Achei fofo e super bem feito esse clipe dirigido pela Drew Barrymore. E olha quem está no elenco: Chloe Moretz (500 Days with Summer) e Alia Shawkat (The Runaways).
Get More: MTV Supervideo, Music, Best Coast
Curti esse clipe feito para Jerome (Lost Session). Não é o vídeo oficial, mas tem uma lira linda de morrer… para quem não sabe, eu toquei lira um tempinho na minha vida (e também flauta transversal), mas hoje mal sei ler uma partitura.
Essa música me salvou um pouquinho do início de tarde pra lá de turbulento por aqui:
O que eu adoro viajar de trem, é passar meu tempo tomando uns drinks e comendo umas bobagens no vagão-bar. Sou meio caipirona… gosto de sentar na janelinha com a sensação de estar num bar com uma paisagem mutante.
Eu amo viajar, mas acho um porre o tempo que ficamos num avião, especialmente se estamos na classe econômica. A ABSOLUT inovadora como é, fez uma super parceria de primeira com a Air Korean, montando um bar no novo avião A-380, mas como nem tudo são flores, o bar é restrito aos passageiros da classe executiva e da primeira classe.
via @olapersson
Eu tenho minhas fofices e sempre estou separando elas por aí, mas acabo não compartilhando. Algumas coisas são mais descartáveis, outras são dicas valiosas (nem por isso deixam de ser fofas).
Uma que super me instigou ontem foi o “La petite cuisine à Paris”, que vi na revista Elle. Seguindo a moda de chefs que abrem suas cozinhas de casa para receber pessoas, como a nossa versão brasileira “Les Amis” com o jantar “Portas Abertas para 12 pessoas, a chef inglesa Rachel Khoo cozinha às quartas e sábados, quase semanalmente, na casa dela para apenas 2 pessoas. Ela se compara à Carrie Bradshaw, que colecionava bolsas, sapatos, roupas, mas ao contrário, ela coleciona gadgets, utensílios e tudo que pode deixar uma cozinha mais moderna e eficiente. A parte mais legal é que ela cobra apenas os custos do jantar que conta com 3 pratos e uma garrafa de vinho.
Imagina o quanto deve ser concorrido. Para arriscar uma vaga é necessário se inscrever no mailing list dela ou segui-la no twitter ou facebook, onde ela anuncia as chamadas de última hora. Obviamente, não existe reserva.
Nesse link dá para ver o que ela já preparou nos jantares anteriores. A cozinha fica fechada até o final de agosto e reabre em setembro. Então se está em Paris ou tem planos de ir pra lá, se joga no mailing, porque eu acho que deve valer super a pena a experiência.
Aqui tem um passeio pela cozinha dela para aumentar ainda mais a vontade:
E aqui uma entrevista com ela:
Fotos:
The Cook by Leo Farrell www.leofarrell.com
The Kitchen by www.thelittlepariskitchen.com
Passei o final de semana atrás de bandas novas (ou não tão novas, mas não muito conhecidas) para a próxima edição da Revista Noize. O que é sempre um deleite nessa pesquisa, é que tem muita coisa boa por aí, mas tem que ter uma paciência de jó. Claro que muito artista consegue brilhar com uma música ou um álbum, para depois desaparecer, mas ainda assim não podemos desconsiderar o pouco que foi produzido caso seja bom. Eu não ligo muito.
Já adiantando um pouco da lista, tem How to Dress Well, Ema, Kito & Reija Lee entre outros. Aguardem, mas claro, com uma trilha sonora para acompanhar. Hoje saiu o #musicmonday da Urban Outfitters, que é sempre uma delicinha, então ouve aí:
E enquanto não sai o playlist de Agosto da Dazed & Confused, aproveita o de julho, que está incrível.