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A vida e Sondre Lerche

sexta-feira, março 26th, 2010
Dia 24 de novembro de 2009 foi meu último post aqui no lalai.net. Depois disso viajei de férias para o Brasil, vi quase todos os amores da minha vida (tenho vários!), bebi muito, comi muito, sorri muito, dancei muito, surtei muito e chorei na volta pra casa.
Chorei igual a uma putinha arrependida por todas as pessoas que deixei pra trás. E por um instante cheguei a odiar Nova York por me fazer sentir toda essa saudade.
Depois da chegada, muitas coisas me levaram ao ostracismo. Isso mesmo. Fiquei durante todo esse tempo escondidinha no meu mundinho de ideias, esperando o inverno passar (mais em mim do que lá fora) e lidando com várias situações difíceis. Muitas coisas aconteceram desde minha chegada, mas acho que ontem tive uma epifania. Sabe aqueles momentos mágicos que te fazem enxergar claramente toda a merda que você tava fazendo com sua vida e que não queria enxergar? Pois é. A merda toda se abriu, ontem, exatamente às 5 da tarde do dia 24 de março de 2010. E não pensem que me chafurdei na lama de merda não, minha gente. Fiz foi o contrário: levantei o pescoço, abri os olhos e mandei toda a merda a merda. E que venha o ano de 2010. A anapaulapj está de volta. Aff…
E pra fechar esse post filosófico e poético, nada melhor do que minha nova paixão musical: Sondre Lerche, um norueguês de 28 anos com influências de bossa nova e Beach Boys. Sondre começou a tocar guitarra aos 8 anos e na última terça-feira mostrou pro público daqui de NY (inclua-me nisso) pra queDia 24 de novembro de 2009 foi meu último post aqui no lalai.net. Depois disso viajei de férias para o Brasil, vi quase todos os amores da minha vida (tenho vários!), bebi muito, comi muito, sorri muito, dancei muito, surtei muito e chorei na volta pra casa.
Chorei igual a uma putinha arrependida por todas as pessoas que deixei pra trás. E por um instante cheguei a odiar Nova York por me fazer sentir toda essa saudade.
Depois da chegada, muitas coisas me levaram ao ostracismo. Isso mesmo. Fiquei durante todo esse tempo escondidinha no meu mundinho de ideias, esperando o inverno passar (mais em mim do que lá fora) e lidando com várias situações difíceis. Muitas coisas aconteceram desde minha chegada, mas acho que ontem tive uma epifania. Sabe aqueles momentos mágicos que te fazem enxergar claramente toda a merda que você tava fazendo com sua vida e que não queria enxergar? Pois é. A merda toda se abriu, ontem, exatamente às 5 da tarde do dia 24 de março de 2010. E não pensem que me chafurdei na lama de merda não, minha gente. Fiz foi o contrário: levantei o pescoço, abri os olhos e mandei toda a merda a merda. E que venha o ano de 2010. A anapaulapj está de volta. Aff…
E pra fechar esse post filosófico e poético, nada melhor do que minha nova paixão musical: Sondre Lerche, um norueguês de 28 anos com influências de bossa nova e Beach Boys. Sondre começou a tocar guitarra aos 8 anos e na última terça-feira mostrou pro público daqui de NY (inclua-me nisso) pra que veio ao mundo. veio ao mundo

Dia 24 de novembro de 2009 foi meu último post aqui no lalai.net. Depois disso viajei de férias para o Brasil, vi quase todos os amores da minha vida, bebi muito, comi muito, sorri muito, dancei muito, surtei muito e chorei na volta pra casa. Chorei igual a uma criança por todas as pessoas que deixei pra trás. E por um instante cheguei a odiar Nova York por me fazer sentir toda essa saudade. E depois da chegada, muitas coisas me levaram ao ostracismo. Isso mesmo. Fiquei durante todo esse tempo escondidinha no meu mundinho de ideias, esperando o inverno passar (mais em mim do que lá fora) e lidando com várias situações difíceis: a eterna procura por um emprego, a mudança de casa, as frustrações de se morar numa cidade que não é minha (ainda), a ansiedade por não saber o que fazer nesse mundo insano e bla bla bla. Mas acho que ontem tive uma epifania. Sabe aqueles momentos mágicos que te fazem enxergar claramente toda a merda que você está fazendo com sua vida? Pois é. A merda toda se abriu, ontem, às 5 da tarde do dia 25 de março de 2010, pra ser mais exata. E não pensem que me chafurdei na lama, minha gente. Fiz o contrário: estiquei o pescoço, abri os olhos e mandei toda a merda à merda. E que venha o ano de 2010. Estou de volta! :-P

E pra fechar esse post filosófico e poético, nada melhor do que uma das minhas novas paixões musicais: Sondre Lerche, um norueguês de 28 anos com influências de bossa nova e Beach Boys. Sondre começou a tocar violão aos 8 anos e na última terça-feira, dia 23 de março, mostrou pro público daqui de NY (inclua-me nisso) toda sua paixão pela música. Modern Nature (não é nova, eu sei, mas é fofa e tem tudo a ver com meu momento epifânico, tá?) é uma das faixas da trilha sonora do filme Dan in Real Life e foi cantada em coro pela mulherada que estava na plateia. Menos por mim, porque sou feliz, mas nem tanto…

16 Modern Nature by anapaulapj

Pixies @ Hammerstein

terça-feira, novembro 24th, 2009

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Depois de, no ano de 2003, perder o show do Pixies em Londres e, depois de dois anos, não conseguir vê-los em Curitiba, nada me faria desistir do show deles aqui em Nova York, ontem, no Hammerstein Ballroom. Nem o torcicolo que não me deixava mover a cabeça direito. Chegamos no teatro lotado e conseguimos achar um lugarzinho na frente do palco em meio a protestos de alguns gringos. Problema deles, pensei. Não saio daqui sem cantar “Here Comes Your Man” quase que no microfone! :-)

O show começou no horário previsto, às 9 horas (aliás, uma coisa que eles sabem fazer por aqui é respeitar o público: nada de atrasos!). O  palco era simples, sem frescuras: um telão pra vídeos e umas bolas de papel que subiam e desciam de acordo com a música. E, pra falar a verdade, o público não parecia se preocupar nem um pouco com isso. A banda entra e abre o show com “Dancing The Manta Ray”, um dos quatro B sides que eles levaram, todos do Doolittle. A platéia vai ao delírio (inclua-me nisso!) e o show segue seu curso delirantemente natural: “Debaser”, “Wave of Mutilation”, “Here Comes Your Man”, “Hey”, “Gouge Away”, “Where is My Mind” e, por fim, “Gigantic”. Surtei…

Pixies @ Hammerstein Ballroom in NYC – 11/23/2009

“Dancing The Manta Ray”
“Weird At My School”
“Bailey’s Walk”
“Manta Ray”
“Debaser”
“Tame”
“Wave of Mutilation”
“I Bleed”
“Here Comes Your Man”
“Dead”
“Monkey Gone to Heaven”
“Mr. Grieves”
“Crackity Jones”
“La La Love You”
“No. 13 Baby”
“There Goes My Gun”
“Hey”
“Silver”
“Gouge Away”

Bizz 1:
“Slow Wave of Mutilation (UK Surf)”
“Into the White”

Bizz 2:
“Isla De Encanta”
some of “Vamos”
“Nimrod’s Son”
“Where is My Mind”
“Gigantic”

Setlist e fotos via http://www.brooklynvegan.com/archives/2009/11/pixies_hammerst_3.html

Humor

quarta-feira, novembro 11th, 2009

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Depois de várias horas matutando sobre o que escrever a respeito de humor, juro que comecei a ficar de mau humor por não ter nenhuma idéia legal pra tratar do assunto. Mas foi durante minhas pesquisas nesse “mundinho internético” que relembrei de uma galera muito especial que faz um trabalho maravilhoso no Brasil: os Doutores da Alegria. Um grupo de profissionais, na maioria atores, que passa semanalmente em hospitais de São Paulo, Recife e Belo Horizonte levando muita alegria e bom humor com a terapia do riso pra crianças que, por algum motivo, encontram-se hospitalizadas.

Sei que falar sobre eles não é nenhuma novidade, já que o grupo foi criado em 1991 e já marcou história no nosso país. O que não sabia era que Wellington Nogueira, criador e coordenador geral do programa, havia se inspirado no trabalho precursor do americano Michael Christensen, que em 1986 criou o Big Apple Circus, aqui em Nova York. E também não sabia  que existia o mesmo projeto na França, conhecido como Le Rie Médecin: Accueil e na Alemanha, com o nome de Konzept der Clown Doktoren. Parece pouco, não acha? Projetos desse tipo deveriam se espalhar pelo mundo. Assim como o sorriso das crianças depois de uma dose maravilhosa de bom humor. :-)

Halloween, NY

terça-feira, outubro 27th, 2009

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O Halloween é um feriado anual celebrado no dia 31 de outubro e que tem suas raízes em um festival Céltico chamado Samhain e também no dia da celebração de todos os santos (do inglês “all saints” ou all hallows”), do Cristianismo.

A verdade é que a origem do Dia das Bruxas (termo usado no Brasil) não tem nada a ver com bruxas e traz uma série de explicacões que têm origem na cultura, nas crenças e tradições de vários povos, como os Irlandeses, que comemoram a data há mais de 5 mil anos.

Deixando um pouco de lado essa historinha complicada (e interessante) da origem do feriado, confesso que ano passado, após minha primeira experiência direta com Halloween + EUA, fiquei um tanto impressionada por notar como eles levam a sério as comemorações do 31 de outubro. Chego até a arriscar um comentário de que o Halloween deles, mesmo debaixo de um frio de 8 graus, tem quase a mesma importância do nosso Carnaval. Guardando as devidas proporções, é claro! Mas o clima de felicidade (coisa difícil de se ver no inverno e muito menos em NY!) é algo surreal e a galera leva MUITO a sério essa coisa de se fantasiar, decorar suas casas, lojas e restaurantes com grandes abóboras, bruxas, caveiras, fantasmas e zumbis. Pra vocês terem uma idéia do tanto que eles gostam da coisa, todos os anos existe um desfile,  com direito a carros alegóricos, que começa no West Village e que só termina no Webster Hall, onde rola uma after party com todos os insanos que desfilaram ou que se arriscaram a comprar convites para a festa. E quando digo insanos não estou exagerando, já que esse é o dia em que os gringos aproveitam pra colocar/tirar a fantasia (a mulherada sai quase pelada!) do armário e pra encher a cara absurdamente.

E mais uma vez a timeout/newyork traz uma matéria excelente com as mais variadas dicas sobre esse dia. Exemplo bizarro? Onde achar fantasias para o seu cachorro! Já pros que gostam de comemorar o feriado no sofá de casa, nada melhor do que dicas de filmes ligados ao tema (um clássico: A Grande Abóbora, Charlie Brown!). E pros que adoram uma muvuca e outros tipos de comemoração, dicas de baladas e uma maratona só de fantasmas! :-)

Them Crooked Vultures, NY

sexta-feira, outubro 16th, 2009

Já que a Lalai já apresentou o Them Crooked Vultures por aqui, só me resta dizer que o show deles ontem aqui em Nova York, no Roseland Balroom, foi impressionante. Tanta gente foda no palco que não sabíamos nem pra onde olhar. Dave Grohl fazendo o que sabe fazer melhor: tocar bateria. E como toca! Josh Homme soltando a voz que o consagrou no Queens of the Stone Age. Alain Johannes brincando de tocar guitarra. E John Paul Jones, bom, é John Paul Jones. O ex-Led Zeppelin tocou baixo, guitarra e piano com tanta autoridade que levou a platéia ao delírio diversas vezes. Foram aproximadamente 1:40h de rock n’ roll muito bem tocado. E apesar de grande parte do público ainda não conhecer nenhuma música do set list (o lançamento do primeiro CD do TCV está previso para o fim de novembro), ninguém pareceu se importar. Ponto negativo só para o Roseland Ballroom, que não chega nem perto das melhores venues de NYC. O palco é muito baixo e o piso é reto. Quem é baixinho já sabe o que isso significa. ;)

Agora é esperar o CD. Stay tunned!

Top 10 Programas de índio pra se fazer em NY

terça-feira, outubro 6th, 2009

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Quem nunca fez um programa de índio na vida que atire a primeira tanga. Não importa qual seja o país, a cidade, se você é turista ou não, uma hora você sempre cai no conto do passeio indígena. E foi pensando no tanto que já fiz coisas “legais” na minha vida que criei um top 10 dos programas de índio pra se fazer aqui em NY City. Portanto, se você ainda não conhece a cidade e adora uma roubada (por que não?) , aí vai uma listinha básica do que não fazer:

1. Tirar foto pegando no saco do touro da Wall Street

Tudo bem que o robusto touro de bronze da Wall Street simboliza a “força da economia americana diante das instabilidades econômicas do mercado internacional” e bla bla bla (meio piada nos dias de hoje), mas tirar foto com a mão no saco do touro achando que isso irá trazer sorte pra alguém é um puta programinha de índio.

2. Ir na loja da Apple da 5a avenida no final de semana

Visualize uma loja no Brasil na época de Natal. Pois é, agora pense que a Apple da 5a Avenida é assim o ano inteiro, todos os finais de semana (e durante a semana também). Programa de índio na certa! A dica é ir de madrugada. Isso mesmo. Dê uma de novaiorquino nato: acorde de madrugada ou não durma e vá fazer suas compras com muito mau humor.

3. Fazer compras na Century 21

Achar que a Century 21 é uma loja super legal e passar horas procurando roupas naquela zona que eles chamam de loja é um dos programas mais bizarros que você pode fazer na vida. Acredite em mim. Tudo bem, sei que lá é tudo mais barato, tem as roupitchas de marca pela metade do preço e você sempre encontra tudo que no Brasil seria surreal de caro. Mas, quer saber? I don’t care!!!!!!

4. Andar de carroça no Central Park

Nada mais cafona do que andar de carroça no Central Park e achar que os cavalos não são explorados e têm uma vida espetacular. Programa de gente brega e cafona, porque índio anda a pé!

5. Tirar foto com cara de choro no Strawberry Fields

Todo mundo sabe (pelo menos acho) que o John Lennon foi assassinado na frente do prédio dele e que, depois disso, criaram um espaço no Central Park chamado Strawberry Fields pra homenageá-lo e pra que seus fãs lembrem dele e etc. Mas tirar foto abaixado e com cara de choro no lugar não faz muito sentido. Programa de índio feelings.

6. Ir pra frente de uma balada esperando pra ser convidado pra entrar

Se você não é cool, gato ou gata, não tem jeito de rico, não faz carão e não mede mais de 1,70, esqueça sua tentativa de ser convidado pra entrar num club ou restaura badalado aqui em NY. Vai ter de nascer outra vez. O Beatrice Inn funcionava mais ou menos nesse esqueminha, mas fechou. Acho que faltou gente cool…

7. Ir a um show no Madison Square Garden

Um dos piores lugares pra se ver um show ever. O som no Madison Square é absurdo de ruim e, caso você não tenha muito dinheiro pra ficar na pista (os ingressos costumam ser caros), a arquibancada é tão longe que é preciso binóculos pra ver a banda.

8. Pegar metrô de madrugada no verão

Lindo é saber que NY tem metrô pra todos os lados, 24horas e ainda é barato. Mas, nada mais tosco do que pegar metrô depois daquela baladinha básica de 8horas e ter de esperar, num calor infernal (não tem ventilador nas estações), pelo menos 1hora pra pegar um mísero trem. Dica de quem já derreteu: deixa de ser pobre e guarde umas doletas pra pegar um táxi!

9. Esperar horas em uma fila gigante pra comer uma pizza no Brooklyn

Tudo bem que a Grimaldi’s Pizzeria é considerada uma das melhores pizzarias de NY, mas ficar horas na fila esperando pra conseguir uma fatia de pizza de qualquer sabor que seja é um programão. E quando falo horas não estou exagerando mesmo. Já vi fila de dobrar o quarteirão…

10. Conhecer a tão famosa Times Square num sábado

Ah, a Times Square no final de semana à noite. Programinha antropológico! Nada mais legaus: cinquenta milhões de turistas tirando fotos, um monte de camelôs vendendo bolsas (sim, aqui tb tem disso!), uma calçada tão cheia que mais parece a 25 de Março, uma mistura absurda de cheiros de comida, puta trânsito, enfim, muito de tudo! Juro por tudo que gosto da Times Square, acho surreal aquele bando de painel colorido e a primeira vez que passei por lá fiquei de boca aberta, mas uma vez na vida já está de boa. Tire várias fotas, sente 5 minutos nas mesas da Broadway e zaz… Saia de lá correndo e procure um pub seguro pra encher a cara.

E, finalmente, pra ninguém sair por aí dizendo que não gosto dessa cidade louca, segue uma lista um pouco mais séria da TimeOut New York com os Top 10 Bairros mais legais de NY. Coloque o seu cocar e boa sorte!


Pavement, o reencontro

segunda-feira, setembro 21st, 2009

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Pois então o Pavement, uma das bandas mais importantes do cenário musical alternativo americano, depois de 10 anos separada, anunciou, na última terça-feira, dia 15 de setembro, um dos reencontros mais esperados do público indie. Os motivos? A comemoração dos 20 anos de uma banda que não existe há 10, um show “beneficente” que irá alavancar ainda mais o Central Park Summerstage e, por que não, a “volta” de um grupo que não teve um fim muito bem definido. E quer saber de verdade? Nem importa quais são os motivos e sim que os ingressos da pré-venda do show, que ocorrerá somente em setembro de 2010, foram vendidos em apenas 2 minutos. E, por isso, foram necessários mais três dias de shows para aplacar o desespero dos fãs do Pavement. Isso é que é confiar no futuro. Enquanto isso, vou ficar aqui de dedos cruzados rezando pra continuar morando em NY e, quem sabe, conseguir um lugarzinho ao sol. :-P

Trainspotting 21st Century

quinta-feira, agosto 20th, 2009

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E se o John Hodge fosse escrever esse texto fodão do filme Trainspotting agora, no século 21? Acho que seria assim:

Choose a virtual life. Choose a job as a social media. Choose a modern and new career. Choose not to be with your family. Choose a fucking big LCD television with a big shitty home teather and a wii or ps3 with a lot of games or maybe guitar hero. Choose smart washing machines, no cars, go on foot, go green, choose an ipod 80gb, and no tin, please. Choose organics to be healthy, to lower cholesterol and get insurance for everything in your life. Choose not to pay mortgage, the U.S. is broke. Choose to live with your mother until she dies. Choose your virtual friends on facebook, twitter, lastfm, blipfm, linked in, flickr, goodreads, and never meet them. Choose not to wear leisure clothes – because you don’t have time for this – and no matching luggage, you cannot travel with all this work. Choose a three piece suite in a website on hire purchase in a range of fucking organic fabrics. Choose not to do it yourself, because you just don’t have time to do these casual things, and don’t wonder who the fuck you are on a Sunday morning, because you don’t even know it, but you need to write about this on your blog. And everybody needs to know about your fake life. Choose sitting on that exclusive aeron chair in front of your computer seeing mind-numbing spirit-crushing youtube videos, while stuffing fucking salad into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last and miserable virtual life, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you don’t have to spawned to replace yourself. Don’t fuck. Don’t have children. Don’t choose your future. We don’t have a future. Choose a virtual life. But why would I want to do such a thing? I chose not to choose a virtual life: I chose something else. And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you’ve got alcohol?

1969

segunda-feira, julho 20th, 2009

 

E o que a Apollo 11 tem a ver com o David Bowie? Tudo. Ou quase tudo. Ou o fato de que há 40 anos o homem pisava na lua e o camaleão do rock lançava “Space Oddity” para arrematar mais uns fãs. Mais curiosidades sobre o que andava rolando na época na timeline que o NYTimes criou especialmente nessa segunda-feira para comemorar um dos dias mais importantes da história da humanidade.

 

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http://www.nytimes.com/packages/html/arts/20090717-1969-feature/?hp 

 

 

 

The Dead Weather, o show

segunda-feira, julho 20th, 2009

Nova York, 17 de julho, 12:24, Terminal 5, e o fim do show do The Dead Weather. Tenho de confessar que detesto o lugar onde eles tocaram. Apertado, palco pequeno, bar atrás que toma espaço e não deixa passar o som. Mas, enfim, era o lugar do show, do lado de casa, 10 minutos andando. A briga por um lugarzinho mais perto do palco não foi ganha, mas felizmente ficamos onde dava pra ver a banda toda. Hora do show. Estranho não ver o Jack White na frente. Engraçado é que mesmo sentadinho, tocando sua bateria excelentemente, ele estava no comando. E o resto da banda? Impecável. Alison Mosshart com seu vocal forte, Jack Lawrence no baixo (Racounteurs) e o ex Queen of the Stone Age, Dean Fertita, na guitarra. Conversa com o público? Nenhuma. Pra quê? E o ponto alto do show fica pra hora em que Jack levanta, toca sua guitarra e divide calorosamente o mesmo microfone com Alison. Delírio total.