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“Sinédoque, Nova York”, filme doidão e muito bom.

segunda-feira, maio 4th, 2009

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Se a gente procurar no dicionário a palavra surrealismo, acha algo mais ou menos assim: “movimento artístico nascido cerca de 1924, em França, que pretende não se interessar senão pelas manifestações do pensamento liberto de toda a preocupação lógica, artística ou moral.”

Nada melhor do que isso pra descrever “Sinédoque, Nova York”, filme escrito e dirigido pelo doidão americano Charlie Kaufman. O cara é bem conhecido e reconhecido como roteirista de filmes bacanas como “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança”, “Adaptação”, “Qeuro ser John Malkovich” pra citar alguns. Claro que algum desses você já viu então já sabe do que se trata, sempre mundo estranho, sempre coisas bizarras, enredos quase impossíveis mas roteiros brilhantes. Só que dessa vez, Kaufman não só escreveu como também dirige esse “Sinedoque, NY” e isso só mostra que tudo o que a gente via anteriormente que imaginava vir do cara, com esse filme a gente entende os porquês. Ou melhor dizendo, não entende porra nenhuma. Mas por isso mesmo a gente percebe quem é o cara, como ele chegou ali fazendo o que ele faz melhor, que é misturar a pseudo-realidade cinematográfica com sonhos e imaginação e todo um mundo não existente palpavelmente.

Vou tentar explicar o enredo do filme: Phillip Seymour Hoffman é um diretor de teatro casado com uma artista plástica, com uma filha pequena. Ao mesmo tempo que faz sucesso com sua carreira, seu casamento vai fracassando e a mulher e a filha se mudam pra Alemanha com a desculpa de uma exposição da mulher e por lá ficam. Ele ganha uma bolsa/patrocínio enorme e resolve montar uma peça contando o cotidiano… dele mesmo. Só que ele vai se perdendo no meio do caminho e a peça entra dentro de outra peça e os atores viram personagens reais que viram personagens da peça que precisam de outros atores para interpretá-los e assim Kaufman vai criando não um quebra-cabeças, mas quase que um rocambole de um atrás do outro atrás do outro atrás do outro.

Qaundo eu disse que tentaria explicar foi porquê não há condições de explicar mesmo. À medida que a vida do diretor de teatro vai se complicando, ele vai contando essa vida em sua peça que nunca fica pronta e seus personagens reais ganham contornos fctícios e por aí vai. Só que não nos esqueçamos que estamos assistindo um filme onde nada é real, certo, tudo é previamente ensaiado, filmado, montado etc. até chegar na sala de cinema pra assitirmos. E é assim que a gente se perde dentro do filme, ou melhor, que eu achei que tinha me perdido, porque ao chegar ao final do filme, percebi que…

Tá, não dá pra contar o que eu percebi, só dá pra dizer que o bode que eu senti durante a primeira hora do filme, foi na verdade um extremo desconforto causado pela estranheza do mundo peculiar desse doidão Kaufman. E dirigindo esse seu próprio roteiro, ao invés de entregá-lo nas mãos de algum diretor super competente americano, ele nos mostra que certas histórias devem ser contadas por quem as inventa numa primeira vez mesmo, e que depois pode ser recontada.

Tenho certeza que esse texto tá meio confuso, mas não poderia ser diferente pra falar de um filme escrito e dirigido por um cara que é descendente direto dos surrealistas clássicos. A única coisa que eu quero que fique clara é : não deixe de ver “Sinédoque, Nova York”.

Publicado com “Já Viu?”.

Comercial muito bom com a Gisele. (updated)

segunda-feira, maio 4th, 2009

A SKY, tv por assinatura, fez (talvez o melhor até agora) flashmob por essas bandas Depois do comnet da Gabi aqui abaixo, eu resolvi checar direito, liguei pra um amigo e ele me confirmou mesmo que é o comercial fetio pra Sky e não um flashmob filmado escondido: colocou a Gisele Bundchen numa poltrona num saguão de um aeroporto e a bonitona ficava mudando de canal enquanto a programação acontecia ali ao vivo. Produzido pela O2, virou um comercial que tá aqui embaixo pra ver.

Bingo!

Vi na Paula Rizzo.

Estréia de “A Bela E A Fera” impressiona. De novo!

quinta-feira, abril 30th, 2009

Não tem jeito: esses musicais da Broadway são de deixar de boca aberta.

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Quem como eu é mais acostumado a cinema que teatro em geral e menos ainda que musicais, vai ficar (como eu) de queixo caído. Eu tinha visto na minha vida 3 musicais em viagens, um deles tinha sido exatamente esse “A Bela E A Fera” em 1994 em Nova York. Lá já tinha ficado bem impressionado, a gente sai do teatro feliz, porque é uma versão do filme da Disney e tal, mas no teatro, é um clássico musical, com números impressinantes que parecem saídos de filmes dos anos 50´s.

A história de um príncipe francês transformado em monstro por uma feiticeira e que precisa conquistar o coração de uma mulher para voltar ao normal sempre me lembra o sombrio filme francês dirigido por Jean Cocteau. Mas a Disney já tinha deixado a história mais bonitinha, digamos assim com seu filme de 91 e é a partir desse filme que o musical é construído, com mais humor que terror.

E o musical funciona: é super divertido, pra cima, apesar de sua duraçao de quase 3 horas (você entra no teatro as 21h e sai pouco antes da meia noite, com um intervalinho no meio dos dois atos). Mas nada que te deixe dormir, muito pelo contrário. O ritmo é bem ágil, nada pára, sempre tem alguma coisa acontecendo no palco e sempre alguma coisa bacana.

A única coisa que me incomodou foi um equívoco na escalação do elenco: tem ator ali em papel principal que não me convenceu muito. Mas em compensação, os atores que fazem o vilão Gaston e o candelabro Lumiére roubam a cena. Um prato cheio pra quem gosta!

Local: Teatro Abril (INFORMAÇÕES)
Preço: R$ 70,00 a R$ 240,00.
Data: Até 26 de julho de 2009.
Horário: Quarta a sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 16h e 20h.

Dj Zegon conquista o mundo e toca hoje na CREW.

terça-feira, abril 28th, 2009

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O dj Zegon é um dos caras mais queridos do cenário brasileiro de música em geral. Já foi dj do Planet Hemp, é um dos maiores djs de hip hop daqui, toca na Crew com sets absurdos de mashups inacreditáveis e hoje em dia fica viajando o tempo todo com seu projeto N.A.S.A. (North America South America) em parceria com o dj americano Squeak E. Clean. Aqui vai uma conversa rápida com o cara, onde eu peço pra ele contar como tá sendo essa explosão, já que eles tocaram dias atrás no Coachella, festival americano considerado o mais importante hoje no mundo. E também falamos do seu álbum “Spirit Of Apollo” e de como os “milhares” de convidados tocaram e cantaram com o N.A.S.A.

Começando do fim, como é tocar no maior e mais prestigiado festival de música do momento, o Coachella?

O Coachella pra qualquer Banda/DJ é um dos principais festivais do mundo e termômetro para um artista. Com certeza o maior e mais conceituado festival nos EUA. É uma grande realização, mas para mim pode parecer loucura, mas gosto mais da vibe de clube do que de festivais, curto o público perto dos toca-discos .

Os monstros, as bailarinas e principlamente os vídeos nos seus shows são únicos, em apresentações de artistas do mesmo calibre que vocês. O quanto isso faz diferença pra quem assiste? Qual o retorno que vocês têm disso?

Um ponto que sempre tive como DJ era de não ser mais um, de me diferenciar. E com o NASA não é diferente, a gente arma o circo, e o palco vira uma festa, como a cabine da CREW. Acho que por causa do disco a expectativa em cima da gente é grande, as pessoas às vezes acham que sempre vamos trazer todos convidados que tivemos no disco, e rola uma cobrança mesmo. Tocar com vídeo é uma viagem à parte, manipular e fazer scratch com imagens é muito divertido pra gente e acho que para o público também. Nosso “Circo Intergalático” tem dado o que falar. Teve um caso de tocarmos em um festival na Europa, antes de algum DJ (medalhão) com bem mais nome do que a gente, e quando ele entrou (só tocando com toca-discos) o público não se empolgou como no nosso show. Nossas marcianas fazem o maior sucesso. Alguém viu que o próprio Cobra Snake roubou nossa ideia? Ele tá fazendo uma série de festas “Star Trek” usando dançarinas verdes, com biquinis prateados, exatamente como as nossas, mas acho isso legal, ser copiado é um ótimo sinal.

N.A.S.A. @ Coachella by Jarede Berhardt

Um festival desses com tanta gente diferente tocando, como é o “normal” hoje em dia de misturas, o público é diferente do que vocês estão acotumados a ter em clubes? E como é a recepção desse povo “diferente” e novo pra vocês?

Eu acho que tanto eu quanto o Squeak e Clean somos DJ’s ecléticos e sempre preparamos o set de acordo com a ocasião. É ótimo atingir novos públicos e às vezes esse público que está vendo pela primeira vez se empolga mais que o tradicional publico hipster/electro. Tem também o público do hip hop que, muitas vezes pelo disco do N.A.S.A. ser basicamente um disco de rap (com fusões,mas rap) espera ouvir isso, e acaba dando de cara com algo inusitado para ele. Muitas vezes alguns caras bem do rap mesmo chegam para mim e falam “cara você me fez dançar techno pela primeira vez !!!” Engraçado que não tocamos Techno, mas os mash-ups com Hip Hop/Electro, B-more, Rock, etc. fazem os públicos diferentes se unirem.

Tocar num festival que tem show do Paul MacCartney faz diferença? Dá pra encontrar o cara e tirar uma foto com o Beatle?

Hehehe… Não, o Paul nem circulou entre os mortais, eu até tentei, mas não dá para chegar perto dele, nem do Michael Jackson….

O quanto tocar no Coachella traz de “dividendos” pra uma banda como o N.A.S.A.?

Traz bons dividendos. Não estamos milionários, mas quase, hehehe… brincadeira. Tocar no Coachella abriu porta para outros muitos festivais que estávamos para confirmar, como Summersonic (Japão), Wireless (UK), Montreaux (Suiça) e outros. Gastamos todo o cachê e mais ainda na produção, mas valeu a pena…

Sair na capa da URB faz muita diferença também, na lista de promessas de 2009?

Sempre fui fã da URB, compro a revista e estar na capa ajuda a subir o passe, melhora bem os cachês, abre muitas portas. Também saímos na capa da Bounce (Japão) e o disco disparou de vendas por lá: divulgação nunca é demais.

O quanto isso tudo que tá acontecendo agora vai deixar o Dj Zegon mais longe ainda da Crew esse ano?

Puts, vai deixar bastante longe infelizmente. Nesse semestre acho que só toco num sábado, talvez em junho. Passei menos de 30 dias esse ano em SP, fizemos Europa em fevereiro, EUA, Canada e China em março e agora em abril EUA (Coachella) e Mexico (que medo!!!) e em 2 semanas já saio para Japão e Austrália e julho Europa de novo, agosto Japão e EUA de novo e por aí vai.

Quando vai ter o show do N.A.S.A. na Crew?

Estamos planejando Outubro para Tour na América do Sul com parada obrigatória na Crew, talvez na festa de aniversario, certo?

O casting que vocês têm de convidados no álbum é invejável. Como vocês chegaram nos principais deles? Quem ficou de fora que vocês queriam e não conseguiram?

E o casting do disco parece de mentira, né? Bom foram mais de 5 anos de paciência, correria, bons contatos, milhares de ligações e emails e por incrível que pareça alguns deles com Kanye West , David Byrne, Tom Waits, Karen O. , M.I.A., Santigold , eram todos ou ficaram amigos, não foram tão difíceis. No disco a gente tentou todo mundo que você possa imaginar como Bjork, James Brown, David Bowie, sem medo, pois o pior que pode acontecer é ouvir um não. Chegamos a falar com o James Brown diretamente, mas ele estava sempre em tour até a semana que faleceu…

E hoje a noite na Crew? O que vai ter de surpresa?

Tenho algumas surpresas, com alguns remixes secretos que fiz pro N.A.S.A. e também uma aberura que fiz em homenagem ao México, de onde cheguei ontém e onde a situação está preta. Também vou tocar um pouco do “the best of” dos meus sets no Crew, não só novidades …

***

Então hoje, dia 28 de abril, a partir das 23h59 tem a CREW no D-Edge com o Dj Zegon, REBEL! djs, Fabrizio Martinelli, Killer On The Dance Floor, Database, Roots Rock Revolution e Tchiello K.

Pra ver dj Zegon tocar hoje à noite na D-Edge e entrar na lista amiga, só mandar um email pra festacrew@gmail.com até às 18h. O valor é R$ 15,00 e mulher não paga até a 1h.

Nesse vídeo, um pouco de mash-up ao vivo do N.A.S.A. com Beastie Boys, Fake Blood e os monstrinhos:

Depeche Mode ao vivo em Hollywood pra tv.

sexta-feira, abril 24th, 2009

Ontem a noite, o Depeche Mode tocou pra 12.000 pessoas no Hollywood Boulevard e o showzinho foi transmitido ao vivo no Jimmy Kimmel Live!, um dos milhares de ótimos talk shows americanos.

Enquanto isso, no Jô Soares…

Flash DANCE mob, ou a Beyonce em Londres.

quarta-feira, abril 22nd, 2009

Ou quase.

Quem lê o blog sabe que a gente adora um flash-mob, ou um mais “muderno” Improv Everywhere.

Bom, dessa vez aconteceu em Londres, em plena Piccadilly Circus, um flash “dance” mob: um bando de mulher dança “Single Ladies”. o hit da Beyonce.

O que eu acho bacana é que esse tipo de coisa não serve pra nada, só diversão por uns minutos mesmo. Muito bom!

O presidente Lula no South Park.

quinta-feira, abril 16th, 2009

No episódio dessa semana do South Park que foi ao ar nos EUA, o presidente Lula recebe uma ligação do pai do Stan, pedindo ajuda pra acabar com um alien que pousa por aquelas bandas.

Além do Lula aparecem líderes do mundo todo, Inglaterra, França, China, Alemanha, Austrália.

Claro que o episódio é muito bom, bem engraçado e imperdível. Dá pra assistir aquilula.

Single novo de Thiago Pethit para download: “Fuga Nº1″.

terça-feira, abril 14th, 2009

Bom, antes de mais nada quero deixar bem claro que o Thiago Pethit, cantorzaço, é meu amigo pessoal. E não só, eu tô produzindo e vou dirigir seu novo clipe. Assim sendo, este post vai ser absolutamente parcial, aliás, como tudo nesse blog, porque aqui a gente só escreve do que gosta e pronto! Esclarecido isto, vamos lá.

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O Thiago é um cara que eu conheço faz uns anos e ele sempre surpreende. Quando eu vi o show dele pela primeira vez, fiquei chocado (de verdade!) com a qualidade não só musical, mas de sua presença no palco, de sua voz sublime, de sua maneira de intérprete que é o jeito como o cara canta, interpreta mesmo, porque a gente bem sabe que tem muita gente por é que tem uma voz maravilhosa e você vê a pessoa cantando e fica decepcionado pela falta de presença, mostrando que o cara é cantor e não intérprete.

Voltando ao que vim, o Thiago. Hoje, além de estar lançando essa música nova, a “Fuga Nº1″, o cara vai fazer show no Studio Sp, no projeto bacana deles “Cedo e Sentado”, que é bem isso, começa cedo, antes das 10 da noite,  e tem lugar pra sentar pra assistir o show, o que é ótimo pra um show desse nível. Canções lindas, clima meio de cabaré, a lembrança de caras como Tom Waits, Leonard Cohen, até Nick Cave e no meu caso, eu sempre nos shows dele me lembro do filme “O Fundo Do Coração” do Coppola, da trilha linda do Tom Waits, daquela aura de neons e paixões estranhas. Bom, pra terminar de falar no show, Thiago vai ter convidados especiais, a cantora (formidável) Tulipa Ruiz e o vocalista do Vanguart Hélio Flanders, imperdí­vel mesmo!

E a música nova? “Fuga Nº1″ é um exemplo do que escrevi antes, do lado intérprete do Thiago. Você vai ouvir a música e com certeza vai conseguir imaginar o cara cantando, ver o cara cantando, imaginar que ele podia ser um cantor de um puteiro meio decadente e ao mesmo tempo bem bacana, daqueles com cortina de veludo vermelho, cheiro de cigarro mas que apesar disso você sai de lá com memórias pra vida toda. E esse tipo de memória é o que vai acontecer depois que o Thiago Pethit entrar de vez na sua vida musical.

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E se esse single novo for sua primeira experiência com o Thiago, ah, que sorte a sua!

Aqui você baixa “Fuga Nº1″.

E aqui você baixa o EP “Em Outro Lugar”.

E  pra terminar, vá até o Myspace do cara e deixe recado lá pra ele, tenho certeza que vai ser falando bem!

“Valsa Com Bashir” e a culpa!

quinta-feira, abril 2nd, 2009

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Ontem fui assistir “Valsa Com Bashir” sem saber muito sobre o filme. Sabia apenas dos prêmios que vinha colecionando mundo afora, dos festivais onde tinha sido exibido e coisas do tipo. Ah, e que era uma animação, um documentário e que falava sobre guerra.

Bom, adoro esse tipo de situação, de ir assistir um filme sem muita referência a respeito. Daí o filme, nesse caso, é bom demais, e eu saí do cinema totalmente abalado. Num primeiro momento nem tinha certeza se tinha gostado do filme, porque seu final é uma paulada na moleira e tenho certeza que apesar do filme todo, ninguém espera pelo que vai acontecer. E o filme é bom demais e pronto!

A premissa de um documentário feito em animação me deixou animado, e acaba funcionando bastante. Ele conta a história de um diretor de cinema israelense que foi soldado do exército quando jovem e que depois de quase 30 anos não lembra dessa época de sua vida e tenta através de conversas com amigos e mais gente envolvida no conflito que suas memórias voltem de alguma forma. Ele entrevista seus amigos que na sua única memória estavam presentes ao seu lado, entrevista jornalista que cobria a guerra, entrevista oficiais do exército. Tudo isso pra falar de uma vergonha dessa guerra, um massacre onde provavelmente foram mortos mais de 3000 palestinos , sendo que deles, nenhum soldado, apenas mulheres, crianças e velhos.

Um pouco da história real: o Ministro da Defesa israelense na época, Ariel Sharon, criou um plano para ocupar o Líbano até Beirute e nomear seu aliado Cristão, Bashir Gemayel, para a posição de Presidente do Líbano. Sim, esse é o Bashir do título, e esse cara, eleito presidente, vira ídolo do povo mas logo é morto num atentado. Por isso os Falangistas Libaneses invadem esse campo de refugiados palestinos e por 2 dias, matam essas 3000 pessoas por vingança.

Bom, a tal da Valsa com Bashir é uma das muitas cenas lindas do filme, que com certeza só poderiam ser realizadas em animação mesmo, já que recriar um conflito desses fora de uma produção milionária seria totalmente inviável: uns soldados israelenses caem numa emboscada e ficam recebendo tiros e mais tiros dos palestinos, até que um deles começa um contra ataque, que segundo o diretor lembra, parecia que ele dançava uma valsa lenta e doida ao mesmo tempo.

Todo o filme, na verdade, gira em torno da culpa desses ex-soldados que não se lembram exatamente onde estavam, o que fizeram, como aconteceu de verdade. Culpa por não terem certeza se eles poderiam ter evitado de alguma forma o tal do massacre, culpa por não se lembrarem se eles poderiam ter percebido mais cedo o que os Falangistas estavam realmente fazendo naquele campo. E o mais doido de tudo, culpa por ter a sensação errada de que esses soldados naquele momento, poderiam ter vivido uma experiência quase nazista, e no caso do soldado/diretor, isso se aflora mais ainda porque seus pais estiveram em campos de concentração na Segunda Guerra Mundial. É incômodo até ver e ouvir esses caras, mesmo que cartunizados, tentando se justificar, tentando dizer que a culpa não era deles, que quem matava eram os Falangistas, que eles não sabiam o que estava acontecendo. Isso pra mim foi o mais impressionante do filme, a culpa, essa implacável, como ela exerce o poder que exerce e faz com que as pessoas “esqueçam” o que interessa, ou o que na verdade não interessa lembrar. E num caso desses, quando se dispõem a lembrar, sofrem de novo e de forma mais aguda.

Como o fim do filme me fez sofrer.

Publicado junto com “Já Viu?“.

Exclusivo: EP do Superpose pra baixar!

quarta-feira, abril 1st, 2009

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O Superpose é uma dupla de Santa Catarina que a gente aqui do blog adora.

Em fevereiro, trouxemos os caras para tocarem na nossa festa FKCu no Glória e foi um sucesso total: além deles serem super bons ao vivo, o público não esperava tanta energia e ninguém conseguiu ficar parado.

Pra quem não sabe, eu sou bem amigo do Edu K de muito tempo. Em fevereiro passado ele lançou uma música nova, a “Raver Lover”, e a música teve remixes de vários artistas/produtores do mundo todo. O Edu me confidenciou, e agora divido com vocês, que o remix preferido dele era dos caras do “Superpose”, o que eu concordo total com ele.

Bom, hoje, primeiro de abril, o dia da mentira, o Superpose lança de verdade um EP novo “Aurora”: são cinco músicas inéditas, sendo que quatro delas foram feitas para o Santa Catarina Moda Contemporânea.

Só digo uma coisa, clique aqui nesse link e baixe agora e ouça sem parar. Satisfação garantida!

Ah, mas por favor, me digam depois o que acharam. E logo logo uma entrevista com a dupla!
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