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Quem conhece um hotelzinho bacana em SP, levanta a mão.

segunda-feira, dezembro 8th, 2008

Claro que São Paulo tem hotéis bacanérrimos. Afinal, ninguém em sã consciência poderia dizer que o Unique é meia-boca. Ou que o Emiliano fica péssimo com aquelas cadeiras dos irmãos Campana logo na entrada. Os dois, mais o quase vizinho Fasano, são, sem dúvida, lindos. E caros. Mais caros do que lindos, eu diria. Agora, o que dizer para quem aterra em Congonhas cheio de boas intenções, mas sem os tufos pra gastar? – Já para um flat, meu colega, é o que temos. Sim, e temos vários. Todas as redes de hotéis e flats do mundo estão aqui. Mas ninguém ainda teve a brilhante de idéia de abrir por essas bandas um hotelzinho charmoso, bonitinho, bacaninha e com um preço ok. E olha que procurei, viu? Para não dizer que minhas buscas foram totalmente em vão, achei dois. Dois médio bacanas. Um deles é o Pergamon, na Frei Caneca, que não envergonha mas peca pelo excesso do “quero ser um hotel design” deixando tudo com um ar meio pasteurizado, tipo flat. O outro é o Normandie Design Hotel, na Avenida Ipiranga, que peca pela mesma “boa intenção”, mas acerta mais. A boa notícia é que eles não ficam em Moema, ficam no Centro. Ou seja, nem tudo está perdido. 

Inspirado em Kid Sister

domingo, novembro 30th, 2008

O som que é a cara do Brooklyn-NY (segunda atração da noite ontem no Nokia Trends) me fez acordar inspirada para mostrar o que rola no bairro no domingo de manhã. Com ou sem ressaca, todo mundo sai de casa para o habitual brunch. Casais com filhos, sem filhos, solteiros com cachorro, de bike, sem bike, sem cachorro. É uma festa. De gente bonita e de lugar bacana. Nos arredores da Court St. e Smith St., em Cobble Hill (vizinho de Brooklyn Heights, onde moram os mais abastados), tem uma opção atrás da outra. O primeiro que conheci foi o Ted&Honeyum misto de café e mercadinho só de coisas ultra selecionadas. As mesinhas do lado de fora são um espetáculo pra quem quer apreciar as “belezas” do bairro, se é que você me entende. Outra opção é o Building on Bond, na 100 Bond St. A decoração é toda feita de materiais de demolição, e o chocolate quente, imperdível. Se quiser comer um cookie (os americanos têm uma mania por cookies que eu, pessoalmente, não entendo muito bem), vale conhecer o Cookiesna Dean St. com Smith St.. Nem que seja só uma entradinha rápida para babar no decor. Depois do brunch, uma voltinha pelo bairro e, quem sabe, umas comprinhas. A UrbanOutfitters ali do lado fica aberta o dia todo. 

Economize no hotel, torre tudo nos drinks.

quarta-feira, novembro 19th, 2008

Toda vez que pensava num hotel low budget em NY, me vinha na cabeça aqueles carpetes meio sujinhos, com cheiro de “sou o mesmo há 60 anos”. E qual foi a minha surpresa quando a companhia aérea errou a data da minha passagem e tive que arranjar alguma coisa bem as pressas, para uma noite na what a hell expensive NY. Missão cumprida. Segui a indicação de um amigo e fui para o The Pod Hotel. Qualquer semelhança com o nosso tão amado iPod não é coincidência, é de propósito mesmo. A proposta é a simplicidade e a descomplicação. A decoração é bem bacana, na linha moderninha. Detalhe para o lounge no roof, uma delicia de vista para a cidade. No quisito tecnologia, o hotel também faz jus ao nome. A internet wireless é free e cada uma das camas tem a sua própria LCD. Fui conhecer o quarto que segue o sistema do banheiro comunitário (mais conhecido como shared bath) e outra surpresa: o banheiro é ultra ok. O mais legal: uma luzinha dentro do quarto mostra quais os banheiros estão livres, para ninguém ter que passar aquele carão de ficar de toalha no meio do corredor, com a cueca limpa numa mão e o sabonete na outra. A localização não é uma maravilha, mas também nada que um bilhete de metrô não resolva. O que, convenhamos, não é um problema nessa cidade. Anota aí, mas não espalha muito: The Pod Hotel, 230 51st., between 2nd and 3rd ave (Midtown). As tarifas variam de $79 a $260, mais ou menos, dependendo da estação. 

Não saia de NY sem conhecer o Dumbo.

domingo, novembro 16th, 2008

Sim, sei que soa estranho. Que para conhecer o Dumbo, o certo seria ir para a Disney, não para NY. Pois bem, Dumbo é o bairro mais design do pedaço e só descobri isso hoje. Paraiso para os web designers, designers, arquitetos, fotografos e simpatizantes, o bairro resume-se a algumas quadras bem embaixo da Brooklyn Brigde (vizinho de Williamsburg). Além da vista fantástica de Manhattan, encontrei a “bem provavelmente” melhor book shop de NY, a Powerhouse Arena. Uma espécie de livraria, galeria, lojinha de design e reduto de cabeças pensantes. O espaço é incrível, pé direito altíssimo, cara de galpão industrial. A seleção de livros, nem se fala. Fui obrigada a adquirir alguns exemplares. Saindo dali (se você for capaz), vale muito a pena conhecer uma loja no melhor estilo “100% japanese”, chamada Zakka: toy art, livros de design de todos os cantos do mundo, camisetas, posters e miudezas em geral. Outro espaço que, vez ou outra se transforma em galeria. O bairro, além das lojas e galerias, hospeda várias performances e eventos. Vale a pena consultar o calendário quando for a NY. E andar por lá, despretenciosamente, vale a visita.

It’s not a hotel

sexta-feira, novembro 14th, 2008

Definitivamente NY já não é mais a mesma. O bairro mais cool deixou faz tempo de ser o Soho e as melhores baladas não estão mais concentradas no LES (lower east side, para os íntimos). E ninguém me contou, não. Eu fui ver bem direitinho. A convite de uma amiga ultra local, peguei um taxi no Brooklyn e fui experimentar a noite de Williamsburg. Gente. O que é aquilo? Se o mundo deixar de ter pessoas bonitas de uma hora para outra é porque elas estão todas lá, no Hotel Delmano. Não, eu não fui passar a noite num hotel em Williamsburg. Trata-se de um bar ultramegamaster cool. De fora, você não dá nada pelo lugar, parece uma esquina abandonada. A entrada fica na lateral e não há qualquer placa que ajude um turista nó cego a entrar. Para a sorte de todos nós. Os drinks são caros, bem caros, mas eu prometo que vale cada centavo. Prometo muito. E se você tiver coragem de sair de lá, um bom lugar para continuar a noite é o Union Pool, dos mesmos donos. O povo é mais despretencioso e o ambiente, idem. Mas vale dar uma olhada. Hotel Delmano: 82, Berry Street, Williamsburg

Land of the beautiful horses

segunda-feira, novembro 3rd, 2008

Sempre que alguém viaja para um lugar que eu nunca fui, peço folhetinhos de hotéis, restaurantes e afins. Eis que ontem chega em minhas mãos um verdadeiro achado. Literalmente, uma vez que é realmente um lugar escondido no meio das rochas. O nome do achado é Serinn House, na Capadócia – que em persa significa “land of the beautiful horses”. Para os que, como eu, não faziam idéia da beleza do lugar, trata-se de uma formação rochosa que surgiu a partir da erupção de dois grandes vulcões, há milênios. Depois disso, os homens do período neolítico (pra ter ideia de como a coisa é véia) cavaram as rochas, dando origem a um labirinto de caves. Algumas delas são hoje ocupadas por um dos hotéis (que eles chamam modestamente de “pousada”) mais charmosos que eu já vi. Pena que ainda só por fotografia. A dona, a Erin, é uma fofa e ajuda a planejar os passeios, descolar guias, motocas e afins. Ó, fiquei sabendo até o nome do taxista mais simpático do pedaço: Marmet (tks, Simone, por informações tão completinhas). Agora que você já sabe onde vai ficar hospedado, vamos aos passeios: obrigatório dar um rolê de balão e ir assistir a um ritual sufista (nossa, tô tão cabeça hoje) chamado “Semã Cerimony”. É complexo para explicar em poucas palavras, mas é uma viagem no meio da viagem. E pode ir sossegado que não se trata do mesmo que ir a NY e assistir o “Fantasma da Ópera”.

Jeri, para os íntimos

quinta-feira, julho 17th, 2008

Tava pensando… a gente liga pouco ou nada para o Ceará. O que convenhamos, quem já foi para Jericoacoara, sabe que é uma grande injustiça. As praias são lindas e as ruas, cobertas de areia, lembram beeeem a marginal pinheiros coberta de carros, com direito a água mineral a “dois real” delivery na sua janela. Enfim, o Ceará é bacana e é bom ir logo antes que a CVC vá. Sério mesmo. Porque em Itacaré, ela já chegou. Minha sugestão de hospedagem é o hotel Mosquito Blue. Não, não me pergunte o porque desse nome. Não faço a mais remota idéia (quando for lá, a primeira coisa que vou perguntar antes de pedir a chave do quarto é: que raio de nome é esse?). Mas que o lugar é um oasis no meio das dunas, isso é certeza. E o melhor: na frente da praia. A arquitetura puxa pro grego, o que contrasta completamente com a paisagem local. E se você é do surfe e prefere uma pousadinha mais sussa, a outra opção é a Blue Jeri, ali do lado. Ela é tão charmosa que confesso, ficaria na dúvida. Se a viagem for romântica, já pode reservar uma mesa no Restaurante Oceano, com vista para o mar e para a lua cheia. Precisa mais?

E para quem vai a Buenos Aires do final de semana…

sábado, julho 5th, 2008

Rivalidades futebolisticas a parte, a Argentina está bombando. Descontando o excesso de turistas brasileiros que lotam a capital nos feriados, fazendo a Ricoleta parecer a Oscar Freire, Buenos Aires é “show de bola” (sorry, esse trocadilho foi mais forte do que eu). E como toda viagem que se preze começa pela escolha do hotel, vamos a isso. Minha sugestão número zero zero é o Home, eleito pela Wallpaper melhor hotel de 2007 (isso porque acredito que ninguém em sã consciencia vá pagar 500 doletas por uma diária no Faena, só porque o Philippe Starck resolveu decorar o restaurante com cabeças de unicórnio). A decoração é super descolada e o esquenta de sexta a noite já está garantido, com DJ e tudo mais. Outra opção na linha hotel-butique é o Five Cool Rooms. Os dois ficam em Palermo Viejo, o Soho dos argentinos. Para comer, há opções para todos os budgets. Um dos bacanudos é o Sucre (o Gero deles), mas se o seu bolso reclamar, pule para o Bar Uriarte, o Central (Costa Rica, 5644), o Bar 6 ou o Olsen (Gorriti, 5879), onde você pode dar uma folga pro malbec local e degustar um dos 50 rótulos de vodka do menu. Para mais endereços e telefones, uma boa é consultar o guia virtual de restaurantes Óleo. Se ainda tiver espaço na mala e quiser trazer um presentinho, nem que seja pra você mesmo, não deixe de conhecer a ODA (Objetos de Artistas) com trabalhos bacanas de vários designers (Costa Rica, 4670).


Troca uma casa barco no canal por um cubo colorido?

segunda-feira, junho 30th, 2008

Tá certo. Não tem coisa mais charmosa em Amsterdam do que as casas barco flutuando no canal, com a bicicleta na porta esperando pra dar uma voltinha. Dá pra alugar uma dessas, mas se você não tiver bala pra isso, pode escolher dormir num cubo que muda de cor. Trata-se do Qbic, um hotel design low budget (diárias a partir de 69 euros). Os quartos são em formato de cubo e você pode escolher entre o azul, o amarelo, o púrpura, o verde…(arco-iris não rola) tipo aquela TV Philips, que muda de cor conforme o programa. E por falar em tecnologia, o Qbic é hightech, tem LCD e internet banda larga em todos os quartos. O serviço segue o estilo Gol de ser, ou seja, não rola mordomias. Em outras palavras, você se vira. Mas tudo bem… com Amsterdam a seus pés, quem precisa ser mimado no hotel? E pra terminar…como não quero que ninguém tenha surpresas desagradáveis, o Qbic tem um ponto fraco: a localização. Ele fica no centro financeiro da cidade, dez minutos de taxi do buxixo. Se não achar isso um problema, go ahead. Nessa mesma linha, outra sugestão (recém-inaugurada) é o CitizenM. Só que esse, minha gente, tem vista pro aeroporto. Deus queira que tenha janelas anti-ruído.

Atendendo a pedidos…dá-lhe pé na terra

quarta-feira, junho 25th, 2008

Reclamaram que eu tava sendo elitista no meu último post. Tudo bem que não considero a França, a Espanha e a Itália destinos, assim, tão inviáveis como colocou nossa amiga Magritta… mas resolvi levar o comentário em consideração e deixar uma dica mais pé na terra. Ano passado fui conhecer São Francisco Xavier, perto de Campos do Jordão. É o mesmo clima, mesma vegetação só que com 300 lojas, 250 letreiros luminosos e 5000 peruas com sacolas na mão a menos. Ou seja, um paraíso há menos de 3 horas de São Paulo (agora a gente pode ir, Magritta. e de carro). Como não conhecia nada sobre o lugar, pesquisei na rede mundial de computadores e tive uma grande sorte. Fiquei hospedada na pousada mais acolhedora que já conheci, a Villa Vittória. São poucos chalés, acho que quatro ou cinco, decorados no maior capricho. Com direito a alguns luxozinhos que ninguém é de ferro, como, por exemplo, a lareira e a banheira de hidromassagem (for two).

O café-da-manhã é um capricho só, servido pela foooofa da dona, que vem na sua mesa perguntar como você prefere o seu omelete. A pousada não oferece almoço e jantar, mas aí vale uma voltinha até a vila e procurar um dos 2 restaurantes. Tá bom, tô exagerando, são 3. O japa (que eu não me lembro o nome, mas não se preocupe, é o único) tem um sushi delicia, mas o ambiente não é lá dessas coisas. Recomendo um que fica bem ao lado, o Alegro Restaurante. Ah… já ia esquecendo… não vá sozinho ou você vai querer pular do alto da cachoeira de cabeça (versão campestre de “cortar os pulsos”). O lugar é ultra romântico.