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É segredo mas eu vou contar.

quarta-feira, junho 18th, 2008

Quem me deu essa dica pediu segredo absoluto, mas isso já faz alguns anos e ela deve ter esquecido. Decidi que vou dividir esse achado com vcs e pronto. Trata-se de um site, o “Secret Places” (o nome do post não é um trocadilho, que isso fique bem claro), que traz dicas de hoteis charmoserrimos em Portugal, na Espanhã, Itália, França e Marrocos. Você escolhe o país e aparece um mapa com os pontinhos onde o Secret Places tem hoteis. Aí é só ir clicando enlouquecidamente em cada um deles e descobrir qual é mais a sua cara. Numa dessas minhas investidas, descobri um dos hoteis mais charmosos do mundo. Eu juro: DO MUNDO. Chama-se Hospedaria Convento de La Parra e fica na região de Extremadura, na Espanha. Além de ficar babando nos hoteis, pousadas e afins, e fazendo as contas de quantos dias você ainda tem de férias do ano retrasado, no site “Secret Places” você pode fazer as reservas. O atendimento é super atencioso e o serviço, confiável. Anotem aí, mas não esqueçam: é segredo. hahahahah…

Esqueceu de levar o ipod? Aluga no hotel.

sábado, junho 7th, 2008

Todo mundo que é louco por design e moda sabe que Copenhague é a bola da vez (sabe, não sabe?). O que é muito curioso quando lembramos que lá também é a cidade que abriga a lendária comunidade hippie Christiania, com quase 1000 pessoas vivendo no esquema da auto-suficiência, bem aos moldes dos anos 70. Mas isso merece um post a parte. Qualquer hora vamos falar mais de Christiania…Agora voltemos ao design. Essa semana, durante uma reunião, me lembrei (ou fui lembrada) do Hotel Fox (www.hotelfox.dk). Para os que não conhecem, qualquer semelhança com o carro da VW não é mera coincidencia. Ao invés de uma tradicional campanha publicitária para divulgar seu produto, a marca escolheu chamar artistas,   designers e afins para reformar um hotel, onde cada quarto é de um jeito. Eu aconselho o quarto 309 ou o 509, mas aí é tudo uma questão de gosto. Você pode preferir um quarto que parece um banheiro cheio de azulejos, com o “discreto” toque de uma cabeça de touro dourada pendurada na parede. Repito:

é tudo uma questão de gosto. E pra acompanhar o espirito trendy da coisa, no lugar do tradicional restaurante de hotel, o Fox tem um exótico Tiki-Bar. Esqueceu o ipod em casa? Liga pro concierge. Durante sua estada, não esqueça de visitar o Danish Design Center: 27 Hans Christian Andersens Boulevard.

Folhas de coca por apenas 5 soles

quinta-feira, abril 10th, 2008

Hotel Pigoaga_Cuzco

Vôo da madrugada, todos mal dormidos, chegamos em Cuzco. Na van, o guia nos informa que para aguentarmos a altitude o bom seria tomar muita água, evitar carne e tomar apenas 5 chás de coca por dia. Apenas 5???? Como assim? Pra quem nunca tinha visto uma folha de coca na vida, 5 chás inteiros significavam uma perdição. Ok, experimentado o chá de coca no lobby do hotel ficou bem claro que o mito não passa de um chá verde…e do bem sem graça.

Superada a frustração, vamos ao que interessa: o hotel que recomendo em Cuzco chama-se Picoaga. Charmoso e super confortável. Detalhe para o café-da-manhã, que tem uma vista genial para o telhado das casas antigas de Cuzco. A cidade é linda e merece uma visita detalhada. Para jantar, recomendo o restaurante Cicciolina, atrás da catedral. A comida é uma delicia e o atendimento, impecável. Outra opção é o Incanto (Santa Catalina Angosta 135), onde se pode experimentar um autêntico Lomo Saltado, prato típico peruano, de influência chinesa. Sim, assim como em SP tem montes de japoneses, lá no Peru quem domina são os chinas.

E como ninguém vai a Cuzco se não for para ir a Machu Picchu, o que recomendo é: evite os sanduiches vendidos no trem. São horríveis. Vá com tempo de sobra para curtir muito o lugar, é indescritível. E se quiser ver tudo com calma (o ticket do parque vale por 3 dias) e tiver um budget razoável, recomendo o Machu Picchu Sanctuary Lodge, da rede Orient-Express.

Excursão, tô fora.

segunda-feira, março 3rd, 2008

Não sei quando, nem como a frase “Você tá viajando” virou sinônimo de “você tá maluco”, “pirou de vez”, “bebeu”, “fumou”, sei lá. Pra mim, tá maluco quem esquece de viajar, quem deixa pra segundo plano ou acha que torrar vários euros perambulândo pela capital de lugar nenhum é jogar dinheiro fora. Podem dizer que eu “tô viajando”, mas não tem dinheiro mais bem gasto nesse mundo do que fazer a malinha (eu disse “malinha” e esse assunto merecerá um post a parte) e sair pelo mundo afora, conhecendo lugares, pessoas e seus respectivos “modus operandi”.

Posso dizer tudo isso com a convicção de quem já gastou 90% das suas economias com passagens, hotéis, e por aí vai. Gasto mesmo, com uma excessão: as excursões. Sou capaz de passar um mês de férias assistindo à coleção inteira da Blockbuster, só pra não ter que seguir um guia de guarda-chuva na mão. Gosto de explorar mesmo. De descobrir como vivem os “locais”, onde eles vão a noite, onde almoçam com os amigos, onde fazem compras. Aquelas dicas de guia de viagem me dão até medo. Sem ser generalista, porque já vi uns alternativos com verdadeiros achados. Vou citar alguns deles por aqui também.

Enfim, era só pra dar uma introdução de porque estou aqui escrevendo sobre viagens e lá se foram dois parágrafos. Pra não terminar no zero a zero, fica aqui a minha dica nº1: se for a Lisboa (e você precisa ir a Lisboa, anote já aí na sua agenda), esqueça os hotéis e pousadas e faça uma reserva no concorrido Zuza Bed. O Zuza é um amigo querido, que resolveu transformar sua casa – com uma das vistas mais bonitas de Lisboa, sem falar na localização – em um charmoso e aconchegante bed&breakfast. Cada quarto foi decorado de um jeito e é difícil dizer qual é mais bacana. Como a concorrência por uma vaga está acirrada (Michelle Pfeiffer já se hospedou lá), qualquer um que esteja livre é uma boa escolha. Quer dar uma olhadinha nas fotos? Aqui vai: www.zuzabed.com

Posted by Gaby Hunnicutt

Quarto Vintage do Zuza Bed

The Kills adiciona energia ao minimalismo rock

sexta-feira, fevereiro 15th, 2008

Midnight Boom 

THE KILLS, Midnight Boom (2008)

Midnight Boom é a entrada triunfal do The Kills na pista de dança. O duo anglo-americano está no seleto grupo de artistas na música pop de hoje que utiliza uma certa atitude fashion blasè em doses certas, sem forçar a barra – nas roupas, nas fotos de divulgação, nas artes dos discos e sites e também nas performances ao vivo. Segurar uma guitarra vestindo roupas de estilistas famosos qualquer um faz; mas pouquíssimos são capazes, como VV e Hotel, de sustentarem a pose.

Neste terceiro disco, a atmosfera sexual explícita dos dois primeiros (Keep On Mean Side, de 2003, e No Wow, de 2005), presente na faixa de abertura, “U.R.A. Fever”, cede espaço à uma sensualidade de paquera e diversão – sem, contudo, deixar o teor alcoólico de lado – como na animada “Cheap and Cheerful” e na despretensiosa “Last Day of Magic”. A banda segue usando poucos instrumentos (basicamente percussão, vozes e guitarras), mas extrai deles uma faceta festiva quase contrária à concisão minimalista que até então vinha praticando.

Midnight Boom assinala uma transição. Como se o The Kills deixasse de tocar num inferninho abafado, aqueles com luzes vermelhas, e passasse a se apresentar num clube maior, onde o ar condicionado funciona e a vodka é de (muito) melhor qualidade. Para fechar o show com isqueiro na mão, a linda balada “Goodnight Bad Morning”.

Post por João Pedro Perassolo > perass@gmail.com