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O que Obama está ouvindo?

segunda-feira, novembro 3rd, 2008

Em clima de Eleições (reality show) Americana, saiba o que Barack Obama tem ouvido durante a campanha:

1. Signs – Snoop Dogg and Justin Timberlake
2. Ain’t No Mountain High Enough – Marvin Gaye and Tammy Terrell
3. Torn and Frayed – The Rolling Stones
4. C’mere – Interpol
5. Use Me – Bill Withers
6. Numb/Encore – Jay-Z and Linkin Park
7. I Feel it All – Feist
8. Hey Hey What Can I Do – Led Zeppelin
9. Kick, Push – Lupe Fiasco
10. I’ll Be Around – The Spinners
11. Big Weekend – Tom Petty
12. I’m on to You – Neil Diamond
13. Bones – Radiohead
14. Down by the River – Neil Young
15. When the Stars Go Blue – Ryan Adams
16. Maps – The Yeah, Yeah, Yeahs
17. Daughter – Pearl Jam
18. Season of the Shark – Yo La Tengo

Via bog do Sérgio Dávila

Planeta Terra, O Festival

quarta-feira, outubro 29th, 2008

Já foi dada a largada para a temporada de festivais-shows-festas. Já falamos aqui alguns dos imperdíveis que vão acontecer ainda este ano, mas pra mim imperdivel mesmo é o Festival Planeta Terra. Engana-se quem pensa que a marca surgiu agora – eles trouxeram o Black Eyed Peas, Jamiroquai e foram os responsaveis pela turnê nacional do Pearl Jam em 2005 que reuniu mais de 200 mil pessoas.

Ano passado, o evento mudou de formato e ganhou status de festival e quem esteve na vila dos galpões viu uma impecável organização e muito respeito ao público. Eu nunca achei que pudesse ver pelas terras tupiniquins um festival com a mesma infra dos festivais gringos.

No Lineup parece que alguém disse: vamos mostrar de onde saem todas as boas referências para essa geração myspace? E Colocaram no mesmo palco a mistura do ‘novo rock’, influenciado pela vanguarda oitentista. Assim, assitimos a genialidade new wave dos sessentões Devo [com direito ao Mark Mothersbaugh vestido de team leader e claro, os clássicos chapéus vermelhos] e logo depois os novatos Kasabian com seu rock ligeiro, com sintetizadores em perfeita harmonia, foi o grandioso e memoravel! Teve CSS com o show ‘cala-a-boca’, teve o Tokio Police Club [que pra mim foi a surpresa da noite], teve fafafafa com Data Rock e o show que eu perdi dos The Rapture. Veja aqui

E esse ano irão repetir a mesma fórmula [afinal time que está ganhando não se mexe] colocando nomes como Jesus and Mary Chain conversando com Animal Collective, tem também The Breeders dando uma piscadela para o Spoon e ainda tem Foals [prometo um post sobre eles em breve] e Bloc Party de mão dadas com Kaiser chiefs [que acabaram de lançar álbum. Você já ouviu?]

Na parte eletrônica do evento acabou de sofrer uma baixa, o cara que ‘criou’ a disco não vem mais – Calvin Harris operou as amigdalas [mas acho mesmo que ele trocou de sexo] mas ainda tem Mylo [quem não rebolou nas pistas em 2005 com Drop the Pressure] e Felix Da Housecat.

Gostou? Então corre porque segundo o Big Eye, restam somente 300 ingressos.

Que feio!!!

quarta-feira, outubro 8th, 2008

A notícia é véia, mas não poderia deixar de registrar, que feio que o Bloc Party fez no VMB não? Playback é foda!
Em nota a MTV diz que eles que quiseram tocar assim – eu não duvido, mas sei também que por aqui no Brasil a equipe técnica não costuma mandar muito bem, vai saber…

http://lalai.net/wp-content/uploads/2008/10/468×60.swf

web + lives = fabchannel

quinta-feira, setembro 11th, 2008

Pois é, esses dias estava pensando: como assim não existe um site que transmita shows bacanas? Sim existe, a maioria com pouca qualidade (qualidade semelhante ao youtube), até que encontrei o fabchannel.

Fodáááástico. É uma plataforma online criada por um grupo de estudantes da Universidade de Amsterdam, e dedica-se exclusivamente a transmitir webcasts de concertos a partir de duas das mais bacanas casas de show da capital holandesa, o Paradiso e o Melkweg. Até ao momento, o Fabchannel já transmitiu mais de 1000 concertos que se encontram disponíveis em arquivo para serem visualizados a qualquer momento.

Além da qualidade da imagem e do som serem fenomenais – com quatro câmaras em vez de uma só, o Fabchannel oferece ainda um leitor de vídeo que funciona como um widget que pode ser integrado em qualquer site, blog ou rede social (MySpace e Facebook) – tal e qual como o player do YouTube.

Lá você pode conferir o live do Primal Scream, CSS, Bonde do Rolê, B-52′s, Bloc Party, MGMT, Arcade fire e muitos outros, abaixo deixo vocês com Digitalism captado em 22 de maio último:

[o wordpress não deixa eu colocar o player aqui, portanto clique abaixo:]

Beautiful future – Primal Scream

quarta-feira, agosto 13th, 2008

Poucas bandas têm uma carreira tão genial e entregue ao sabor como os Primal Scream. Ao longo de 26 anos de atividade, já atiraram a tantas direções e arriscam-se a cada novo álbum editado – do olhar retro de Sonic Flower Groove [injustamente esquecido, mas magnífica estréia, em 1987] ao reencontro com a genética dos blues em Riot City Blues [2006], do pop dançante e mítico Screamadelica [o melhor álbum de todos os tempos] ao desafio aos sentidos de Vanishing Point [1997]… Tudo isto numa obra onde não faltaram os tropeções, seja no desnorte de Give Out But Don’t Give Up [1994] ao politicamente pretencioso [e na verdade inconsequente de 2000] XTRMNTR… É uma surpresa a cada novo álbum. E Beautiful Future não foge à regra.

Radicalmente distante do apenas curioso disco de há dois anos, o novo álbum devolve a banda aos terrenos do pop e ao reencontro com o prazer da dança, sem representar necessariamente um álbum de pista, Beautiful Future é mais que um olhar novo, é um devolver de atenções a terrenos tão bem vividos.

Não faltam boas canções, entre as quais se conta uma soberba revisão de um original dos Fleetwood Mac [Over & Over], em colaboração com Linda Thompson, e revivem algumas das mais remotas experiências do primeiro álbum. Não se trata de uma operação de nostalgia. Nunca o fariam. Mas, antes de um rearrumar de idéias, numa obra que entre tamanha diversidade, raras vezes tomou discos próprios como ponto de partida: em Beautiful Future os Primal Scream olham para si mesmos e reposicionam-se num espaço no qual nos deram alguns dos seus melhores momentos. Não os iguala, porém representa o seu mais recomendável conjunto de novos temas desde Vanishing Point.

A capa do seu próximo álbum

sexta-feira, julho 11th, 2008

A frufru deu a letra, ou melhor, a capa para o meu próximo disco. Não só isso, deu o nome e o título do álbum.

Quer um também? então monte o seu:

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random – o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 – as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ – a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Scarlett Johansson – Anywhere I Lay My Head

quinta-feira, maio 29th, 2008

Muito se fala do da estréia de Scarlett Johansson no mundo musical e tudo o que eu li por aí foram opiniões divididas. Até mesmo entre os que o não ouviram bem, ou aqueles que são sempre do contra (e eu me incluo nessa categoria). Antes de mais nada, a fala “canta mal” como motivo para levantar ou baixar o polegar à estréia é pura balela de quem não tem paciência para ouvir ou pior, argumentos para opinar. Quantas vozes menos encorpadas fizeram alguns dos mais marcantes momentos da história da música popular? E, no sentido oposto, quantas de tons afinados nos deram algumas das mais insuportáveis canções? (Celine Dion está bom pra você?). Scarlett Johansson pode não ter as cordas vocais e os pulmões de uma diva, mas a sua estréia musical não parece ser apenas birra criativa de uma atriz mimada.

É certo que é fácil escolher um ícone incontestável para, no jogo do “diz que gosta”, se ganhar aparente respeito. Mas, mais que escolher uma mão-cheia de temas de Tom Waits, o álbum Anywhere I Lay My Head revela o entendimento da cantora-atriz com uma equipe de notáveis, reinventando as canções com um conjunto esteticamente coeso e capaz de acolher ouvidos dos mais refinados até os mais simplórios. Dave Sitek, dos TV On The Radio, é talvez a figura central neste filme, com o argumento de Tom Waits, que Scarlett Johansson interpreta como… uma atriz. Com David Bowie como ator secundário em algumas das melhores cenas, e também a participação não menos visível do guitarrista Nick Zinner (dos Yeah Yeah Yeahs).

O disco pede atenção antes do sim ou do não, principalmente nos momentos alucinógenos de “Falling Down” ou do fantasmagórico “I Wish I Was In New Orleans”, numa canção de ninar from hell. O álbum é todo construído de idéias concretas e conseqüentes, porém revela uma abordagem plástica de soluções semelhantes entre si que talvez demonstre falta de ginástica como complemento às boas idéias do ponto de partida. Mesmo assim, Scarlett Johansson não envergonha ninguém. E se escutarem álbuns pop de atores como William Shatner, Nichelle Nichols ou mesmo Johnny Depp, verão porquê…

M83 – Sarturday = Youth

sábado, maio 17th, 2008

Depois de um tempo sem escrever nada, a notícia de um quinto álbum dos M83 me deixou totalmente empolgado. Isso porque M83 é um nome entre os grupos com maior visibilidade global da França contemporânea, destacando-se entre os demais não apenas pelas memórias inseridas a um novo contexto, mas por apostar em uma reinvenção dos códigos do shoegazing.

Bem antes dos Midnight Movies, dos Raveonettes ou, mais recentemente, os Magnetic Fields, os M83 já mostravam em seu gene, heranças dos My Bloody Valentine, num espaço que convocava um sentido de nostalgia muito peculiar e um gosto pelo confronto entre a distorção “ambiental” e a presença eletrônica. Em Sarturday = Youth mostram, face ao passado, algumas marcas de continuidade com um claro desejo de mudança; não abandonando o clima de nostalgia apontada à cultura jovem dos anos 80, mas mais que nunca, seguem o caminho na exploração da canção, traduzindo uma curiosa aproximação aos códigos do pop atual.

Em Sarturday = Youth, moram heranças de uns Cocteau Twins (em “Skin Of The Night”), New Order (em “Graveyard Girl”) ou, claro, os My Bloody Valentine (em “Up!”). O interesse dos M83 pelas novas eletrônicas, surge menos evidente ao longo do disco, mas domina a longa, mas não menos bela, “Coleurs”. Editam ainda, uma longa construção ambient aos modos do Brian Eno de finais de 70, encerrando o disco. Como sempre, a identidade de M83 é a soma ordenada destas memórias com as intenções narrativas de Anthony Gonzalez que, aqui, consegue um disco incrivelmente lindo.

Moby – Last Night

terça-feira, abril 22nd, 2008

Moby até é um tipo simpático. Tem aparecido ultimamente com boas conversas sobre política americana. E fala sobre Nova Iorque com o entusiasmo de quem vive com alma a vibração da cidade… A música? Bom… É indiscutivel a sua presença na reinvenção dos códigos pós-revolução da dance music na ressaca do que se escutou em finais dos anos 80, no sentido da redescoberta de formatos principalmente.

Go!, de 1990, é um reconhecido clássico do seu tempo, pilhando em notas e climas da banda sonora de Twin Peaks um tom invulgar que depois sugere a libertação pela dança. Seguiram-se uns discos entre o mais do mesmo e o vai-se ouvindo… Até que em 1999 chegou Play. Uma interessante coleção de invenções pop sobre samples de vozes bem escolhidos entre velhos arquivos. Mas, como o recente In Rainbows dos Radiohead, o álbum acabou mais vezes citado pela relação de Moby com uma eficaz política de temas para campanhas de publicidade que pela música.

Depois, em 2002, apresentou bocejo e tédio sob a forma de 18, um álbum que mais parecia um Frankenstein das sobras de Play. E em 2005 edita Hotel, um álbum bonitinho, mas ordinário…

Agora regressa à noite (de onde veio, sugere a conversa fiada promocional). Last Night é, ainda mais inconsequente 18: uma banalíssima coleção músicas em piloto automático, cheio de fórmulas batidas que ele mesmo já utilizou muitas vezes. O disco é tecnicamente competente, é verdade, mas oco, vazio, sem fibra nem muita fé. Não admiro que por aí dizem que agora Moby quer ser mais DJ que músico…

Empadas e rock’n'roll

sexta-feira, abril 11th, 2008

Mystery Jets, banda que surgiu de pequena ilha fluvial Eel Pie Island (sim, a ilha das empadas), em pleno rio Tamisa, na  “Grande Londres”. É uma pequena porção de terra, com 120 habitantes, e  tradição rock’n'roll, contando a sua memória concertos de bandas como os Pink Floyd, The Who ou os Yardbirds… Os Mystery Jets acabam de lançar Twenty One, o seu terceiro álbum.  Aqui fica o clipe de Young Love primeiro single da edição.