Archive for the ‘2008’ Category

Minha trilha de 2008

sábado, dezembro 13th, 2008

Depois do post do João, fomos todos convocados a relacionar aqui os 10 discos mais ouvidos em 2008. Eu, de novo, tremi na base, porque todo mundo sabe que música não é meu forte, e eu sempre acho que vou falar bobagem. Por isso, me reservo o direito de apenas listar os álbuns que eu MAIS OUVI, e que não necessariamente foram lançados em 2008, ok?

1. Cut Copy – In Ghost Colors

2. MGMT – Oracular Spectacular

3. The National – Boxer

4. Primal Scream – Beautiful Future

5. m83 – Saturdays=Youth

6. Calvin Harris – I Created Disco

7. The Ting Tings – We Started Nothing

8. Hot Chip – Made In The Dark

9. Radiohead – In Rainbows

10. Guillemots – Red

Os meus DISCOS de 2008.

sexta-feira, dezembro 12th, 2008

Eu super fiquei na dúvida na  hora de escolher os meus álbuns preferidos do ano. As conclusões que cheguei não foram as mais favoráveis, meio desanimadoras até. Pouca coisa genial ma pegou de jeito. Mas os que me pegaram,não me largaram o ano todo.

Pensando no melhor do ano, “Dear Science” do Tv On The Radio, seria a escolha lógica, já que a banda é impecável e o disco é um primor, uma grande surpresa mesmo pra quem já esperava algo genial vindo deles.

Tv On The Radio

Tv On The Radio

Mas quando eu pensei direito no disco que mais ouvi esse ano e que mais me dava vontade de ouvir no meu i-pod, principalmente andando a pé pela rua indo de casa pro trabalho, no meio do caos da avenida paulista, não tive dúvidas. Pra mim o disco do ano é “Feed The Animals”, do Girl Talk.

O cara nesse disco faz tudo de melhor que deveria ser feito hoje em dia. A cultura do mash up, da tecnologia, da rapidez dos nossos tempos nunca foi tão bem traduzida em música. Só posso dizer pra todo mundo ouvir e logo.

Meus outros preferidos do ano, além desses dois foram, sem ordem nenhuma de preferência:

(mais…)

Meu 2008, na música, foi assim:

quinta-feira, dezembro 11th, 2008
capa do disco do Crystal Castles

Capa do disco do Crystal Castles, o melhor do ano

Não resisto a fazer, todo fim de ano, minha lista de melhores discos. Pois:

1 – Crystal Castles, Crystal Castles: a dupla de 8-bit/electro nervosa ganhou a primeira posição pela atitude. Irônicos, criativos e debochados, mandam barulhinhos de videogame tosco numa época saturada de eletrorock e superproduções. Estão olhando pro chão na capa e nas fotos de divulgação, abrem o disco citando Death From Above 1979, falam de cocaína em espanhol e terminam com uma faixa que poderia ter sido composta pela Enya. Em uma palavra? GÊNIOS.

2 – Fennesz, Black Sea: guitarra + laptop. Um dos meus artistas preferidos, Christian Fennesz é um instrumentista que divide sue tempo entre Viena e Paris e faz música cheia de texturas, sem vocal nem acolhimento ao ouvinte. Beleza, estranha beleza.

3 – The Kills, Midnight Boom:  entrada triunfal do The Kills na pista de dança. Como se eles deixassem de tocar num inferninho abafado, aqueles com luzes vermelhas, e passassem a se apresentar num clube maior, onde o ar-condicionado funciona e a vodka é de (muito) melhor qualidade.

4 – Benoît Pioulard, Temper: gosto e cheiro de areia molhada depois da chuva no segundo álbum desse artista do Oregon. Ele é do tipo que se produz sozinho, sabe?, gravando em casa e fazendo as fotos dos discos. Não basta ser músico, tem que fazer também belas imagens.

5 – Ladytron, Velocifero: menos açúcar, menos deslumbre anos 80 pra pista de dança, mais animosidade. Tem gente que torce o nariz, mas o quarto disco do Ladytron é… sofisticado. Os sintetizadores estão mais pesados, e o clima dark ronda o electro do grupo – dessa vez, com algumas letras em búlgaro.

6 – Grouper, Draggin a Dead Deer Up a Hill: “dark ambient” foi o melhor rótulo que li nas descrições por aí. Imagine um som escuro, sombrio, com dedilhados de violão abafando o vocal redentor de Elizabeth Harris. Parece que o disco foi gravado dentro de um poço de água fundo, muito fundo: aumente bem o volume dos fones, caso contrário você não vai conseguir distinguir os intrumentos.

7 – Moscow Olympics, Cut The World: o Moscow Olympics vem das Filipinas (!!!) e mistura  vocais e linhas melódicas anos 80 (tipo New Order) com um verniz shoegaze por cima. Entendeu? Cut The World: é o ep de estréia do grupo. Músicas bonitas, que inspiram confiança. Não é pouco.

8 – Mogwai, The Hawk is Howling: e não é que os mestres do post-rock deram uma desacelerada? A banda escocesa fez um disco calmo, quase cem por cento introspectivo (a exceção é a heavy metal “Batcat”), em dez faixas sem vocal algum. Só climinha.

9 – Hearts by Darts, Hearts by Darts: essa foi a descoberta do ano, aquela banda que você ouve meio do nada, e então ouve de novo e plim! Só a voz feminina e o cover da “Candy Says”, do Velvet Underground, já valem. Hearts by Darts é um belo disco de rock. Não, de pop. Não, de pop rock, com aquele espírito artesanal de compor as faixas, lo-fi de cantinho.

10 – Primal Scream, Beautiful Future: jamais esperaria um disco cheio de vida e esperança do Bobbie Gillespie. Ele não só fez, como fez maravilhosamente bem. O Primal Scream é a banda que melhor traduz o zeitgeist, saca?  Se todos fazem eletrorock, eles vão lá e fazem o melhor eletrorock da praça, tipo “aprendam como faz”. Beautiful Future é uma delícia.