Archive for the ‘arquitetura’ Category

O maior puxadinho do mundo

sábado, fevereiro 5th, 2011

A edição de fevereiro da Wallpaper é uma edição especial “Design Awards 2011“. No Brasil ela chegou com o Rio de Janeiro na capa, que foi eleito a melhor cidade do mundo.

Entre todos os eleitos, o que mais me chamou a atenção nem foi o Rio (porque o Rio é incrível mesmo), foi a “maior casa do mundo (e a mais cara)”, que na minha leitura, mesmo com toda a chiquesa que a casa se apresente, pareceu um imenso puxadinho que não pára de crescer.

A casa se chama Antilia Tower e pertence a uma família do magnata Mukesh Ambani, o cara mais rico da Ásia. Na verdade ele tem é um puxadão!

A “casa” tem 173m de altura!! Só para comparar, a famoso prédio do Banespa no centrão tem 161,22m. A Antilia Tower tem 27 andares e vagas para 160 carros, 3 helipontos, um estúdio de dança e yoga, um centro de saúde, uma academia, uma sala de cinema com 50 lugares, várias piscinas, além de quartos luxuosos para hóspedes, 3 andares de jardins suspensos e cerca de 600 pessoas trabalhando na casa.

O projeto foi executado por Perkins+Will e Hirsch Bedner Associates, custou por volta de 1 bilhão de dólares, levou 3 anos para ficar pronta e sinceramente é uma casa bizarra e pra lá de ostensiva em meio a cidade de Mumbai, na Índia. Claro que a construção tem sido criticada pelo governo local, por grupos de ativistas ecológicos, que reportaram um gasto de 99.000 livras na primeira conta de energia elétrica da casa e até a Marinha indiana que considera os heliportos ilegais.

Na semana passada eu e a Ana Laura tivemos um papo incrível com o Bernardo de Aguiar, que trabalha e é um estudioso em tendências. Entre muitas coisas interessantes, foram 2 pontos que ficaram martelando nas nossas cabeças. O primeiro, o óbvio “agorismo”, que é o que vivemos atualmente num consumo desenfreado e sem consciência. O segundo foram as saudades que sentiremos do século XX, especialmente dos anos 90, que marcou o apogeu da economia brasileira. As tragédias provocadas por ações implacáveis da natureza é apenas resultado de como temos lidado com o mundo. A Antilia Power é apenas uma grande (e põe grande nisso) amostra desse “agorismo”.

Circuito R-Design: um dia por São Paulo – parte 2

quinta-feira, fevereiro 3rd, 2011

O centro de São Paulo tem um ar nostálgico, os calçadões, o vai e vem de pessoas de todos os tipos possíveis, o ar que transpira pressa. No final de semana o ar nostálgico continua, mas dá lugar a calmaria que se instal nas suas ruas, as portas do comércio cerrado.

No post anterior, eu terminei o circuito R-Design no Edifício Martinelli, que eu coloco as mãos no rosto envergonhada ao assumir que pouco reparei nele até essa última passeada. Vou falar: a construção é de encher os olhos!!!! Imponente com seu estilo art-deco, ele deve estar no roteiro de quem está afim de se aprofundar um pouco mais na história da arquitetura da nossa cidade. Além disso, ele é um marco na arquitetura nacional e foi um símbolo de progresso para a cidade (na mesma época em que a bolsa de NY quebrou).

Para quem não sabe, a festa luxo de 15 anos do SPFW foi no topo do edifício. Dá uma olhada na vista incrível:

foto por Carlos Prates pra RG

Imprescindível conhecer. Ele é lindo de morrer. Aproveita e siga a minha dica final de marcar uma visita guiada e se jogar  nas histórias recheadíssimas que a construção abriga.

Subindo a Av. São João, eu cheguei no meu canto favorito dessa parte do Centro: a Praça Antonio Prado, que possui em estilo retrô um coreto, dois quiosques com engraxates à moda antiga, uma banca de jornal e cabine telefônica. Em volta tem a Bovespa (que eu tenho um certo fetiche, confesso), o famoso prédio do Banespa, que é um dos principais pontos da região e o São Jorge, para dar uma parada, sentar para contemplar esse delicioso canto enquanto se deleita com um copo de chopp bem tirado (recomendo sentar na varanda). Estando ali durante a semana, recomendo fortemente uma subida no topo do Banespa, que tem 161,22m de altura e proporciona uma das vistas mais lindas de São Paulo. As visitas rolam de 2ª à ª das 10 às 15h.

Os prédios que cercam a praça com o Banespa ao fundo:

foto by Eduardo Záratefoto tirada por Eduardo Zárate

Depois de uma relaxada por ali, seguimos para o Centro Cultural Banco do Brasil, que fica na Rua Álvares Penteado x Rua da Quitanda (olha no mapa antes, porque é super fácil se perder por ali). O prédio foi construído para abrigar a 1ª agência do Banco do Brasil, em São Paulo, nos anos 20. O arquiteto que executou o projeto foi Gustavo Pujol e se diferencia por janelas emolduradas por imensas pilastras. Quando decidiram transformar o local num centro cultural, acabaram convidando Luiz Telles para executar o projeto. O CCBB foi inaugurado em abril de 2001 com toda pompa merecida. A programação é sempre intensa e vale a pena ficar de olho. Várias exposições importantes, assim como espetáculos, já passaram por lá. Atualmente o CCBB está com a exposição “Islã: Arte e Civilização”, que reúne 300 obras contando 1.400 anos de história do Islã. A exposição fica por lá até 27 de março com acesso gratuito.

foto tirada por Ola Persson

Além da agenda cultural, o CCBB conta com um delicioso café, com uma charmosa área externa para dias ensolarados. Também tem uma pequena loja, que sempre tem achados literários e objetos de design.

foto tirada por Ola Persson

Vale se perder nas ruas XV de Novembro, da Quintada, Álvares Penteado, entre outras, apenas apreciando os edifícios construídos na primeira metade do século XX e que muito contam sobre a história de São Paulo.

Ao redor tem várias coisas, mas como o tempo estava se esgotando, acabamos nos refrescando no jardim do Pateo do Collegio, que tem um pequeno restaurante, com preços honestos e atendimento bem simpático.  Vale lembrar que o Pateo já tem cerca de 450 anos de história pra contar. Com um país tão novinho como o nosso, ele é super jovem. Super bem conservado, arborizado, com aquele sino imenso na entrada disponível para quem quiser tocar, o jardim interno e a vista de um lado da cidade mais degradado (o Parque Dom Pedro).

eu no pateo by ola persson

área interna do pateo by ola persson

O Pateo é sede de diversos eventos,casamentos, além de abrigar o museu, a cripta de José de Anchieta, a igreja no local onde foi realizada a primeira missa da cidade, a biblioteca temática, e abriga ainda diversos projetos sociais, como o Centro Loyola,projeto OCA e o projeto EMBU.

Eu tive o privilégio de tocar lá numa edição da Virada Cultural em plena luz do dia. Foi um contraponto para mim a festa e o local, o que eu adorei.

Para voltar para o local onde partimos, decidimos subir a Rua São Bento até a Praça do Patriarca, que em em 2002 ganhou o pórtico-cobertura-monumental de estrutura metálica e fatura ultra-contemporânea, projetado por Paulo Mendes da Rocha, juntamente com Eduardo Colonelli.

A Praça do Patriarca já foi um lugar bem feio onde eu sempre passava para ir até a antiga loja Woodstock, que ficava em frente ao metrô Anhangabaú. A nova obra deu uma cara mais acolhedora e artística ao local. Sempre há intervenções por ali, além dar uma visual bem mais arrojado, que contrasta com a arquitetura que cerca o pórtico:

Pórtico Cobertura @ Praça do Patriarca

Atravessamos o Viaduto do Chá, que dá uma bela visão do Vale do Anhangabaú por completo; atravessamos a Barão de Itapetininga até alcançar a Praça da República. Confesso que por ali pouco chama a minha atenção com exceção dos pregadores de vida extra-terrena, que estão sempre com cartazes e TV ligada no meio do calçadão.

Antes de terminar nossa jornada, acabamos caminhando até o Copan, um dos marcos mais lindos de São Paulo. Acabamos tirando fotos, percorrendo as lojas. Por ali há dois lugares que valem um parada, seja durante o dia ou à noite: o Bar da Onça (não sou fã de almondegas, mas eles fazem as melhores do mundo) e a Padaria Santa Efigênia (opte pelo sanduíche mineiro, que é com queijo branco e filé).

Copan by Ola Persson

No próximo post, que é a terceira e última do Circuito R-Design, eu falo sobre a parte gastronômica, que me fez lamber os beiços e também de onde a noite terminou (e foi longa!!!).

Decorar pela internet, é possível?

quinta-feira, junho 24th, 2010

Inventaram uma resposta que soluciona qualquer tipo de problema: Google. Certo? Nem sempre. Se tem um circuito em que a internet ainda não conseguiu substituir totalmente o tête-a-tête é na sempre penosa e cara hora da obra. Todo mundo já passou por uma reforma e todo mundo saiu traumatizado. Orçamentos estourados, atrasos, falta de material, um desgaste sem fim, mas afinal inevitável. Obra significa mão na massa, e nessa hora o computador não pode ajudar muito.

Um novo site acabar de surgir para tentar diminuir o stress de quem se aventura a redecorar sem a ajuda de um arquiteto. O DecoradorNet é um serviço de consultoria, em que você diz que ambiente quer mudar, responde um questionário para tentar definir o que quer no final, e uma equipe de arquitetos prepara um manual de algo que você pode seguir. Para tanto, eles contam com o Studio DWG, um escritório novo, mas que já participou de mostras importantes como a Casa Cor SP e a Casa Hotel, e com parcerias com lojas conceituadas que supostamente oferecem descontos exclusivos para usuários do site. O cliente escolhe ainda uma das 7 arquitetas virtuais, cada uma com um estilo, para direcionar seu gosto: casual, urbano, masculino, teatral, romântico, espirituoso ou natural.

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As imagens mostram como o projeto é entregue ao cliente: planta, conceituação e tutorial, perspectiva e indicações de móveis e objetos.

A iniciativa é bem interessante e o visual do site é moderno e convidativo. Os projetos completos feitos pelos arquitetos que custam a partir de R$520,00 e em 15 dias o DecoradorNet entrega seu projeto, mas enquanto isso vc acompanha seu andamento pelo site e por email. Vc recebe o seu projeto todo detalhado, com um passo a passo e uma lista de móveis com descontos exclusivos! Se precisar de alterações, vc tem 20 dias úteis para solicitar mudanças e ajustes

Problemas são comuns no começo de qualquer obra/reforma, e esse é um que acho que pode evoluir, e muito, para se tornar algo real e presente na vida das pessoas, como aconteceu com o internet banking ou o e-commerce.

Papai Noel sem dramas

domingo, dezembro 13th, 2009

Para ter pelo menos algum tipo de confraternização de fim de ano, reunimos um grupo de amigos (muitos deles colaboradores aqui do blog) e montamos um tradicionalíssimo amigo-secreto. Feito o sorteio, começaram os dramas: ninguém sabe o que dar. Parece que hoje em dia todo mundo é ‘difícil de presentear’. Mas sejamos sinceros. Achamos que todo mundo já tem tudo ou que não gostam de nada, por isso a apreensão. Eu sempre gostei mais de dar presente do que receber, então estou sempre atrás de boas dicas no assunto, e acho que a melhor saída para essas sinucas é procurar coisas inusitadas, divertivas e diferentes. Então vou contar alguns dos meus segredinhos para ajudar todo mundo que está suando frio com esse Natal.

Sei que não é para todos os bolsos, mas a Micasa, estandarte-mor das lojas de bom design, está com promoções que podem valer a pena. Eu não resisti e comprei uma caixa de algas dos irmãos Bouroullec com 20% de desconto. Outra opção incrível é a obra do artista Felipe Morozini, com fotos de bonecos de toy-art em situações inusitadas. Fora isso, e tirando os móveis com preços salgados, você encontra minuiaturas de móveis da Vitra, livros, espelhos, um monte de coisa que você só vai descobrir percorrendo os 3 andares da loja incrível do escritório Tryptique. Só o passeio já vale.

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Ali do lado foi inaugurado o Coletivo Amor de Madre, em outubro. Criado em 2004 por Ivan Hurtado em Medellín, Colômbia, e integrado em 2007 por Olivia Faria, o espaço se propõe a promover, apoiar, buscar parcerias, expor e comercializar as criações de talentos promissores, aliados a outros já consagrados. Lá você encontra peças de Lost Art, Jun Matsui, Leo Padilha, Coca Aguiar e muitos outros. Com tendência colaborativa, lá você encontra obras, objetos de decoração e design, jóias, acessórios de moda, e utilitários para uso doméstico e pessoal. Um mix de produtos exclusivos e limitados, com preço acessível e valor agregado elevado. Nem adianta citar peças. Tem que passar lá e conferir, pois cada canto esconde centenas de opções.

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Para o bolso que está apertado, ou para aquele amigo-secreto com valor limitado, uma ótima opção continua sendo o Segredo do Vitório. Uma loja online sediada em Curitiba cheia daquelas coisinhas engraçadas, coloridas e inusitadas que a gente enche a mala quando para para fora do país, com bons preços e boas idéias. Formas de gelo de Batalha Naval, bonecos de pelúcia de grandes filósofos e escritores, carimbos para torrada e muito mais. Você pode até fazer uma busca diretamente pelo valor que quer gastar. Em três dias a encomenda está na tua casa, só falta embrulhar.

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Agora, se mesmo assim você achar que teu amigo secreto não vai gostar do presente, melhor trocar de amigo.

Papel de parede que nunca enjoa

segunda-feira, setembro 28th, 2009

Já faz uns 3, 4 aninhos que todo mundo que quer se moderno põe papel de parede na parte mais destacada da casa. E nada daquelas palhinhas bege, ou floraizinhos singelos. Todo mundo se jogou nas cores vibrantes, nos motivos geométricos, na psicodelia dos 70′s, e outras ousadias mais. Mas todo mundo que vai comprar os rolos da moda acaba sempre hesitando naquela pergunta besta: ‘Mas será que eu não vou enjoar?’

Pois hoje chegou uma indicação deliciosa do Julian Lopes, de um projeto incrível do motion graphic designer Gregor Hofbauer para a agência de eventos Hirzberger em Viena. Junto com o estúdio de design Strukt, ele bolou um papel de parede digital, que funciona com dois projetores que mapeiam as paredes, e o ambiente vira um delicioso videogame.

Hirzberger Events – Digital Wallpaper from Gregor Hofbauer on Vimeo.

Como disse o autor do projeto, nada melhor do que um cliente que te dá liberdade para criar, e tem coragem para aceitar as idéias inovadoras. Acho que esse é o melhor caminho para a inovação.

Guggenheim inaugura fórum de discussões

segunda-feira, junho 22nd, 2009

Hoje o Guggenheim abriu suas portas “online” para abrigar um fórum de discussões sobre arte, arquitetura e design. O fórum é mediado e a discussão que inaugurou o fórum hoje foi “Between Over- and Undesign”, questionando como os arquitetos, designers, urbanistas e o restante de nós podemos tentar construir de forma harmoniosa e integrada com nosso ambiente, como acreditava fazer o arquiteto Frank Lloyd Wright. As perguntas são sobre valorização do espaço e o que podemos aprender a partir de diferentes soluções de design através da história e diferentes culturas?

Caso o assunto o interesse, o espaço promete ser um bom lugar para exercitar a mente em discussões inteligentes (que é o que o fórum almeja). Já tem um boa discussão por lá rolando.

Selby

terça-feira, março 17th, 2009

Estava procurando referências para compor um ambiente lá em casa, na verdade o único ambiente – moro numa kit na Bela Vista pertinho do centro e me deparo com o site the selby. Nele são apresentadas características fotográficas, pinturas e vídeos de pessoas interessantes que abrem a porta de suas residências para que Todd Selby registre tudo.
Destaque para o humilde estúdio de Micheal Stripe e seu companheiro Thomas Dozol, clique aqui e veja ele esfregando na sua cara os Warhols dele

Casa inspirada no Justice

quarta-feira, janeiro 7th, 2009

Quero morar nela:


GENESIS † HOUSE from PLANDA on Vimeo.

Dica do Lorenzo Mendonza

Estava com saudade de Lisboa e olha o que eu achei.

terça-feira, dezembro 16th, 2008

A minha cidade preferida no mundo acaba de ganhar um hotel design de verdade. Não é daqueles que pretendem ser, mas que são mesmo. Eles nem tinham que ter se preocupado tanto com a decoração dos quartos, uma vez que você abre a janela e dá de cara com o Mosteiro dos Jerônimos, um dos lugares mais bonitos da cidade. Mas eles se preocuparam sim, e fizeram umas instalações de cair o queixo. E que reforçam o que eu sempre digo: Lisboa não é mais aquela cidade veiuca, desdentada, cheia de mulher de bigode. Quem acreditar em mim, não se arrependerá. Mas enfim, propaganda de Portugal a parte (desde que saiu minha dupla cidadania, eu tô assim), o achado chama-se Jerônimos 8 e fica no Bairro de Belém. Sim…. exatamente onde fica a Fábrica de Pastéis de Belém, também conhecidos como pastéis de nata. Os quartos chamados “superiores” – lê-se que a tarifa também é superior – têm varandinha com vista pro mosteiro. Pode pagar mais que vale a pena. 

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A coroa da rainha

quarta-feira, março 26th, 2008

Saiu o resultado do concurso da comemoração dos 120 anos da mundialmente famosa Torre Eiffel, proposto pela Société d’Exploitation de la Tour Eiffel. O vencedor foi o escritório Serero Architects, com um projeto que não poderia ser mais surpreendente e ao mesmo tempo polêmico, considerando que estamos mexendo no âmago do orgulho francês.

Nova cara da Torre Eiffel

A torre, que hoje é o maior emblema do turismo arquitetônico mundial, foi concluída em 1889 pelo engenheiro Gustave Eiffel como uma base para comportar os mais diversos equipamentos para estudos relacionados à gravidade e à força do vento, sendo portanto, capaz de abarcar inúmeras vezes o peso suportado hoje. Tanto que até a Primeira Guerra Mundial, a torre servia de suporte para inúmeras antenas de rádio com transmissão para todo o país. Com seu sucesso do seu potencial turístico, a estrutura centenária foi despida de suas capacidades físicas e científicas, mas se viu refém de seu próprio sucesso, e hoje opera em capacidade máxima, deixando seus visitantes esperando até mais de uma hora por uma viagem ao topo.

Vista inferior

Tendo estas premissas em mãos, unindo tecnologia de ponta e uma boa dose de ousadia, o escritório vencedor propõe uma plataforma temporária que dobra a área do terceiro andar da torre (de 280 para 580m2), e com isso reduz as filas no térreo. A estrutura é feita em Kevlar, uma fibra polimérica da Dupont cinco vezes mais resistente que o aço, que além de ser apenas amarrada e não interferir na estrutura original, pesa absurdos 1.200kg (você pensou certo, o peso de um carro médio).

Para mim, como velho e cansado brasileiro, o fato mais chocante deste projeto é o custo previsto da obra, em míseros 1,3 milhões de euros, dinheiro que aqui seria suficiente para TALVEZ construir um ponto de ônibus. E dos mais simples, nada de sofisticação, hein? Por isso vou começar a guardar minhas moedinhas para ver se consigo conferir de perto o aniversário da ‘dama de ferro’.