Archive for the ‘bobagens’ Category

Roleta russa da internet

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010

Depois das inúmeras tentativas (meia-boca) do Google de emplacar novos formatos de interação virtual, de milhares de redes afundarem por falta de pura graça, como o formspring, eis que mais uma idéia absolutamente trivial se transforma em uma febre mundial. A bola da vez é o Chatroulette, um chat de design tosco, de propósito zero, e que dá liberdade a muita, muita esquisitice.

Você se loga, abre a webcam, e imadiatamente você entra num chat com um completo estranho pelo mundo. Casey Neistat fez um vídeo bem bacana para tentar desvendar e explicar o Chatroulette.

chat roulette from Casey Neistat on Vimeo.

Criaram até um Tumblr do site, com situações absurdas e conversas surreais, que acabam sendo mais divertidas do que realmente participar dos chats. No fim das contas, essa é só mais uma ferramenta para provar que o ser humano é muito bizarro, seja ele de onde for.

Entre Tapas e Beijos versão design

terça-feira, janeiro 26th, 2010

Já que toda a humanidade adora FAZER A PASSIVA-AGRESSIVA, eis o TOY que faltava na nossa vida: THE PUNCH’N'CUDDLE

Enquanto o seu criador chama essa PARADA de “EMOTIONAL FURNITURE”, eu chamo de JOÃO BOBO SADO-MASO.


AH DIZ AÍ QUE NÃO DEU VONTADE DE TER UM DESSES EM CASA.

*

A venda do Punch’N'Cuddle está prevista para começar nos próximos meses.

via psfk

The Annoying Orange

quarta-feira, janeiro 20th, 2010

Eu não sou muito dado às (muitas) coisas estúpidas que se alastram pela internet todos os dias, mas eu cedo às vezes a essa porção besteirol do ‘meu eu’. Minha última tentação pecaminosa é o canal do Youtube da laranja mais irritante do mundo. Duvido você não se irritar. Mas também duvido você não dar umas boas risadas….

Jabba the Burlesque: Star Wars como você nunca viu

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Desde o começo dessa semana, esse video tem sido a febre entre os fãs de Star Wars.

Você consegue imaginar Star Wars todo TRABALHADO numa ESTÉTICA BURLESCA?

GENTE ATÉ O C3PO tá super SEXYM.

esse vídeo foi bom pra vc assim como foi bom para os membros do JEDICON?

Internet vices: qual o seu?

terça-feira, novembro 24th, 2009

Só tenho a dizer: sensacional

internetvices

Para ver a continuação, clique aqui.

Jóias do ex-namorado

segunda-feira, novembro 23rd, 2009

Ganhou um anel do namorado, meses depois o relacionamento acabou e você não quer ver o presente na frente? o http://www.exboyfriendjewelry.com/ surgiu exatamente para isso: segundo o próprio, é um site onde você pode comprar/vender/trocar e blogar as lembranças dolorosas na sua caixa de jóias. E você decide o preço. Entre as regras, está que você DEVE compartilhar a história, contar porque está vendendo e tirar o peso dos ombros.

Quanto vale o seu site?

quarta-feira, setembro 30th, 2009

Quanto será que vale o seu site ou o seu blog? O site bizinformation faz esse trabalhinho sujo. Por meio do ranqueamento da Alexa, e de outras métricas, ele coloca o valor em cada domínio.

Por exemplo este blog aqui vale R$24.397,52. O site Ego da globo.com vale R$32.369,26

Divirtam-se!

Ecofriendly, Ecofail

quarta-feira, setembro 30th, 2009

Nunca me considerei exatamente uma ameaça ao meio ambiente. Ah, separo minhas latinhas das outras coisas, não jogo lixo na praia, e fico comovida de verdade olhando ursinhos polares bebês no Discovery agonizando porque a casinha deles está derretendo e tal. A consciência começou a apertar mais ultimamente. Iniciou-se a saga em um churrasco que organizei outro dia, no qual participarem um casal de homo sapiens ambientalicius (aquelas colegas que tem casa ecológica com energia solar e tudo mais) – que apontaram, desapontados, minha incauta escolha de talheres, copos e pratos: descartáveis.

Como tais convidados não eram exatamente íntimos, achei de bom tom não sugerir que eles limpassem os práticos utensílios e cinzeiros com a língua, fazendo o favor. Superior, iniciei uma ardente discussão sobre as dificuldades de ser ecofriendly na “vida real”. Essas nossas, moradores da cidade grande, cujo edifício não tem coleta seletiva, a máquina de café do escritório já sai com copinho e que não são legítimos proprietários de 50 conjuntos de pratos e talheres à disposição nos seus churrascos.

Comentaram-nos tais elucidados, que todos nós temos a responsabilidade por mudar as pequenas decisões do dia-a-dia e consumir de forma consciente, que o fardo da saúde do planeta está nas nossas costas. Ou seja, me chamaram basicamente de assassina de ursos polares bebês. Culpada, resolvi assumir um desafio: tentar por 7 dias uma vida Ecofriendly e relatar para eles minhas descobertas e incautos.


[Gostei do meu momento Globo Repórter. Posso até ver a chamada “E a seguir, a saga de uma garota normal da cidade de São Paulo. Quais as dificuldades atuais da vida ecologicamente correta? Como mudar seus hábitos em poucos dias? Veja após os comerciais”. ]

Compartilho com vocês também.

consumption

1º dia – Segunda-feira- 28/09
Um ser superior

Acordei empolgada com a idéia, que nem primeiro dia de regime que você come alface no café da manhã. Guardei a chave do carro. Que ônibus que nada, caminhada! Super ecológico. Foi divertido caminhar ao lado do parque Ibirapuera, nem tanto engolir fumaça na São Gabriel, mas o planeta merece. Logo descobri que demoro tanto chegando a pé quanto de carro, vejam só. Menos gasolina E calorias.

No escritório, minha primeira dose de café – achei uma caneca feia de empresa de seguros no armário. A descoberta de como tirar café da máquina, sem cair o copinho, deveria me dar direito a um diploma de engenharia (ei, eu não consigo instalar um DVD, mereço o mérito).

Passei o dia sem imprimir uma folha sequer. O relatório de 100 páginas revisei na tela mesmo. Demorou umas 2 horas a mais (damn emails, facebook e MSN), mas saiu. Em algum lugar do mundo, uma árvore sorriu.

Supermercado à noite. Desfilando com minha linda ecobag preta, de mais de um ano de idade e segundo dia de uso, olhei com ar superior para todos demais clientes consumidores de malignas sacolas de plástico.

Verduras orgânicas e xampu ecológico, que não é testado em animais. Na área de frios, solicitei para tirar a bandejinha de isopor. O moço me olhou com cara de cuméquié. Expliquei, pacientemente: - Veja bem, Sr. seu Zé, que isopor na natureza demora mais de 930 anos para se deteriorar, por isso é melhor não utilizarmos sempre que for possível. [Não, eu não sei quantos anos se deterioram isopores, mas achei um bom chute e o Sr. Seu Zé também achou, pareceu.] Coloquei o queijo e peito de peru bamboleando dentro do carrinho.

Dúvida surgiu na garrafa de água: PET deve estar errado. Acho até descobrir o que fazer, vou ter que tomar água ligeiramente amarelada da torneira de casa.

Nota mental ao chegar em casa: comprar uma ecobag cuja alça não estoure nas duas quadras caminhando de volta. Graças a deus, todos meus produtos amigos-de-bichinhos continuam intactos.

2º dia – Terça-feira – 29/09
Ecofail

Acordou chovendo. Juro que pensei em ir para Congonhas a pé. Observem que, apesar de eu estar colaborando com o meio ambiente, ele não está colaborando comigo. Fui de táxi.

E avião para o Rio.

Resultado: Sentimento de culpa equivalente a big mac, milk shake e bolo prestígio no segundo dia de regime.

3º dia – Quarta-feira – 30/09
Reenergizando

Sem desanimar, acordei com a brilhante idéia de neutralizar minhas emissões de carbono. Fui pesquisar  e calculei quanto custou ao planeta minha viagem ontem. Com uma árvore apenas consigo neutralizar não só minhas emissões, como mais 80 passageiros!

Vim de carro (coloquei na conta da árvore). Como um sinal divino, ali na R. Veneza do Jardim Europa. um caminhão de árvores com placa “Jabuticabeiras Produzindo”. R$ 25,00.

Sabe aqueles raciocínios que você pensa pela metade? Assim foi a compra da jabuticabeira produzindo. Pobre jabuticabeira, produzindo no meu porta-mala.

Alguma idéia onde enfiar uma jabuticabeira produzindo em SP?

(Obs 1: Algo me diz que perguntar na internet onde enfiar uma muda não gerará boas recomendações.

Obs 2: Continuarei oportunamente o relato da semana, incluindo o ainda incerto destino da muda de jabuticabeira produzindo. [Propaganda para você não trocar de canal. Quer mais Globo Repórter que isso?])

Veja essa revista: Onze!

terça-feira, setembro 29th, 2009

Sabe o twitter? Sabe como ele te rouba minutos, horas e dias inteiros de produtividade, porque você não pode perder aquela piadinha irônica saborosa sobre os últimos acontecimentos, as discussões inflamadas sobre o filme cult do diretor mais cult ainda, ou ainda aquela última novidade daquela grife-desejo? Agora imagina se você tivesse isso tudo reunido em uma revista, que você pode ler e reler na hora que quiser, sem atrapalhar nenhuma outra atividade, e o mais incrível, de graça! Imagina?

Pois as oportunidades sempre passam debaixo de nossos narizes e a gente deixa passar sem se dar conta. Saindo da última Crew, umas dessas atravessou meu caminho e sem querer eu agarrei. No caixa, na hora de pagar, havia uma pilha de revistas de distribuição gratuita, com uma capa bem sem graça, e eu na hora pensei que seria mais uma daquelas publicações indies desprovida de conteúdo, inovação ou relevância. Engano meu. Alguma coisa me fez enrolar uma e jogar em algum canto da casa, para dar uma folheada despretensiosa no bode do domingão.

Para minha surpresa, eu li a revista de-ca-bo-a-ra-bo, e me diveti pencas! A Onze é uma publicação da Editora Finaflor, que tem onze cadernos de assuntos diversos, escrita por gente que a gente segue no Twitter e conversa na balada, com clima de bate-papo, conteúdo de jornal e humor de primeiríssima. Essa primeira edição, com tiragem de 22mil exemplares e distribuição gratuita traz Fernanda Lima na capa do fim, já que a do começo é preta e sugere que você monte a que mais te agrada.

fernanda-lima-revista-onze

A sessão ‘crítica’ é uma das mais divertidas. São atribuídas zero a cinco latinhas de cerveja para aprovar (ou gongar) simplesmente qualquer coisa: filmes, músicas, livros, pessoas, baladas, semáforos, sapatos, etc. Sobre o semáforo da Rua Augusta com a Oscar Freire, por exemplo, dizem: ‘Todo mundo fala no celular dando abaninhos discretos para sabe-se lá quem. Quando chega no semáforo, nada anda mas ninguém buzina. Elegância. Educação.’ Uma latinha apenas.

Na parte dedicada a ‘consumo’, nada de bolsinhas caras de marcas francesas nem casacos da avó de brechó descolex. Entre celulares, geladeiras, tênis e máscaras para dormir, pérolas como:

- Cigarrinho de artista: recomendado para o tratamento de algumas doenças. De R$1 a R$3 a grama.

- Dramin B6: serve para dor de estômago, mas é bom mesmo para, em noites de insônia, fazer dormir. Em média R$6.

E por ai vai.

Tem discussão sobre o desperdício de sacolas plásticas, entrevista com a garota da capa, a morte da TV aberta, guia para baixar torrents, a briga entre Valmir e Josy depois do sucesso, Bette Davis em A Malvada, e todo tipo de assunto que você possa imaginar. Todas as matérias são interessantes, porque nenhuma quer se levar 100% a sério. Até os agradecimentos são graciosos. Para mim, a única coisa que falta agora é uma assinatura anual. Gratuita, claro.

PS: Infelizmente não pude linkar a revista, porque o site tem o acesso proibido. Talvez você tenha que ser amigo dos roteiristas para entrar…. Então eu linko a entrevista deles com o Felipe Morosini do Feio na Foto.

Trainspotting 21st Century

quinta-feira, agosto 20th, 2009

Picture 1

E se o John Hodge fosse escrever esse texto fodão do filme Trainspotting agora, no século 21? Acho que seria assim:

Choose a virtual life. Choose a job as a social media. Choose a modern and new career. Choose not to be with your family. Choose a fucking big LCD television with a big shitty home teather and a wii or ps3 with a lot of games or maybe guitar hero. Choose smart washing machines, no cars, go on foot, go green, choose an ipod 80gb, and no tin, please. Choose organics to be healthy, to lower cholesterol and get insurance for everything in your life. Choose not to pay mortgage, the U.S. is broke. Choose to live with your mother until she dies. Choose your virtual friends on facebook, twitter, lastfm, blipfm, linked in, flickr, goodreads, and never meet them. Choose not to wear leisure clothes – because you don’t have time for this – and no matching luggage, you cannot travel with all this work. Choose a three piece suite in a website on hire purchase in a range of fucking organic fabrics. Choose not to do it yourself, because you just don’t have time to do these casual things, and don’t wonder who the fuck you are on a Sunday morning, because you don’t even know it, but you need to write about this on your blog. And everybody needs to know about your fake life. Choose sitting on that exclusive aeron chair in front of your computer seeing mind-numbing spirit-crushing youtube videos, while stuffing fucking salad into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last and miserable virtual life, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you don’t have to spawned to replace yourself. Don’t fuck. Don’t have children. Don’t choose your future. We don’t have a future. Choose a virtual life. But why would I want to do such a thing? I chose not to choose a virtual life: I chose something else. And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you’ve got alcohol?