Archive for the ‘cinema’ Category

“9 – A Salvação”, de Tim Burton

quinta-feira, setembro 17th, 2009

Está para estrear por aqui a nova animação de Tim Burton. Ele, que conquistou o coração de cinéfilos mais ranzinzas com sua Noiva Cadáver, agora trata do fim do mundo. Essa misturinha intrigante de “Guerra dos Mundos” e “Wall-E” conta a história de nove criaturas que, após o fim dos tempos, sobram sobre a face da Terra para entender o porque de sua existência e sobreviver aos ataques das máquinas-monstro.

Filme sobre Serge Gainsbourg

quarta-feira, agosto 26th, 2009

É, a França está dominando por aqui e pelo mundo. Acabei de ver o um trechinho do filme Serge Gainsbourg, vie héroïque previsto para estrear em janeiro de 2010. O Serge será interpretado pelo ator Eric Elmosnino e a Jane Birkin pela Lucy Gordon.


Serge Gainsbourg : vie héroïque
by LEXPRESS

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O “Iluminado” como se fosse uma comédia romântica

quarta-feira, agosto 19th, 2009

A Ana Laura (aka dj Mulher) é uma das maiores fuçadoras de youtube que eu conheço e sempre encontra umas pérolas. Hoje foi a vez de achar um vídeo antigo de um “trailer” do filme Iluminado apresentando-o como uma comédia romântica. Sensacional:

Uma homenagem ao Henry Miller

segunda-feira, agosto 17th, 2009

Incrível essa versão do livro “Trópico de Câncer“, do Henry Miller, feita por Luther Blisset com uma colagem de cenas de filmes de Antonioni, Truffaut, Fellini, Anthony Quinn. Chega a emocionar:

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TimesTalks com Quentin Tarantino

segunda-feira, agosto 17th, 2009

O último Times Talks, do NYTimes, foi com o Quentin Tarantino sobre o novo filme “Inglourious Basterds”, que estréia dia 21 de agosto nos Estados Unidos.

Confira aqui um pouco do que rolou e também no Twitter oficial do Times Talks há um trecho da conversa. E eu mal posso esperar para ver o filme, afinal dirigido por Quentin e protagonizado pelo Brad Pitt. O que mais eu posso querer? Mas por aqui só estréia em outubro (e eu me nego a ver piratão). Abaixo trailer oficial feito para o Brasil:

(i’m) a woman under influence.

segunda-feira, agosto 10th, 2009

Este post é breve e serve fundamentalmente para registrar publicamente o meu amor et fascinio pela Gena Rowlands.

Alias, ela é 50% de um dos casais que eu mais amo. Esqueçam Romeu e Julieta ou BRANGELINA.

Eu quero um amor sabor GENA ROWLANDS & JOHN CASSAVETES. : )

França e eu, eu e França

quinta-feira, julho 30th, 2009

Eu amo a França. Ponto. Sou fã da literatura, do cinema, da filosofia, do teatro, da música, da moda e amo o país. Resisti em admitir que a França é um dos meus países favoritos. Ponto. Admiti.

Esse ano meu plano era passar meu aniversário em Berlim, que é uma das minhas cidades favoritas no mundo e adoraria voltar lá no verão, mas quando vi, eu estava marcando minha passagem para 10 dias em Paris. Eu vou, eu volto, eu vou. Paris é a cidade que eu queria estar sempre. Adoro Londres, mas Paris é quem me derrete. Eu entendo a cidade, tenho meus cantos favoritos e quase suporto o mau humor dos franceses. Não é a toa que eu tenho uma única tatuagem e essa seja em francês. Poesia. Rimbaud. Poucas palavras resumindo o que sou.

eu&rimbaud

Meu apartamento atualmente tem referências francesas em todos os cantos. Não é pretensão. É paixão. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que eu pisei em solo francês. Não foi em Paris. Foi numa pequena estação no sul do país, em que eu saí do trem e bem caipiramente fiquei pulando e gritando para a minha amiga: ESTOU NA FRANÇA! Bem caipira mesmo.

A primeira cidade em que me estabeleci na França foi Nice. Depois disso passei por pequenas cidades e claro, várias vezes por Paris. Cada vez (não foram tantas, ok?) que vou à Europa, Paris é minha parada obrigatória e é sempre onde gasto mais tempo. Apenas por um motivo. Eu amo estar em Paris. Por isso sou adepta do ano da França no Brasil e tenho feito disso meu evento particular. Fiz a festa “ano da França na Lalai”, em que quase 40% dos presentes eram franceses. Tenho alugado diariamente meus filmes prediletos e outros que não conheço de produções vindas de lá. No cinema minhas escolhas tem se reduzido à França e assisti todos os filmes que tem PARIS no título.

Na terça-feira fui na livraria Martins Fontes, que aliás, eu confesso que é minha favorita e saí de lá com 5 livros novos de autores franceses, sendo na maioria autores contemporâneos.

Reparei que a maioria dos artistas que tenho trazido para tocar aqui são franceses. São meras coincidências. Thieves Like Us não é francês, mas sua base é na França. E tem uma lista infinita que quando analiso, me dou conta de que mais do que 50% também vem de lá. Chego a acreditar que a França deveria era me patrocinar! hahahaha…

Para quem, assim como eu, tem uma queda pela cultura francesa, aí vão pequenas dicas de como aproveitar um pouquinho do que a França tem a nos oferecer aqui em São Paulo. Claro, que se você é obsessivo como eu, já foi em tudo, mas caso a França não é exatamente o lugar que mais lhe diga alguma coisa, aproveite e curta um pouco. Vale a pena.

Leia “O convidado surpresa”, de Gregóire Boullier, que é o autor da fatí­dica carta de rompimento a Sophie Calle, que desencadeou a exibição “Sophie Calle: Cuide de você”, que está em cartaz até 7 de setembro no Sesc Pompéia.

O livro, apesar de narrar a história da noite em que Gregóire conhece Sophie Calle, não é exatamente sobre ela que ele fala, mas talvez pela exposição estar por aqui, o que a mídia tem explorado é que o livro é sobre a noite em que ele a conheceu. Não é verdade. Sophie é mera coadjuvante na história. Gregóire narra com paixão a tentativa de esquecer um grande amor e tentar entender o rompimento. Ou melhor, a fuga do seu amor sem qualquer explicação. Ele fala da sua angústia de anos em tentar entender o porquê. Na oportunidade que tem para o confronto, ele se encolhe na sua blusa de “malha rulê” e na sua dor-de-cotovelo e acaba tendo uma noite não muito confortável. A parte boa é que o desfecho traz conclusões inesperadas, que traz um entendimento do rompimento que ele procurava (ou se consolou com o que achou para fechar a sua história).

Eu recomendo a leitura, pois isso muda um pouco a ótica de quem analisa a exposição da Sophie Calle, que para mim é resultado bonito de um final de relacionamento em que ela transformou quase em novela mexicana. Não quero tirar os méritos da Sophie, afinal ela é uma grande artista e a exposição é grandiosa em todos os sentidos (fiquei quase 2 horas por lá), mas não deixa de ser uma “punhetação” de alguém que levou um fora e não conseguiu entendê-lo. A sua escolha foi ter mais de uma centena de mulheres interpretando a tal carta de rompimento e achei várias das conclusões bem feministas. Para mim as mais sensatas foram da Victoria April, palhaça, mãe da artista, adolescente (que resume a carta e um sms “ELE SE ACHA”) e da escritora. Algumas soaram cansativas e dramáticas demais. Admiro quem consegue transformar sua dor em arte e foi o que ela fez. Mas, ah… não dá para desmerecer seu sofrimento, afinal parece que ela realmente amou demais mr. X, ou Gregóire Boullier, que foi quem dividiu a mesa com ele no Flip, em Parati, para autografar seus respectivos livros. Basta olhar para a foto e sacar que mr. Boullier, apesar de todas suas angústias com a vida, não passa muito de um Don Juan.

Claro que a exposição abre para participação do público, que pode enviar sua própria releitura da carta para, quem sabe, fazer parte da exposição em algum momento. Vale a leitura do livro e vale a visita à exposição.

Filmes obrigatórios: 2 Dias em Paris, Dans Paris e Paris. Todos tem a cidade como participante da história de alguma forma, sendo que em “Paris”, ela praticamente ganha o papel de protagonista. Afinal Paris tem história suficiente para o papel. Dos três, o meu favorito é “Paris”, pois achei o filme despretensioso, agradável e filme para sentir e não pensar.

E claro, para entrar no clima, nada como ir jantar e/ou almoçar em algum restaurante francês na cidade. Tem vários e alguns a preços bem acessí­veis. Aproveita e dá uma passada no post que eu fiz sobre eles e não deixe de ir no Robin des Bois comer mexilhões de entrada.

Produção musical francesa está em alta há algum tempo. Vide Kitsuné e EdBanger, que nos trouxeram os mais variados tipos e vários deles aterrissaram no último ano no Brasil. Sábado tem Thieves Like Us, que apesar de ser uma mistura de nações, tem residência na França. Em setembro tem Jane Birkin, que toca com Caetano Veloso nos dias 3 e 4 no Sesc Pinheiros. No dia 17 quem toca no Sesc Pompéia e no dia 19 no Circo Voador (RJ) é o Sebastian Tellier, além de tocar no Coquetel Molotov (em Recife) com Zombie Zombie e François Virot. As 3 atrações são obrigatórias. Anota aí e entre todos os dias no site do Sesc para não perder o início da venda dos ingressos, que costuma esgotar sempre no máximo no segundo dia.

E a lista de músicos franceses bons para ouvir é gigante: Serge Gainsbourg, Françoise Hardy, Charlotte Gainsbourg, Dat Politics, Yelle, SebastiAn, Yuksek, Daft Punk, Air, m83 entre outros.

Leia Rimbaud, Baudelaire, Flaubert, Proust, Racine entre tantos outros clássicos, além de Muriel Barbery (o ótimo “A elegância do ouriço“), Raymond Queneau (com Zazie no Metrô, que virou filme), Olivier Dam com A Salvo de Nada, Paris de Colin Jones e Paris é uma Festa de Hemingway e A Sombra da Guilhotina de Hilary Mantel. A lista de escritores franceses de tirar o fôlego é interminável.

E ainda tem o vinhos, os queijos, as artes plásticas e mais uma infinidade de coisas em que eu poderia gastar dias aqui escrevendo loucamente.

E eu assumo, esse é um post de declaração de amor à França, onde eu espero voltar muitas vezes e quem sabe, viver um pouquinho por lá.

Destino

domingo, julho 12th, 2009

Destino é um curta feito em colaboração entre Walt Disney e Salvador Dalí. A produção se iniciou em 1945 e ficou pronta somente em 2003. Há rumores de que no ano que vem sairá um DVD com um documentário sobre o Dalí e o curta.

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O vídeo estava disponível até a semana passada no youtube, mas foi retirado, então agora teremos que esperar até o próximo ano.

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Michael J morre e Michael M vive: “Halloween, O Início”.

sexta-feira, junho 26th, 2009

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Ontem a noite saí pra jantar com minha filha antes de ir a pré-estreia do SPTERROR. Enquanto esperava a comida chegar, comecei a ser bombardeado por ligações e sms´s dizendo quem Michael Jackson tinha morrido. Difícil de acreditar em princípio, mas a ficha vai caindo aos poucos. Qaundo ele fez show por aqui em 93, minha ex estava grávida da minha filha e eu chorei ao final do show quando ele cantou a péssima “Heal The World”. O amigão Dudu Marote tava comigo e disse que eu só tinha achado bacana porque eu ia ter uma filha logo e por isso eu estava sensível. Hoje eu concordo com ele, claro. E 15 anos depois, eu jantava com a Isabella na hora que soube que o cara tinha sido encontrado morto e o que ela me disse é que só sentia porque não iria vê-lo ao vivo.

Bom, nada de melhor agouro pro início de um festival de cinema fantástico por aqui que a morte de um “mostrinho” (desculpem, mas era sim) momentos antes. E ao chegar no Reserva Cultural, dou de cara com o mestre dos mestres José Mojica Marins chegando junto.

Aliás, aqui vai um parêntese rápido. Um repórter/apresentador da Tv Cultura com uma folha de pauta em mãos, na minha frente, perguntando pro assessor de imprensa do festival quem era o tal José Mojica Marins que ele precisava entrevistar. O assessor aponta o cara e o repórter diz “não, aquele é o Zé do Caixão”. O assessor confirma e ele então, rindo, diz, “ah, eles são a mesma pessoa! agora eu entendi!” Sim, isso na minha frente. Eu quase vomitei no pé do repórter essa hora, de raiva.

Depois disso tudo, entrei pra assistir “Halloween, O Início”, do Rob Zombie. Adoro o Rob Zombie, desde sempre e como diretor de filmes, mais ainda, porque o cara é cruel e despudorado. E ele escreveu o roteiro e produziu e tal. E o filme é bom demais. Cheio de closes, como um bom filme de terror tem que ser, pra mostrar as podreiras mesmo!

Bom, esse “Halloween” conta o começo da piração do Michael Myers, ele com 10 anos de idade passando de dissecar gatos e ratos pra matar amiguinhos da escola e na noite das bruxas, destruir quase a família toda, sua irmã, o namorado, o padrasto tosco deixando viva apenas sua irmãzinha bebê e sua mãe gostosa.

A sequência que conta bem esse início de doideira é Myers, gordinho, cabelo na cara, máscara de palhaço (recorrente, aliás, nos filmes de Rob Zombie, né?), sentado na frente de sua casa e sua mãe, stripper, dançando na boite ao som de “Love Hurts” momentos antes dele, Michael, começar a chacina. Lindo e poético!

Daí pra frente ele é internado num manicômio e tratado por um médico quase doidão, vivido por ninguém menos que Malcom MacDowell que numa bobeada, deixa o moleque com uma enfermeira enquanto conversa com a mãe gostosa dele e o moleque ´~ao perde tempo e trucida a mulher com um garfo.

17 anos se passam, Myers cresce, um monte, e volta pra sua cidade atrás da irmãzinha que cresceu. Claro que numa noite de Halloween e claro que matando todo mundo que vai encontrando pelo caminho.

E isso tudo muito bem filmado, com uma trilha ótima e uma edição quase perfeita. Claro que os sustos a gente quase sempre sabe quando vão acontecer, mas quando acontecem, surpreendem pela crueldade. Prepare-se, porque nesse filme não tem aquele susto que não é: sempre é!

Wow! SP ganha festival de Terror a partir de amanhã!

quarta-feira, junho 24th, 2009

Imperdível, galere! A partir de amanhã, quinta feira 25 de junho, começa aqui em São Paulo o I SP TERROR, Festival Internacional de Cinema Fantástico. Demais, demais.

Quando eu morei fora estudando, ia todo ano a pelo menos 3 festivais do tipo, o de Avoriaz na França, o de Bruxelas na Bélgica e o de Sitges na Espanha. E sempre era uma delícia.

Nesse festivais, como em qualquer outro, além dos lançamentos dos filmes mais bacanas e recentes, sempre rolavam mesas redondas, bate papo e o melhor de tudo, eu sempre encontrava atores e diretores na rua e esse povo geralmente é sempre mais relax do que as grandes estrelas num festival maior.

No caso daqui de São Paulo, o Festival já valeria a pena pela pré-estreia do melhor filme do ano passado, o sueco “Deixa Ela Entrar“, dos vampiros adolescentes, que eu já falei aqui. Mas além desse, ainda passam pérolas como “Sex Galaxy” que também já falei aqui, “Pervert”, “O Gigante do Japão”, o teen-americano “Dead Girl”, o brasileiro “Mangue Negro”, o francês “Eden Log” e o meu mais esperado de todos “Matadores de Vampiras Lésbicas”.

O site do festival tem todas as infos certinhas e mais sinopses de todos os filmes, vale a pena conferir. Os filmes todos passam no Reserva Cultural e mais uma vez, não percam. Ah, a sala do Reserva não é tão grande, então, recomendo comprar ingresso antes.

terror

Publicado junto com “Já Viu?”.