Archive for the ‘comida’ Category

Desobvialize: meu jantar nas alturas

domingo, dezembro 20th, 2009

Fui convidada para o “dinner in the sky“, parte da campanha Desobvialize, da Brastemp. A princípio o jantar ocorreria no mês passado aqui em São Paulo, na Avenida Paulista, porém a nossa querida prefeitura fez o grande favor de negar alvará, o que eu considero uma grande estupidez, afinal o jantar já aconteceu em grandes capitais do mundo e ajuda a favorecer o turismo na cidade.

Nossa esperança tinha ido por água abaixo de ter a experiência de jantar a 50m de altura. Na semana retrasada chegou de surpresa um email convidando para a edição no Rio, no Pier Mauá. Lá fomos nós, um bando de blogueiros, para o Rio de Janeiro provar a experiência.

O nosso medo era chover, porém o Rio nos brindou com uma bela tarde de praia. Seguimos para o pier por volta das 19h30 ansiosos. Eu, que tenho medo de altura, tentava disfarçar meu pânico. Felizmente a DM9 e Riot conseguiram reunir um grupo bem bacana, o que propiciou um clima bem animado. Fui uma das últimas a me sentar, pois a cadeira cheia de cintos me causava frio na barriga, mas hora de encarar a empreitada e lá fui eu.

É uma mesa para 20 pessoas e a cozinha fica no meio, com os chefs também amarrados por cintos e cozinhando ali na nossa frente. Muito champagne, cerveja e animação, não demorou para eu deitar minha cadeira a 90 graus e poder contemplar o céu escuro do Rio. Após nossa chegada no topo, o mundo desabou e tivemos que descer, mas felizmente a chuva parou rapidamente e voltamos ao céu novamente.

A estrutura é grande e, obviamente, bem segura. Praticamente não sentimos o movimento da subida e descida, muito menos a mesa girando vagarosamente durante o jantar. A vista é um espetáculo a parte, mas se tem medo de altura, a recomendação é: não olhe muito para baixo. O jantar passou num piscar de olhos contemplando entrada, prato principal e sobremesa, além de mandiopan durante a subida. Cada jantar recebe um chef diferente, o nosso foi a dupla Marcos e Thiago Sodré, do restaurante Sawasdee. E posso dizer que o jantar no céu teve comida dos deuses.

Ainda tive sorte e rolou um repeteco. Quando vi estava no meu segundo jantar, dessa vez cercada de celebridades, e com o chef francês Oliver Cozan, mas é a primeira que a gente nunca esquece.

E como diz a campanha Desobvialize, vamos tirar o óbvio de 2010.

A câmera do iPhone não faz jus a fantástica vista que tivemos, mas tem algumas fotos aqui no meu flickr.

Moda secreta existe?

domingo, novembro 15th, 2009

Os anos 2000 foram os anos de consagração do mercado VIP no Brasil. Ninguém mais queria saber se a festa seria boa, se o DJ era fodão, se só teria gente bonita. Todo mundo queria era ser VIP. O negócio tornou-se tão lucrativo que entrou em processo de ‘cebolização’: o famoso VIP VIP VIP, ou o camarote dentro do camarote dentro do outro camarote, com preços em escalada exponencial.

A coisa ficou tão bizarra que começou a degringolar, e claro, o povo foi procurar alternativas. Foi assim que apareceu a moda do segredo. O bar agora é secreto, apesar de todo mundo saber onde é. A festa é secreta, mas é veículada no jornal. O camarote agora não existe mais, pois todo o evento é um grande camarote, onde todos são os bons, e a plebe fica da porta para fora. Nada contra, mas acho que o que é secreto não precisa ser esfregado na cara de quem supostamente não deve saber, não? De repente me vem aquela propaganda que o menino gritava para a câmera: ‘Eu tenho! Você não tem!’

Esta semana fui convidado para um jantar secreto. Todas essas idéias me ocorriam enquanto eu divagava sobre as possibilidades desse evento. Mas me dei conta de que, pela primeira vez, a idéia de segredo foi usada de forma eficiente. Um taxi foi chamado para me buscar em casa e eu sequer sabia o endereço para onde iria. Fiz questão de não perguntar. Eu não sabia nada sobre o jantar além do fato de que iria comer. Nenhum convidado sabia quem os estava convidando, qual seria o cardápio, porque eles foram selecionados, quem eram os outros participantes. Quer dizer, um ou outro a gente sempre descobre, né? Mundinho pequeno.

Afinal, fomos todos para o Capim Santo, em uma sala fechada com uma grande cozinha/sala de aula, e tivemos uma noite agradabilíssima e com um maravilhoso buffet ao lado da chef Morena Leite. Primeiro todos nós fomos convidados a preparar nossas próprias entradas com tutoria da chef. Depois um jantar incrível foi servido: tabule de quinua, gateau de banana da terra, nhoque de batata doce, lagosta flambada, e muito mais.

Jantar SecretoJantar Secreto 1A chef Morena LeiteBiti Averbach cozinhandoFacundo Guerra no fogão

A Electrolux nos convidou para lançar oficialmente o site da nova linha Infinity, e montou todo esse mise-en-scène para instigar ainda mais o grupo escolhido para divulgar. Todas as maravilhosas receitas que provamos estão no site. Vale a pena guardar. Além dos convidados selecionados pela produção, foram convidadas cinco pessoas que participaram de uma brincadeira no Facebook do jantar. A escolha de uma ação de divulgação secreta foi correta por instigar os participantes, e por desmitificar o caráter excludente que essa nova ‘modalidade’ adquiriu.

Fotos (decentes) do jantar aqui.

Bizarro Food World

quinta-feira, setembro 24th, 2009

Sempre me considerei uma desbravadora no universo da culinária, uma verdadeira bandeirante, penetrando em universos nunca dantes explorados. Nas andanças pelo planeta a gastronomia regional é sempre o bocadinho cultural que mais me atrai – a alta culinária sim, porém ainda mais os pratos de mãe e aqueles que você pensa ““Eita Gi-suizzz, ma-né-qui eles comem isso?”, doravante denominados “peculariedades regionais”.

Assumindo o estômago peregrino, já comi saquinho de formigas na Colômbia (vendidos ao lado da Pringles na loja de conveniência), testículos de boi na Espanha, rins de vitela na França, guzano (vide verminho da tequila) no México, ou grilos importados da Tailândia.

[Confesso que nunca tive mesmo a esperança de encontrar o sabor mais divino que minhas papilas já se depararam... mas sempre são bons ganchos quando você tenta protagonizar-se em histórias em mesas de bar - numa tentativa patética de parecer alguém interessante]

Sempre afirmei com veemência uma daquelas frases decoradas, tipo filosofia de Miss, que “experimentaria tudo pelo menos uma vez”. Mas recentes descobertas abriram meus olhos, e fecharam minha boca.

Na Noruega, por exemplo, você sai da sauna com um casal semi-albino simpático que gentilmente o convida para um Smalahove na cabana deles (é, na minha Noruega as pessoas moram em cabanas). Qual sua primeira sensação ao olhar para o prato – e o prato te olhar de volta?

[E rola ainda uma etiqueta no Smalahove: o olho e a orelha primeiro, daí de trás pra frente, mastigando ao redor do crânio. A língua e os músculos dos olhos são as partes mais saborosas, afirmam seus anfitriões. Não sei você, mas eu cairia na gargalhada e falaria “Hahaha, boa essa... quase vocês me pegaram, seus malandrinhos!”]

E no México comem taco. Taco mesmo. Aquelas conchinhas de milho recheadas que custam um milhão de dólares a unidade no Brasil e 1 peso no México? Aqui temos carne ou frango (invariável e tenebrosamente temperados com pimenta do reino e tabasco). Lá tem trinta e quatro mil e sete sabores, incluindo, por exemplo, Tacos Sesos. Sesos, no caso, é o cérebro da vaca. Mas não se preocupe, acompanham cebola, salsa e guacamole. É só dar uma misturadinha com a guacamole que duvido que dê pra diferenciar um do outro.

É, talvez não, né?

Mas então nas suas férias sonhadas em Jacarta, passeando por um mercado local, uma mocinha oferece um aperitivo: pequenos morceguinhos de fruta. Defumados. Ratinhos, com asas, defumados. Parece ruim? Não se preocupe, você também pode comê-los na sopa. Iguaria, hoje em dia só restaurantes premium oferecem:

Hum, talvez não também?

Então aproveite que você está lá pro lado de lá, e dê um pulo nas Filipinas, comer um Baalut. Ou fazer o seu próprio! Anota aí: Vá a um galinheiro e espere o galo ir lá e tandandan na galinha. A galinha põe o ovo fertilizado. Você pega o ovo fertilizado, e enterra. Depois de umas duas ou três semanas, tira o ovo e come o feto de pintinho que se formou. Assim:

[Não ainda? Bom, a essas alturas não precisa de uma perspicácia tão aguçada para notar que esse post só vai daqui downhill, então se pretende almoçar ainda hoje, ou alguma outra vez na vida, eu, se fosse você, parava por aqui.]

Mas, se não quiser, você pode ir para o ao interior do sul da China e comprar um macaco. Sim, um macaquinho. Daí você apelida ele de Chico, dá uma caneta pro Chico aprender a desenhar… leva o Chico pra casa. Ensina o Chico a entrar numa caixinha no meio da mesa de jantar, com o resto da cabecinha de fora da mesa. Daí você corta repentinamente uma tampa da cabeça dele e joga água fervente no cérebro do Chico, e todos em volta da mesa pegam seus hashis e comem o cérebro direto da cabecinha dele, enquanto estiver quente e se movimentando.

Tem gosto de frango misturado com esponja. Diz-se.

[Avisei antes pra parar de ler, você continuou porque quis - da mesma forma que faz questão de passar devagarzinho com o veículo ao lado do bombeiro no acidente de trânsito - e ficar propagando por 2 dias no trabalho “não sabe que coisa horrível que eu vi”.]

Abstraia, pois é cultural. É cultural. O Peta não deve considerar dessa forma, mas é cultural sim. Saiba você, que se chegar um asiático, e você falar que come secreção de mamíferos infectada com bactérias propositalmente até estragar bastante, ele também vai ter nojinho, ok?

Taste Casting – sabor a toda prova

sexta-feira, agosto 28th, 2009

Tava mesmo faltando, né? Lá nos EUA, o Taste Casting é um grupo de pessoas sérias e relevantes na web que se propõem a conhecer novos restaurantes, padarias e comestiveis stores e comentá-los em seus corners virtuais. Não é o máximo? Eu quero!

Bóra abrir um grupo tupiniquim!?

Come mato e come flor

segunda-feira, julho 6th, 2009

Muita gente no Brasil e no mundo ainda não tem o costume de ter flores comestíveis em sua comida. Eu ainda não tenho e acho super esquisito quando vejo.

É lindo, vamos combinar, mas pra que serve a não ser a beleza?

Eu tive que pesquisar na net pra saber qual é dessa coisa de flor na comida….

Descobri  aqui #mce_temp_url# uma listagem básica de flores que muitas vezes já esta  na nossa cozinha e nem sabemos.

(Cravo é uma flor sabia? Eu não!)

Ainda não sei se estou preparada para usar flores na salada, acho frescura demais pra minha vida trivial.

Mas como eu tenho alguns… ALGUNS ataques de frescurites as vezes, vou dar duas dicas que envolve comida e flowers. Duas coisas doces e que eu adoro.

* Geléia de violeta e bombom de violeta *

Ai que delicia!

Não são aquelas violetas africanas de vaso pequenino que temos em casa não, são primas dessas e muito usadas na Europa em doces e compotas.

“Originária da Europa, a violeta odorata é conhecida na Inglaterra como sweet violet (violeta doce). Ela possui flores perfumadas de cor roxa intensa, folhas ovais e haste longa. Apresenta valor medicinal e pode ser usada em doces, chás, bolos, xaropes, saladas, geléias e manteigas.

Alguns povos atribuem à violeta odorata poderes mágicos. Acredita-se que ela era utilizada em antigas “poções do amor” e que seu perfume é afrodisíaco. Diz a lenda que aquele que colher a primeira violeta que se abrir na primavera atrairá o verdadeiro amor.”

Mas vamos aos doces!

A geléia de gengibre do La Voleta de Madrid. É uma loja super tradicional que tem de tudo um pouco quando o assunto é violetas.

Licor, pétalas açucaradas, bala, bombom… E a geléia… Que tem uma cor linda. EU achei muito doce, mas ta lá linda na minha geladeira e como sempre acompanhada de um queijo forte pra equilibrar.

violeta-geleia

Bombom de violeta – Esse esta mais acessível aos brasileiros, pq vende na Neuhaus. Uma pena que a loja da Lorena no caminho de casa fechou… Uma tentação!

O bombom é de chocolate com um recheio de uma massa de chocolate com aroma de violeta, é forte, não é doce demais o que a torna interessantíssima. E vamos combinar, Neuhaus é foda.

Pra melhorar tem uma mini flor em cima açucarada…

Uma ótima sugestão de presentes (ao menos pra gordinha aqui). E uma tentativa interessante de variar e incluir as flores na sua barriguinha.

Bombons Neuhaus Violeta

Pesquisei e tirei fotos de uns links aqui ó:

http://www.saudelazer.com/index.php?option=com_content&task=view&id=3996

http://www.interney.net/blogs/guloseima/2008/02/22/bombons_de_violeta/

Onde Comprar:

http://www.neuhaus.com.br/

Pra chegar na La violeta em Madrid http://www.qype.com.br/place/374036-la-Violeta-Madrid

Ah, Paris!

quarta-feira, junho 10th, 2009

Paris está entre minhas cidades favoritas e para mim é a cidade mais linda que já conheci. Não me canso de me perder por lá. Cada esquina é uma surpresa e a cada passagem minha pela cidade, eu tenho a impressão de que enxergo uma Paris diferente.

Nessa minha última passagem, em que passei 8 dias na cidade, eu resolvi explorar lojas de design ao invés das minhas habituais buscas por brechós e galerias, afinal estou montando minha casa “nova” e tudo que vejo na frente, eu quero levar para lá. Infelizmente não dá, mas Paris, mesmo sendo uma cidade cara, tem preços ótimos no que diz respeito à decoração.

Também foi a primeira viagem para lá, que eu fiz questão de almoçar e jantar praticamente todos os dias fora, o que já não dá para dizer o mesmo que o parágrafo acima. Comer e beber em Paris é caro, por isso o melhor é nem cogitar pensar em reais. O velho ditado de que quem converte, não se diverte é real.

Resumindo: minha viagem foi gastronômica e consumista, além de algumas poucas exposições que visitei, mas que valeram bastante a pena. O que foi ótimo é que o verão está chegando, então os dias são longos e terminam por volta das 22h30.

Os quatro restaurantes mais deliciosos que fui, sempre acompanhada de amigos franceses:

Le Sainte Marthe Bistrot é bem escondido e fica no meio de uma vila pequena, próximo ao metrô Belleville. Frequentado 99% por locais é um lugar bem típico.  O restaurante tem um menu bem diversificado e a melhor pedida é o “Magret de Canard”.  O Le Sainte Marthe tem uma área externa, que mesmo com uma temperatura mais baixa, é a mais concorrida. Para se safar um pouco do frio é só solicitar um cobertor e se deleitar com os vinhos da casa. O custo médio de um jantar com vinho e sobremesa é de 28 euros. Vale a pena reservar mesa antes: 32 rue Saint Marthe – das 17 às 2h todos os dias. Tel 0144843696

Chez Papa tem a cozinha especializada no sudoeste da França. A grande pedida são as gigantescas saladas, mas o pato ao molho de pêssego é um dos pratos mais deliciosos que eu já comi. É também um restaurante bem típico e com um atendimento excelente. O Chez Papa fica no badalado bairro de Montmartre – 153, rue Montmartre (metrô Bourse). Tel 0140130731

Restaurant des Beaux Arts, que fica perto do metrô Odeon em meio à confusão de turistas que se instala na área, o restaurante foi uma boa surpresa. O atendimento é ótimo, a comida bem servida e saborosa. Como eu estava sem fome, optei por uma salada de queijo de cabra, mas meus amigos que estavam mais famintos se deleitaram entre carne de pato, coelho e vaca. Todos elogiaram. É uma boa pedida para quem está nas mediações de San Michel e perdido entre tantas opções. O gasto médio com vinho, sobremesa e prato principal é de 25 euros. 80 rue Mazarine. Tel 0143257116

Les Pissenlits par la racine fica fora da área mais turística da cidade, no metrô Place d’Italie ou Corvisart, que é uma região cheia de bares e tabernas bem rústicas, com cerveja a bom preço e com discussões políticas acaloradas. O restaurante é pequeno, tem uma decoração mais modernosa e requintada. Ótima opção para ir a dois. Os preços dos pratos variam entre 14 e 29 euros e são bem servidos. 11, rue de la Butte aux Calles. Tel 0145802722

Caso esteja nessa região, não deixe de passar no bar La Folie en tête (a tradução combina com o local: a loucura da mente), que é bem rústico, com um banheiro não muito animador, mas com muitos instrumentos musicais pendurados no teto nos quatro cantos do bar, colagens divertidas e de diversas partes do mundo nas paredes e com cerveja a um bom preço, além de servirem uma ótima caipirinha, não se restringindo somente a de limão.

Das exposições que eu vi, eu curti 3, sendo que duas eu considero imperdíveis e obrigatória para quem passar pela cidade até julho, que são “Le Grand monde d’Andy Warhol“, que fica em cartaz até dia 13 de julho no Grand Palais e é maior mostra já feita do artista. São 250 obras entre retratos, serigrafias, polaroides, vídeos e é dividida em salas temáticas: auto-retratos, Telas de testes, Mao, Dolares, Catástrofes e Última Ceia. É uma exposição fantástica para ver sem pressa e entender mais sobre pop-art e o mundo de Warhol. A segunda, que é minha favorita, foi a “Une Image peut en cacher une autre“, ou “Uma imagem que esconde outra”, também no Grand Palais. Essa entrou para a minha lista favorita de exposição. A exposição é focada em obras com duplas imagens, e discorre trabalho de artistas de diversos séculos (desde 1500) e culturas. Variando entre Arcimboldo e Dalí, e incluíndo vários exemplos contemporâneos, a exibição traz 250 obras selecionadas rigorosamente, em que o artista brincou com as composições e imagens mútliplas. O ideal é separar uma tarde para ver as duas, pois valem a pena e são de tirar o fôlego.

A terceira que eu gostei foi “Fables & Fragments” na Escola de Belas Artes, feita com vários artistas recém-formados. É uma mostra contemporânea com instalações, fotografia, vídeo e pinturas. Bacana para sentir mais de perto a nova safra de artistas.

Já a parte consumista, que gritou o tempo todo, fez eu percorrer especialmente Marais, que tem muitas lojas de decoração, mas como não sou de ferro, claro que eu fiz uma parada longa na Colette. Infelizmente não dá para sair de lá com a sacola cheia, mas deu para comprar uns mimos. Aliás, é uma das lojas em que mais pessoas saem de mãos abanando. Uma das coisas que eu curto na Colette, é a seleção que eles fazem de revistas de moda. Acabei comprando uma edição Primavera/Verão 2009 da revista Plastique.

Saí apenas um dia, que foi no meu aniversário (no último dia 05) e o lugar escolhido foi o Social Club, pois o Calvin Harris tocaria por lá. O lugar estava entupido, quente e encontrei o Dat Politics por lá também. Foi ótimo, mas em meio a um final de dia sobrecarregado, eu consegui sobreviver a menos de 1h do set do Calvin Harris. A cerveja tem um preço bem salgado: custa em torno de 9 euros e pequena.

Vou fazer um post só com as lojas de decoração & design, mas para fechar quero indicar a deliciosa loja Passage du desir, que fica na 23 Rua Sainte Croix de la Bretonneire, no meio de Marais. A loja é dividida por seções como divertidas como “seduce me”, “tease me”, “talk to me”, “toy me”. As prateleiras são recheadas de brinquedos sexuais como vibradores, jogos, algemas, livros, roupas, etc., mas os preços são bem salgados.

As fotos da viagem estão no meu flickr e no do Ola. E na semana que vem, eu faço numa nova parada rápida em Paris antes de retornar para São Paulo. Enquanto isso curto os dias que não terminam aqui na Suécia.

Ovos mexidos

sexta-feira, março 6th, 2009

Eu tenho compulsão por ovos mexidos. Gosto em qualquer horário e como pelo menos uma vez por semana. Um dia desses eu estava vendo aquele filme bobo “Noiva em fuga” e ri um bocado quando a Julia Roberts é “desmascarada” por falta de personalidade porque ela não sabia como ela gostava de ovos mexidos. A cada relacionamento que ela entrava, ela dizia que gostava de ovos mexidos exatamente de acordo com a preferência do namorado, tanto que quando a ficha cai, há uma cena em que ela prepara vários tipos de ovos mexidos e experimenta cada um para ver qual ela gosta mais.

Isso foi só um adendo porque eu tenho dificuldade de ir direto ao ponto e o objetivo do post é compartilhar uma receita deliciosa de ovos mexidos que a Bia Granja me mandou. E adivinha de quem é a receito de algo tão simples? É do Gordon Rasamsay, então se prepare porque é realmente simples e de lamber os beiços:

Faz aí e depois diga se não é delicioso!

Restaurante Week 2009

segunda-feira, março 2nd, 2009

Começa hoje a quarta edição do Restaurante Week e vai até dia 15 de março. Sou adepta ao projeto e tento fazer o tour pelos restaurantes envolvidos, afinal o bolso aqui não tem permitido grandes gastos com gastronomia.

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Os 35 restaurantes de mais destaques de acordo com o Guia da Folha: Ak Delicatessen, B&B Burger & Bistro, Bananeira, Beldí, Bistro Charlô, Canvas, Capim Santo, Chakras, Dolce Villa, El Patio, Eñe, Estacion Sur, Julia Gastronomia, La Risotteria Alessandro Segatto, Table O & Co., Le Petit Trou, Lola Bistrot, Mabella Steak House, Marcel, Mercearia do Conde, Na Cozinha, Nakasa Sushi, Nam Thai, Obá, Odeon, Original Shundi, Passaparola, Picchi, Rosmarino, Seraphini Bar e Restaurante, Shimo, Shintori, Thai Gardens, Tordesilhas. No guia tem um bom comparativo dos preços da casa, incluíndo preço de bebidas.

Os pratos participantes do menu promocional continuam no mesmo preço: R$ 25,00 almoço e R$ 39,00 o jantar. O couvert não está incluído e se você quer de fato gastar muito pouco, passe longe, pois geralmente ele tem preço bem salgado na maioria desses lugares.

Faça sua listinha, tire as moedas do cofrinho e corra, afinal não é sempre que se dá para comer em lugares como o Bistro Charlô.

O canibalismo está entre nós. De novo? Ainda?

terça-feira, fevereiro 17th, 2009

A notícia mais chocante da semana passada pra mim, e que demorou uns dias pra eu conseguir digerir (ops!!!) foi que 5 índios da tribo Fulina, do Amazonas, na divisa com o Acre (sim, o Acre existe), mataram um rapaz de 21 anos, deficiente mental, não índio, e, pelas características do resto do corpo encontrado, é possível que tenha havido canibalismo. Sim, os 5 índios, dentre eles uma mulher, provavelmente mataram o rapaz, esquartejaram o corpo e ainda comeram pedaços do jovem.

Pelo que eu li, o povo da Funai e todo mundo que cuida dos índios nega veementemente que tenha havido canibalismo. Vi o chefe da tribo na tv esses dias dizendo que as partes “comidas”do corpo foram devoradas por cachorros do mato, depois que os índios mataram, esquartejaram e estriparam o corpo.

Ah, e claro que apesar de todas as negativas, os índios estão sumidos, dizem que escondidos pela floresta.

canibalismo2

Não tô aqui julgando ninguém, quero com esse post apenas mostrar que certas coisas acontecem ainda no nosso século XXI bem debaixo dos nosso narizes sem que muitas vezes a gente fique sabendo.

Dando uma pesquisada bem rápida pela net encontrei textos que dizem que o canibalismo era uma forma até que usual na Europa até o século XVIII, onde em fórmulas de remédios era comum achar carne e sangue humano. Até o Iluminismo, acreditava-se que o corpo humano tinha um “período de validade”. Assim, pessoas mortas de forma não-natural tinham ainda um “resto” que poderia ser usado, daí os cadáveres de execuções eram muito disputados por médicos e farmacêuticos. Numa receita de um farmacêutico alemão do séc. XVII Johann Schröder, ele misturava pedaços de carne de um cadáver (morto em execução violenta porém sem sinal nenhum de doença) em rodelas misturados a mirra e aloe: seria um ótimo remédio para o estômago. Já na Dinamarca na mesma época, acreditava-se que beber sangue humano curava a epilepsia e que a gordura humana era boa para reumatismo e artrite.

Isso tudo sem falar em religião em geral, onde alguns protestantes bem antigos usavam o sangue humano como eucaristia e alguns monges faziam uma marmelada cozida a base de sangue humano.

Isso tudo só falando em Europa, sem citar povos indígenas como os Aztecas que arrancavam e comiam o coração de seus prisioneiros. Tomara, por favor, que essa moda não volte!

Do Centrão para o Sertão

segunda-feira, dezembro 15th, 2008

Peça o GPS emprestado para o vizinho, coloque o endereço certinho do googlemaps, e esqueça tudo que você achava que sabia sobre orientação espacial em São Paulo. Esse desprendimento todo, combinado com pneus calibrados, e umas boas 5 horas disponíveis, podem te levar a uma das experiências gastronômicas da vida.

A dezessete quilômetros da capital (claro que se define aqui como “capital” o raio de 500 metros da Peixoto com a Paulista), o Mocotó é restaurante, com clima de boteco. Mas boteco, boteco… não esses botecos neo-playbas cariocas, que ovo colorido é enfeite “retrô”. Boteco de mesa aberta, sapateiro bêbado, tia de vestido de paetê, e um outro assinante da Prazeres da Mesa.

 

Fonte: Folha 

Num sábado ensolarado, consegui até bem fácil (??!!) convencer a trupe desse blog a se aventurar comigo rumo à Vila Medeiros. Na fila de duas horas dá pra decorar o cardápio repleto de coisinhas de beber, de comer e de babar. Por falar em de babar, é oportuno comentar Nossa urbanidade quase nos levou a recusar qualquer coisa que levasse mocotó. Mas como essa coisa de que é feito com pata de vaca só pode ser lenda urbana, tipo sopa de pedra, aceitamos de bom grado a mocofava…

 

mocoto4 

Embebidos pela cachaça escolhida entre as mais de 300 marvadas disponíveis, a lambança se iniciou com um legítimo torresminho – orgasmáticos pedacinhos de culpa imediatamente soterrados por quadradinhos de tapioca, coalho e leite, mergulhados num molho da casa de tangerina e dedo de moça.

E Baião de 2, ah….escondidinho 1, aaahhhh…carne não identificável…ahhhhhhhh…. escondidinho 2… AA-aa-Ahhhhh…

 

mocoto1 

E vêm as coisas de babar: sorbet de rapadura com pedaços, pudim de tapioca com leite de coco, mousse de chocolate com cachaça. (E pensar nas pobres mulheres de séries americanas que, na falta de sexo, tem que se contentar com um potão de Haggen-daz, não?)

 

debabar1 

Escolhemos como o designated driver o menos encachaçado, e cantamos “What a wonderful world” de volta pra casa…. dezessete quilômetros.

Dezesseeeeeeete…….

Mas, se a mídia já tá feita por aí, alguém com duzentinhos disponíveis pra me ajudar a investir na unidade Pamplona/Itu?

“Eu conheci o Mocotó na época que ele ainda ficava na Vila Medeiros…”