Archive for the ‘comportamento’ Category

the ocean of white

quarta-feira, janeiro 20th, 2010

o Skol Sensation é um evento polêmico desde seu anuncio em 2008.
a proposta é grandiosa e, para os mais apaixonados pela música eletrônica o line-up e o lado circense não agradam. mas preconceitos a parte, a festa foi bem sucedida e com certeza o maior evento eletrônico indoor já feito no país.

Skol Sensation Dancers and fountains

este ano o Sensation tera o tema The Ocean Of White, ou seja, a árvore do amor da edição passada dá lugar a um o palco giratório central, localizado sob uma anêmona cenográfica gigantesca; dançarinas com figurinos exóticos, fontes de água que juntam-se a performances de artistas de rapel, que descem da estrutura do teto com fogos de artifício e efeitos especiais além de águas-vivas cenográficas que completam o visual.  ufa! haja cenografia.

nesta 2ª edição, a tradicional praça de alimentação dá lugar a amplo espaço gourmet. quanto aos ingressos, nada muda: camarote premium, diamond e pista; e eles começam a ser vendidos no próximo dia 28.
sim, será gigantesco e elaborado. e com o conceito de te levar para uma imersão no mar da sua alma. e claro, o traje é branco.

a festa acontece de novo no Anhembi no dia 17 de abril e contará com 3 atrações internacionais principais: o veterano Felix DaHousecat, o DJ Tocadisco e o holandês, ainda pouco conhecido por aqui, Chuckie.
já comece a pensar no modelo e boa festa!

TREND TIMELINE (1750-2010)

quinta-feira, janeiro 14th, 2010

Em tempos nos quais a gente tem que ser tornar praticamente um BABALORIXÁ e prever a qual vai ser THE NEXT BIG THING do dia seguinte, nada mais apropriado do que olhar para o passado. O designer e futurista (oi?) Peter Von Stackelberg nos presenteia com uma TIMELINE de acontecimentos e tendências que vão desde 1750 a 2010. Ao reunir os principais eventos ocorridos na política, economia, tecnologia e movimentos sociais, podemos perceber padrões e interrelações entre os fatores que eclodiram na própria História da humanidade.

Vale dar aquela olhadinha.

Para visualizar o arquivo, é só clicar na imagem abaixo.


The Blues: A Depressão Pós-Avatar

quarta-feira, janeiro 13th, 2010

Depois do êxtase, a depressão. De acordo com uma máteria da CNN, uma grande quantidade de espectadores de Avatar estão experienciando uma espécie de depressão pós-filme. Num fórum do blockbuster na internet, pessoas relatam uma certa tristeza e – pasme – pensamentos suicidas – após conhecer o onírico e utópico mundo de Pandora. No tópico Ways to cope with the depression of the dream of Pandora being intangible” do Avatar Foruns, mais de 1000 pessoas participam, contando sua experiência, além de consolarem uns aos outros.

Para aplacar a dor de viver na Terra, fãs reportam que uma boa forma de driblar tais sentimentos é assistir novamente o filme, assim como jogar o videogame baseado no filme e ouvir a trilha sonora. Tecnologia com tecnologia se cura.

Será que o tratamento final vai ser o COSPLAY?

Para ler o artigo completo, clica aqui.

Garota do Tempo posa para a VIP

quinta-feira, novembro 26th, 2009

A Garota do Tempo, personagem que a Skol lançou na Internet na semana passada, junto com o seu novo Portal, está em carreira meteórica. Mal deu as caras no showbizz e já posou para revista masculina.

Publicitariamente, o legal é que podia ser um simples anúncio, uma peça qualquer. Mas aí, resolveram contextualizar nisso que estão chamando de “Ensaio Publicitário”.
A edição de dezembro da VIP chega às bancas só amanhã. Mas dá uma olhada em duas fotos bem bacanas, assinadas pelo Sérgio Kovacevick:

GarotaDoTempoSkol_VIP2

A gente, do lado de cá do balcão, tá achando muito legal a repercussão da personagem. O pessoal tem achado divertido e tem interagido um bocado… e o objetivo era mesmo esse! ;)

Moda secreta existe?

domingo, novembro 15th, 2009

Os anos 2000 foram os anos de consagração do mercado VIP no Brasil. Ninguém mais queria saber se a festa seria boa, se o DJ era fodão, se só teria gente bonita. Todo mundo queria era ser VIP. O negócio tornou-se tão lucrativo que entrou em processo de ‘cebolização’: o famoso VIP VIP VIP, ou o camarote dentro do camarote dentro do outro camarote, com preços em escalada exponencial.

A coisa ficou tão bizarra que começou a degringolar, e claro, o povo foi procurar alternativas. Foi assim que apareceu a moda do segredo. O bar agora é secreto, apesar de todo mundo saber onde é. A festa é secreta, mas é veículada no jornal. O camarote agora não existe mais, pois todo o evento é um grande camarote, onde todos são os bons, e a plebe fica da porta para fora. Nada contra, mas acho que o que é secreto não precisa ser esfregado na cara de quem supostamente não deve saber, não? De repente me vem aquela propaganda que o menino gritava para a câmera: ‘Eu tenho! Você não tem!’

Esta semana fui convidado para um jantar secreto. Todas essas idéias me ocorriam enquanto eu divagava sobre as possibilidades desse evento. Mas me dei conta de que, pela primeira vez, a idéia de segredo foi usada de forma eficiente. Um taxi foi chamado para me buscar em casa e eu sequer sabia o endereço para onde iria. Fiz questão de não perguntar. Eu não sabia nada sobre o jantar além do fato de que iria comer. Nenhum convidado sabia quem os estava convidando, qual seria o cardápio, porque eles foram selecionados, quem eram os outros participantes. Quer dizer, um ou outro a gente sempre descobre, né? Mundinho pequeno.

Afinal, fomos todos para o Capim Santo, em uma sala fechada com uma grande cozinha/sala de aula, e tivemos uma noite agradabilíssima e com um maravilhoso buffet ao lado da chef Morena Leite. Primeiro todos nós fomos convidados a preparar nossas próprias entradas com tutoria da chef. Depois um jantar incrível foi servido: tabule de quinua, gateau de banana da terra, nhoque de batata doce, lagosta flambada, e muito mais.

Jantar SecretoJantar Secreto 1A chef Morena LeiteBiti Averbach cozinhandoFacundo Guerra no fogão

A Electrolux nos convidou para lançar oficialmente o site da nova linha Infinity, e montou todo esse mise-en-scène para instigar ainda mais o grupo escolhido para divulgar. Todas as maravilhosas receitas que provamos estão no site. Vale a pena guardar. Além dos convidados selecionados pela produção, foram convidadas cinco pessoas que participaram de uma brincadeira no Facebook do jantar. A escolha de uma ação de divulgação secreta foi correta por instigar os participantes, e por desmitificar o caráter excludente que essa nova ‘modalidade’ adquiriu.

Fotos (decentes) do jantar aqui.

quer matar um amigo, mas não quer sujar as mãos?

terça-feira, novembro 10th, 2009

pois é, o canal de séries policiais 13ème Rue resolveu seus problemas.
o site je tue un ami.com te indica 5 tipos diferentes de assassinatos e assassinos.
basta você enviar uma foto do seu ‘inimigo’, ajustar contraste e ângulo do rosto e esperar que o trabalho sujo seja feito.

genial. e viciante.

jutueunami

O valor das idéias

quarta-feira, outubro 14th, 2009

Depois de toda essa tal “nova onda da web”, internet dois-ponto-zero, mídias sociais, colaboração e cybercoletividade, o Obama foi, se não o primeiro, o mais emblemático dos políticos a lançarem mão da internet e suas novas multiplataformas como modo de fazer campanha e política nos meios digitais. Eu acompanhei de perto – na medida do possível.

Agora, esta semana, os estrategistas de campanha do presidente estadunidense Barack Obama se reunirão com grandes nomes da comunicação/propaganda brasileira para discutir O Valor das Idéias neste que será o primiero seminário de estratégia de comunicação e marketing [que também está conhecido como O Efeito Obama]. A iniciativa é da George Washington University e do Grupo Santander, entre outros parceiros.

Além dos membros da universidade americana e dos estrategistas do Obama, também estarão presente nomes nacionais como Ricardo Kotscho e Rodrigo Mesquita.

Eu estou bem ansioso. Por lá assuntos como “como a campanha online do Obama mudou os rumos de uma nação” e “a internet como forma de ativar simpatizantes” estarão em pauta amanhã e sexta, aqui em São Paulo. Além da comunidade, o evento também conta com um Twitter – acompanhe.

Did you know? Fall 2009 edition

domingo, outubro 4th, 2009

Os dados estatísticos no vídeo abaixo não são novidades, mas sempre causam impacto, especialmente quando comparados com a “velha mídia”:

via

Ecofriendly, Ecofail

quarta-feira, setembro 30th, 2009

Nunca me considerei exatamente uma ameaça ao meio ambiente. Ah, separo minhas latinhas das outras coisas, não jogo lixo na praia, e fico comovida de verdade olhando ursinhos polares bebês no Discovery agonizando porque a casinha deles está derretendo e tal. A consciência começou a apertar mais ultimamente. Iniciou-se a saga em um churrasco que organizei outro dia, no qual participarem um casal de homo sapiens ambientalicius (aquelas colegas que tem casa ecológica com energia solar e tudo mais) – que apontaram, desapontados, minha incauta escolha de talheres, copos e pratos: descartáveis.

Como tais convidados não eram exatamente íntimos, achei de bom tom não sugerir que eles limpassem os práticos utensílios e cinzeiros com a língua, fazendo o favor. Superior, iniciei uma ardente discussão sobre as dificuldades de ser ecofriendly na “vida real”. Essas nossas, moradores da cidade grande, cujo edifício não tem coleta seletiva, a máquina de café do escritório já sai com copinho e que não são legítimos proprietários de 50 conjuntos de pratos e talheres à disposição nos seus churrascos.

Comentaram-nos tais elucidados, que todos nós temos a responsabilidade por mudar as pequenas decisões do dia-a-dia e consumir de forma consciente, que o fardo da saúde do planeta está nas nossas costas. Ou seja, me chamaram basicamente de assassina de ursos polares bebês. Culpada, resolvi assumir um desafio: tentar por 7 dias uma vida Ecofriendly e relatar para eles minhas descobertas e incautos.


[Gostei do meu momento Globo Repórter. Posso até ver a chamada “E a seguir, a saga de uma garota normal da cidade de São Paulo. Quais as dificuldades atuais da vida ecologicamente correta? Como mudar seus hábitos em poucos dias? Veja após os comerciais”. ]

Compartilho com vocês também.

consumption

1º dia – Segunda-feira- 28/09
Um ser superior

Acordei empolgada com a idéia, que nem primeiro dia de regime que você come alface no café da manhã. Guardei a chave do carro. Que ônibus que nada, caminhada! Super ecológico. Foi divertido caminhar ao lado do parque Ibirapuera, nem tanto engolir fumaça na São Gabriel, mas o planeta merece. Logo descobri que demoro tanto chegando a pé quanto de carro, vejam só. Menos gasolina E calorias.

No escritório, minha primeira dose de café – achei uma caneca feia de empresa de seguros no armário. A descoberta de como tirar café da máquina, sem cair o copinho, deveria me dar direito a um diploma de engenharia (ei, eu não consigo instalar um DVD, mereço o mérito).

Passei o dia sem imprimir uma folha sequer. O relatório de 100 páginas revisei na tela mesmo. Demorou umas 2 horas a mais (damn emails, facebook e MSN), mas saiu. Em algum lugar do mundo, uma árvore sorriu.

Supermercado à noite. Desfilando com minha linda ecobag preta, de mais de um ano de idade e segundo dia de uso, olhei com ar superior para todos demais clientes consumidores de malignas sacolas de plástico.

Verduras orgânicas e xampu ecológico, que não é testado em animais. Na área de frios, solicitei para tirar a bandejinha de isopor. O moço me olhou com cara de cuméquié. Expliquei, pacientemente: - Veja bem, Sr. seu Zé, que isopor na natureza demora mais de 930 anos para se deteriorar, por isso é melhor não utilizarmos sempre que for possível. [Não, eu não sei quantos anos se deterioram isopores, mas achei um bom chute e o Sr. Seu Zé também achou, pareceu.] Coloquei o queijo e peito de peru bamboleando dentro do carrinho.

Dúvida surgiu na garrafa de água: PET deve estar errado. Acho até descobrir o que fazer, vou ter que tomar água ligeiramente amarelada da torneira de casa.

Nota mental ao chegar em casa: comprar uma ecobag cuja alça não estoure nas duas quadras caminhando de volta. Graças a deus, todos meus produtos amigos-de-bichinhos continuam intactos.

2º dia – Terça-feira – 29/09
Ecofail

Acordou chovendo. Juro que pensei em ir para Congonhas a pé. Observem que, apesar de eu estar colaborando com o meio ambiente, ele não está colaborando comigo. Fui de táxi.

E avião para o Rio.

Resultado: Sentimento de culpa equivalente a big mac, milk shake e bolo prestígio no segundo dia de regime.

3º dia – Quarta-feira – 30/09
Reenergizando

Sem desanimar, acordei com a brilhante idéia de neutralizar minhas emissões de carbono. Fui pesquisar  e calculei quanto custou ao planeta minha viagem ontem. Com uma árvore apenas consigo neutralizar não só minhas emissões, como mais 80 passageiros!

Vim de carro (coloquei na conta da árvore). Como um sinal divino, ali na R. Veneza do Jardim Europa. um caminhão de árvores com placa “Jabuticabeiras Produzindo”. R$ 25,00.

Sabe aqueles raciocínios que você pensa pela metade? Assim foi a compra da jabuticabeira produzindo. Pobre jabuticabeira, produzindo no meu porta-mala.

Alguma idéia onde enfiar uma jabuticabeira produzindo em SP?

(Obs 1: Algo me diz que perguntar na internet onde enfiar uma muda não gerará boas recomendações.

Obs 2: Continuarei oportunamente o relato da semana, incluindo o ainda incerto destino da muda de jabuticabeira produzindo. [Propaganda para você não trocar de canal. Quer mais Globo Repórter que isso?])

Veja essa revista: Onze!

terça-feira, setembro 29th, 2009

Sabe o twitter? Sabe como ele te rouba minutos, horas e dias inteiros de produtividade, porque você não pode perder aquela piadinha irônica saborosa sobre os últimos acontecimentos, as discussões inflamadas sobre o filme cult do diretor mais cult ainda, ou ainda aquela última novidade daquela grife-desejo? Agora imagina se você tivesse isso tudo reunido em uma revista, que você pode ler e reler na hora que quiser, sem atrapalhar nenhuma outra atividade, e o mais incrível, de graça! Imagina?

Pois as oportunidades sempre passam debaixo de nossos narizes e a gente deixa passar sem se dar conta. Saindo da última Crew, umas dessas atravessou meu caminho e sem querer eu agarrei. No caixa, na hora de pagar, havia uma pilha de revistas de distribuição gratuita, com uma capa bem sem graça, e eu na hora pensei que seria mais uma daquelas publicações indies desprovida de conteúdo, inovação ou relevância. Engano meu. Alguma coisa me fez enrolar uma e jogar em algum canto da casa, para dar uma folheada despretensiosa no bode do domingão.

Para minha surpresa, eu li a revista de-ca-bo-a-ra-bo, e me diveti pencas! A Onze é uma publicação da Editora Finaflor, que tem onze cadernos de assuntos diversos, escrita por gente que a gente segue no Twitter e conversa na balada, com clima de bate-papo, conteúdo de jornal e humor de primeiríssima. Essa primeira edição, com tiragem de 22mil exemplares e distribuição gratuita traz Fernanda Lima na capa do fim, já que a do começo é preta e sugere que você monte a que mais te agrada.

fernanda-lima-revista-onze

A sessão ‘crítica’ é uma das mais divertidas. São atribuídas zero a cinco latinhas de cerveja para aprovar (ou gongar) simplesmente qualquer coisa: filmes, músicas, livros, pessoas, baladas, semáforos, sapatos, etc. Sobre o semáforo da Rua Augusta com a Oscar Freire, por exemplo, dizem: ‘Todo mundo fala no celular dando abaninhos discretos para sabe-se lá quem. Quando chega no semáforo, nada anda mas ninguém buzina. Elegância. Educação.’ Uma latinha apenas.

Na parte dedicada a ‘consumo’, nada de bolsinhas caras de marcas francesas nem casacos da avó de brechó descolex. Entre celulares, geladeiras, tênis e máscaras para dormir, pérolas como:

- Cigarrinho de artista: recomendado para o tratamento de algumas doenças. De R$1 a R$3 a grama.

- Dramin B6: serve para dor de estômago, mas é bom mesmo para, em noites de insônia, fazer dormir. Em média R$6.

E por ai vai.

Tem discussão sobre o desperdício de sacolas plásticas, entrevista com a garota da capa, a morte da TV aberta, guia para baixar torrents, a briga entre Valmir e Josy depois do sucesso, Bette Davis em A Malvada, e todo tipo de assunto que você possa imaginar. Todas as matérias são interessantes, porque nenhuma quer se levar 100% a sério. Até os agradecimentos são graciosos. Para mim, a única coisa que falta agora é uma assinatura anual. Gratuita, claro.

PS: Infelizmente não pude linkar a revista, porque o site tem o acesso proibido. Talvez você tenha que ser amigo dos roteiristas para entrar…. Então eu linko a entrevista deles com o Felipe Morosini do Feio na Foto.