Archive for the ‘compras’ Category

Hit it!

terça-feira, julho 1st, 2008

O mundo vai acabar, e nós vamos pagar mais impostos por isso. Os políticos corruptos estão curtindo em Bora-Bora, crianças são jogadas pela janela, e você passou a noite no aeroporto por atraso no vôo. Difícil segurar aquela veia vândala que todos nós temos reprimida dentro de nós. E nem adianta esconder, porque todo mundo já sentiu ímpetos de jogar o computador na parede ou acertar em cheio o carro do FDP que roubou a tua vaga.

A designer holandesa Marjin van der Poll criou uma poltrona que serve para aliviar as tensões do dia-a-dia e ainda complementa o decor da sua casa com muito estilo. A Do-Hit foi desenvolvida para a Droog Design em 2000, e é um grande bloco de metal que você marreta até ele tomar a forma desejada. O martelo vem incluso.

Se você acha que não tem força para isso, ou tua terapia está te deixando zen demais, a designer pode moldar por você e mandá-la pronta, mas isso acabaria com toda a graça, não?

Sombra sem dúvida

segunda-feira, maio 5th, 2008

Dica rápida para as meninas que chegam atrasadas em todas as baladas por causa do make: os kits da ColorOn são como tatuagem de chiclete para dar um tchans no visual em um minuto. Com várias opções de cor que podem ser combinadas e sobrepostas, cada patch pode ser usado 2 a 3 vezes, e vai economizar muito tempo e paciência dos namorados. Só acho que as meninas vão achar os makes meio drag, e as drags vão achar tudo muito simplezinho.

Cinema bom em casa

sexta-feira, abril 18th, 2008

Em tempos de Torrents e Mojos, parece até estranho falar de locadora de vídeo como notícia. Mas considerando-se que hoje em dia nem o blockbusters são blockbusters mais, qualquer incentivo para o cinemade qualidade é bem vindo, seja ele independente, europeu, esquisitão, ou até, por que não, um blockbuster.

Há tempos já, eu li uma coluna qualquer no jornal que citava a S’Different, e sem querer esses dias topei com a própria. Trata-se de uma locadora de DVDs que só trabalha com títulos bacanas, em geral fora do mainstream, catalogados por país de origem, muitos deles, diga-se. Ok, muito mais fácil sentar a bunda gorda no sofá e esperar a sua catastrófica operadora de internet trazer os filmes para você (todas elas são? ou impressão minha?). Para isso, a S’Different tem um serviço de entregas para boa parte da cidade de São Paulo, com taxas variáveis – módicas – de acordo com a distância. Tua bunda gorda agradece.

Passa lá:

S’Different

Rua Arthur de Azevedo, 536 – Pinheiros
05404-001 – São Paulo – SP
Tel.: 3063-4915
Cel.: 7357-7189
sdifferent.dvd@hotmail.com

Jabá feito, termino sugerindo um movimento de ajuda ao comércio e aos serviços que lutam para sobreviver nesse mar de shoppings. Eu, sempre que vejo algo que quero comprar numas das gaiolas de consumo, deixo para passar no dia seguinte na filial da loja de rua. Nada melhor. Você compra o que quer, dá uma volta no sol, toma um sorvete, para na farmácia, ainda leva teu cachorro junto. Sem rampas espirais, sem grupos de adolecentes gritando, sem dondocas histéricas, ou não, vai saber. Mas que comércio de rua é bom para o consumidor, para os cidadãos e para a cidade, é.

Modo-arquiteto-chato-meio-comunista OFF.

Silicone is dead!

terça-feira, abril 1st, 2008

As mulheres sempre foram cheias dos pequenos truques para enganarem os homens, ou talvez mais a si mesmas, e ganharem alguma valorosa auto-confiança, a preços módicos. A revolução começou com o , que ‘junta e levanta’ os mais discretos seios sem a necessidade de anestesia. A partir daí surgiram os formatos mais mirabolantes para cada situação: com armação, com bojo, com alça escondida, alça transparente, sem alça… Isso se contarmos só o território dos sutiãs.

Pois a marca australiana AussieBum, que recentemente desembarcou no Brasil, já tinha há um ano importado esses truques ao restrito mundo da roupa íntima masculina e criado a WonderJock, uma cueca que ‘avoluma’ o maior foco de traumas dos homens. Eles prometem levantar e realçar, prometendo a ‘mais incrível experiência que você já teve com uma cueca.’ Cada ma custa em torno de US$20,00 no site, então se alguém aí se aventurar, por favor conte qual foi a tal experiência.

Será que ela também junta e levanta?

Agora, uma nova promessa. A marca Andrew Christian acaba de lançar a FlashBack, uma butt-lifting-undies. Como boa propaganda de catorze-zero-meia, a cueca promete o paraíso para quem se mata em longas sessões de ginástica e se esconde em calças baggy (?!) Não é enchimento, é tecnologia de sustentações inseridas nas costuras da peça, adicionando de meia a uma polegada ao seu traseiro, oferecendo um visual ‘cheio e redondo’.

Nessas horas eu lembro daquele produto que os mesmo comerciais na TV chamavam de ‘plástica instantânea’, que nada mais era que dois Band-Aids com um elástico ligando-os, que você colava nas têmporas ou na nuca, e ficava o dia inteiro ‘confortavelmente e naturalmente’ repuxado. Perfeito para pessoas com mais de 80 anos. Pode parecer patético, mas vamos falar a verdade? Quem nunca deu uma de Mandrake para parecer mais bonito sem ninguém saber?

Perdida em Paris

quarta-feira, março 19th, 2008

O que eu mais lamento na minha última ida à Paris foi não ter visitado a Colette. E juro que eu tentei. A loja fica na Saint Honoré, 213 e no dia da minha tentativa de visita, eu estava totalmente desconectada e não sabia o número e muito menos a altura, lembrando que esta é uma rua bem extensa.

Foi uma tarde um tanto frustrante. Saí de casa para almoçar com uma listinha de coisas que eu queria fazer, sendo que isso incluía a visita a alguns brechós. Rumei para Montmartre, almocei num restaurante charmosíssimo (e o que não é charmoso em Paris) enquanto eu admirava meu canto favorito, a Sacre-Coeur.

Depois fui bater perna. Todas as indicações para chegar aos lugares foram mal-entendidas por mim (provavelmente) porque não encontrei um lugar sequer da minha lista. Já exausta pela caminhada, eu resolvi dar um pulo em Le Halles e aí veio o estalo de aproveitar o finalzinho do dia para visitar a Colette.

Não cheguei. Andei incansavelmente e imagino que fui sentido contrário da loja. Claro que isso me eu me sentir uma anta, mas até achei fino estar perdida em Paris. Quando vi eu estava no final da Champs-Elysée tirando fotos de um grupo japonês no Arco do Triunfo.

Desolada pela falta de sucesso da empreitada do dia, eu acabei ligando para um amigo e o encontrando no La Perle em Le Marais, onde provavelmente se encontra a cerveja mais barata da cidade e o pior atendimento.

Hoje caí no site da Colette e aí lembrei da minha saga frustrada. Quem sabe na próxima vez? Só espero que não demore 8 anos como da última vez. Aliás, já que não é possível ir até lá, o site já vale uma boa perdida de hora.

colette1.jpg

E você, já comprou o seu?

quarta-feira, fevereiro 27th, 2008

Eis que estou fazendo minhas compras no supermercado nesse fim de fevereiro, fugindo das chuvas de março que já mostram a que vêem, e me deparo logo na entrada com aquele tunel bizarro de ovos de páscoa. Tudo bem que este ano já chegou com pressa, o Carnaval já acabou com o bem-bom das “férias de verão” (seja lá o que isso quer dizer) e mal os pisciano entraram em inferno astral, já começou aquela época terrível que dura até o fim do ano (ok, piada velha, desconsiderem). Mas ser atacado por ondas de 3 metros de chocolate desde já, no mínimo, me faz sentir como um completo idiota.

Minha preguiça com o assunto se arrasta há alguns anos com a insistência do comércio em tirar suas meias de veludo vermelho do armário em pleno outubro, a espera do bom(!?) velhinho. Convenhamos que essa decoração piegas institucionalizada pela Coca-Cola em uma época em que o mercado brasileiro se concentrava em cana-de-açúcar e escravos não orna nem um pouco com nosso ‘clima-tropical-carmem-miranda’. Muito melhor que pinheiros com bolotas e luzes seria se decorássemos a nossa casa com coqueiros e abacaxis, não? Enfim, estou fugindo do assunto.

A Páscoa consegue ser ainda um pouco mais deprimente que o Natal, porque virou uma celebração mais vazia que os ovos que são comercializados nessa época. Eu disse celebração? Só se for para os gordinhos de plantão, porque comer chocolate sem culpa não é lá um motivo forte para se brindar. Ou talvez seja, mas duvido que não exista uma pequena (ou grande) parcela de culpa no final. Mas a real é que qualquer um pode entrar na seção de guloseimas e comprar maior quantidade de chocolate em barras por um preço melhor durante o resto do ano. O que impulsiona a venda dos ovos, então, só pode ser a comemoração da culpa coletiva, e dessa, eu já estou farto no campo da política.

Pula a fogueira, coelhinho!

O ano agora já não se divide em meses ou estações, e sim em épocas: a do Natal, do Carnaval, da Páscoa, do Dia das Mães, e por aí vai. O lado positivo disso tudo é a enorme quantidade de liqüidações que vem com os dias das mães, pais, tios, primos, avós, cachorros e papagaios. Só falta agora que essas liqüidações ofereçam descontos reais, e não apenas mais individamentos a longo prazo nos cartões famintos de crédito.

In the meantime, vamos nos conformando com os túneis de ovos coloridos, que podiam ser deixados até junho, e usados para dançar quadrilha junto com São João, mas isso já é outro assunto. E se a idéia dos túneis fosse decorar alguma coisa, poderíamo substituir os ovos por abacaxis de chocolate, não?

PS: Ainda me sinto tão próximo do Natal, e não encontro um maldito panetone para comprar…..

Sweet dreams are made of this

quinta-feira, fevereiro 14th, 2008

Ninguém mais agüenta aquela piadinha ridícula de ‘festa-de-firrrma’ e de despedida de solteiro, em que a pessoa presenteada é obrigada a morder um falo de chocolate e tirar fotos com o recheio de leite condensado escorrendo pelos cantos da boca. Essa está mais velha e caduca que o Oscar Niemeyer.

‘O que pode ser mais romântico que uma caixa de bombons?’Eis que a Bisous, marca de chocolates finos belga, lançou a combinação perfeita entre sabor e tato, o Edible Anus. Um inusitado bombom com o formato rugoso característico do pólo sul do aparelho digestivo. A revista Pix o chamou de CHO-CU-LATE, e diz que quem comeu gostou. Lançaram inclusive uma edição limitada de 100 peças em prata pura da ‘parte mais sensual do corpo’, imortalisando-a para o ‘homem que tudo possui’. Uma peça elegante, que pode ornar tua mesa do escritório, por módicas 235,00 libras.

Aparentemente o sucesso foi tão grande, que eles já não estão mais comercializando o bombom unitário, apenas aceitam encomendas grandes. O site ainda conta a história e oferece dicas de apreciação do chocolate, além de afirmar que as mulheres necessitam do magnésio encontrado em sua fórmula em ‘certos períodos do mês’. Tudo muito requintado e explicativo.

As dúvidas que não tiraram porém, e que vão me tirar as noites de sono são: qual foi o molde usado para o desenvolvimento deste formato tão inovador? Mais ainda, qual será o recheio de substitui o famigerado leite condensado supra-citado?

post by rseefo