Archive for the ‘cultura’ Category

Veja essa revista: Onze!

terça-feira, setembro 29th, 2009

Sabe o twitter? Sabe como ele te rouba minutos, horas e dias inteiros de produtividade, porque você não pode perder aquela piadinha irônica saborosa sobre os últimos acontecimentos, as discussões inflamadas sobre o filme cult do diretor mais cult ainda, ou ainda aquela última novidade daquela grife-desejo? Agora imagina se você tivesse isso tudo reunido em uma revista, que você pode ler e reler na hora que quiser, sem atrapalhar nenhuma outra atividade, e o mais incrível, de graça! Imagina?

Pois as oportunidades sempre passam debaixo de nossos narizes e a gente deixa passar sem se dar conta. Saindo da última Crew, umas dessas atravessou meu caminho e sem querer eu agarrei. No caixa, na hora de pagar, havia uma pilha de revistas de distribuição gratuita, com uma capa bem sem graça, e eu na hora pensei que seria mais uma daquelas publicações indies desprovida de conteúdo, inovação ou relevância. Engano meu. Alguma coisa me fez enrolar uma e jogar em algum canto da casa, para dar uma folheada despretensiosa no bode do domingão.

Para minha surpresa, eu li a revista de-ca-bo-a-ra-bo, e me diveti pencas! A Onze é uma publicação da Editora Finaflor, que tem onze cadernos de assuntos diversos, escrita por gente que a gente segue no Twitter e conversa na balada, com clima de bate-papo, conteúdo de jornal e humor de primeiríssima. Essa primeira edição, com tiragem de 22mil exemplares e distribuição gratuita traz Fernanda Lima na capa do fim, já que a do começo é preta e sugere que você monte a que mais te agrada.

fernanda-lima-revista-onze

A sessão ‘crítica’ é uma das mais divertidas. São atribuídas zero a cinco latinhas de cerveja para aprovar (ou gongar) simplesmente qualquer coisa: filmes, músicas, livros, pessoas, baladas, semáforos, sapatos, etc. Sobre o semáforo da Rua Augusta com a Oscar Freire, por exemplo, dizem: ‘Todo mundo fala no celular dando abaninhos discretos para sabe-se lá quem. Quando chega no semáforo, nada anda mas ninguém buzina. Elegância. Educação.’ Uma latinha apenas.

Na parte dedicada a ‘consumo’, nada de bolsinhas caras de marcas francesas nem casacos da avó de brechó descolex. Entre celulares, geladeiras, tênis e máscaras para dormir, pérolas como:

- Cigarrinho de artista: recomendado para o tratamento de algumas doenças. De R$1 a R$3 a grama.

- Dramin B6: serve para dor de estômago, mas é bom mesmo para, em noites de insônia, fazer dormir. Em média R$6.

E por ai vai.

Tem discussão sobre o desperdício de sacolas plásticas, entrevista com a garota da capa, a morte da TV aberta, guia para baixar torrents, a briga entre Valmir e Josy depois do sucesso, Bette Davis em A Malvada, e todo tipo de assunto que você possa imaginar. Todas as matérias são interessantes, porque nenhuma quer se levar 100% a sério. Até os agradecimentos são graciosos. Para mim, a única coisa que falta agora é uma assinatura anual. Gratuita, claro.

PS: Infelizmente não pude linkar a revista, porque o site tem o acesso proibido. Talvez você tenha que ser amigo dos roteiristas para entrar…. Então eu linko a entrevista deles com o Felipe Morosini do Feio na Foto.

Boteco São Bento

terça-feira, setembro 29th, 2009

Adoro uma polêmica na internet, principalmente quando envolve censura. Eu acho absurdo o despreparo que algumas pessoas têm para lidar com uma crítica ruim e como eu tenho visto o famoso “tiro no pé” acontecer mais e mais vezes (Rancho da Traira, pristina.org, Xuxa…)

Acho que todo mundo já ouviu falar no caso do Resenha em 6 e do Boteco São Bento. Acho que nunca fui nesse lugar e depois da reação do gerente, pretendo não ir mesmo. O Cardoso do Contraditorium deu a idéia incrível de todos os blogs publicarem o mesmo post. Aqui está minha contribuição.

Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha simpatia no atendimento.
  • Fui no da Vila Madalena. Dizem que o do Itaim é ainda pior.
  • Para dicas de botecos que valem a pena, leia outras resenhas aqui
  • Siga o Resenha pelo Twitter antes que eu bote outro link na mesa.

(por Raphael Quatrocci)

Bizarro Food World

quinta-feira, setembro 24th, 2009

Sempre me considerei uma desbravadora no universo da culinária, uma verdadeira bandeirante, penetrando em universos nunca dantes explorados. Nas andanças pelo planeta a gastronomia regional é sempre o bocadinho cultural que mais me atrai – a alta culinária sim, porém ainda mais os pratos de mãe e aqueles que você pensa ““Eita Gi-suizzz, ma-né-qui eles comem isso?”, doravante denominados “peculariedades regionais”.

Assumindo o estômago peregrino, já comi saquinho de formigas na Colômbia (vendidos ao lado da Pringles na loja de conveniência), testículos de boi na Espanha, rins de vitela na França, guzano (vide verminho da tequila) no México, ou grilos importados da Tailândia.

[Confesso que nunca tive mesmo a esperança de encontrar o sabor mais divino que minhas papilas já se depararam... mas sempre são bons ganchos quando você tenta protagonizar-se em histórias em mesas de bar - numa tentativa patética de parecer alguém interessante]

Sempre afirmei com veemência uma daquelas frases decoradas, tipo filosofia de Miss, que “experimentaria tudo pelo menos uma vez”. Mas recentes descobertas abriram meus olhos, e fecharam minha boca.

Na Noruega, por exemplo, você sai da sauna com um casal semi-albino simpático que gentilmente o convida para um Smalahove na cabana deles (é, na minha Noruega as pessoas moram em cabanas). Qual sua primeira sensação ao olhar para o prato – e o prato te olhar de volta?

[E rola ainda uma etiqueta no Smalahove: o olho e a orelha primeiro, daí de trás pra frente, mastigando ao redor do crânio. A língua e os músculos dos olhos são as partes mais saborosas, afirmam seus anfitriões. Não sei você, mas eu cairia na gargalhada e falaria “Hahaha, boa essa... quase vocês me pegaram, seus malandrinhos!”]

E no México comem taco. Taco mesmo. Aquelas conchinhas de milho recheadas que custam um milhão de dólares a unidade no Brasil e 1 peso no México? Aqui temos carne ou frango (invariável e tenebrosamente temperados com pimenta do reino e tabasco). Lá tem trinta e quatro mil e sete sabores, incluindo, por exemplo, Tacos Sesos. Sesos, no caso, é o cérebro da vaca. Mas não se preocupe, acompanham cebola, salsa e guacamole. É só dar uma misturadinha com a guacamole que duvido que dê pra diferenciar um do outro.

É, talvez não, né?

Mas então nas suas férias sonhadas em Jacarta, passeando por um mercado local, uma mocinha oferece um aperitivo: pequenos morceguinhos de fruta. Defumados. Ratinhos, com asas, defumados. Parece ruim? Não se preocupe, você também pode comê-los na sopa. Iguaria, hoje em dia só restaurantes premium oferecem:

Hum, talvez não também?

Então aproveite que você está lá pro lado de lá, e dê um pulo nas Filipinas, comer um Baalut. Ou fazer o seu próprio! Anota aí: Vá a um galinheiro e espere o galo ir lá e tandandan na galinha. A galinha põe o ovo fertilizado. Você pega o ovo fertilizado, e enterra. Depois de umas duas ou três semanas, tira o ovo e come o feto de pintinho que se formou. Assim:

[Não ainda? Bom, a essas alturas não precisa de uma perspicácia tão aguçada para notar que esse post só vai daqui downhill, então se pretende almoçar ainda hoje, ou alguma outra vez na vida, eu, se fosse você, parava por aqui.]

Mas, se não quiser, você pode ir para o ao interior do sul da China e comprar um macaco. Sim, um macaquinho. Daí você apelida ele de Chico, dá uma caneta pro Chico aprender a desenhar… leva o Chico pra casa. Ensina o Chico a entrar numa caixinha no meio da mesa de jantar, com o resto da cabecinha de fora da mesa. Daí você corta repentinamente uma tampa da cabeça dele e joga água fervente no cérebro do Chico, e todos em volta da mesa pegam seus hashis e comem o cérebro direto da cabecinha dele, enquanto estiver quente e se movimentando.

Tem gosto de frango misturado com esponja. Diz-se.

[Avisei antes pra parar de ler, você continuou porque quis - da mesma forma que faz questão de passar devagarzinho com o veículo ao lado do bombeiro no acidente de trânsito - e ficar propagando por 2 dias no trabalho “não sabe que coisa horrível que eu vi”.]

Abstraia, pois é cultural. É cultural. O Peta não deve considerar dessa forma, mas é cultural sim. Saiba você, que se chegar um asiático, e você falar que come secreção de mamíferos infectada com bactérias propositalmente até estragar bastante, ele também vai ter nojinho, ok?

Multishow premia mais votados da música pop nacional

quarta-feira, agosto 19th, 2009

O Prêmio Multishow é sempre aquela história, né? Não é um evento que premia os melhores da música nacional, mas sim aqueles com o maior poder de mobilização, que têm o maior fã clube; e o maior fã clube com disposição para ficar online o tempo todo votando em seus ídolos [segundo a organização, foram 7 milhões de votos no total], vide a quantidade de prêmios para NX Zero, Fresno e cia. Isso posto, vamos lá…

A 16ª edição aconteceu no Citi Bank Hall, no Rio. Deixou de ser no Teatro Municipal e, claro, perdeu no quesito ‘charme’. Entretanto, ficou menos formal, mais a cara do canal. A cerimônia em si foi meio morosa, com textos fracos para os apresentadores e escolhas erradas, como a dupla fraca Fiorella Mattheis e Davi Moraes; Washington Olivetto – que parecia estar dormindo; e Mr. Catra – e antes que me acusem de ‘elitismo cultural’, o problema em celebrizar o Mr. Catra, a meu ver, nada tem a ver com funk carioca, mas sim com o escancaramento escroto de suas letras.

O bom é que Fernanda Torres não se leva tão a sério. Ela é sensacional e segura qualquer onda. Até mesmo quando o teleprompter empaca ou quando tem que fazer merchandising do próprio canal.

(mais…)

Bobby McFerrin e a escala pentatônica: genial!

sexta-feira, agosto 14th, 2009

Esse é um post quase cabeça, mas eu me surpreendi com isso.

Bobby McFerrin é aquele cantor americano que diz ter uma orquestrar na garganta, que só faz acapellas e tal.

Durante o Festival Mundial de Ciência, ele participou de uma mesa intitulada : “Notas e neurônios: em busca da coro comum” (tudo traduzido livremente por mim) e o vídeo abaixo mostra ele provando por A + B como a linguagem musical está “internalizada” e pode ser antecipada por todo mundo.

Ele diz que onde quer que ele mostre isso, as pessoas produzem os mesmos sons. E a conclusão é que “todo mundo nasce sabendo música” É só ser estimulado.

Assista e me diga o que você acha:

World Science Festival 2009: Bobby McFerrin Demonstrates the Power of the Pentatonic Scale from World Science Festival on Vimeo.

Lacoste: evolução francesa

segunda-feira, agosto 10th, 2009

Há pouco tempo atrás eu fui convidada para participar de um projeto da Lacoste, o Evolução Francesa, que pega carona no ano da França no Brasil e traz artistas franceses que estão começando a despontar ainda na cena, ou seja, antecipando um pouco a França do próximo ano.

Foi selecionado um time para o projeto entre embaixadores, editor, colaboradores e claro, o gerente de relacionamento. Aliás, tenho que admitir que me sinto feliz em estar no meio, pois tem bastante gente bacana. Os embaixadores são Felipe Yung “Flip”, eu, Katia Lessa, Jeff Aires, Ale Farah, Facundo, Ale Marder, Carlos Farinha, Paola de Orleans e Bragança, Dudu Linhares e Edson Soares. Nosso papel como embaixadores é ciceronear os artistas quando estiverem por aqui, cada um mostrando sua São Paulo favorita.

Imagem2

Quem encabeça o time é o Sandro Acaries. O editor do blog é o Ricardo Gaioso (O Pequi) e os colaboradores ilustres são Jina Khavyer, Yvan Rodic (Face Hunter) e o fotógrafo Guilherme Licurgo.

Mas a parte mais legal é a artística que traz ao Brasil com curadoria da Surface To Air a dupla de designer Yazbukey, o artista multimídia Jean-Michel Bertin, que foi o responsável pela cenografia do Justice e a DJ Clara 3000, uma das novas apostas da EdBanger.

Todos os artistas irão apresentar instalçõess na flagship da Lacoste na Rua Oscar Freire. Para saber mais, acesse o blog e acompanhe por lá tudo que vai rolar.

França e eu, eu e França

quinta-feira, julho 30th, 2009

Eu amo a França. Ponto. Sou fã da literatura, do cinema, da filosofia, do teatro, da música, da moda e amo o país. Resisti em admitir que a França é um dos meus países favoritos. Ponto. Admiti.

Esse ano meu plano era passar meu aniversário em Berlim, que é uma das minhas cidades favoritas no mundo e adoraria voltar lá no verão, mas quando vi, eu estava marcando minha passagem para 10 dias em Paris. Eu vou, eu volto, eu vou. Paris é a cidade que eu queria estar sempre. Adoro Londres, mas Paris é quem me derrete. Eu entendo a cidade, tenho meus cantos favoritos e quase suporto o mau humor dos franceses. Não é a toa que eu tenho uma única tatuagem e essa seja em francês. Poesia. Rimbaud. Poucas palavras resumindo o que sou.

eu&rimbaud

Meu apartamento atualmente tem referências francesas em todos os cantos. Não é pretensão. É paixão. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que eu pisei em solo francês. Não foi em Paris. Foi numa pequena estação no sul do país, em que eu saí do trem e bem caipiramente fiquei pulando e gritando para a minha amiga: ESTOU NA FRANÇA! Bem caipira mesmo.

A primeira cidade em que me estabeleci na França foi Nice. Depois disso passei por pequenas cidades e claro, várias vezes por Paris. Cada vez (não foram tantas, ok?) que vou à Europa, Paris é minha parada obrigatória e é sempre onde gasto mais tempo. Apenas por um motivo. Eu amo estar em Paris. Por isso sou adepta do ano da França no Brasil e tenho feito disso meu evento particular. Fiz a festa “ano da França na Lalai”, em que quase 40% dos presentes eram franceses. Tenho alugado diariamente meus filmes prediletos e outros que não conheço de produções vindas de lá. No cinema minhas escolhas tem se reduzido à França e assisti todos os filmes que tem PARIS no título.

Na terça-feira fui na livraria Martins Fontes, que aliás, eu confesso que é minha favorita e saí de lá com 5 livros novos de autores franceses, sendo na maioria autores contemporâneos.

Reparei que a maioria dos artistas que tenho trazido para tocar aqui são franceses. São meras coincidências. Thieves Like Us não é francês, mas sua base é na França. E tem uma lista infinita que quando analiso, me dou conta de que mais do que 50% também vem de lá. Chego a acreditar que a França deveria era me patrocinar! hahahaha…

Para quem, assim como eu, tem uma queda pela cultura francesa, aí vão pequenas dicas de como aproveitar um pouquinho do que a França tem a nos oferecer aqui em São Paulo. Claro, que se você é obsessivo como eu, já foi em tudo, mas caso a França não é exatamente o lugar que mais lhe diga alguma coisa, aproveite e curta um pouco. Vale a pena.

Leia “O convidado surpresa”, de Gregóire Boullier, que é o autor da fatí­dica carta de rompimento a Sophie Calle, que desencadeou a exibição “Sophie Calle: Cuide de você”, que está em cartaz até 7 de setembro no Sesc Pompéia.

O livro, apesar de narrar a história da noite em que Gregóire conhece Sophie Calle, não é exatamente sobre ela que ele fala, mas talvez pela exposição estar por aqui, o que a mídia tem explorado é que o livro é sobre a noite em que ele a conheceu. Não é verdade. Sophie é mera coadjuvante na história. Gregóire narra com paixão a tentativa de esquecer um grande amor e tentar entender o rompimento. Ou melhor, a fuga do seu amor sem qualquer explicação. Ele fala da sua angústia de anos em tentar entender o porquê. Na oportunidade que tem para o confronto, ele se encolhe na sua blusa de “malha rulê” e na sua dor-de-cotovelo e acaba tendo uma noite não muito confortável. A parte boa é que o desfecho traz conclusões inesperadas, que traz um entendimento do rompimento que ele procurava (ou se consolou com o que achou para fechar a sua história).

Eu recomendo a leitura, pois isso muda um pouco a ótica de quem analisa a exposição da Sophie Calle, que para mim é resultado bonito de um final de relacionamento em que ela transformou quase em novela mexicana. Não quero tirar os méritos da Sophie, afinal ela é uma grande artista e a exposição é grandiosa em todos os sentidos (fiquei quase 2 horas por lá), mas não deixa de ser uma “punhetação” de alguém que levou um fora e não conseguiu entendê-lo. A sua escolha foi ter mais de uma centena de mulheres interpretando a tal carta de rompimento e achei várias das conclusões bem feministas. Para mim as mais sensatas foram da Victoria April, palhaça, mãe da artista, adolescente (que resume a carta e um sms “ELE SE ACHA”) e da escritora. Algumas soaram cansativas e dramáticas demais. Admiro quem consegue transformar sua dor em arte e foi o que ela fez. Mas, ah… não dá para desmerecer seu sofrimento, afinal parece que ela realmente amou demais mr. X, ou Gregóire Boullier, que foi quem dividiu a mesa com ele no Flip, em Parati, para autografar seus respectivos livros. Basta olhar para a foto e sacar que mr. Boullier, apesar de todas suas angústias com a vida, não passa muito de um Don Juan.

Claro que a exposição abre para participação do público, que pode enviar sua própria releitura da carta para, quem sabe, fazer parte da exposição em algum momento. Vale a leitura do livro e vale a visita à exposição.

Filmes obrigatórios: 2 Dias em Paris, Dans Paris e Paris. Todos tem a cidade como participante da história de alguma forma, sendo que em “Paris”, ela praticamente ganha o papel de protagonista. Afinal Paris tem história suficiente para o papel. Dos três, o meu favorito é “Paris”, pois achei o filme despretensioso, agradável e filme para sentir e não pensar.

E claro, para entrar no clima, nada como ir jantar e/ou almoçar em algum restaurante francês na cidade. Tem vários e alguns a preços bem acessí­veis. Aproveita e dá uma passada no post que eu fiz sobre eles e não deixe de ir no Robin des Bois comer mexilhões de entrada.

Produção musical francesa está em alta há algum tempo. Vide Kitsuné e EdBanger, que nos trouxeram os mais variados tipos e vários deles aterrissaram no último ano no Brasil. Sábado tem Thieves Like Us, que apesar de ser uma mistura de nações, tem residência na França. Em setembro tem Jane Birkin, que toca com Caetano Veloso nos dias 3 e 4 no Sesc Pinheiros. No dia 17 quem toca no Sesc Pompéia e no dia 19 no Circo Voador (RJ) é o Sebastian Tellier, além de tocar no Coquetel Molotov (em Recife) com Zombie Zombie e François Virot. As 3 atrações são obrigatórias. Anota aí e entre todos os dias no site do Sesc para não perder o início da venda dos ingressos, que costuma esgotar sempre no máximo no segundo dia.

E a lista de músicos franceses bons para ouvir é gigante: Serge Gainsbourg, Françoise Hardy, Charlotte Gainsbourg, Dat Politics, Yelle, SebastiAn, Yuksek, Daft Punk, Air, m83 entre outros.

Leia Rimbaud, Baudelaire, Flaubert, Proust, Racine entre tantos outros clássicos, além de Muriel Barbery (o ótimo “A elegância do ouriço“), Raymond Queneau (com Zazie no Metrô, que virou filme), Olivier Dam com A Salvo de Nada, Paris de Colin Jones e Paris é uma Festa de Hemingway e A Sombra da Guilhotina de Hilary Mantel. A lista de escritores franceses de tirar o fôlego é interminável.

E ainda tem o vinhos, os queijos, as artes plásticas e mais uma infinidade de coisas em que eu poderia gastar dias aqui escrevendo loucamente.

E eu assumo, esse é um post de declaração de amor à França, onde eu espero voltar muitas vezes e quem sabe, viver um pouquinho por lá.

Kutiman mixes Youtube

sexta-feira, junho 26th, 2009

Mais umas daquelas idéias geniais que você não acredita que ninguém tenha pensado antes.

Kutiman é um músico israelense que pegou montes de pedacinhos de vídeos do Youtube, jogou no liquidificador e tranformou em música de primeiríssima. Os vídeos são aleatórios, ele usou sem pedir licença, e sugere que você dê uma olhada nos créditos para ver se você não aparece sem querer em algum deles. O projeto foi honestamente entitulado ThruYou.

Vale a pena ver todos no site. Dica incrível do Mark.

office luv

quinta-feira, junho 18th, 2009

Tímidos, colegas de trabalho abusam dos suprimentos do escritório para tentar expressar seu interesse um pelo outro. Bonitinho.
A dica foi da Marisa Toma.

post-it: O stop motion

quarta-feira, junho 10th, 2009

nada a declarar, apenas que é genial!