Archive for the ‘devaneios’ Category

E o iPhone?

quinta-feira, agosto 28th, 2008

Apesar de adorar gadgets e ter babado no iPhone na época em que ele foi lançado, de ter sonhado com ele por dias, de até ter tentado comprar, forças maiores fizeram com que eu não tivesse um. Hoje cá estou (quase)feliz com meu LG Viewty que eu ganhei no Safari Urbano e aguardando meu novo presente, que pelo que bem sei está prestes a aterrissar nas minhas mãos.

Ontem li que a Claro está cobrando R$ 100,00 para reservar o iPhone e alguns rumores de que o aparelho custe por volta de R$ 1.400, o que eu me nego a pagar por um aparelho celular. Nas minhas férias eu estive em NY e várias vezes passei pela Apple Store. Em todas as vezes que passei por lá, a fila para adquirir o iPhone era gigantesca. Como todos já sabem só dá para comprar o brinquedinho atrelado a um plano com uma operadora.

Neste mesmo período fiquei com um amigo a tiracolo, ou melhor dois: ele e o seu iPhone 3G (que ele gastou 4h numa fila para adquirir), que várias vezes nos salvou. Obviamente que passando uma semana com um iPhone 3G ao lado eu quase fui seduzida por ele, mas me fingi de morta e não me deixei abalar, porém eu vejo coisas como o iHologram aí e dou aquela balançada.


iHologram – iPhone application from David OReilly on Vimeo.

conforme comentário do Ricardo Lemke, o vídeo acima é apenas um conceito e não uma realidade e foi desmentido pelo seu próprio criador David O´Reilly

Dei-me conta de que eu tenho uma história de amor & ódio com o iPhone, porque me derreto por ele e ele não me dá a mínima, então eu tento me deixar ser seduzida por outro, mas que nem sempre consegue me pegar. Será que é assim com todos que não possuem um iPhone?

A arte de fazer nada e descobertas

domingo, junho 22nd, 2008

Acho não fazer nada um luxo. Antigamente eu achava desperdício de tempo. Hoje eu não acho mais. Achava que dormir demais era perder um pouco da vida, mas hoje vivo tanto que quando durmo acho que estou aproveitando. Dormi 13 horas esta noite e consegui me livrar de uma olheira que me perseguia há semanas.

E cá estou neste domingão cinza lendo meus feeds e ouvindo um monte de coisa nova bacana. Estar jogada no sofá sem pensar no tempo, sem olhar pela janela, sem prestar atenção a vida à minha volta é tão bom. Por que a gente sempre se cobra em ter que estar fazendo algo o tempo inteiro? Por que é tão difícil relaxar, se jogar no sofá e ficar vendo TV e se desligando do resto?

E no meio do nada a melhor descoberta foi The Aikiu, cantor nascido em Paris mas que vive no triângulo Paris – NYC – LA (nada mal, hein?), com sonoridade bem pop anos 80 e empolgante. Está sendo minha trilha sonora a minha ode ao nada. Ouve lá e preste atenção na THE RED KISS, que nos remete aos anos 80 de uma forma tão nostálgica, que é como se eu tivesse boas histórias antigas narradas por ela.

Cool é cu – divagações

quarta-feira, junho 18th, 2008

Desculpe-me o título mal-criado. Não sou de falar palavrões (mentira). Ontem eu dei uma rápida passada no São Paulo Fashion Freak e posso falar? Preguiça. Claro que adoraria assistir desfiles, sentar na primeira fila para ganhar brinde, conhecer algumas pessoas geniais que ali estão. Mas só. O resto é preguiça.

Recentemente eu e o Larry (Tee) tricotamos horas sobre a “descolândia”. A conclusão foi que atualmente o povo cool (pelo menos que se acha cool) é cu. Ser blasé é algo que deveria estar em desuso. Ser chique é ser bacana. Ser cool é ser bacana. Andaram confundindo as coisas por aí (e faz tempo).

Pode ter toda uma teoria desfiada sobre o “carão”, mas está tão batido que perdeu a graça. Gosto dos excêntricos, mas os de verdade e estes são poucos. Todo mundo quer bancar o excêntrico, fazer tipo, fingir que é amigo de todo mundo, posar de simpático com quem interessa no momento, mas ser blasé com quem não serve mais. No fundo é uma insegurança que só anos de terapia pode dar jeito. É de bocejar.

Talvez algumas pessoas me achem parte dessa “descolândia”, mas eu gosto de tratar as pessoas bem. Claro que cometo meus deslizes, às vezes meu sarcasmo é confundido como “ser do mal”, mas a minha consciência sabe que não. Meu maior tesão em produzir festas é justamente para tentar fazer as pessoas se divertirem. Gosto de fazer o bem.

Ontem também estava conversando com um amigo enquanto ouvíamos músicas de doer os ouvidos. Aí ele disse “ah, sinto tantas saudades de quando só existia o vinil. Porque você tinha que pagar para ouvir e ouvia coisa boa de fato. Agora a gente ouve qualquer lixo o tempo inteiro”.

Claro que eu amo ter a liberdade de ouvir o que eu quiser e depois pagar pelo o que eu realmente acho que vale a pena. Mas o ponto não é esse. O ponto é que tudo é líquido. O amor é líquido, as relações são líquidas e até as músicas são líquidas. A banda de hoje é a esquecida de amanhã.

Aí vemos bandinhas meia-boca posando de fodonas, fazendo carão, contando vantagens para todos os cantos, blá, blá, blá. Preguiça. Ontem encontrei uma amiga querida. Ela tem uma banda bacana, faz um certo sucesso e tem batalhado bastante para conseguir seu espaço. E ela é uma das pessoas mais bacana que eu conheço. É acessível, conversa com todo mundo, é atenciosa. E não importa quem. E aí que isso faz eu achá-la chique.

Claro que nada disso vai mudar. O que está mudando é a minha percepção em relação as pessoas que estão à minha volta. Sou meio do interior, saca? Acho todo mundo legal e já saio confiando. Não dá para ser assim. Falo minhas bobagens, tiro sarro e o povo leva a sério, passa pra frente. Dá merda.

Na segunda eu estava chateada porque parece que uma FOFOCA vazou de dentro da minha casa numa roda de poucos amigos. Na verdade não era fofoca, era tiração de sarro que ganhou uma dimensão que me deixou chocada. Liguei para um dos meus anjinhos da guarda para chorar no ombro dele e a resposta foi:

- Por que você acha que estou sempre sorrindo e falando pouco?

É… para quem fala pelos cotovelos e não mede as palavras, eu sei que estou ferrada. Agora é acender velinhas para o meu santinho pedindo luz para eu perceber as pessoas que de fato valem a pena ter na minha vida.

Muito resumidamente o que falta nas pessoas é elas serem de verdades. Elas se transvestem em seres “modernos”, disfarçam sua insegurança e saem escalando o mundo passando por cima do que der. Algumas ainda estão na adolescência e a gente até entende a fase, mas e quem já passou dela há tempos?

E o mantra da vida agora vai ser: boca fechada não entra mosquito, boca fechada não entra mosquito, boca fechada não entra mosquito, boca fechada não entra mosquito…

Uma passagem só de ida para Berlin, por favor?

Divagações e a vida à venda

quarta-feira, março 19th, 2008

Gasto parte do meu dia atrás de novas idéias e referências. Para quem não sabe, meu trabalho implica em gastar horas em blogs, facebook, myspace, orkut, twitter e qualquer outra rede social imaginada. Bebo das fontes Techcrunch e Mashable, além dos sites/blogs focados em social media. Ganho para isso e posso dizer que estou satisfeita, obrigada.

Por que tanto blá, blá, blá? Porque estou atrás de um estilo para o meu blog e confesso que ainda não encontrei. Hoje no twitter o Inagaki começou a discorrer sobre blogs 1.0 relembrando blogueiros que foram famosos e sumiram. Várias pessoas, incluindo moi, se manifestaram relembrando outros e também quando começaram. Eu fui atrás do meu primeiro blog, mas ele não está no ar, que deve ser mais ou menos de 1999. Depois eu migrei para o blogger em 2001 e passei muito tempo por lá, até aposentá-lo e seguir para o multiply e assim por diante, além de colaboração em tantos outros e os alter-egos espalhados por aí com meus codinomes.

Eu sempre tive um problema danado no tal FOCO. É, focar para mim é um sonho distante. Sou multi-desk. Estou sempre fazendo zilhões de coisas ao mesmo tempo. Estou trabalhando num ppt, falando com pessoas no msn, twittando, lendo meus feeds e emails, atendendo telefone. É difícil eu parar e ficar só em uma coisa, mas às vezes eu consigo tal façanha.

Claro que às vezes rola um curto-circuito. Dá aquela paranóia e vontade de sumir. Pego o caderninho, esboço alguns destinos, tomo uma cerveja e desencano. O lado bom é que raramente meus surtos viram o dia, mas quem não tem vontade de vez em quando de jogar tudo para o alto e sumir? Foi isso que fez eu iniciar este post.

Enquanto lia meus feeds me deparei com um que eu considero o mais curioso dos últimos tempos, além de ser bem criativo. Um australiano chegou neste ponto de querer uma vida nova. Pelo jeito o saco estava na lua de tão cheio. Pois bem, decidiu vender tudo e colocou a sua vida à venda no e-Bay.

Fez um site, o A Life for Sale, explicando tudo e o que está a venda. Tem carro, casa, moto, jet ski, spa e ainda 2 semanas de teste no emprego dele, além dos amigos, que parecem ser bons companheiros de farras. Assim que conseguir liquidar tudo, ele diz que vai pegar a carteira, o passaporte e começar uma nova vida.

Isso que eu chamo de atitude radical.

Via Quero te contar