Archive for the ‘entrevista’ Category

Lady Gaga falando sobre Marina Abramovic

quinta-feira, novembro 11th, 2010

Como disse a @julianakataoka, que me deu a dica do vídeo, a Lady Gaga estava dando uma entrevista e recebeu uma pergunta da artista Marina Abramovic, de quem eu já falei um bocado por aqui. Senta, dê play que lá vem bobagem:

Dia Internacional da Mulher: uma homenagem a uma grande mulher

segunda-feira, março 8th, 2010

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Faz exatamente 100 anos que foi criado o “Dia Internacional das Mulheres”. Coincidentemente li uma das entrevistas mais incríveis dos últimos tempos na última Another Magazine, feita com a atriz alemã Luise Rainer, que completou 100 anos no último dia 12 de Janeiro.

A atriz ganhou 2 Oscars e a única que ganhou o prêmio nos anos 30 e ainda está viva. Ela começou sua carreira aos 16 anos no teatro com ninguém menos que Max Reinhardt. Aos 25 anos ela foi descoberta pela MGM e se mudou para os Estados Unidos. Fez filmes até os anos 50 e depois só voltaria à tela para aparições nos anos 80 em séries de TV. Retornou ao cinema em “The Glamber“, de Dostoyevsky, em 1997.

A entrevista foi feita pelo crítico Hans Ulrich Obrist, me emocionou e fez eu colocá-la no topo da lista das pessoas que se eu pudesse convidar para um café, seria ela. Como bem definiu o Hans, a entrevista foi um testemunho de um século e não sobre nostalgia, em que ele resume que “o futuro é sempre feito de fragmentos tirados do passado”.

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Luise é uma mulher divertidíssima, perpicaz e com uma memória fantástica. A entrevista se tornou uma conversa deliciosa, em que Luise também faz várias perguntas ao Hans. Obviamente para quem viveu por tanto tempo, ela tem histórias fantásticas e a maioria envolvendo grandes nomes do teatro e cinema.

Eu sou muito fã de Brecht e não sabia, mas foi ela quem o ajudou a ir para a América, que em agradecimento ofereceu escrever uma peça para ela. Como ele estava duro na época e ela estava prestes a viajar, ela pediu para o seu agente paga-lo para escrever a peça. Ela acabou tendo vários problemas nesse meio tempo. Pegou malária na África, depois foi para a Itália e quando retornou à NY, seu agente a procurou desesperado, pois pagava Brecht  semanalmente pela peça, porém havia passado bastante tempo e ele não entregou uma página sequer. Ela foi atrás do Brecht para cobrar a peça e ele enviou 2 páginas apenas. Depois de uma bela canseira, de ter reclamado que o que ele enviou não era nada, acabou desistindo e disse para ele fazer o que quisesse com a peça, que virou “O círculo do giz caucasiano”, que ele levou 2 anos para concluir.

Luise também trabalhou com Pirandello, mas a melhor história é com Fellini, que a convidou para atuar em La Dolce Vita, porém ela não quis pela forma como ele trabalhava, filmando esporadicamente. Ele não aceitou a resposta e a bombardeou com telegramas e depois a levou para Roma para conversar mais a respeito. Ela acabou aceitando com a condição de que ela escreveria sua cena e ele topou, que seria sobre o relacionamento de Marcello com uma velha escritora que vivia em uma torre. No final a cena foi feita, mas os dois tiveram tantos problemas, que a cena foi cortada.

Depois discorre sobre o filme “The Good Earth“, que lhe rendeu o segundo Oscar de sua carreira.

Hans termina a entrevista perguntando se ela tem correspondências de todas essas pessoas que ela conheceu e conviveu. Ela responde que não tem nenhum arquivo organizado. O que ela tem são pequenas notas de lembranças que ela tem e encerra dizendo que tem muitas coisas em particular e que não estava brincando quando disse que toda a sua vida era amor, mas que consequentemente tinha também uma dose de tristeza. Ela estava vivendo como todo mundo. A vida não é a mesma para cada um, pois depende do quanto você é sensível, observador e como as pessoas que entram na sua vida podem tocá-lo. A vida é enorme e ela sempre tem respirado em várias direções.

E minha homenagem nesse dia vai especialmente a ela, que é uma grande mulher com uma história de vida incrível. E abaixo uma cena de Luise Rainer atuando em “The Great Zigfield“, em que ela ganhou seu primeiro Oscar:

Entrevistando Banksy

quinta-feira, outubro 15th, 2009

Rolou uma super entrevista no capricho com o grande Banksy pela revista Swindle:

“I have no interest in ever coming out. I figure there are enough self-opinionated assholes trying to get their ugly little faces in front of you as it is. You ask a lot of kids today what they want to be when they grow up, and they say, “I want to be famous.” You ask them for what reason and they don’t know or care. I think Andy Warhol got it wrong: in the future, so many people are going to become famous that one day everybody will end up being anonymous for 15 minutes. I’m just trying to make the pictures look good; I’m not into trying to make myself look good. I’m not into fashion. The pictures generally look better than I do when we’re out on the street together. Plus, I obviously have issues with the cops. And besides, it’s a pretty safe bet that the reality of me would be a crushing disappointment to a couple of 15-year-old kids out there.”

Banksy piece on the Israeli West Bank Barrier

Banksy piece on the Israeli West Bank Barrier

Numa época em que a maioria faz tudo por um holofote, a gente tira o chapéu para ele duas vezes: uma pelo trabalho, que é foda e outro pela postura que ele tem. Na entrevista ele também conta sobre os poucos trabalhos comerciais que fez, justificando que fez para pagar contas e também por serem trabalhos que ele acredita e/ou gosta, como a capa do álbum do Blur. E claro, afirma que muita gente ganha muito mais dinheiro em cima do trabalho dele do que ele mesmo.

Blur – Think Tank

Blur – Think Tank

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digg dialogg : pergunte você também

sexta-feira, maio 22nd, 2009

eu gosto bastante do digg, mas bastante mesmo e quando eles lançaram o dialogg eu gostei mais ainda.

afinal, é bem legal poder fazer uma pergunta (interessante se possí­vel ou mesmo não) para uma celebridade (que você goste, odeie ou tenha umas curiosidades) e ela ser votada por pessoas de todos os lugares e se for bem, ser inserida na entrevista, pois é… esta é ‘a pegada’ do dialogg que já teve o vocalista do NIN trent reznor e agora tem o ator/governador/fisiculturista arnold schwarzenegger.

digg

*comecei este post umas 6 da manhã e quando abri meus feeds vi que o radiodelicatessem já tinha postado também

Dj Zegon conquista o mundo e toca hoje na CREW.

terça-feira, abril 28th, 2009

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O dj Zegon é um dos caras mais queridos do cenário brasileiro de música em geral. Já foi dj do Planet Hemp, é um dos maiores djs de hip hop daqui, toca na Crew com sets absurdos de mashups inacreditáveis e hoje em dia fica viajando o tempo todo com seu projeto N.A.S.A. (North America South America) em parceria com o dj americano Squeak E. Clean. Aqui vai uma conversa rápida com o cara, onde eu peço pra ele contar como tá sendo essa explosão, já que eles tocaram dias atrás no Coachella, festival americano considerado o mais importante hoje no mundo. E também falamos do seu álbum “Spirit Of Apollo” e de como os “milhares” de convidados tocaram e cantaram com o N.A.S.A.

Começando do fim, como é tocar no maior e mais prestigiado festival de música do momento, o Coachella?

O Coachella pra qualquer Banda/DJ é um dos principais festivais do mundo e termômetro para um artista. Com certeza o maior e mais conceituado festival nos EUA. É uma grande realização, mas para mim pode parecer loucura, mas gosto mais da vibe de clube do que de festivais, curto o público perto dos toca-discos .

Os monstros, as bailarinas e principlamente os vídeos nos seus shows são únicos, em apresentações de artistas do mesmo calibre que vocês. O quanto isso faz diferença pra quem assiste? Qual o retorno que vocês têm disso?

Um ponto que sempre tive como DJ era de não ser mais um, de me diferenciar. E com o NASA não é diferente, a gente arma o circo, e o palco vira uma festa, como a cabine da CREW. Acho que por causa do disco a expectativa em cima da gente é grande, as pessoas às vezes acham que sempre vamos trazer todos convidados que tivemos no disco, e rola uma cobrança mesmo. Tocar com vídeo é uma viagem à parte, manipular e fazer scratch com imagens é muito divertido pra gente e acho que para o público também. Nosso “Circo Intergalático” tem dado o que falar. Teve um caso de tocarmos em um festival na Europa, antes de algum DJ (medalhão) com bem mais nome do que a gente, e quando ele entrou (só tocando com toca-discos) o público não se empolgou como no nosso show. Nossas marcianas fazem o maior sucesso. Alguém viu que o próprio Cobra Snake roubou nossa ideia? Ele tá fazendo uma série de festas “Star Trek” usando dançarinas verdes, com biquinis prateados, exatamente como as nossas, mas acho isso legal, ser copiado é um ótimo sinal.

N.A.S.A. @ Coachella by Jarede Berhardt

Um festival desses com tanta gente diferente tocando, como é o “normal” hoje em dia de misturas, o público é diferente do que vocês estão acotumados a ter em clubes? E como é a recepção desse povo “diferente” e novo pra vocês?

Eu acho que tanto eu quanto o Squeak e Clean somos DJ’s ecléticos e sempre preparamos o set de acordo com a ocasião. É ótimo atingir novos públicos e às vezes esse público que está vendo pela primeira vez se empolga mais que o tradicional publico hipster/electro. Tem também o público do hip hop que, muitas vezes pelo disco do N.A.S.A. ser basicamente um disco de rap (com fusões,mas rap) espera ouvir isso, e acaba dando de cara com algo inusitado para ele. Muitas vezes alguns caras bem do rap mesmo chegam para mim e falam “cara você me fez dançar techno pela primeira vez !!!” Engraçado que não tocamos Techno, mas os mash-ups com Hip Hop/Electro, B-more, Rock, etc. fazem os públicos diferentes se unirem.

Tocar num festival que tem show do Paul MacCartney faz diferença? Dá pra encontrar o cara e tirar uma foto com o Beatle?

Hehehe… Não, o Paul nem circulou entre os mortais, eu até tentei, mas não dá para chegar perto dele, nem do Michael Jackson….

O quanto tocar no Coachella traz de “dividendos” pra uma banda como o N.A.S.A.?

Traz bons dividendos. Não estamos milionários, mas quase, hehehe… brincadeira. Tocar no Coachella abriu porta para outros muitos festivais que estávamos para confirmar, como Summersonic (Japão), Wireless (UK), Montreaux (Suiça) e outros. Gastamos todo o cachê e mais ainda na produção, mas valeu a pena…

Sair na capa da URB faz muita diferença também, na lista de promessas de 2009?

Sempre fui fã da URB, compro a revista e estar na capa ajuda a subir o passe, melhora bem os cachês, abre muitas portas. Também saímos na capa da Bounce (Japão) e o disco disparou de vendas por lá: divulgação nunca é demais.

O quanto isso tudo que tá acontecendo agora vai deixar o Dj Zegon mais longe ainda da Crew esse ano?

Puts, vai deixar bastante longe infelizmente. Nesse semestre acho que só toco num sábado, talvez em junho. Passei menos de 30 dias esse ano em SP, fizemos Europa em fevereiro, EUA, Canada e China em março e agora em abril EUA (Coachella) e Mexico (que medo!!!) e em 2 semanas já saio para Japão e Austrália e julho Europa de novo, agosto Japão e EUA de novo e por aí vai.

Quando vai ter o show do N.A.S.A. na Crew?

Estamos planejando Outubro para Tour na América do Sul com parada obrigatória na Crew, talvez na festa de aniversario, certo?

O casting que vocês têm de convidados no álbum é invejável. Como vocês chegaram nos principais deles? Quem ficou de fora que vocês queriam e não conseguiram?

E o casting do disco parece de mentira, né? Bom foram mais de 5 anos de paciência, correria, bons contatos, milhares de ligações e emails e por incrível que pareça alguns deles com Kanye West , David Byrne, Tom Waits, Karen O. , M.I.A., Santigold , eram todos ou ficaram amigos, não foram tão difíceis. No disco a gente tentou todo mundo que você possa imaginar como Bjork, James Brown, David Bowie, sem medo, pois o pior que pode acontecer é ouvir um não. Chegamos a falar com o James Brown diretamente, mas ele estava sempre em tour até a semana que faleceu…

E hoje a noite na Crew? O que vai ter de surpresa?

Tenho algumas surpresas, com alguns remixes secretos que fiz pro N.A.S.A. e também uma aberura que fiz em homenagem ao México, de onde cheguei ontém e onde a situação está preta. Também vou tocar um pouco do “the best of” dos meus sets no Crew, não só novidades …

***

Então hoje, dia 28 de abril, a partir das 23h59 tem a CREW no D-Edge com o Dj Zegon, REBEL! djs, Fabrizio Martinelli, Killer On The Dance Floor, Database, Roots Rock Revolution e Tchiello K.

Pra ver dj Zegon tocar hoje à noite na D-Edge e entrar na lista amiga, só mandar um email pra festacrew@gmail.com até às 18h. O valor é R$ 15,00 e mulher não paga até a 1h.

Nesse vídeo, um pouco de mash-up ao vivo do N.A.S.A. com Beastie Boys, Fake Blood e os monstrinhos:

Joaquin Phoenix no Letterman

segunda-feira, fevereiro 16th, 2009

O Fabs já cantou a bola aqui antes, das esquisitices que o Joaquin Phoenix anda aprontando por ai. Dessa vez foi no David Letterman. E o cunhado dele, Casey Affleck, continua filmando tudo para o seu “documentário”. Cada vez fica mais claro para mim que the joke is on us.

Um bate papo histórico sobre a paz

quarta-feira, dezembro 3rd, 2008

Em 1969, um beatle-maníaco, que na época tinha 14 anos, conseguiu um entrevista sobre paz com John Lennon em um hotel em Toronto. 38 anos depois, Jerry Levitan produziu um filme com a entrevista como trilha sonora:

Via The Ad Mag

Stanley Kubrick

quarta-feira, novembro 19th, 2008

Para quem curte o cineasta, esse é um presentinho dos deuses: uma entrevista de 1h30 feita pelo Jeremy Berstein. Corra e deleite seus ouvidos.

Via IdeaFixa