Archive for the ‘exposição’ Category

Takashi Murakami em Versailles

terça-feira, agosto 10th, 2010

Quem diria, o artista que mais extrapola o pop no mundo, o japonês Takashi Murakami, ganhou uma bela exposição de esculturas no palácio mais clássico barroco do mundo: Versailles. Para quem não se lembra, Murakami é o artista que forra tudo que vê pela frente com divertidas e coloridérrimas flores sorridentes, no melhor estilo mangá. Mas, diferente de versões mercenárias tupiniquins, a arte dele não é decoração. É inspiração, felicidade e porque não, uma crítica às definições convencionais de arte. Luis XIV, o Rei Sol, se revira no túmulo, provavelmente por ser ofuscado pelas incríveis obras.

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São ao todo 22 obras, 14 delas feitas exclusivamente para esta exposição. Estará aberta ao público a partir de 14 de setembro, e fica até 13 de dezembro.

fotos: Dezeen

Feriado cheio de opções

sexta-feira, novembro 20th, 2009

Quem diria que teríamos um feriadão antes do Natal? Eu sequer cogitava, mesmo com duas festas rolando no meio dele. E a chuvinha trouxe um frescor para esse calor de quase 40ºC.

O que mais tem me animado em São Paulo nos últimos tempos tem sido a invasão artística que está rolando na cidade. Exposições que não acabam mais, artistas de vários cantos do planeta aterrissando por aqui, além dos nossos compatriotas que estão produzindo a todo vapor.

Hoje abriu para o público a belíssima exposição “De dentro para fora, de fora para dentro“, no MASP, que traz 6 artistas brasileiros da rua para o museu. Para quem não sabe, essa exposição com curadoria de Mariana Martins, Baixo Ribeiro e Eduardo Saretta, levaram para dentro do MASP os artistas & grafiteiros Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão, que transformaram 1500 metros quadrados numa grande instalação, com fotos, grafite, colagens, stencil. A exposição está lindaaa e ver grafites que tomam conta das ruas dentro de um museu causam estranhamento, o que dá espaço para uma boa discussão a respeito do peso que o grafite tem ganhado nas artes. Todos os 6 artistas são fantásticos, mas o trabalho do Stephan foi o que mais me comoveu com seu simbolismo religioso tão forte. Visita obrigatória. A exposição fica por lá até 05/02/10 e depois disso, os 6 grandes painéis serão apagados. Para quem não está em SP e não passará por aqui, o projeto teve uma cobertura completa de toda a montagem e dá para ver tudo em vídeos & fotos no blog, que também aberto para qualquer um que quiser colaborar. A entrada custa R$ 15.

De dentro para fora, de fora para dentro

De dentro para fora, de fora para dentro

O centro da cidade ganhou no último dia 11 de novembro uma galeria de arte temporária, a Red Bull House of Art, que abriga 10 artistas de 7 países diferentes, que ficarão por lá por um mês produzindo uma exposição. A abertura se deu com uma exposição, enquanto os artistas já começavam a produzir a segunda exposição que abre no dia 05 de dezembro. O Red Bull House of Art pegou o Hotel Central, projetado por Ramos de Azevedo, que estava desativado. Os artistas são Cláudio Bueno, Alessandra Cestac, Rodrigo Garcia Dutra e Regina Parra, do Brasil, e Zander Blom, da África do Sul, Hiraku Suzuki, do Japão, El Bocho, da Alemanha, Gabriela Golder, da Argentina, Rui Gato, de Portugal e Grant Davis dos Estados Unidos. A curadoria artística é de Lucas Bambozzi e de Maria Montero. A entrada é franca e o hotel fica aberto para visitação de terça à domingo, das 10 às 18h. Atente para as palestras que estão rolando por lá, também gratuitamente.

Red Bull House of Art

Red Bull House of Art

Aliás, a presença digital do Red Bull House of Art, que compreende o hotsite, blog, flickr, vídeos, twitter foi todo criado pela Remix Social Idea (minha agência em que sou sócia com a Ana Laura) e pela Bold Conteúdo. Ou seja, estamos por lá todos os dias acompanhando a produção da nova exposição, além de observarmos a reação do público que passa por ali todos os dias e acaba sendo levado pela curiosidade para ver o que está rolando dentro do hotel.

Além das duas, tem também a exposição Vertigem, do OsGemêos, rolando na Faap e fica em cartaz até 13 de dezembro com entrada franca. Essa eu ainda não tive oportunidade de ir (até fui, mas não consegui entrar por conta da fila).

E claro, o final de semana também pede festas para libertar a alma, dançar e ver os amigos. A pedida de hoje é a Top Top Top, no Vegas, com Fabilipo, eu, Corelli & Guilherme M, Bispo, Luca Lauri, I’m the Machine e Carlos Soul Slinger. Noite regada de pop, electro e uma pitadinha de rock.

Amanhã tem a festa Crash, que eu faço com o Rick Castro, com um line-up de primeira: The Twelves, que há tempos não toca nos clubes mais acessíveis da cidade (hehehe), Database, Funhell DJs, eu & Daniel Peixoto. A lista amiga é R$ 20 – listacrash@gmail.com.

E o domingão recebe a primeira grande passeata fashion da cidade, produzido pela Casa de Criadores. A concentração se inicia às 13h, no Largo do Arouche, e de lá segue rumo ao Parque da Luz, onde acontecem o desfile das Gêmeas e o Festival de Música Casa de Criadores, com Alloyha Copacabana, Subburbia, Multiplex, Daniel Peixoto e Copacabana Club. Tem tudo aqui na agenda ó.

Pixel Park

segunda-feira, agosto 10th, 2009

Quer conhecer a famosa Casa Bola, que fica ali Rua Amauri, no Itaim? Pois bem, agora tem uma boa oportunidade com um bom motivo. A casa está abrigando a exposição “Pixel Park” da dupla Liana Brazil e Russ Rive, que juntos formam o SuperUber.

O SuperUber é uma produtora que une tecnologia à criatividade com um estilo único de design para desenvolver projetos multimídia e instalações que buscam interação, comunicação e informação. A mostra vai ser uma retrospectiva dos trabalhos que já fizeram e também vão trazer obras inéditas.

convite

A exposição abre amanhã, 11 de agosto, a partir das 18h e fica em cartaz até o dia 23 de agosto. Entrada franca – das 10 às 20h todos os dias.

França e eu, eu e França

quinta-feira, julho 30th, 2009

Eu amo a França. Ponto. Sou fã da literatura, do cinema, da filosofia, do teatro, da música, da moda e amo o país. Resisti em admitir que a França é um dos meus países favoritos. Ponto. Admiti.

Esse ano meu plano era passar meu aniversário em Berlim, que é uma das minhas cidades favoritas no mundo e adoraria voltar lá no verão, mas quando vi, eu estava marcando minha passagem para 10 dias em Paris. Eu vou, eu volto, eu vou. Paris é a cidade que eu queria estar sempre. Adoro Londres, mas Paris é quem me derrete. Eu entendo a cidade, tenho meus cantos favoritos e quase suporto o mau humor dos franceses. Não é a toa que eu tenho uma única tatuagem e essa seja em francês. Poesia. Rimbaud. Poucas palavras resumindo o que sou.

eu&rimbaud

Meu apartamento atualmente tem referências francesas em todos os cantos. Não é pretensão. É paixão. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que eu pisei em solo francês. Não foi em Paris. Foi numa pequena estação no sul do país, em que eu saí do trem e bem caipiramente fiquei pulando e gritando para a minha amiga: ESTOU NA FRANÇA! Bem caipira mesmo.

A primeira cidade em que me estabeleci na França foi Nice. Depois disso passei por pequenas cidades e claro, várias vezes por Paris. Cada vez (não foram tantas, ok?) que vou à Europa, Paris é minha parada obrigatória e é sempre onde gasto mais tempo. Apenas por um motivo. Eu amo estar em Paris. Por isso sou adepta do ano da França no Brasil e tenho feito disso meu evento particular. Fiz a festa “ano da França na Lalai”, em que quase 40% dos presentes eram franceses. Tenho alugado diariamente meus filmes prediletos e outros que não conheço de produções vindas de lá. No cinema minhas escolhas tem se reduzido à França e assisti todos os filmes que tem PARIS no título.

Na terça-feira fui na livraria Martins Fontes, que aliás, eu confesso que é minha favorita e saí de lá com 5 livros novos de autores franceses, sendo na maioria autores contemporâneos.

Reparei que a maioria dos artistas que tenho trazido para tocar aqui são franceses. São meras coincidências. Thieves Like Us não é francês, mas sua base é na França. E tem uma lista infinita que quando analiso, me dou conta de que mais do que 50% também vem de lá. Chego a acreditar que a França deveria era me patrocinar! hahahaha…

Para quem, assim como eu, tem uma queda pela cultura francesa, aí vão pequenas dicas de como aproveitar um pouquinho do que a França tem a nos oferecer aqui em São Paulo. Claro, que se você é obsessivo como eu, já foi em tudo, mas caso a França não é exatamente o lugar que mais lhe diga alguma coisa, aproveite e curta um pouco. Vale a pena.

Leia “O convidado surpresa”, de Gregóire Boullier, que é o autor da fatí­dica carta de rompimento a Sophie Calle, que desencadeou a exibição “Sophie Calle: Cuide de você”, que está em cartaz até 7 de setembro no Sesc Pompéia.

O livro, apesar de narrar a história da noite em que Gregóire conhece Sophie Calle, não é exatamente sobre ela que ele fala, mas talvez pela exposição estar por aqui, o que a mídia tem explorado é que o livro é sobre a noite em que ele a conheceu. Não é verdade. Sophie é mera coadjuvante na história. Gregóire narra com paixão a tentativa de esquecer um grande amor e tentar entender o rompimento. Ou melhor, a fuga do seu amor sem qualquer explicação. Ele fala da sua angústia de anos em tentar entender o porquê. Na oportunidade que tem para o confronto, ele se encolhe na sua blusa de “malha rulê” e na sua dor-de-cotovelo e acaba tendo uma noite não muito confortável. A parte boa é que o desfecho traz conclusões inesperadas, que traz um entendimento do rompimento que ele procurava (ou se consolou com o que achou para fechar a sua história).

Eu recomendo a leitura, pois isso muda um pouco a ótica de quem analisa a exposição da Sophie Calle, que para mim é resultado bonito de um final de relacionamento em que ela transformou quase em novela mexicana. Não quero tirar os méritos da Sophie, afinal ela é uma grande artista e a exposição é grandiosa em todos os sentidos (fiquei quase 2 horas por lá), mas não deixa de ser uma “punhetação” de alguém que levou um fora e não conseguiu entendê-lo. A sua escolha foi ter mais de uma centena de mulheres interpretando a tal carta de rompimento e achei várias das conclusões bem feministas. Para mim as mais sensatas foram da Victoria April, palhaça, mãe da artista, adolescente (que resume a carta e um sms “ELE SE ACHA”) e da escritora. Algumas soaram cansativas e dramáticas demais. Admiro quem consegue transformar sua dor em arte e foi o que ela fez. Mas, ah… não dá para desmerecer seu sofrimento, afinal parece que ela realmente amou demais mr. X, ou Gregóire Boullier, que foi quem dividiu a mesa com ele no Flip, em Parati, para autografar seus respectivos livros. Basta olhar para a foto e sacar que mr. Boullier, apesar de todas suas angústias com a vida, não passa muito de um Don Juan.

Claro que a exposição abre para participação do público, que pode enviar sua própria releitura da carta para, quem sabe, fazer parte da exposição em algum momento. Vale a leitura do livro e vale a visita à exposição.

Filmes obrigatórios: 2 Dias em Paris, Dans Paris e Paris. Todos tem a cidade como participante da história de alguma forma, sendo que em “Paris”, ela praticamente ganha o papel de protagonista. Afinal Paris tem história suficiente para o papel. Dos três, o meu favorito é “Paris”, pois achei o filme despretensioso, agradável e filme para sentir e não pensar.

E claro, para entrar no clima, nada como ir jantar e/ou almoçar em algum restaurante francês na cidade. Tem vários e alguns a preços bem acessí­veis. Aproveita e dá uma passada no post que eu fiz sobre eles e não deixe de ir no Robin des Bois comer mexilhões de entrada.

Produção musical francesa está em alta há algum tempo. Vide Kitsuné e EdBanger, que nos trouxeram os mais variados tipos e vários deles aterrissaram no último ano no Brasil. Sábado tem Thieves Like Us, que apesar de ser uma mistura de nações, tem residência na França. Em setembro tem Jane Birkin, que toca com Caetano Veloso nos dias 3 e 4 no Sesc Pinheiros. No dia 17 quem toca no Sesc Pompéia e no dia 19 no Circo Voador (RJ) é o Sebastian Tellier, além de tocar no Coquetel Molotov (em Recife) com Zombie Zombie e François Virot. As 3 atrações são obrigatórias. Anota aí e entre todos os dias no site do Sesc para não perder o início da venda dos ingressos, que costuma esgotar sempre no máximo no segundo dia.

E a lista de músicos franceses bons para ouvir é gigante: Serge Gainsbourg, Françoise Hardy, Charlotte Gainsbourg, Dat Politics, Yelle, SebastiAn, Yuksek, Daft Punk, Air, m83 entre outros.

Leia Rimbaud, Baudelaire, Flaubert, Proust, Racine entre tantos outros clássicos, além de Muriel Barbery (o ótimo “A elegância do ouriço“), Raymond Queneau (com Zazie no Metrô, que virou filme), Olivier Dam com A Salvo de Nada, Paris de Colin Jones e Paris é uma Festa de Hemingway e A Sombra da Guilhotina de Hilary Mantel. A lista de escritores franceses de tirar o fôlego é interminável.

E ainda tem o vinhos, os queijos, as artes plásticas e mais uma infinidade de coisas em que eu poderia gastar dias aqui escrevendo loucamente.

E eu assumo, esse é um post de declaração de amor à França, onde eu espero voltar muitas vezes e quem sabe, viver um pouquinho por lá.

Gameplay

terça-feira, julho 7th, 2009

O Itaú Cultural sempre tem coisas bem legais. O Jeanzinho me mandou essa semana um link para a Folha com uma reportagem sobre uma mostra de videogames que está rolando por lá, a Gameplay. A exposição começou no dia 2 passado e vai até dia 30 de agosto. Apresenta 6 instalações e 11 jogos – incluindo os meus preferidos LittleBigPlanet (já falei dele aqui), Katamari Damacy (a melhor abertura de jogo que já vi na vida, além de ser um dos mais divertidos também) e World of Goo.

Só hoje, resolvi entrar no site do Itaú Cultural para ver mais informações sobre, e descobri que além da exposição, vai rolar ainda muita coisa bacana sobre o tema: o GameJam (desenvolva um jogo em dois dias, o tema você só vai saber lá); o GameMusic (primeiro festival de Chiptune no Brasil, apresentará 4 projetos); um simpósio; e, por fim, o Machinimas (curta-metragens criados com motores de jogos de videogame).

Para saber melhor a data de cada evento, visite o hotsite do Gameplay: http://www.itaucultural.com.br/gameplay/. A entrada é franca.

MCD LAB #1

domingo, março 15th, 2009

Eu tiro o chapéu para quem consegue viabilizar projetos culturais por aqui. Admiro ainda mais marcas que ajudam a viabiliza-los. A marca de surf MCD reuniu um grupo de artistas, fechou uma casa na Praça Por do Sol, fez uma programação incrível e o melhor, tudo com acesso gratuito e com curadoria de dois artistas de peso: Stephan Doitschinoff na curadoria de arte e Maurício Takara na musical.

O MCD Lab # 1 acontece de 17 a 23 de Março de 2009 na Rua Desembargador Ferreira França, 368 – Alto de Pinheiros – em frente a Praça Por do Sol

Exposição dos artistas Chivitz, Danielone, Luciano Scherer, Pingarilho, Pacolli, Renan Cruz e Whip.
Live Performance Tattoo by Fabio Pimentel.

O espaço é livre e fica aberto das 14h às 22h, com Mesa de Bilhar, Internet do Passado e Open Sound para você tocar seu Podcast !

Pocket Shows & Workshops
17/03 * 20h Mamelo Sound System
18/03 * 20h M. Takara 3
19/03 * 20h Elma
20/03 * 20h Psilosamples
21/03 * 17h Workshop de Produção Musical e Dub com Victor Rice / 20h Victor Rice
22/03 * 15h Workshop de Serigrafia com SHN / 20h Mjp & Dj Asma
23/03 * 20h Akin

Mais informações no blog do evento.

Magazine Library

domingo, março 8th, 2009

Todo mundo está careca de saber minha paixão por revistas. Imaginem como fiquei ao saber desta exposição que está rolando no Japão: a We Love Magazine Library. São revistas de todos os cantos do mundo e das mais diversas épocas, incluíndo uma edição de 1920 da revista feminina francesa “Femina” e uma “Seventeen” de 1940. As revistas estão todas disponíveis para serem lidas no local. A exposição vai até dia 14 de março no “Space O” – Omotesando Hills. O site da exposição também é uma boa mostra de design minimalista e bacana, além de ser simples e ótima usabilidade.

Magazine LibraryMorri de inveja de quem está no Japão.

Via Spoon & Tamago