O que é mais legal na época de Copa do Mundo é ver as ações que pipocam mundo afora. O que não falta é criatividade. Dá para enumerar várias ações, mas a mais simples, bacana e genial que vi até agora foi a camiseta feita pela Federação de Futebol Holandesa, que inclusive já causou bastante burburinho hoje na web. Confira e me fala se você não está morrendo de vontade de ter uma:
Franco Mattes, do 0100101110101101.ORG, fez uma performance online fingindo se enforcar ao vivo no Chat Roulette. Vale reparar na reação que cada pessoa teve ao se deparar com sua imagem pendurada numa corda, numa sala totalmente bagunçada. Uma das melhores reações é do cara que liga para a polícia e tenta explicar o que é o chat roulette. A performance rende uma boa análise e discussão a respeito:
Para quem curte ou tem curiosidade sobre o Japão, não deixe de ver esse vídeo super bacana sobre o país contendo dados “estranhos” e bem curiosos. Em inglês:
Faz exatamente 100 anos que foi criado o “Dia Internacional das Mulheres”. Coincidentemente li uma das entrevistas mais incríveis dos últimos tempos na última Another Magazine, feita com a atriz alemã Luise Rainer, que completou 100 anos no último dia 12 de Janeiro.
A atriz ganhou 2 Oscars e a única que ganhou o prêmio nos anos 30 e ainda está viva. Ela começou sua carreira aos 16 anos no teatro com ninguém menos que Max Reinhardt. Aos 25 anos ela foi descoberta pela MGM e se mudou para os Estados Unidos. Fez filmes até os anos 50 e depois só voltaria à tela para aparições nos anos 80 em séries de TV. Retornou ao cinema em “The Glamber“, de Dostoyevsky, em 1997.
A entrevista foi feita pelo crítico Hans Ulrich Obrist, me emocionou e fez eu colocá-la no topo da lista das pessoas que se eu pudesse convidar para um café, seria ela. Como bem definiu o Hans, a entrevista foi um testemunho de um século e não sobre nostalgia, em que ele resume que “o futuro é sempre feito de fragmentos tirados do passado”.
Luise é uma mulher divertidíssima, perpicaz e com uma memória fantástica. A entrevista se tornou uma conversa deliciosa, em que Luise também faz várias perguntas ao Hans. Obviamente para quem viveu por tanto tempo, ela tem histórias fantásticas e a maioria envolvendo grandes nomes do teatro e cinema.
Eu sou muito fã de Brecht e não sabia, mas foi ela quem o ajudou a ir para a América, que em agradecimento ofereceu escrever uma peça para ela. Como ele estava duro na época e ela estava prestes a viajar, ela pediu para o seu agente paga-lo para escrever a peça. Ela acabou tendo vários problemas nesse meio tempo. Pegou malária na África, depois foi para a Itália e quando retornou à NY, seu agente a procurou desesperado, pois pagava Brecht semanalmente pela peça, porém havia passado bastante tempo e ele não entregou uma página sequer. Ela foi atrás do Brecht para cobrar a peça e ele enviou 2 páginas apenas. Depois de uma bela canseira, de ter reclamado que o que ele enviou não era nada, acabou desistindo e disse para ele fazer o que quisesse com a peça, que virou “O círculo do giz caucasiano”, que ele levou 2 anos para concluir.
Luise também trabalhou com Pirandello, mas a melhor história é com Fellini, que a convidou para atuar em La Dolce Vita, porém ela não quis pela forma como ele trabalhava, filmando esporadicamente. Ele não aceitou a resposta e a bombardeou com telegramas e depois a levou para Roma para conversar mais a respeito. Ela acabou aceitando com a condição de que ela escreveria sua cena e ele topou, que seria sobre o relacionamento de Marcello com uma velha escritora que vivia em uma torre. No final a cena foi feita, mas os dois tiveram tantos problemas, que a cena foi cortada.
Depois discorre sobre o filme “The Good Earth“, que lhe rendeu o segundo Oscar de sua carreira.
Hans termina a entrevista perguntando se ela tem correspondências de todas essas pessoas que ela conheceu e conviveu. Ela responde que não tem nenhum arquivo organizado. O que ela tem são pequenas notas de lembranças que ela tem e encerra dizendo que tem muitas coisas em particular e que não estava brincando quando disse que toda a sua vida era amor, mas que consequentemente tinha também uma dose de tristeza. Ela estava vivendo como todo mundo. A vida não é a mesma para cada um, pois depende do quanto você é sensível, observador e como as pessoas que entram na sua vida podem tocá-lo. A vida é enorme e ela sempre tem respirado em várias direções.
E minha homenagem nesse dia vai especialmente a ela, que é uma grande mulher com uma história de vida incrível. E abaixo uma cena de Luise Rainer atuando em “The Great Zigfield“, em que ela ganhou seu primeiro Oscar:
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o Skol Sensation é um evento polêmico desde seu anuncio em 2008.
a proposta é grandiosa e, para os mais apaixonados pela música eletrônica o line-up e o lado circense não agradam. mas preconceitos a parte, a festa foi bem sucedida e com certeza o maior evento eletrônico indoor já feito no país.
este ano o Sensation tera o tema The Ocean Of White, ou seja, a árvore do amor da edição passada dá lugar a um o palco giratório central, localizado sob uma anêmona cenográfica gigantesca; dançarinas com figurinos exóticos, fontes de água que juntam-se a performances de artistas de rapel, que descem da estrutura do teto com fogos de artifício e efeitos especiais além de águas-vivas cenográficas que completam o visual. ufa! haja cenografia.
nesta 2ª edição, a tradicional praça de alimentação dá lugar a amplo espaço gourmet. quanto aos ingressos, nada muda: camarote premium, diamond e pista; e eles começam a ser vendidos no próximo dia 28.
sim, será gigantesco e elaborado. e com o conceito de te levar para uma imersão no mar da sua alma. e claro, o traje é branco.
a festa acontece de novo no Anhembi no dia 17 de abril e contará com 3 atrações internacionais principais: o veterano Felix DaHousecat, o DJ Tocadisco e o holandês, ainda pouco conhecido por aqui, Chuckie.
já comece a pensar no modelo e boa festa!
Numa parceria bem sucedida, a comunidade de design colaborativo Threadless junto com a Griffin, empresa que vende acessórios e periféricos para iPod e iPhone, lançaram uma série limitada de cases para iPhone baseada nas estampas oferecidas nas camisetas da Threadless. Nada mais simples e natural, afinal, a gente vive na ERA DO TUNNING: num mundo com consumo cada vez mais padronizado, só a tal da customização salva – mesmo que seja a customização de massa. (OK, ANA LAURA, VAMOS PARANDO POR AÍ.)
Um case simples que mais uma vez reforça que uma boa ideia não é necessariamente mirabolante.
Hoje saiu um artigo bem interessante no caderno Mais, da Folha de São Paulo, em que o escritor Bernardo Carvalho relata sua experiência de ter passado 3 dias no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
A convite do próprio jornal, que aparentemente se baseou na recente experiência do filósofo Alain de Botton, que a passou uma semana morando no Heathrow, em Londres, convidado pelo próprio aeroporto. Ao contrário de Botton, Bernardo Carvalho relata a dificuldade que foi obter informações por aqui. Tudo passou por uma burocracia sem fim e na maioria das vezes ele não obteve uma resposta final, desde questões simples como “objetos mais achados & perdidos” até questões mais relevantes.
Presenciou “mulas” sendo pegas pela Polícia Federal, que depois contou ao escritor que muitos são delatados pelos próprios aliciantes, justamente para “distrair” o controle e conseguir passar outras “mulas”. Quem é pego leva até 15 anos de prisão.
Das histórias contadas, há uma que chega a emocionar, que é a de um casal de hippies, ela uma costa-riquenha e o rapaz, um francês, que estão viajando há 1,5 ano e acabaram parando no Brasilviajaram 1.600km de bicicleta pelo Brasil dependendo de ajuda das pessoas por onde passavam e citam o quanto o brasileira é generoso, que enquanto aqui ganhavam comida vencida de restaurantes, na Argentina eles tinham que pagar pelo mesmo prato.
Bernardo cita também a reclamação de estrangeiros sobre o fato de que poucas pessoas no aeroporto falam inglês, o que acaba dificultando a “estadia” deles no aeroporto, mas ao mesmo tempo dizem, que diferentemente de outros aeroportos internacionais, ninguém os incomoda caso tenham que dormir por lá.
O nosso aeroporto está um pouco longe de ser o mais movimentado do mundo, são 58.000 pessoas passando por lá diariamente contra 8 milhões pessoas por dia que passam pelo Aeroporto Internacional de Atlanta, que é o aeroporto com maior movimentação de pessoas do mundo, enquanto o do Heathrow é o que possui maior tráfego, com cerca de 460.000 pousos por ano.
Desembarquei em Cumbica no sábado, quando retornava do Rio de Janeiro. Apesar de não gostar de aeroportos, sempre gostei bastante de observar a movimentação, as pessoas chegando, saindo, esperando, se despedindo. Eu já dormi em aeroporto e posso dizer que é uma das coisas mais entediantes do planeta, porque enquanto durante o dia tudo acontece, à noite o aeroporto vira uma cidade fantasma.
Eu amei esse Digg 365, que foi feito para comemorar os 5 anos do Digg, que traz as notícias que mais bombaram nesse período com visualização por mês, além de também ser possível navegar por categorias.
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.